História Amante Sombrio - Kim Seokjin. - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang
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Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, beijinhos 😘💟

Capítulo 27 - CAPÍTULO 26.


Então, Kook, vai esperar até eu sair do trabalho esta noite? – Abby sorriu, servindo-lhe outro uísque.

– Talvez.

Não queria; contudo, depois de mais algumas doses, poderia mudar de opinião. Caso ainda pudesse manter uma ereção, mesmo caindo de bêbado.

Virando-se para a esquerda, ela viu atrás dele outro cliente, para o qual deu uma piscadinha enquanto lhe mostrava um pouco do decote.

Ela estava se certificando de ter um reserva. Não fazia mal em se prevenir.

O celular de Kook vibrou em seu cinto.

– Sim? – Temos outra prostituta morta – disse Javier –, achei que iria querer saber.

– Onde? – saltou do tamborete do balcão como se tivesse que ir a alguma parte. Logo se sentou outra vez, devagar.

– Trade e Quinta. Mas não venha para cá. Onde você está?

– No McGrider’s.

– Me dá dez minutos?

– Estarei aqui.

Kook afastou o copo, consumido pela frustração.

Acabaria assim? Embebedando-se todas as noites? Ou, talvez, trabalhando como investigador particular ou como segurança até que fosse despedido por negligência? Vivendo sozinho num apartamento quarto-e-sala até que seu fígado fosse para o espaço?

Nunca tinha sido bom em fazer planos, mas, talvez, tivesse chegado o momento de traçar alguns.

– Não gostou do uísque? – perguntou Abby, emoldurando o copo com seus seios. Num impulso, ele pegou o maldito copo, aproximou-o dos lábios e “entornou”.

– Esse é o meu homem.

Entretanto, quando foi lhe servir outro, ele cobriu a boca do copo com a mão.

– Acho que já basta por esta noite.

– Então, tá – ela sorriu quando ele sacudiu a cabeça. – Bem, sabe onde me encontrar.

Sim, infelizmente.

Javier demorou muito mais de dez minutos. Passara-se quase meia hora antes que Kook visse a figura austera e à paisana do detetive atravessando a multidão de beberrões.

– Nós a conhecemos? – perguntou Kook, antes que o homem tivesse tempo de sentar.

– Outra do cafetão Big Daddy. Carla Rizzoli; nome de guerra: Candy.

– O mesmo modus operandi?

Javier pediu uma vodka pura.

– Sim. Talho na garganta, sangue por toda parte. Tinha resíduo de alguma substância nos lábios, como se houvesse espumado pela boca.

– Heroína?

– Provavelmente. O médico-legista fará a autópsia amanhã, à primeira hora.

– Encontraram algo na cena do crime? – Um dardo. Daqueles com tranquilizantes, que disparam nos animais. Está sendo analisado – Javier virou a dose de vodka com uma rápida inclinação da cabeça. – Soube que o Big Daddy está furioso. Buscando vingança.

– Sim, bem, espero que se vingue no namorado da Vanessa. Talvez uma guerra tire esse filho-da-mãe de seu esconderijo – Kook apoiou os cotovelos sobre o balcão e esfregou os olhos irritados. – Droga, não posso acreditar que ela o esteja protegendo.

– Cara, pensei que esse dia nunca fosse chegar. Finalmente escolheu alguém.

– E é um completo marginal.

Javier olhou para ele.

– Vamos ter de detê-la.

– Imaginei – Kook apertou os olhos para a visão entrar em foco.

– Escute, fiquei de vê-la amanhã. Deixe-me falar com ela primeiro, ok?

– Não posso fazer isso, Jung. Você não…

– Pode sim. Tudo que precisa fazer é programar a detenção para o dia seguinte. – A investigação está avançando…

– Por favor – Kook não podia acreditar que estivesse implorando –, vamos lá, Javier. Acho que tenho mais chances de fazê-la falar. 

– E por que acha isso?

– Porque ela viu o cara quase me matar.

Javier baixou os olhos para a superfície imunda do balcão.

– Você tem um dia. E é melhor que ninguém fique sabendo, porque o capitão pediria a minha cabeça. Depois desse prazo, aconteça o que acontecer, irei interrogá-la na delegacia.

