História Amanhã - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Konohamaru, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Gaaino, Gaasaku, Itasaku, Naruhina, Narusaku, Saiino, Sasosaku, Sasusaku
Visualizações 73
Palavras 4.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite e ótima leitura!

Capítulo 4 - Centenas




Estava exausta quando terminava de jogar a areia enterrando os corpos, já havia amanhecido.

O sol estava quente a fazendo suar consideravelmente, enguichou a pá na terra se afastando.

Durante a noite procurou uns pedaços de madeira para por na sepultura, usou suas cordas para amarra-las em formato de cruz.

Respirou cansada, fincou a cruz na frente dos “túmulos” e pegou sua faca para talhar os nomes.

- Beba um pouco. – fui interrompida por Itachi que me estendia uma garrafa de água – Não está com raiva de mim, está?

- Não. – disse pegando a garrafa – se estivesse por que se importaria?

- Gostei de você. – juntei as sobrancelhas – Não está mesmo com raiva? Negou minha ajuda para cavar os túmulos.

- Não estou com raiva Itachi, você fez o que precisava para sobreviver... e não quis sua ajuda porque precisava fazer isso sozinha.

Mesmo dizendo tudo aquilo tentando parecer uma pessoa razoável uma parte de mim não estava tão lúcida.

Uma parte de mim sabia que jamais os perdoaria por aquilo.

- Entendo... nossos amigos já estão chegando com nossa carona. Tomei a liberdade de botar alguns suprimentos na sua mochila. – ri com o que ele disse.

- Você quis dizer vasculhar minha mochila né? – ele sorriu.

- Obrigado por ajudar Konohamaru... e gostaria de saber, como uma médica está por aí sozinha?

- Qual o problema disso?

- No mundo atual pessoas como você são preciosas, já deveria estar com algum grupo.

- Isso é um convite? – brinquei tentando desviar do assunto.

- Na verdade sim. – tirei o falso sorriso do rosto para olha-lo seriamente – calma, sou uma pessoa civilizada, não vou te força a ir conosco.

Cruzei os braços para escutar o que ele ia dizer mesmo já sabendo minha resposta.

- Sei que meu irmão deu uma impressão ruim mas nosso grupo é o mais civilizado que você vai encontrar por aí rosada. Podemos oferecer água, comida... uma cama quente – disse a última parte em um tom de duplo sentido. – Você será bem cuidada.

- Eu agradeço Itachi, de verdade. Mas tenho um objetivo e esse objetivo não incluí ficar com um grupo.

Finalizei resoluta, se não fosse por Ino, talvez teria aceitado, ficar sozinha era perigoso demais.

- Isso é uma pena... seria bom termos uma médica. – ele sorriu um pouco cruzando os braços – mas sugiro que não fique aqui por muito tempo, entramos em confronto com outro grupo, eles podem voltar aqui. – Assenti.

- Deixe-me adivinhar, mataram o dono desse lugar que era um de vocês?

- Esperta... chegou perto, mas o dono desse lugar não era do nosso grupo, apenas um amigo, trazíamos suprimentos para ele.

- Entendo. – respondi terminando de talhar os nomes.

- Vai me dizer ao menos seu nome antes de irmos? – antes de responde-lo, ouvi o som de carros se aproximando, dois carros pararam um pouco mais a frente. – São nossos amigos.

Itachi falou, assenti vendo ele se virar em direção aos carros.

Sasuke saiu da capela com Konohamaru nas costas.

Tirei os olhos deles para encarar os túmulos, aquela seria sempre uma memória desagradável em sua vida.

Não virou para olha-los partir, apesar do ressentimento no peito pelo que havia acontecido durante a noite.

Uma parte dela, não queria ficar sozinha novamente, mas era o que ela devia fazer.

Por Ino.

Ignorou as vozes das pessoas que saiam do carro e se agachou de frente para um dos túmulos, ainda não conseguia chorar.

Sorriu culpada, sabia em seu âmago que aquela culpa a consumiria até o resto de sua vida.

Tirou uma pequena sacola que estava antes em sua mochila do bolso da calça, a prendeu na pequena cruz de madeira.

Antes de fazer qualquer coisa a mais, uma voz a deixou paralisada.

- Sakura? – Respirou não conseguindo se virar – É você?

Seu coração parecia congelado e suas pernas bambas, juraria que estava suando frio.

Tomou coragem e se levantou se virando. Era ele.

