História Amar-ABO Universe. - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~TaeilGermes

Postado
Categorias Block B
Personagens B-Bomb, Jaehyo, Kyung, P.O., Personagens Originais, Taeil, U-Kwon, Zico
Tags Taepyo, Ubomb, Zikyung
Visualizações 39
Palavras 2.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2:Brigas e Reconciliações.


Fechei os olhos com força, sentindo minha cabeça doer. Essa era nova, brigar comigo quando seus pais estava dormindo no quarto ao lado? Sorri sem humor, abrindo meus olhos, encontrando Jihoon sentado em minha frente na cama, a expressão séria e os lábios crispados em raiva.

-Você queria que eu falasse o que?-Perguntei cansado.-Sua mãe não gosta de mim e ainda vem jogando essa de “só me chama de sogra quando tiver uma marca do meu filho”... Jihoon, eu sei que fui egoísta em jogar nas suas costas, mas eu não aguentava mais ela me olhando daquele jeito!-Tentei explicar, fazendo-o revirar os olhos enquanto bufava.

-Você não sabe o que meu pai falou...-Murmurou.-Sobre esse negócio de “não merecer marca”, sabe o que pode acontecer garotinho?-Perguntou se aproximando, neguei.-Pode acontecer de você ir no médico e eles descobrirem que você ainda é virgem.

Engoli seco olhando desesperado para meu marido. Neguei e ele assentiu mudo, segurando a minha mão. Desviei o olhar.

-Mas... se eles descobrirem, a gente pode se dar mal, né?-Perguntei, voltando a encará-lo.

-Você já está sem ver os seus pais, se eles descobrirem, vão querer me afastar do trabalho e nós vamos ter que voltar a viajar em lua de mel, e só vamos retornar quando você estiver marcado.-Falou com calma.

Neguei prontamente, olhando-o com medo e sentindo a saudade dos meus pais encherem meu peito. Praguejei mentalmente e fechei os olhos com força, sentindo o nó na garganta e a vontade de chorar.

Abracei Jihoon de surpresa, chorando baixinho. Fui acolhido com um carinho no cabelo, enquanto sentia um beijo no topo de minha cabeça, solucei com ainda mais força. Eu sabia que ele entendia, eu estava sozinho...

-A gente não pode ir...-Falei enrolado.-Me marca Jihoon! Vamos logo fazer tudo isso e me deixa ver meus pais...-Pedi com força, segurando seus ombros, olhando aflito para o alfa que me olhava com dó.

-Eu não posso fazer isso, você sabe.-Murmurou.-Eu prometi.

Mordi o lábio nervoso, fazendo careta e chorando ainda mais. Estava cansado. Cansado desse casamento, dessa vida estranha e dessa rotina chata. Estava cansado de Jihoon e de ficar preso nessa casa. Cansado de ser eu e de levar essa vida.

-Isso tudo é culpa sua.-Falei com raiva.-Você quem quis casar comigo! Você conseguiu o que queria, por que não me marca logo e vai viver sua vida? Por que me deixa preso aqui enquanto você continua vivendo? Você sabe que eu não tenho muitas atividades sozinho, não posso sair sozinho enquanto não tiver uma marca, não posso frequentar clubes sem você, não posso fazer nada sem você! Que saco!-Ralhei e ele me olhou tenso, desviando o olhar.-Se me queria tanto, pronto, estou aqui! Agora só faz o que tem que fazer, me marca de uma vez, me deixa ver meus pais, me deixa retomar minha vida!

Minhas lágrimas grossas e desesperadas junto com as minhas mãos trêmulas me fizeram empurrar o corpo estático à minha frente. Joguei-me contra o colchão, chorando com força, soluçando e praguejando baixinho o alfa que mantinha-se sentando na beira da cama.

-Taeil... Me desculpa...-Pousou a mão no meu braço.

Olhei-o incrédulo, mordi o lábio e bati em sua mão, tirando-a de mim. Seus olhos se arregalaram mais uma vez e eu funguei enquanto olhava-o com raiva.

-Você vai sair daqui, e só vai voltar quando esquecer essa merda de amor e estiver disposto a me marcar!-Falei com força, o olhando com toda a raiva que eu mantinha em mim.


 

§§§


 

Suspirei audivelmente sentado naquela cadeira de balanço. A brisa batia calma no meu rosto e o dia se arrastava sem pressa, talvez seja a praga de quem acorda muito cedo, ou de quem não consegue dormir, por remorso. Fechei mais um dos livros que li, outro romance. Era tão lindo, as promessas, os sonhos, os sorrisos, os olhares escritos... Era tão mágico, tão puro, tão maravilhoso... Respirei fundo.