Kook balançou a cabeça concordando, enquanto Abby retornava dançando com uma garrafa de uísque escocês em uma mão e uma de vodca na outra.

– Parece que estão com sede, rapazes – disse, com uma risadinha.

A mensagem em seu sorriso impudico e seu olhar vago se fazia cada vez mais enfática, cada vez mais desesperada à medida que a noite se aproximava do fim.

Kook pensou em sua carteira vazia. Seu coldre vazio. Seu apartamento vazio.

– Tenho que dar o fora nela – murmurou, deslizando para fora do tamborete. – Quero dizer, o fora daqui.





🔼





O braço do Seokjin absorveu o tiro da espingarda de caça e o impacto torceu seu tórax como uma corda. Com a força do disparo, caiu girando no chão, mas não ficou lá. Movendo-se agachado e rapidamente, conseguiu sair do caminho, sem dar ao atirador a oportunidade de acertá-lo de novo.

O quinto redutor havia surgido do nada e estava usando munição pesada na espingarda de cano serrado.

Atrás de um pinheiro, Seokjin examinou rapidamente a ferida. Era pouco profunda. Havia afetado uma parte do músculo do braço, mas o osso estava intacto. Ainda podia lutar.

Sacou uma estrela ninja e saiu para o descampado. E foi então que um tremendo flash de luz iluminou a clareira.

Saltou de novo para as sombras.

– Caramba!

Agora sim, havia chegado a hora. A besta estava vindo à tona em Taehyung. E a coisa ia ficar feia de verdade.

Os olhos do Taehyung brilharam como holofotes à medida que seu corpo se transformava. Algo horrível o substituiu, com escamas reluzentes à luz da lua e garras rasgando o ar. Os redutores nem souberam o que os atingiu quando aquela criatura os atacou com as presas nuas, perseguindo-os até que o sangue deles escorreu em cascata por seu enorme peito.

Seokjin ficou atrás. Já tinha visto aquilo antes e a besta não precisava de ajuda. E se chegasse muito perto, corria o risco de sobrar para ele.

Quando tudo terminou, a criatura soltou um uivo tão forte que as árvores se dobraram e seus ramos se partiram em dois. Uma tremenda carnificina. Não havia esperança de identificarem os redutores porque não restaram corpos. Até suas roupas haviam sido consumidas.

Seokjin saiu para a clareira.

A criatura dava voltas, ofegante.

Seokjin manteve a voz tranquila e as mãos baixas. Taehyung estava ali, em alguma parte; mas, até que ressurgisse, não havia como saber se a besta recordava quem eram os Irmãos.

– Já terminou – disse Seokjin. – Você e eu já fizemos isso antes.

O peito da besta subia e baixava, as ventas tremiam como se farejassem o ar. Os holofotes dos olhos se fixaram no sangue que corria pelo braço do Seokjin. Bufou e ergueu as garras.

– Esqueça. Já fez o seu número. Já se alimentou. Agora, vamos deixar que Taehyung volte.

A cabeçorra se agitou, mas suas escamas começaram a vibrar. Um grito de protesto irrompeu da garganta da criatura, e, então, outro flash.



Taehyung caiu nu no chão, aterrissando de cara.



Seokjin correu para ele e se ajoelhou, estendendo a mão. A pele do guerreiro brilhava de suor, e se agitava como um recém-nascido no frio.



Taehyung estremeceu ao toque do Irmão. Tentou erguer a cabeça: não conseguiu.



Seokjin pegou a mão dele e a apertou. A recuperação era sempre sofrida.



– Relaxe, Hollywood, você está bem. Está perfeitamente bem – tirou a jaqueta e cobriu suavemente o Irmão. – Aguente firme e deixe-me cuidar de você, está certo?



Taehyung resmungou algo e se encolheu feito um caracol. Seokjin abriu seu celular e chamou um número.



– Heseok? Precisamos de um carro. Agora. Você está me gozando! Não, tenho de transportar o nosso garoto. Tivemos uma visita de Mr. Hyde. Mas diga a JiYong para vir logo, não ficar de zoeira por aí.



Desligou e olhou para Taehyung.



– Odeio isso – disse o Irmão.



– Eu sei – Seokjin tirou o cabelo pegajoso, empapado de sangue, do rosto do vampiro –, vamos levar você para casa.