Pela primeira vez em dois meses chorou deixando a alegria inundar seu peito.

- Sakura. – ele voltou a dizer não acreditando também, botei a mão contra a boca tentando encontrar algum conforto.

Ele começou a chorar também e logo abriu um de seus típicos sorrisos.

Oh! Como sentirá falta daquele sorriso.

- Sakura!

- Naruto... – disse em um timbre mais fraco.

Começou a caminhar em sua direção e não podendo conter a alegria em seu peito, correu, e ele correu também.

Quando viu já havia se jogado em seus braços enquanto ele a pegava a levantando, vantagem de ser o mais alto.

- Ah você conseguiu! – gritou enquanto a abraçava, o apertou mais ouvindo sua risada de alegria.

Se pudesse ficaria ali o abraçando até o fim de sua existência, sem se importa com os olhares alheios.

Depois de alguns minutos desfizeram o abraço mas sem se distância, Naruto segurava meu rosto entre suas mãos e eu mantinha minhas mãos em sua cintura.

- Como? – Eu ri antes de responde-lo.

- É uma longa história.

- Imagino que sim... eu fui atrás de você, à procuramos em todas as partes, mas...

- Não me encontrou. – sorri triste – Não teria como também... mas e você? Achei que ia ser mandado para algum lugar já que era do exército.

- Fui... mas não pude ficar lá, precisava encontrar meus pais, você... – Assenti entendendo.

Mas não tive coragem de fazer a pergunta obvia e ele pareceu entender, sorrindo novamente.

- Eles estão bem, estão vivos.

Senti felicidade novamente, Kushina e Minato eram como tios para ela.

O abraçou novamente.

- Não querendo interromper esse momento de vocês, mas temos hora Naruto, se nos atrasarmos eles ficaram preocupados. – Um homem se aproximou dizendo.

- Vocês se conhecem... que coincidência. – Itachi comentou se aproximando.

- Achei que não acreditasse em coincidências, Itachi. – Naruto comentou rindo e depois se virou para mim – vamos, você precisa ver uma coisa.

O olhei ainda feliz, uns quilômetros de desvio não deveriam fazer mal né?

                            《》

- Ele disse mesmo isso? – Naruto perguntou rindo.

- Sim, “se fizer algo, eu mato você” – falei tentando imitar a voz grossa de Sasuke.

Era uma das melhores características de Naruto, fazia qualquer momento ruim meu se torna uma piada se eu permitisse.

- Que babaca. – disse entre risos – ele vai ver só. – apesar de estar rindo conhecia Naruto o suficiente para saber que ele realmente ia fazer algo.

- Não, Sério não precisa, olha só como o mundo tá! Uma coisa dessas não é nada.

- Sakura... – ele parou de falar ao ouvirmos um gemido, olhei para atrás e Konohamaru ainda estava dormindo, devia estar com dor. – ele não acordou nenhum vez?

- Não – o respondi voltando a olhar para frente – Não se preocupe, ele vai ficar bem.

Terminei de dizer colocando uma das minhas mãos em sua coxa.

No pouco tempo que estivera com Naruto percebeu que ele havia desenvolvido um grande sentimento por aquele pirralho.

Quase surtou quando soube que o motivo de eu estar ali com membros do seu grupo era porque o garoto levou um tiro.

Naruto botou uma das mãos sobre a minha mantendo a outra no volante, logo depois as entrelaçou me olhando.

Por algum motivo me senti acuada e sem graça, soltei nossas mãos mudando de assunto.

- Então, quanto tempo para chegar?

- Não muito, nosso acampamento não fica longe. – Assenti olhando a estrada pela janela.

Havia alguns dos outros lá fora mas os carros eram rápidos demais para eles acompanharem.

Quando decidi me juntar a eles, Naruto fez questão que viéssemos nesse carro sozinhos, bom, mais o menos sozinhos.

Conclui olhando Konohamaru.

- Roupa interessante a sua. – Naruto comentou olhando minhas roupas masculinas.

- É, hoje em dia o que vier tá bom. – ele riu.

- Essa blusa é do Sasuke.

- Que? – perguntei sem acreditar.

- Já o vi com ela antes, você não sabia?

- Não... Itachi apenas me emprestou essas roupas e eu não questionei muito.

- Ham...

- Ah isso não te chateou né? – perguntei sem acreditar socando seu ombro, ele riu negando.

- Isso é muito bom.

- O que?

