História Amar é sofrer? - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Enfim, tô repostando essa one criada em limiares de Maio :3

Se tiver uma bosta é normal porque essa eu criei super aleatoriamente msm, foi mais para me distrair e tals

Espero q gostem apesar de tudo ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único



À dias, semanas, que estou aqui preso sem saber o que fazer, sozinho e solitário neste chão imundo e frio. O que fiz eu para merecer isso? Para merecer ficar trancado em um porão escuro e nada confortável. Uma completa injustiça, eu simplesmente aceitei o verbo amar na minha vida.

Quantas lágrimas eu já derramei, meus olhos já estão secos. Quantos gritos eu já dei, minha garganta já falha. Quantos sorrisos já se formaram nos meus lábios, ...ainda tenho muitos pra dar e vender.

Num momento destes tudo o que eu quero é desaparecer. O que eu tenho a ganhar com isto? Com este sofrimento? Apenas a mágoa e dor no meu coração frágil e iludido. Mas a culpa de tudo isto é minha, se eu não me tivesse apaixonado por aquele homem nada disto teria acontecido.

Como é provável, vocês estam se perguntando que porra de homem é esse e o verdadeiro motivo pelo qual estou nesta situação, não é mesmo? Bom, eu posso esclarecer tudo pra vocês.


Eu tinha uma vida como a de qualquer outra pessoa, normal e estável, junto com meu marido Rezende, empresário de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, LiveLife, que traduzido para português seria, Viver a Vida. Enfim, eu o amava muito, muito mesmo, tanto que eu insistia em fazer algo que simbolizasse o nosso amor todas as semanas, eu era muito romântico nesse sentido.

Era a primeira vez em que eu estava realmente apaixonado por alguém e era a primeira vez que estava casado com alguém também, daí que eu me dediquei muito a esse relacionamento tão unido e importante. Não eram todos que chegavam a se casar.

Rezende se demonstrava muito presente na minha vida apesar do trabalho imenso, mal tínhamos tempo juntos, mas quando tínhamos ele era a pessoa mais amável do universo, me tratando como a coisa mais preciosa à face da Terra. Eu gostava dessa atenção, sempre fui bastante carente desde pequeno.

O moreno não foi o primeiro com quem perdi a virgindade, mas mesmo assim, sempre que transávamos parecia a minha primeira vez, mágica e cheia de novas espectativas. Ele era meu ponto seguro, minha razão de viver, belo em todos os aspectos possíveis, claro que tinha seus defeitos, mas grande parte eu só achava qualidades.

Eu estava cego por Pedro, isso era um facto, mas deixei de ter só e somente olhos para o empresário assim que conheci um outro alguém, Felipe Zaghetti o nome, um homem de 24 anos - eu tenho 22 e Rezende 25 - com cabelos cacheados, pele morena e um sorriso brilhante e lindo de dar inveja.

Esse ser era ninguém mais ninguém menos que o irmão do meu marido, trabalhava como fotógrafo, uma profissão muito humilde e apaixonante devo admitir, mas não mais apaixonante que seus olhos escuros como a noite sem luar, verdadeiros buracos negros capazes de prender qualquer pessoa a eles.

Eu era comprometido? Era, mas a lei da vida é injusta e eu deixei me levar pelos encantos do meu cunhado, acabando por ter algumas noites, digamos que, "especiais", com o cacheado enquanto o moreno mais velho não estava em casa - sim, eu morava com ele, afinal, é meu marido - . Eu não sabia o que estava acontecendo comigo ou com os meus sentimentos, só sei que eu continuei amando Rezende e descobrindo pequenas paixões pelo Felps.

O empresário ainda não tinha descoberto as minhas relações com o seu irmão, mas acontece que quando ele descobriu foi por pura burrice minha e de Felipe, mais uma vez quando o moreno foi trabalhar o cacheado veio cá a casa e acabámos por fazer sexo novamente, o que nos esquecemos foi de disfarçar o grande chupão que eu tinha no pescoço e a minha pele albina não ajudava muito.

Nunca havia visto Pedro tão irritado e desesperado, começou me perguntando um monte de vezes quem tinha sido o desgraçado a tocar no que era seu, mas eu não ia fazer uma maldade dessas com o de pele morena, só de imaginar o que ele poderia sofrer apesar de ser irmão do meu marido. Não, não ia ser babaca e fraco, iria resistir até ao fim.

Sofri algumas agressões e relações sexuais abusadas com essa resistência, jamais iria imaginar que o mais velho era capaz de me fazer algo assim, sempre o amei tanto, aquilo se tornou em obsessão e possessão, me arrependo do que fiz, mas mesmo falando isso pra ele não adiantava, só se importava em descobrir quem tinha deixado aquele chupão e não desistiria.


Bem, acabei preso neste porão e é isso, não como nem bebo desde que vim para cá, mas não por falta de oportunidade, o problema é que quando Rezende me vinha "visitar" com comida ele me falava "Se você me disser o nome dele poderá se alimentar e tudo voltará ao normal", eu recusava e recusava.

