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História Amantes apaixonados até o fim da Vida - alvitz - Capítulo 33


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Notas do Autor


Peço perdão pelo atraso kkkk, hoje começou minhas aulas e está super corrido, além do mais estou ensaiando para 3 apresentações de dança para março, tá puxado mas seguimos firme, em breve postarei o próximo 🙈

Capítulo 33 - Estou Contigo


Fanfic / Fanfiction Amantes apaixonados até o fim da Vida - alvitz - Capítulo 33 - Estou Contigo

Itziar

Depois do reencontro emocionante com Álvaro e o pessoal, fui colocada na viatura e levada para polícia, primeiro me alimentaram, eu estava muito fraca, em seguida, me levaram para um banheiro onde pude tomar um banho e trocar de roupa. Era tão bom estar limpa e com o estômago cheio.

Até que segui para uma sala, eu iria conversar com o delegado. Falei sobre como me trataram, onde eu estava sendo mantida entre outras coisas, mas não consegui mencionar sobre o estupro que ocorreu comigo naquela tarde, era muito difícil, além do mais, no mesmo momento tive um aborto espontâneo, eu estava sofrendo por dentro e não queria demonstrar minhas fraquezas.

“Você está mencionando muito “eles”, havia mais alguém na casa onde estava sendo mantida?” o delegado perguntou, encarei Álvaro sem entender a pergunta.

“Claro! A Blanca, foi ela quem entrou na minha casa primeiro” respondi confusa, eles não tinham a visto?

“Pois o que encontramos foi somente um homem jogado no chão rodeado de sangue, seu ex marido, Roberto” o delegado falou para nós, Blanca havia fugido.

“Não, mas antes de eu fugir eu vi, ela estava ainda embaixo do corpo dele e ele desmaiado, vocês chegaram em seguida, não é possível que ela tenha escapado” eu estava revoltada e um pouco assustada.

“Dona Ituño, eu tenho certeza de que não havia mais ninguém lá”

Álvaro e eu nos olhamos surpresos, Blanca estava louca, ela com certeza não iria desistir de Álvaro, e depois que Roberto praticamente me salvou de um tiro, ela devia estar morrendo de raiva de mim.

“Pois então vocês precisam procurar ela! Não podem deixar uma mulher perigosa por aí!” Álvaro respondeu alto, se levantando da cadeira.

“Vamos dar nosso melhor para encontrar ela, mas me digam, sabem por que ocorreu esse sequestro com a vitima?”

“Sim...Roberto queria que eu aceitasse fugir com ele e Blanca iria tentar voltar para Álvaro, fazendo a cabeça dela!” Respondi sentindo Álvaro massagear meus ombros, em pé, atrás de mim.

O delegado nos olhou estranho.

“Vamos tentar procurar ela o mais rápido possível, pelo que eu entendi, Roberto deve ter percebido que estava errado, mas Blanca ainda não, não sabemos com quem estamos nos metendo agora”

“Mas então, vocês sabem o que aconteceu com o Roberto?” perguntei curiosa, um pouco preocupada.

“Quando a polícia chegou ele estava desmaiado, foi levado para um hospital e pelo o que me falaram está em cirurgia, sendo monitorado por policiais” ele falou saindo de sua mesa e nos deixando sozinhos na sala.

Ficamos em silêncio por um tempo.

“Achas que ela pode fazer mais alguma coisa?” perguntei olhando para o rosto de Álvaro e pegando em sua mão, o puxando para sentar -se ao meu lado.

“Provável, se não ela não teria fugido”

“Ou fugiu porque vai ficar anos presa e ela não quer isso, Álvaro, vou tentar pensar positivo”

“Vamos, tudo vai ficar bem, voltaremos a morar juntos e agora com os gêmeos” ela falou sorrindo para mim.

“Falando neles, como estão?”