- Poder falar com você novamente. – o olhei também sentindo aquilo e um certo vazio pelo tempo que já fazia.

- É.

- Você se lembra qual foi a última vez que nos falamos? – me perguntou se virando um pouco.

- Para ser sincera não... você estava sempre em missão, acho que a última notícia que recebi sua foi no dia que a epidemia chegou até o Japão... se não me engano foi um SMS.

- Sim – disse um pouco distante.

- Você se lembra?

- Sim... fomos ao Olivar, bebemos muito, haviam mais pessoas com a gente...

- Ah ... sim, agora me lembro, eu fiquei muito bêbada aquela noite, parece tudo um borrão agora. – disse me lembrando de alguns flashes, ele riu.

- Foi uma das únicas vezes que vi Sakura Haruno perde o controle na vida, foi épico. – ri dele.

No segundo seguinte o carro da frente freio de maneira brusca, fazendo Naruto desviar o carro subitamente freando também.

Quase batemos contra uma árvore, segurava o banco forte pelo susto.

- Você está bem?

- Sim. – respondi me virando para Konohamaru, ainda estava “dormindo” com o corpo levemente inclinado por conta da freada.

Naruto saiu do carro para saber o que tinha acontecido e depois de ter certeza que o garoto estava bem, sai também.

- O que houve? – perguntei me aproximando dos homens.

- Deixaram o imbecil do Kiba no volante. – Naruto resmungo.

- Ei!

- Tem carros bloqueando a estrada. – Itachi me disse – Você está bem? – Assenti para ele.

- Parece que foi um acidente. – Sasuke disse um pouco mais adiante – aconteceu a pouco tempo... eles ainda não viraram.

Concluiu quando abriu uma das portas verificando os corpos.

- Vamos acabar logo com isso, o cheiro do sangue pode atrair os mortos. – Itachi disse e todos assentiram.

- Vou ajudá-los a tirar os carros da estrada, fique aqui – arqueei uma sobrancelha pronta para contestar Naruto quando ele voltou a dizer – Alguém tem que vigiar Konohamaru, os zumbis podem aparecer a qualquer momento.

Revirei meus olhos segurando a língua, tínhamos acabado de nos reencontrar, não era a hora de briga com Naruto por ele ser muito protetor.

Me encostei contra o carro que estava Konohamaru aguardando eles terminarem, Sasuke retirava os corpos os botando contra o chão.

Me aproximei deles os analisando, agachei para analisar melhor seus hematomas.

Um deles estava com pedaços do carro perfurando seu corpo, o outro com hematomas no tórax e julgando pelo sangue em sua boca, tinha morrido por um edema pulmonar.

Quando foi analisar o terceiro viu seus dedos se moverem, estava acontecendo.

Seus olhos abriram lentamente mostrando suas íris acinzentada quase esbranquiçada, ainda dava para ver que seus olhos foram castanhos um dia.

Sua boca abria soltando gemidos e grasnidos enquanto seu corpo se erguia lentamente, nos primeiros minutos eles costumavam ser lentos.

- Sakura! – Ouvi Naruto me chamar.

Mas antes de o responder finquei minha faça no crânio dele e depois segurei sua cabeça para puxá-la de volta.

- O que? – perguntei levantando a cabeça para encara-lo.

Ele me olhou sem saber como reagir exatamente, não me surpreendi, a Sakura que Naruto conhecia jamais faria coisas assim.

- Merda! – ouvimos Kiba dizer a frente.

Me levantei para ver o que era.

Droga, Primeiro tinha aparecido três à sete dos outros mas logo foi aparecendo vários um atrás do outro.

Estavam alguns quilômetros a frente, parecia um grupo grande, Sasuke subiu em um dos carros para poder ver melhor.

- São quantos?

- Centenas... – Sasuke desceu do carro.

- Vamos entrar nos carros!

- Eles vão nos ver e cerca os carros.

- Não temos tempo de discutir, estão vindo de que direção?

- Leste, provavelmente não passaram pelo restante do nosso grupo.

- Se voltarmos podemos topar com os cobras.

Antes que pudessem continuar a discussão houve uma chuva de tiros em nossa direção.

Todos correram se escondendo atrás de algo para se proteger, acertaram os carros, especificamente os pneus.

E para piorar atraiu os milhares de mortos que estavam a frente.

- Se divirtam com isso, otários! – Ouvi alguém gritar antes dos tiros pararem.