Agora que penso bem, a culpa não é minha e nem do meu marido (Aut: Se é que isso se pode chamar de marido, hein 'x'), é somente de Felps a culpa, ninguem mandou surgir na minha vida, transformá-la num inferno como este, ninguém pediu pra ele ser encantador e simpático comigo, ninguém ordenou pra ele me provocar discretamente, ninguém implorou pra ele… fazer com que eu me apaixonasse por ele.

- A culpa é toda sua, Zaghetti... Toda s-sua... - falo baixo com as poucas forças que me restam enquanto estou abraçando os meus joelhos encostado à parede suja.

Escuto o ranger da porta e tento olhar nessa direção, tava complicado por conta da claridade que atingia os meus olhos, mas logo ficou escuro quando a sombra do moreno entrou na frente.

- Faz tempo que não nos vemos, hum? - vem caminhando até mim lentamente.

Pedro já não me visitava à alguns dias enquanto que antes vinha sempre, mas se bem que não fazia muita falta, com ele ali ainda me sentia mais vazio, mas mais preenchido também. É difícil explicar, eu ainda o amo incondicionalmente.

Se agacha na minha frente e me pega pelo queixo, eu desvio o olhar, mas sinto um aperto na minha pele vindo da parte do meu marido então o olhei nos olhos. Parecia que a minha alma estava sendo sugado pelas suas órbitas castanhas que me encaravam com ódio, mas eu sentia um pedaço de pena também.

- Não vai me falar mesmo, Rafa? - com aquele apelido me lembrei de todas as minhas noites com Felipe, só ele me chamava assim, aparentemente Rezende quis me chamar desse jeito pela primeira vez não sei porquê.

- Acho que você já sabe a resposta. - vejo o moreno levantar a mão pra mim com raiva, pronto pra me dar um tapa. - Mas... - fechei os olhos fortemente.

- Mas? - pediu pra eu continuar, abri os olhos e vi que a sua mão já não estava pra cima.

- Desisto, eu te conto quem foi. - o outro sorri.

A culpa era do Felps, ele que entrou na minha vida de um jeito que nem eu sei explicar, sem permissão, certo?

- O nome dele é- vejo Pedro cair para o lado inconsciente, fiquei bastante confuso e apavorado.

Ouvi uns barulhos, olhei para a porta e lá estavam homens vestidos de azul com o crachá no peito.

- Você tá bem? - um deles veio até mim preocupado, foi aquele policial que deu com um tazer no meu marido.

- M-Mais ou menos. - ainda estava perdido no meio daquela situação.

Os policiais me tiraram dali e me encaminharam até um local que parecia uma base, uma mulher tratou de cuidar dos meus ferimentos visíveis enquanto os homens conversavam sobre o caso e prendiam Rezende com algemas, olhei mais ao longe e pude ver Felps falando com eles também.

Os nossos olhares se encontraram e nossos corações pareceram parar por um instante, momentos depois o cacheado já estava ao pé de mim, sorrindo com uma verdadeira felicidade enquanto eu mantinha uma feição neutra. Encarei o outro moreno preso, começando a ser empurrado pra entrar no carro de polícia.

- NÃO! - eu corri até lá, ainda que frágil.

- Senhor, o que você está fazen- interrompo o policial.

- A CULPA NÃO É DELE! - todos me olharam confusos, sobretudo Felipe.

- Mas nós temos provas em gravações. Como pode não ser ele. - comecei a me desesperar.

- A CULPA É DO FELIPE! - encaram todos o mesmo assim que aponto para ele.

- Rafa, o que você está dizendo?! - Felps falou me olhando incrédulo e assustado.

- E o que ele tem a ver com o caso? O que ele fez? - o mesmo policial me questiona e eu tento encarar Felipe nos olhos, minha visão já estava ficando turva por conta das lágrimas.

- O que ele fez? - dou uma risada irônica e um tanto quanto psicopata - O QUE ELE FEZ FOI ENTRAR NA MINHA VIDA! - me aproximo mais dele. - Ele... ELE ESTRAGOU A MINHA VIDA PERFEITA! MEU RELACIONAMENTO PERFEITO! - agarro a gola da camisa do cacheado que agora estava neutro e estático, acredito que digerindo tudo aquilo que eu estava falando. - Você ARRUINOU TUDO! - me apertei contra seu peito, o encharcando com minhas lágrimas. - Você... - comecei a perder as forças novamente. - S-Se você não t-tivesse entrado n-na minha vida. N-N-Nada disto teria aconteci-cido... - me engasgo no choro e apenas vejo tudo ficar preto e eu apagar.


1 ano depois...

Acordo com uma luz cegante batendo na minha face então fecho os olhos novamente, aos poucos vou conseguindo enxergar, tudo branco, vejo que estou numa cama hospitalar, numa sala hospitalar, num hospital. Porque caralhos eu estou aqui?

- Senhor Lange? Tá acordado? - ouço uma voz grave e masculina me chamar, olho e era um garoto ruivo com sardas e bata branca, provavelmente um enfermeiro ou médico.