“Estão bem, mas muito preocupados com você, toda hora perguntavam onde estavas, eu dizia que viajando” nós fomos “Eles te amam, Itz”

“Temos tantas coisas para fazermos ainda na vida” sorri também

“Vamos fazer juntos, senti tanta tua falta” Álvaro apertou minha mão com delicadeza e tentou me beijar lentamente, mas estranhamente virei o rosto, eu me sentia segura perto dele, mas um medo de beija-lo invadiu meu corpo

“O que foi” ele perguntou preocupado

Eu estava com uma blusa de manga longa, tentava esconder as marcas que ficaram em meus braços quando Roberto os pressionou.

Ficamos mais ou menos uma hora até podermos voltar para casa, essa palavra doía meu coração. Ela estava limpinha, tudo em seu devido lugar, do jeito que deixei há duas semanas.

“Acho que você vai querer trocar de roupa, colocar as que você gosta, vou lá peg...” interrompi Álvaro

“Deixa que eu pego” sorri e fui para nosso quarto.

Tranquei a porta e desabei em choro, eu estava traumatizada, com medo de chegar perto das pessoas, eu não conseguia mais beija -lo, além da dor de ter perdido um filho, eu tentava parecer bem, tentava parecer feliz por ter voltado, e eu estava, mas não como deveria.

Sentada ali na cama, chorando em silêncio, aquela chuva me lembrava daquele dia horrível, eu queria sumir.

Depois que criei coragem, liguei o chuveiro para deixar a água esquentando enquanto retirava a roupa, eu estava dolorida, meu coro cabeludo doía por conta dos puxões, as marcas nós braços, escondi as lágrimas na água que escorria pelo meu corpo.

Eu lavava meus cabelos delicadamente, com o meu shampoo preferido, aquele cheirinho bom, me distraía daquela dor, eu estava feliz por um momento. Logo passar o sabonete por todo meu corpo, foi então que vi as marcas roxas em minha barriga, coxas, ombros, eu falei que não queria fazer o exame de corpo de delito, Álvaro insistiu, mas eu estava com medo de ser tocada novamente.

Saí do banho e vesti um pijama de manga cumprida e uma icalça, eu não via a hora de dormir na minha cama novamente, abri a porta do quarto e logo senti o cheiro de comida de Álvaro, o meu cozinheiro preferido.

“Itz, não está tão frio para usaste esse pijama, não quer colocar aquele mais curto?” Álvaro perguntou passando a mão em meu ombro e me olhando meio chateado.

“Estou bem, cariño, podemos comer?”

“Como você quiser, vá se sentar na cama que eu levo seu prato” e meu deu um pequeno beijinho em minha bochecha, quase imperceptível.

Sentei -me na cama, eu não sabia descrever meus sentimentos, tristeza com alegria, saudade, medo, uma confusão dentro de mim.

“Você deve estar faminta, mas não fiz tanta coisa, a geladeira ficou vazia sem você aqui” Álvaro falou trazendo dois pratos cheios de comida.

“Estou bem, isso já basta, obrigada” sorri para ele pegando o prato e apoiando em meu colo.

“Sei que aconteceu alguma coisa a mais, meu amor, mas não tocarei no assunto até que se sinta confiante” ele disse calmamente, eu estava feliz ali, aquelas palavras me tranquilizavam.

“Quero ver meus pais” falei mexendo o garfo na comida, a olhando triste

“Posso chamar eles para virem aqui amanhã”

“Eu quero ir lá, por favor” o olhei tentando colocar um sorriso no rosto

“Te levarei, fique tranquila” ele correspondeu ao pequeno sorriso “Mas Itz...você tem que ir ao médico, ficou dias sem comer direito, estava toda...suja, as mãos cheias de sangue, eles devem...” o interrompi

“Álvaro” falei baixinho “Eu sei que tenho que ir ao médico, só eu sei o quanto eu...” respirei fundo “Só eu sei o que eu passei lá, só eu sei o quanto eu sofri, mas eu não estou preparada para sentir as pessoas me tocando, vendo o meu corpo, eu não estou preparada” senti lágrimas percorrendo meu rosto “Eu sinto medo! Eu não consigo nem te beijar! Eu sei que eu preciso de ajuda, não só física mas emocional também! E quando eu estiver pronta, eu vou falar!” soltei aquilo tudo de uma só vez e chorei novamente, eu não conseguia olhar em seus olhos, ele estava paralisado em minha frente, segurando o garfo no ar.