Agora todos os mortos corriam em nossa direção, olhei para o lado um pouco distante e consegui ver Naruto tirar Konohamaru do carro.

Olhei para os outros a menos de dois quilômetros a frente.

Droga!

Não ia dar para alcançar Naruto.

Sem escolha corri para a floresta, com o pouco que tinha visto todos tinham se dividido para fugir dos mortos.

Mesmo estando em sete não daria para enfrenta-los, eram centenas.

Uma verdadeira horda.


                           《•》


Passava a mão por entre seus fios loiros carinhosamente, Ino tremia um pouco apesar de estar dormindo.

Suspirou olhando a cômoda, teve que dopa-la para que ela conseguisse dormi um pouco.

Estava a três dias acordada desde que receberá a notícia que o refúgio Osame, em Kyoto, onde seus pais estavam havia perecido a cerca de um mês.

Ficou indignada ao saber que não havia sido por causa dos mortos e sim um grupo que atacou e saqueou a comunidade.

Como as pessoas eram capazes de tamanha violência?

Eles precisaram” ouviu as palavras de Ino em sua cabeça.

Ela ficou sem chão ao receber a notícia, mas hoje um pouco mais cedo antes de “bota-la” para dormi.

Conseguiu arrancar palavras dela pela primeira vez em três dias.

E ficou chocada quando sua amiga a disse “Eles deveriam estar famintos, eles precisaram.”

Quando foi a rebater, Ino a olhou seriamente, como nunca a tinha olhado na vida e depois riu parecendo insana.

Olhe para nós Sakura, conforto, comida... Nada mudou para nós, mas para eles... as pessoas estão lá fora, passando fome, lutando pelas suas vidas e isso pode despertar seu pior lado.”

Na hora não soube lidar bem com o momento realista de sua amiga, tentou dizer que nada justificava aquilo, mas Ino a rebateu dizendo algo que a fez se calar.

Não. Não tire isto de mim.

Mordeu os lábios em nervoso e ouviu batidas na porta.

Se levantou sutilmente para não acorda sua amiga.

Abriu a porta dando de cara com Deidara, estava fardado, deveria estar de ronda nos muros.

Fazia uns dois meses que o haviam colocado como um soldado, sua lábia o havia ajudado, fez amizades, observou os treinamentos e por fim chegou até ali.

- Oi.

- Oi – ele a respondeu tão ameno quanto ela – Como ela está?

- Na mesma, mas consegui bota-la para dormi. – respondi omitindo o fato de que havia dopado ela, ele assentiu.

- Meu turno acabou agora, vá descansar um pouco, preparar suas coisas para a transferência, ficarei com ela.

Olhei para Ino e depois para Deidara concordando com a cabeça.

Deidara também parecia abatido, mas menos que Ino.

Deu espaço para ele saindo da porta, antes de ele entrar segurou seu braço.

- Sasori?

- Nos muros, parte D-13. – Assenti, mas não o soltei.

Abracei Deidara no segundo seguinte.

- Eu sinto muito. – ele retribuiu com um braço me segurando.

- Eu sei.

Me afastei dele com uma mão em seu rosto, sorri um pouco triste, era inacreditável o quanto o “fim do mundo” aproximava as pessoas.

Me despedi dele e rumei para os muros, deveria arrumar mesmo suas coisas e odiava os muros.

Mas queria conversa um pouco com alguém.

Antes de sair do prédio colocou uma máscara contra sua boca, seguiu para o grande muro de quatorze metros.

Ouvindo o som de milhares de grasnidos aumentando.

Se enrolou mais no casaco devido ao frio, chegou até as escadas mostrando aos soldados seu crachá.

Todos a olhavam de cara feia, mas não podiam impedi-la, deram espaço para ela subir até o muro.

Enquanto seguia para a parte que Sasori deveria estar, não pode evitar de olhar para sua direita.

Milhares de mortos se jogavam contra os muros atraídos pelas luzes e sons, os guardas cuidavam para que não conseguissem escalar subindo um encima do outro.

Mas era questão de tempo até eles invadirem.

Ainda mas com o grupo de rebeldes que vira e mexe tentava atacar a pequena cidade improvisada ao redor de uma das filiais da Égide.

Eles se dominavam “Amanhecer” em meu idioma era “Akatsuki”.

E lutavam contra as sedes da Égide, pois acreditavam que era injusto o que restou do governo ter priorizado a segurança de cientistas e os ricos.