A casa estava mais fria e triste que o normal, e o fato de eu ter expulsado Jihoon, só me deixou ainda mais solitário afinal, ele era a minha única companhia. Molhei os lábios, ouvindo os passarinhos cantando, vendo o gramado grande e verde.

-Você quem fez aquele bolo de morango?-Jaehyo perguntou parando ao meu lado.

-Eu não tinha muita coisa pra fazer...-Murmurei e ele suspirou pesado.

-Eu sei que é difícil pra você ficar aqui, mas se você não se mexer, ninguém se mexe.-Falou com aquele seu tom ameno. Olhei-o e seus olhos encontraram os meus.

-O que você quer dizer com isso?-Perguntei curioso.

-Você é bom, bacana, bonito, bem dotado... O ômega que qualquer alfa iria querer, mas você tem esse problema de esperar demais das pessoas.-Falou de uma vez, sentando-se ao meu lado.-Jihoon é das antigas, alfa romântico, e como você, sabe valorizar um bom livro, sabe sorrir por coisas pequenas e sabe que a companhia de alguém, o calor e o cheiro, são melhores que qualquer discussão besta ou conversas demoradas e longas.-Fez uma pausa, olhando para frente.

-Você acha que eu deveria tentar me aproximar dele?-Perguntei baixinho, curioso.

-Eu vi Jihoon crescer, o vi se tornar homem, se tornar alfa.-Falou.-Ele não quer sua aproximação, quer seu amor. Você o distanciou no começo e agora, ele acha que nunca vai te conquistar, e por isso sofre tanto.-Seus olhos capturaram os meus e eu vi sua dor.-Ele quer que você veja seus pais, que você volte a ser feliz, que volte a cantarolar e a dançar... Como ele disse que você fazia antes de vir para cá... Eu quero dizer que ele ama aquele Taeil incondicionalmente, e ama esse Taeil que você se tornou... Ele quer sua felicidade mas você não quer ser feliz...

-É claro que eu quero ser feliz, eu...

-Você interrompe demais... Priva demais... Deveria se permitir ver Jihoon como ele te vê, deveria procurar saber mais sobre ele e deveria aprender a gostar do seu marido.-Falou de uma vez, me olhando duro.-O seu problema é essa lenga lenga toda que você inventa na sua cabeça. Vai ser feliz, vai beijar teu alfa e constatar o quão maravilhoso ele pode ser se você sorrir para ele, vai procurar sua felicidade com ele, mas não faça meu garotinho morrer por egoísmo seu.

Seus olhos estavam cheios, e ele respirou fundo, sorrindo-me fechado em seguida. Precisei piscar várias vezes quando ele se levantou, indo embora e me abandonando naquele estado, depois de ouvir tanto e perceber o quão mesquinho havia sido. O quão injusto eu era.

Eu não conseguia pensar em nada além de Jihoon, além das palavras de Jaehyo. Eu só queria que o sofrimento acabasse, mas eu mesmo não me movi para que isso se fosse. Pigarrei, tomando coragem e força, me levantando de uma só vez, marchando decidido para dentro de casa.

Assim que passei pela porta da cozinha, todos os empregados me olharam assustados. Larguei o livro na mesa polida e peguei o bolo intacto.

-Eu... Acho que vou levar um pedaço de bolo para Jihoon.-Falei meio perdido, vendo Jaehyo assentir e pegar o doce da minha mão.

-Vou preparar a embalagem, o senhor pode ir se trocar nesse tempo.-Assenti e quase corri pela casa, subindo as escadas com força.

Entrei no quarto e já fui arrancando meu pijama correndo para dentro do box e tomando um banho. Sai, escovei os dentes e me sequei, me enfiando numa camisa preta e num jeans, calcei os sapatos e ajeitei o cabelo, passando perfume, saindo do quarto com pressa, enquanto via Jaehyo parado no hall de entrada, conversando com o motorista.

-Pronto.-Falei e sorri amarelo. O beta me entregou o embrulho e olhou para o motorista.

-Como eu estava dizendo, Taeil vai visitar o marido no serviço, então é válido que ele saia.-Terminou e o alfa assentiu.

-Nestas condições eu posso levá-lo.-Murmurou e eu suspirei aliviado.

Jaehyo abriu a porta e eu fui o primeiro a sair, sorrindo grande enquanto sentia o vento bagunçar meus cabelos.

Não sei dizer o que foi mais agoniante, o caminho todo ou andar nesse hall gigantesco, cheio de pessoas indo e vindo, barulho de telefone e conversas aleatórias. Alfas betas e ômegas, salto alto, maquiagem e muito papel.

-Eu quero ver meu marido.-Falei quando cheguei no balcão de informações.

-E quem é o seu marido?-A ômega me perguntou.