“Eu...eu vou lavar a louça” falou se levantando lentamente

“Me desculpa” coloquei a mão na cabeça “Falei demais”

“Itz, eu te amo...e sempre vou estar com você, não tem que se desculpar” falou na porta do quarto e logo seguiu rumo à cozinha.

Coloquei meu prato em cima do criado mudo e me ajeitei para dormir, ao menos tentar, meus pensamentos voavam, eu não conseguia dormir, não conseguia fazer nada, eu estava sofrendo.

Em minutos vi ele voltando para o quarto e pegando uma roupa, seguindo para o banheiro. Fiquei olhando para porta até ele sair e deitar -se ao meu lado, não tão do meu lado na verdade, deitou -se mais no final da cama, desligando eu seguida o abajur.

“Deixa acesa, por favor” falei quase sem ser possível ouvir

“Claro” e acendeu novamente, virando -se para o lado da cama, eu sabia que ele não estava dormindo, assim como eu

Fui lentamente perto dele e passei a mão eu suas costas nuas, Álvaro se virou e ficou me encarando sem reação.

“Não tenho medo de você” sussurrei

“Que bom?”

“Tenho medo de pessoas estranhas me encarando, medo de me relacionar novamente, medo da multidão” falei olhando para parede

“Ele fez aquilo... né?”

Fiz que sim com a cabeça.

“Pois saiba que eu nunca farei isso contigo, eu vou cuidar de você, não vou mais te deixar sozinha...” coloquei a mão em sua boca

“Eu sei de tudo isso, não sou mais uma menininha” nós rimos baixinho “Só me dê tempo para processar tudo o que aconteceu” e o abracei lentamente, Álvaro demorou para retribuir o abraço, eu sentia que ele estava com medo de me machucar.

Não dormi a noite inteira, mas já foi um grande progresso só pelo fato de conseguir me soltar um pouco, a luz do abajur, a luz da lua, as estrelas pela janela, eu sentia falta disso.

Álvaro

Acordei Itz lentamente, ela não dormiu a noite, apenas cochilou de manhã. Aquele rostinho delicado, algumas marcas de arranhões que eu ainda não tinha notado pois o cabelo cobria, coloquei um pequeno sorriso em minha face, só por tê-la ali comigo novamente.

“Itz” coloquei a mão em seu ombro, ela abriu os olhos assustada “Calma”

“Quantas horas eu dormi?” perguntou coçando os olhos

“São três da tarde, foste dormir às seis” ela riu junto comigo

“Que bom que dormi” Itziar estava pensativa, não sei se era porque tinha acabado de acordar.

“Seus pais estão te esperando, vamos?”

“Tenho que colocar algumas roupas na mochila ainda, falou se levantando rapidamente

“Eu já arrumei, só troque de roupa”

Vi que ela se levantava com dificuldade, devia estar com muita dor.

“Quer algum remédio?” sugeri preocupado

“Não, estou bem” aquelas palavras não me convencem

“Vou pegar um, deixei suas roupas em cima da cadeira”

Eu estava muito preocupado, tentando dar meu melhor, Itziar com certeza estava traumatizada, ela nem precisava contar tudo para saber exatamente o que aconteceu.

A ajudei a ir até o carro e logo seguimos viagem, não trocamos uma palavra, até tentei, mas ela queria ficar em silêncio.

Chegamos na casa de dona Lourdes, seu pai não estava, levei sua mochila até seu quarto e voltei para sala.