Por conta das duas coisas estavam todos sendo transferidos para uma sede maior e mais protegida.

Se sentia dividida quanto aos rebeldes, entendia os governos terem nos protegido, éramos a única chance da humanidade.

Mas infelizmente os recursos que precisavam dependeram na época de pessoas poderosas segundo Tsunade.

“as pessoas estão lá fora, passando fome, lutando pelas suas vidas...” as palavras de Ino voltaram a minha mente.

Era verdade. Aquilo tudo era injusto.

Mas a única coisa que ela poderia fazer era achar a cura.

Avistou Sasori um pouco mais a frente inclinado contra o muro observando os mortos.

- Oi... – se anunciou.

Ele inclinou o rosto em sua direção e depois sorriu por baixo da máscara.

- Olá querida.

- O que está fazendo?

- Pensando... observa-los me ajuda a pensar.

- Eu odeio este lugar, odeio vê-los... nos laboratórios já é o suficiente.

Desabafei me aproximando dele, ele desencostou do muro ficando a minha frente.

- Não precisa vir aqui, por que veio aqui? – contrai minhas sobrancelhas corando um pouco e agradecendo pela máscara disfarça isso.

- Sabe que não gosto de ficar sozinha...

- Pensei que estivesse com Ino...

- Deidara está agora.

Ele tirou sua máscara e logo depois tirou a minha.

- O que está fazendo?!

- Já temos o patógeno em nosso organismo, nós dois sabemos que as máscaras só servem para acalmar os nervosinhos.

Ri consternada, Sasori se aproximou de mim puxando meu rosto e logo me beijou de maneira carinhosa.

Não demorei para retribui-lo, ele a dava a sensação de conforto, mas uma parte de seu cérebro não conseguia ignorar os gemidos e grasnidos.

Foram interrompidos por um pigarrear.

- Doutora Sakura. Doutor Akasuna.

Nos viramos nos deparando com Tsunade, Sasori respondeu o cumprimentou e logo depois beijou minha bochecha saindo dali.

Tsunade conseguia dizer só com um olhar que queria ficar a sós comigo.

- Vocês estão próximos. – comentou quando Sasori já estava bem longe.

- Sim...

- Já arrumou suas coisas? A transferência será pelo amanhecer e gostaria que fosse comigo.

- Com os outros peixes grandes da Égide? Prefiro ir com o pessoal do laboratório.

- Sakura...

- Sempre tive que lidar com o fato de ser sua “protegida” e provar que era realmente boa no que fazia, por favor, me deixe ir com eles.

- Isso é ridículo – ela riu – todos tem coisa mais importante para fazer do que fazer fofoca.

- Concordo.

- Não me peça para deixar de estar ao seu lado menina, sou sua professora desde seus quatorze anos, é como uma filha para mim, uma filha que nunca tive.

Sorri um pouco contrariada, ela suspirou parecendo cansada, Tsunade chefiava todas as tentativas de encontrar uma cura.

Antes de isso tudo ela era uma das melhores médicas do mundo, formada em Medicina, Microbiologia, Farmácia, Oncologia e Hematologia.

Ganhará diversos prêmios envolvendo a área da saúde, incluindo o Nobel de medicina uma vez.

Se tornou uma das sócias da Égide que era a maior e principal iniciativa privada especializada no controle de patógenos, entre outros campos menores.

Viveu sua vida toda praticamente a sombra daquela grande mulher, mas sempre fazia de tudo para aquilo não atrapalhar sua vida.

Tsunade a conheceu em uma feira de ciências do colégio, viu talento nela e nunca mais largou do pé dela.

Mas com o tempo acabaram se afeiçoando uma a outra e de uma forma esquisita se tornaram família.

- Já fazem nove meses agora.

- Como?

- Desde que está epidemia começou...

- Nossa... eu não tinha percebido. – falei realmente sem acreditar.

Olhei os outros a nossa frente se jogando contra os muros, aquilo a agoniava.

- Vamos encontrar uma cura. – falou para mim se virando – Precisamos.

Concordei me virando para frente voltando a encara-los.


                        《•》


Corria desesperada pela floresta desviando das árvores e tentando não tropeçar entre os galhos.

Haviam vários atrás dela, não tinha como ela dar conta.

O máximo que já havia lidado sozinha foram quatro e quase perdeu a vida quando aconteceu.

Parou bruscamente quase derrapando quando um apareceu a sua frente vindo de uma direção oposta.