- Acho que sim, né. - falo meio óbvio e passo a mão pela cara, só então percebo que tenho um fio qualquer ligado às costas de uma das minhas mãos.

O homem sai da sala e minutos depois a porta se abre novamente, revelando um garoto de pele morena, cabelos escuros cacheados, olhos profundos e negros. Reconheço aqueles olhos de algum lugar.

- Rafa! - diz feliz e vem me abraçar com cuidado, mas com uma leve força emocional.

- Quem é você? - pergunto, realmente não o conhecia, pelo menos não estava me lembrando no momento.

- Como assim "quem eu sou"? - questiona de volta, pela reação dele eu deveria o conhecer, não? Sim, mas não tava o reconhecendo.

- Ué, eu não sei quem tu é. Simples. - percebi que o moreno começou a ficar mais inquieto.

- Você não se lembra? - nego com a cabeça e ele suspira. - Se lembra do Rezende?

- Que porra de nome é esse? - estranhei o nome.

- Você sabe ao menos o seu próprio nome? - acariciou minha bochecha, eu apenas deixei tar.

- Rafael Lange Severino, tenho 22 anos e estou desempregado. - respondo achando aquilo idiota.

- Na verdade você já tem seus 23 anos, Rafa.

- Para de me chamar assim, não temos intimidade nenhuma. - reclamo incomodado e tirando sua mão da minha face.

Vejo o garoto apertar um botão que estava do lado da minha cama e logo depois uma enfermeira entrar na sala.

- O que foi? - pergunta me olhando e em seguida olhando o moreno.

- Ele não se lembra de nada, 1 ano em coma fez ele perder a memória. - não entendi o que ele quis dizer, mas reparei que ele estava quase chorando.

- Oh, Deus. Tenho que falar isso com o doutor. Já volto. - sai, nos deixando a sós de novo.

- Tô vendo que você está quase chorando, não queria ter sido tão rude com você ainda à pouco. - coço a nuca envergonhado.

- Não é i-isso. - limpa a primeira lágrima que insistiu cair.

- Era suposto eu te conhecer? - ele me encara e em seguida encara o chão, acenando positivamente. - Então... O que você é meu? - seus olhos começaram a marejar novamente.

- Nada... - escutei o mesmo começar a soluçar de choro.

Eu tava muito what the fuck, mas não gostava de o ver assim, de jeito nenhum. A porta se abre pela quinta vez, um senhor de barba meio ruiva, cabelos loiros, olhos verdes e óculos quadrados entra junto da enfermeira de antes.

- Primeiro, eu sou o doutor Feuerschütte. Um nome difícil eu sei, mas me chamem só de Lucas e segundo, ouvi dizer que o senhor Lange perdeu a memória. - fala gentil com uma prancheta em mãos.

- Sim, é-é isso mesmo, velho amigo. - o cara que estava chorando cujo nome ainda não sei diz.

- Posso falar a sós com você, Felipe? - ah, então é esse o nome.

- S-Sim. - mais uma vez limpa as lágrimas.

Os dois saíram e a enfermeira me deu um sorriso, ficámos conversando um pouco até que eles voltaram.

- Amanhã você já terá alta, poderá sair daqui e começar uma vida nova. - Lucas fala e coloca a mão no meu ombro sorrindo como sempre e eu retribuo o sorriso.


##Conversa##

- Pense pelo lado positivo, Felps.

- Que lado positivo? Não vejo nada de positivo nisto.

- O Cellbit já não se lembra do Rezende, não se lembra dos males que lhe aconteceram. Está de mente limpa o que dá chance a novas oportunidades e conquistas.

- Mas ele não se lembra dos nossos momentos juntos... - um gota de água escorre.

- Nem dos seus parentes. - completa. - Nisso você tem razão, mas ainda dá tempo de você tentar conquistá-lo de novo e com alguma terapia você talvez conseguirá fazê-lo lembrar-se de vocês, se é que me entende.

- Eu não sou psicólogo pra fazer terapia pra ele.

- Você não vai fazer terapia pra ele. Vai fazer terapia COM ele. Você poderá ajudá-lo a se lembrar de algumas coisas com as fotografias que você tirou dele na altura.

##Conversa##


4 anos depois...

Hoje em dia sou dono de um bar que tem ótimos empregados e é bem popular, vivo junto do meu marido Felps e tenho uma filha adotiva chamada Beatriz. Amo minha família e meus amigos, aquele doutor Lucas acabou se tornando o meu melhor amigo - depois de Felipe é claro- , o loiro também tem uma filha adotiva junto com um outro cara chamado Lucas, cujo o apelido é T3ddy, e o nome dela é Carla. Descobri o porquê de falarem da minha perda de memória e descobri algumas coisas sobre o meu passado, me dou novamente com os meus pais e vivo muito bem junto daqueles que amo. (Aut: Como foi por opção de Felipe que ele recuperou algumas memórias, Rafael não sabe do Rezende) 



Notas Finais


*-* 💙👋


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