– Não gostei de ver atirarem em você.



Seokjin sorriu suavemente.



– Claro.





🔼




Vanessa se mexeu, afundando-se mais no travesseiro. Algo estava errado. Abriu os olhos no momento em que uma profunda voz masculina quebrava o silêncio:



– Que diabos temos aqui?




Ela saltou como uma mola, olhando freneticamente para o lugar de onde saíra o som.



O homem impressionante que estava diante dela tinha os olhos negros, sem vida. Um rosto duro cortado por uma cicatriz denteada. Seu cabelo era praticamente raspado, de tão curto. E suas presas, longas e brancas, estavam expostas.



Ela gritou.



Ele sorriu.



– Meu som predileto.



Vanessa tapou a boca com a mão.



Meu Deus, que cicatriz era aquela! Atravessava-lhe a fronte, passava sobre o nariz e a bochecha, e contornava a boca, formando um “5”. A extremidade daquele 5 distorcia o seu lábio superior, erguendo um dos cantos da boca em um perene sorriso de escárnio.



– Admirando minha obra de arte? – disse ele, devagar. – Deveria ver o resto do corpo.



Os olhos dela se fixaram em seu peito largo. Vestia uma camiseta negra justa, de mangas compridas. Em ambos os peitorais eram evidentes umas pequenas argolas sob o tecido, como se tivesse piercings nos mamilos. Quando voltou a olhar para o seu rosto, viu que tinha uma faixa negra tatuada ao redor do pescoço e um alargador no lóbulo esquerdo.



– Sou bonito, não sou? – seu olhar frio era feito da mesma matéria da qual são feitos os pesadelos, os lugares lúgubres onde não há esperança, o próprio inferno.



Que cicatriz, que nada: aqueles olhos eram o que tinha de mais aterrador.




E estavam fixos nela como se estivesse tomando suas medidas para uma mortalha. Ou considerando-a para sexo.



Ela afastou seu corpo dele, e buscou com os olhos alguma coisa à sua volta que pudesse usar como arma.



– O que é? Não gosta de mim?



Vanessa olhou para a porta, e ele riu.



– Pensa que pode correr com rapidez o bastante? – disse ele, tirando a barra da camisa para fora da calça de couro que usava. Suas mãos correram para a braguilha: – Tenho certeza que não pode.



– Afaste-se dela, JiYong.



A voz do Seokjin foi um doce alívio. Até que percebeu que ele estava sem camisa e que seu braço estava numa tipoia. Ele mal olhou para ela.


– É hora de sair, GD.



JIYONG sorriu friamente.



– Não está a fim de compartilhar a fêmea?



– Você só curte quando paga.



– Então, dou a ela dez pratas. Supondo que ainda esteja viva quando terminar com ela.



Seokjin continuou a se aproximar do outro vampiro, até que ficaram cara a cara. O ar em torno deles parecia ranger, de tão carregado.



– Não vai encostar um dedo nela, GD. Sequer vai olhar para ela. Vai dar boa-noite e se mandar daqui – Seokjin tirou a tipoia, expondo uma atadura no bíceps.



Havia uma mancha vermelha no centro, como se estivesse sangrando; mas parecia disposto a dar conta de JiYong.




– Aposto que está chateado porque precisou ser trazido para casa esta noite – disse JiYong –, e que eu fosse o cara de carro mais próximo.



– Não me faça lamentar isso ainda mais.



JiYong deu um passo à esquerda, e Seokjin avançou para ele, usando seu corpo para interpor-se em seu caminho. JiYong deu uma risadinha profunda e maligna.



– Realmente está disposto a lutar por uma humana?



– Ela é a filha de Daesung.



JiYong inclinou a cabeça para o lado. Seus olhos negros como um poço sem fundo examinaram-lhe as feições. Depois de um instante, seu rosto brutal pareceu suavizar-se, assim como seu perpétuo sorriso de escárnio. E, imediatamente, pôs-se a arrumar a camisa, enquanto a olhava nos olhos, como se estivesse se desculpando.



Entretanto, Seokjin não se afastou.



– Como se chama? – perguntou-lhe JiYong.



– Chama-se Vanessa – Seokjin tapou com a cabeça o campo de visão de JiYong – e você está de saída. Houve uma longa pausa.