Droga!

Se jogou contra ele tentando segurar seus braços, ele se debatia tentando ataca-la.

Forçou sua faca através do maxilar dele até que atingisse seu cérebro.

Antes de sequer respirar ouviu os grasnidos dos outros atrás dela, se ergueu com praticidade.

E rapidamente fincou a faca pela orelha de um deles, mas teve dificuldade para retira-la, dando tempo dos outros se aproximarem.

Como sentia falta de seu machado.

Antes que pudesse reagir, o morto se jogou em cima dela a derrubando no chão.

Segurava seu pescoço tentando se afastar da boca dele que tentava morde-la.

Antes que pudesse pegar a faca que havia caído durante a queda, outros dois se jogaram em cima dela.

Começou a debater o que podia das pernas para eles não morderem.

Eram pesados demais, agora estava impossível alcançar a faca empurrando suas cabeças.

Ia morrer ali. Teve certeza.

Até que ouviu tiros.

Dois atingiram os primeiros dois deles que estavam em cima de mim.

Respirei fundo retirando forças do além para jogar os corpos para o lado ainda segurando o primeiro morto pelo pescoço.

Desviei de seus braços que quase me arranharam e peguei minha faca enfiando em seu crânio brutalmente.

Recuperei a respiração e olhei para trás me surpreendendo com quem era meu salvador.

- Sasuke. – disse sem acreditar, ele matou os outros que também estavam atrás de mim.

- O barulho vai atrair mais, vamos. – disse autoritário e frio passando por mim caída no chão.

Cavalheirismo mandou lembranças.

Me levantei puxando a faca e me apressei para acompanha-lo.

- Por que me ajudou?

- Não te interessa. – tão educado.

- É claro que interessa, ontem mesmo você tentou me matar. – Falei exaltando um pouco a voz devido ao ressentimento não superado.

Ele não respondeu nada me ignorando totalmente, suspirei frustrada o acompanhando, mordi os lábios em um antigo tique nervoso.

Não gostava e nem confiava nele, mas ele parecia mais habilitado do que ela para sobreviver.

Ignorando um possível surto homicida da parte dele, ela talvez ficasse bem.

Outros mortos apareceram durante o caminho mas Sasuke cuidou rapidamente deles com uma faca.

- Irritante! Como você é barulhenta! – Sasuke parou reclamando bruscamente.

- Barulhenta? Eu estava quieta!

- Seus passos. – falou voltando a caminhar, já ia reclamar sem entender, mas notou que os passos de Sasuke eram silenciosos.

Praticamente não fazia som, já ela pisava em diversos galhos fazendo barulho.

Suspirou não acreditando, como ela ia conseguir não pisar fazendo barulho no meio de uma floresta?

- Para onde vamos? – tentou arrancar algo dele.

Depois de um tempo em silêncio, já achando que ele não ia responde-la, começou a falar.

- Aquele grupo de zumbis estava vindo pelo caminho que levava mais rápido até nosso lugar.

Assenti me lembrando de eles terem falado algo durante a discussão sobre a direção do grupo.

- Para poder evita-los teremos que ir pela floresta, mas vai demora mais tempo.

- Entendo. – respondi me surpreendendo com ele ter falado tanto e de forma tão calma.

Quase como ontem a noite quando comecei a enterrar meus amigos e ele veio com os papos estranhos, que eu me recusava a pensar.

- Vamos ter que parar em algum lugar antes, foram atraídos pelos tiros – falou em um tom irritadiço, ele teve que atirar para me salvar – podemos estar a frente mais eles estão logo atrás.

Assenti não gostando muito da ideia de ficar muito tempo com ele.

Mas ele a havia salvado, não precisava, podia fingir que não a viu.

Mas mesmo assim não fez, a salvou.

Poderia ter feito aquilo em consideração a Naruto que era aparentemente seu amigo.

Mas fez.

O mundo atual não dava tempo para ressentimentos.

E para sobreviver precisava esquecer o quase homicídio da parte dele com ela.

E era o que ia fazer, para sobreviver.





Notas Finais


Espero que tenham gostado!
E então? o que acharam? para que casal estão torcendo? alguma dúvida?

Espero que tenham um ótimo fim de semana!
Quem tiver interesse de uma olhada na minha outra fic: https://www.spiritfanfiction.com/historia/lacos-17394133

Até a próxima!!! ♡♡♡


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