História Amar é complicado (Pucca) - Capítulo 9


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Categorias Pucca
Personagens Abyo, Ching, Garu, Pucca, Ring Ring, Tobe
Tags Cartoon, Drama, Fanfic, Garuxpucca, Luta, Pucca, Romance
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Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie! Desculpem pela demora galera, não me matem ;--; Sem mais delongas, boa leitura! (ノ ゚ー゚)ノ

Capítulo 9 - Desabafos


 Pucca estava entristecida, sua face estava avermelhada e tudo o que ela mais queria era gritar bem alto, sem se importar com nada ou ninguém, mas em vez disso ela foi para casa e se jogou em sua cama e, com o rosto afundando no travesseiro, chorou até não aguentar mais.

Narradora[Off] / Pucca[On]

Eu sempre corri atrás dele, sempre dei todo o amor que podia dar, mas ele nunca se importou. Por anos agi como idiota, sustentando um amor que nunca foi recíproco, só que eu finalmente resolvi mudar, resolvi seguir minha vida, decidi largar todos esses sentimentos e parar de persegui-lo, então, por quê? Por que você continua me fazendo sofrer tanto? Você não podia me deixar esquecê-lo aos poucos? Em vez disso, preferiu me torturar dessa forma, me lembrar que, não importa o quanto eu queira, ainda sou dependente de você, de seu rosto, de sua pele, de seu cheiro… De tudo em você. Preferiu me lembrar que eu ainda te amo e, inutilmente, sigo um labirinto sem fim, tentando me encontrar sem você.

Eu estava me conformando, estava me esquecendo, não de você, mas de meus sentimentos, minimamente, mas de verdade. Havia cansado de chorar e voltei a sorrir, você percebeu que eu não corro mais atrás e, por isso, resolveu vir atrás de mim? Gostou de me ver abatida e quanto voltei a demonstrar forças resolveu me destruir novamente? Me deixar uma marca que me faça lembrar de como você me odeia? Você nunca deve ter desejado sequer minha existência, ter percebido tudo isso dilacerou meu coração por completo. Eu te amava. Eu te amo. Todavia, não aguento mais sofrer, eu não te entendo Garu, mas ao menos achei que Ching me entendia.

Achei que minha melhor amiga estava o tempo todo ao meu lado, achei que ela era a pessoa mais confiável do mundo e que me apoiava, mas quando contei o que aconteceu ela ficou do seu lado. Como ela pôde me apoiar tanto para eu te esquecer e agora dizer que você gosta de mim? Isso era tudo um joguinho idiota de vocês? Queriam saber o quão trouxa eu poderia ser? Queriam comprovar que sou apenas uma idiota a mercê de meus sentimentos? Eu já não entendo mais nada, queria sonhar e nunca mais acordar, sonhar com um lugar em que meus sentimentos são totalmente correspondidos, que só tenha paz e que me apoiem de verdade.

Pucca[Off] / Narradora[On]

Após ir tomar um banho quente, um pouco de chá e enfim se acalmar, Pucca deitou-se novamente e adormeceu. Ela estava confusa, não sabia o que pensar, seu peito doía e sua respiração estava pesada, mas mesmo com todo o peso que carregava, dormiu relaxada.

De longe, Abyo chegava, segurando Garu, próximo ao laguinho da floresta em que costumava se encontrar com Ching, que já estava a sua espera.

–Finalmente Abyo!

–Finalmente? Eu vim bem rápido, foi muito difícil trazer o Garu, você ainda tem muita sorte por eu ter entendido o "lugar de sempre", da próxima vez me dê detalhes!

–Sei, sei… – Ela iria falar algo, mas foi interrompida por Garu, que fez um som de pigarro proposital.

–O que você queria conversar de tão urgente conosco, Ching?

–Na verdade, Abyo, quero conversar com Garu apenas, pode ir agora.

Neste momento Abyo fechou imediatamente a cara, ficou irritado e cheio de dúvidas, afinal, se queria conversar com Garu, por que não falou diretamente com ele? Ela realmente fez Abyo levar Garu ao local em que apenas os dois costumavam ir sozinhos, para depois dizer que não queria falar nada com ele. A verdade é que ele ficou com ciúmes.