– Sim. Claro. Como quiser.



JiYong se dirigiu à porta, com a mesma ginga letal de Seokjin. Antes de sair, parou e olhou para trás.



Devia ter sido verdadeiramente atraente um dia, pensou Vanessa. Embora não fosse a cicatriz o que comprometia sua beleza. Era o fogo maligno que emanava de seu íntimo.



– Prazer em conhecê-la, Vanessa.



Finalmente, ela pôde respirar, quando a porta se fechou e os ferrolhos foram colocados em seu lugar.



– Você está bem? – perguntou Seokjin. Os olhos dele percorreram o seu corpo e, então, pousou as mãos suavemente sobre ela – Ele não… não tocou em você, tocou? Ouvi-a gritar.



– Não. Não, só me assustou. Acordei e ele estava no quarto.



Seokjin se sentou na cama, ainda passando as mãos nela, como para se certificar de que estava realmente bem. Quando pareceu satisfeito, colocou o cabelo para trás. Suas mãos tremiam.



– Está ferido – disse ela –, o que aconteceu?



Ele a envolveu com o braço são e apertou-a contra dele.



– Não é nada.



– Então, por que precisa de uma tipoia? E uma atadura? E por que ainda está sangrando?



– Shhh – ele apoiou o queixo no topo de sua cabeça. Ela pôde sentir que o corpo dele tremia.



– Está doente? – perguntou ela.



– Só tenho que abraçar você um minuto. Pode ser?



– Sem dúvida. Logo que o corpo dele relaxou, ela se afastou.



– Qual é o problema? Ele tomou o rosto dela entre as mãos e a beijou com delicadeza.



– Não teria suportado se ele a tivesse… afastado de mim.



– Aquele cara? Não se preocupe, não iria com ele a lugar nenhum – e, então, compreendeu que Seokjin não estava falando de um encontro.



– Você acha que ele poderia ter me matado?



Essa era uma possibilidade que, certamente, não parecia impossível. A frieza daqueles olhos…



Em vez de responder, Seokjin dirigiu os lábios novamente para os dela. Vanessa o deteve.


– Quem é ele? E o que lhe aconteceu?



– Não a quero perto de JiYong. outra vez. Nunca – passou-lhe uma mecha de cabelo por trás da orelha. Seu toque era terno. Sua voz, não – Está me ouvindo?



Ela concordou.



– Mas o que…?



– Se ele entrar em uma sala e eu estiver em casa, vá me procurar. Se eu não estiver, tranque-se com chave em um dos quartos aqui embaixo. As paredes são feitas de aço, assim, ele não poderá se materializar dentro deles. E jamais o toque, nem por descuido.

– Ele é um guerreiro?

– Entende o que eu estou lhe dizendo?

– Sim, mas ajudaria se soubesse um pouco mais.

– É um dos Irmãos, mas falta pouco para não ter alma. Infelizmente, precisamos dele.

– Por que, se é tão perigoso? Ou é só com as mulheres?

– Odeia todo mundo. Exceto, talvez, o irmão gêmeo.

– Ah, que maravilha: quer dizer que há dois como ele?

– Ainda bem que Yoongi existe. É o único que pode controlar JiYong; e, mesmo assim, nem sempre – Seokjin a beijou na fronte. – Não quero assustar você, mas preciso que leve isso a sério. JiYong é um animal, mas acredito que respeitava seu pai. Por isso, é possível que a deixe em paz. Não posso facilitar com ele ou com você. Prometa-me que se manterá afastada dele.

– Ok – ela fechou os olhos, apoiando-se em Seokjin. Ele a rodeou com o braço, mas logo a soltou.

– Vamos – colocou-a de pé –, venha para o meu quarto.

Ao entrarem no quarto de Seokjin, Vanessa ouviu o chuveiro se fechar. Um momento depois, a porta do banheiro se abriu.

O outro guerreiro que havia conhecido antes, o que parecia um astro de cinema e estava costurando um corte, saiu de lá lentamente. Tinha uma toalha ao redor da cintura e o cabelo pingava. Movia-se como se tivesse oitenta anos, como se cada músculo do corpo lhe doesse.

Santo Deus, pensou ela.