-Pyo Jihoon.-Respondi e ela engoliu seco, assentindo e pegando no telefone.

Um sorriso foi brotando no meu rosto, enquanto todo mundo parava o que estava fazendo, me olhando com aquelas expressões assustadas. Logo uma beta me disse que me levaria até Jihoon e eu a segui, andando até o elevador, subindo todos os andares até estar enfim no último, onde Jihoon trabalha.

Assim que a porta metálica se abriu, me vi no andar mais silencioso e calmo de todo aquele lugar. Quatro mesas em madeira e duas salas de vidro. Jihoon estava numa delas, conversando com uma mulher, enquanto girava uma caneta em seus dedos.

-Eu vou avisar que o senhor está aqui...-A beta falou, andando pelo local espaçoso com calma.

-Espera!-Falei e ela parou no mesmo momento, olhando-me.-Você é a Jisoo?

-Sim, senhor.-Respondeu sorrindo fechado.

-E quem é aquela ali?-Perguntei apontando para a mulher dentro da sala, com meu marido.

-Ela é a minha ajudante, Rosé.-Respondeu e eu torci o nariz.

-Eu mesmo vou lá, ele nem percebeu que eu estou aqui e vai ser uma surpresa.-Falei e sorri fechado, andando em direção a sala, onde os dois conversavam.

Abri a porta e eles nem perceberam, entrei e senti o choque o ar condicionado em temperatura extremamente baixa se chocar na minha pele. Arrepiei e suspirei, ganhando a atenção dos dois.

-Taeil?-Jihoon franziu o cenho e eu sorri aberto.

-Eu fiz bolo...-Estiquei a bandejinha enquanto sorria e via a ômega do cheiro contaminante me olhar.

-Rosé, esse é o meu esposo, Taeil.-Jihoon falou, situando a garota que estava perdida. Seu sorriso aberto me fez olhar estranho para ela.

-É um prazer finalmente conhecer o senhor!-Falou animada.-O senhor Pyo e a Jisoo sempre disseram o quão encantador o senhor é eu duvidava, mas eu reconheço, o senhor Pyo tem sorte de ser casado com você...

Corei com as suas palavras e desviei o olhar para meu marido, que olhava tudo com um sorriso fechado nos lábios. Dei mais alguns passos vendo a garota sorrir aberto enquanto meu marido nos olhava.

-Obrigado...-Falei meio sem jeito.-Será que você pode deixar a gente à sós só um pouquinho?-Perguntei e ela logo assentiu, pedindo licença e abandonando a sala.

Olhar Jihoon, estar sozinho com ele foi como um choque. Eu senti o peso das minhas próprias palavras e toda a dor que eu provavelmente causei a ele.

-Você sempre faz bolo, mas nunca fez questão de trazer para mim...-Murmurou depois de muito tempo de silêncio, minha cabeça estava baixa, mostrando o meu desespero.

-Eu vim pedir desculpas...-Levantei o olhar, encontrando o seu.

O suspiro cansado de Jihoon me fez suspirar junto consigo. Contornei a mesa e fiquei do seu lado. Coloquei o bolo na sua frente, ignorando o fato de que seu notbook estava ali, o fazendo sorrir fechado, desviando o olhar para minhas mãos.

-Eu meio que tomei um choque de realidade...-Murmurei e ele assentiu, pegando em minha mão, entrelaçando-as.-Eu quero... quero de verdade que a gente faça as coisas juntos, que a gente possa ficar próximo e que a gente viva de verdade como um casal...

Minhas palavras foram morrendo quando ele se levantou e me abraçou, com força, com carinho, com cuidado. Seus braços me circulando enquanto seu cheiro ficava cada vez mais maravilhoso para mim, seu jeitinho ficando cada vez mais encantador. Apertei-o de volta, me afundando em si.

-Eu quero te amar...-Sussurrei no seu ouvido.-Quero que a gente se ame muito, quero que a gente faça aquelas coisas bobas de assistir filmes no domingo à tarde e que depois, a gente durma juntinho...-Confidenciei e ele riu soprado.

Nos separamos e nossos olhos se encontraram, suspirei. Ele era tão lindo e eu não enxergava isso? Ele era tão bom e eu pisava, era tão gentil e eu grosseiro... Seus lábios tão convidativos e eu tão burro... Sorri me aproximando mais, selando seus lábios, querendo contato, querendo carinho.

Minhas pernas vacilaram quando fui correspondido, quando fui beijado de volta. Era tão bom, tão gentil... Como pude me esquecer disso? Como pude ignorar o fato de que ele era maravilhoso? Sorri em meio ao beijo, selando-o várias vezes, abraçando-o e ganhando seu carinho de volta.


Notas Finais


Reviso logo mais.~


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