–O que você quer conversar com o Garu, posso saber?

–Se pudesse eu não mandaria você ir agora.

Abyo ficava cada vez mais irritado, seu coração acelerou e começou a bater tão forte como um martelo. Garu ficou um pouco retraído e assustado, por isso tentou pedir para que ela falasse qual assunto queria tratar, mesmo com Abyo presente. Isso fez ele relaxar um pouquinho, o amigo não queria guardar segredos e Ching fez cara de insatisfação. Abyo não pensava em traição ou coisas do tipo, ele sabia que Garu nunca faria isso e confiava totalmente no amor de Ching, mas lhe encomodava bastante imaginar seu melhor amigo conversando em segredo com sua namorada.

–Ok, Garu, quero conversar sobre a Pucca.

Garu paralisou e seu coração começou a bater cada vez mais rápido, Abyo finalmente entendeu o porquê daquilo e ficou tão vermelho quanto o amigo.

–Olha Abyo, eu pedi para você chamar Garu porque não dava para eu chamá-lo diretamente. Eu queria conversar com ele sozinho pois é algo bem pessoal, mas se o Garu não se importar e você ficar "comportado", não tem problema.

Abyo ficou constrangido e Garu continuava imóvel, sem saber como reagir. Ficaram bastante tempo em silêncio até que o ninja respirou fundo e concordou em conversar, isto é, ouvir o que Ching tinha a dizer, com seu amigo presente.

–Ok, primeiro, você deve imaginar que eu já sei o que aconteceu, certo? – Garu concordou balançando a cabeça, que estava baixa, bem devagar e com muita vergonha, enquanto Abyo apenas ouvia sem entender nada.

–E como você já deve imaginar, também, ela ficou muito chateada, muito mesmo, e em seu braço ficou uma marca horrível.

Neste momento o garoto levantou o rosto rapidamente em desespero, sabia que havia a machucado, que agiu de forma idiota e que ela deveria estar triste, mas não esperava que fosse tão ruim assim.

–Espera, você não bateu nela, bateu, Garu? – Abyo tentava entender o que acontecera e já estava muito nervoso e preocupado.

Garu estava em dúvida, por isso Ching resolveu contar toda a versão de Pucca, que foi confirmada por Garu e em seguida contou a segunda parte da história, em que Pucca conta tudo e depois discute com ela. Garu, ainda muito envergonhado e entristecido, se sentia ainda pior com tudo aquilo, cobriu o rosto com as mãos e sentou-se em uma pedra que estava próxima. Abyo estava preocupado com o amigo e continuou a conversa.

–A segunda parte também se confirma Garu?

Ambos ficaram sem entender de início, mas logo perceberam que ele se referia ao que Ching havia dito a Pucca, que Garu gostava dela, mas não percebia e, um pouco trêmulo, Garu confirmou. Abyo ficou surpreso por um curto momento.

–É bizarro, você estava reclamando sobre esta rotina de perseguição e fuga outro dia e agora está com saudades.

Garu não reagiu e nem tentou responder, mas pensou consigo mesmo "Pelo menos isso me dava a certeza de que ela ainda me amava". Foi quando ele lembrou que, naquele mesmo dia, percebera que Pucca estava diferente e que, no dia seguinte, a mesma havia quebrado o voto de silêncio. Se ele soubesse que tudo isso iria acontecer e que a amava de verdade, faria tudo diferente, impediria essa bola de neve caótica.

–Olha Garu, eu sempre soube que você sentia algo por ela, ao menos eu sentia isso, queria a certeza e agora tenho, desculpe por tudo, mas você tinha que perceber o que sentia por ela, não pode mais fazê-la sofrer desse jeito. O triste é que agora ela não vai mais querer falar comigo, acha que eu estava brincando com ela junto com você, mas você ainda pode consertar isso!

–Eu conheço Pucca a muitos anos, Garu, e o que eu tenho certeza absoluta é que ela te ama muito, muito mesmo, e ela não iria deixar de sentir isso de uma hora para outra.