Não estava com bom aspecto, e havia algo errado com sua barriga. Estava inchada, como se tivesse engolido uma bola de basquete. Perguntou-se se a ferida que tinha visto costurar teria se infectado. Parecia febril.



Deu uma olhada em seu ombro e franziu o semblante, surpreendida ao ver que quase não restara um arranhão sequer. Parecia que o ferimento ocorrera há meses.



– Taehyung, como se sente? – perguntou Seokjin, separando-se dela.



– Minha barriga está doendo.



– Sim. Posso imaginar.



Taehyung cambaleou um pouco enquanto olhava em torno do quarto, mal conseguindo manter os olhos abertos.



– Vou para casa. Onde está minha roupa?



– Perdeu-a – Seokjin colocou seu braço são ao redor da cintura do Irmão –, e não irá, ficará no quarto de D.



– Não vou ficar.



– Não comece. E não estamos dançando: quer fazer o favor de se apoiar em mim?



O outro homem obedeceu e os músculos das costas de Seokjin se retesaram ao sustentar-lhe o peso. Saíram lentamente para o corredor e se dirigiram ao quarto do pai de Vanessa. Ela permaneceu a uma distância discreta, observando-os, enquanto Seokjin ajudava Taehyung a se deitar na cama.



Quando o guerreiro se recostou nos travesseiros, fechou os olhos com força. Colocou a mão sobre o estômago, mas fez uma careta de dor e a deixou cair para um lado, como se a mais leve pressão fosse uma tortura.



– Sente-se mal?.



– Sim, uma maldita indigestão.



– Quer um antiácido? – disse Vanessa, num impulso. – Ou um Alka-Seltzer?



Os dois vampiros a olharam, e ela se sentiu uma intrusa. De todas as coisas estúpidas que podia ter dito…



– Sim – murmurou Taehyung, enquanto Seokjin balançava a cabeça concordando.



Vanessa foi procurar sua bolsa e se decidiu pelo Alka-Seltzer, porque continha um analgésico que podia aliviar as dores. No banheiro de Seokjin, encheu um copo com água e jogou dentro dele a pastilha, que borbulhou.



Quando voltou para o quarto de Daesung, fez menção de entregá-lo a Seokjin. Mas ele sacudiu a cabeça.



– Aposto que você vai derramar menos do que eu.



Ela ruborizou. Era fácil esquecer que ele era quase cego.



Inclinou-se para Taehyung, mas estava muito longe. Arregaçou o roupão, subiu em cima da cama e se ajoelhou junto a ele. Sentiu-se pouco à vontade por estar tão perto de um homem nu e viril diante de Seokjin.



Ainda mais, levando-se em consideração o que tinha acontecido a Kook.



Mas Seokjin não tinha nada com que se preocupar ali. O outro vampiro podia ser tremendamente sexy, mas ela não sentia absolutamente nada quando estava ao seu lado. E, a julgar por seu estado, estava certa de que ele não viria com nenhuma gracinha para cima dela.



Ergueu a cabeça de Taehyung suavemente e encostou a borda do copo em seus belos lábios. Levou cinco minutos para beber o líquido aos golinhos.



Quando terminou, ela quis descer da cama, mas não foi longe. O doente deu uma guinada rápida, virou de lado e colocou a cabeça em seu colo, colocando um musculoso braço ao redor dela.



Estava procurando consolo.



Vanessa não sabia o que podia fazer

por ele, mas colocou o copo de lado e acariciou-lhe as costas, percorrendo com a mão sua impressionante tatuagem. Sussurrou-lhe algumas palavras que gostaria que alguém lhe tivesse dito quando esteve doente. E cantarolou uma canção.



Após algum tempo, a tensão deixou a pele e os músculos dele: começou a respirar profundamente. Quando teve certeza de que se acalmara, liberou-se cuidadosamente de seu abraço.



Ao voltar a olhar para Seokjin, preparou-se para o pior. Embora estivesse certa de que ele compreenderia que não havia nada…


Foi um choque.


Seokjin não estava zangado. Muito pelo contrário.



– Obrigado – disse com voz rouca. A inclinação de sua cabeça era quase humilde –, obrigado por cuidar de meu Irmão.



Tirou os óculos escuros.



E olhou para ela com total adoração.



Notas Finais


Espero que tenham gostado 😋😘


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