Fiquei emocionado com as duas se abraçando e chorando, o desespero pelo abraço, pelo carinho, um carinho diferente de qualquer outra pessoa, um carinho especial.

“Você está bem?” Lourdes perguntava nervosa, olhando cada detalhe de seu rosto

“Estou mama” e voltaram a se abraçar

“Que bom que encontraram ela, obrigada meu querido” Dona Lourdes se virou e me abraçou em agradecimento

“Devem agradecer mesmo à Pedro e Najwa, eles fizeram de tudo para encontrar ela também”

Itziar sorria para nós dois feliz, aquele sorriso era único, senti falta.

Lourdes nós levou até a cozinha e nos ver comer algo, logo fui para o quarto e deixei as duas sozinhas conversando, Itziar precisava dela.

Itziar

Fiquei com minha mãe ali na cozinha enquanto Álvaro ia dormir um pouco no quarto, ficaríamos só essa noite, mas em sentia que seria o suficiente para me ajudar.

“Fizeste aquela coisa...” minha mãe tentava falar, mexendo as mãos e fechando os olhos, na esperando de lembrar a palavra “Que mexe nas pessoas depois do que acontece”

“Exame de corpo de delito?” perguntei

“Esse mesmo, fizeste né?”

“Na verdade não, insistiram, mas eu insisti dizendo que não tinha necessidade, sei que fiz errado, tenho que ir ao hospital, meu corpo está dolorido”

“Se quiser eu vou junto, posso ficar com vocês até você se sentir melhor, seu pai está tendo que trabalhar mais agora, ficarei sozinha”

A olhei apaixonada pelo jeito que ela queria ficar perto de mim.

“Não vou recusar uma proposta dessas” falei sorrindo, ela beijava minha testa feliz “Mãe...alguma vez você engravidou e...” olhei para cima tentando conter as lágrimas “Perdeu?”

Minha mãe entendeu na hora.

“Você estava grávida Itziar!” perguntou levantando o tom de voz

“Mãe! Fale baixo!” pedi

“E não contou para ele? Itziar!”

“Vou contar o que? Que eu perdi o terceiro filho dele?” falei nervosa

“Você deve contar, ele era o pai!” minha mãe parou um pouco, ficando mais tranquila “Como está lidando com a dor?”

“Chorando” respirei fundo “Não é nada fácil, tantas coisas aconteceram desde então”

“É por isso que deves ir aí médico...por favor, filha” pegou em minha mão, estávamos sentadas na mesa.

“Eu vou assim que chegar em casa, prometo”

“E eu vou junto!”

“Você vai”

Nos abraçamos para matar aquela saudade por completo, logo ajeitamos a mesa e fomos dormir, mas eu ainda estava com aquela maldita insônia

“Estás acordada? São quatro da manhã” Álvaro falou para mim ao se acordar e virar para meu lado

“Acho que nunca mais vou conseguir dormir”

“Ei!” ele colocou sua mão em meu rosto “Estou contigo sempre! Pode ficar tranquila! Pode descansar, apagar as coisas ruins do pensamento, você está na sua casa, está segura, os medos vão passar, mesmo que demore eles vão passar! Tenho certeza disso!”

“Álvaro” falei baixinho “Eu tenho que te falar uma coisa, quando chegamos...” ele me interrompeu

“Amanhã você me conta, precisa tentar dormir agora”

Eu queria saber que tipo de magia aquele homem tinha nas mãos para me tranquilizar daquele jeito, ele começou a fazer carinho no ombro, minhas costas, sempre me observando, e então adormeci, finalmente eu fechei os olhos e adormeci, nas mãos de quem realmente me fazia bem e na casa de quem me amava de uma maneira inexplicável.


Notas Finais


Às vezes a gente só precisa que dêem nosso tempo ✨
Ela passou por coisas traumatizantes, mas agora criou coragem para "seguir em frente", como será que tudo vai ser?


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