Garu ficou emocionado e feliz, pela primeira vez percebeu o quanto gostava de seus amigos e que eles também eram importantes em sua vida, então, determinado, decidiu ir se desculpar com Pucca e explicar tudo. Seus amigos ficaram felizes e, satisfeitos, saíram da floresta e lhe desejaram boa sorte, ele iria para a casa da garota, havia se enchido de coragem e finalmente daria um novo rumo para sua vida.

*Quebra de Tempo*

Garu estava em frente a casa de Pucca, seu coração pulsava rapidamente, em sua barriga sentia um frio e suas mãos suavam, ele estava muito nervoso. Mesmo com todo nervosismo, o jovem ninja sabia o que queria e não perderia a chance que tinha, sua coragem diminuía aos poucos, mas sua vontade aumentava, então, trêmulo e preocupado, bateu na porta da amada que estava se afastando de sua vida. As primeiras batidas não obtiveram resposta, deixando Garu ainda mais preocupado e sem coragem, mas a garota não estava ignorando a batida ou o garoto que batia, ela estava dormindo. Respirando fundo, bateu na porta mais uma vez e, por fim, a garota acordou e, respondendo a batida, foi ir atender.

Quando ela chegou à porta da frente seu coração imediatamente disparou, não sabia como deveria agir e não conseguia reagir, parte dela queria enchê-lo de tapas e outra, queria enchê-lo de beijos. Estava com raiva, mas ainda o amava. Garu também não sabia como agir, toda coragem que tinha havia sido gasta apenas ao bater na porta, fazendo os dois ficarem parados em silêncios, um de frente pro outro, até que Garu viu a marca que estava no braço de Pucca. Ele se assustou e sentiu vergonha, ficou com uma face de arrependimento que foi percebido por Pucca, a deixando sem graça e um pouco envergonhada. Levemente ele passou suas mãos no ematoma e Pucca abaixou a cabeça, estava com vontade de chorar novamente, juntamente ao desejo dele.

Garu parou de acariciar o ematoma que lhe envergonhava e levantou o rosto da menina com delicadeza, a deixando muito surpresa e avermelhada. O silêncio dominava, seus olhos se encontravam e os corações batiam fortemente em sintonia, até que, para grande surpresa, Garu decide quebrar o silêncio, quebrar um silêncio que durava anos, um silêncio que, até pouco tempo, os interligavam. Respirou fundo, abriu vagarosamente a boca e emitiu som.

–P-Pucca eu….

Garu estava trêmulo e nervoso, Pucca arregalou os olhos e sentia que seu coração ia saltar, ele estava falando mesmo, mas quando Garu finalmente ia dizer algo, Tobe e seus ninjas aparecem.

–Que fofo, o casal já está se reconciliando?

Garu ficou muito irritado, pegou sua espada e avançou rapidamente em Tobe, sobretudo, o que não esperava é que todos os ninjas iriam para cima de Pucca e, lhe drogando, a deixaram sem forças para se defender, a mantendo então como refém e fazendo Garu parar o ataque por preocupação.

–O que foi Garu? Não ia me atacar?

Garu o olhava com cara de desprezo e muita raiva e então, sem sentir, acabou sendo drogado também, mas além de perder as forças, perdeu a consciência, Garu havia caído, rapidamente, em um plano de Tobe. Quando acordou estava amarrado com correntes em uma coluna e, do outro lado da sala, Pucca também estava amarrada da mesma forma. Ambos haviam sido pegos e Garu não teve sua chance de dizer o que sentia, mais uma vez, ele se sentia horrível, culpado e muito triste, seus olhos lacrimejando ficavam avermelhados, aos poucos a imagem de sua amada, a quem fez muito mal, foi ficando desfocada. Eles não tinham saída, seus corpos doíam por causa das correntes, aos poucos Pucca perdeu a consciência pela pressão que a corrente causava e Garu ainda estava enfraquecido por causa da droga. Seria esse o fim dos dois? 


Notas Finais


Tobe finalmente colocou seu plano em ação, mas será que ele queria apenas capturá-los? Que confusão hein Garu? O mundo não está a seu favor por enquanto, né? \(;´□`)/ Espero que tenham gostado do capítulo e desculpe pela agonia que faço vcs passarem, Até a próxima! ( ̄ω ̄;)


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