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História Amar não é Pecado (Romione) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oi amores voltei com mais um capítulo 😉

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Amar não é Pecado (Romione) - Capítulo 6 - Capítulo 6

POV NARRADOR


Ron seguia a passos largos em direção à igreja,desconhecia-se, nunca antes sentiu seu peito inflamado de raiva genuína como acontecia naquele momento, era sua obrigação amar à todos, mas, sinceramente, não conseguia. Repassar mentalmente a reação da moça, rever a imagem do sorriso apagar-se para dar lugar ao horror nos olhos incrédulos diante da descoberta , como se ele portasse alguma doença ruim ,alimentava o que ele acreditava ser o início de um ódio irreversível pelo rapaz intrometido.


Não percebeu o engano de Hermione sobre sua real condição até ouvir-lhe o riso divertido,deveria ter percebido quando ela perguntou sobre seu tio que, para ela, ele era apenas o sobrinho do padre. Se tivesse atento com a confusão teria desfeito o mal-entendido,mas encontrava-se distraído demais com as sensações que a proximidade proibida lhe trazia. Agora, sentia-se como um meliante pego em flagrante. Hermione o desprezava àquela altura, imaginando que não tenha esclarecido a confusão por desejar tirar algum proveito,mesmo que aquele poderia ser seu maior desejo oculto.Talvez o ódio sentido fosse por si mesmo, não deveria sentir tais coisas, mas sentia, não deveria pensar em Hermione ou procurá-la, mas o fazia, tanto que correu até a praia duas manhãs seguidas, não para se exercitar, mas para vê-la.



— Bom dia, senhor! — alguém disse a sua passagem pela praça.


Não respondeu ou se voltou.


— Ron, o que houve? — seu tio gritou às suas costas tão logo ele passou correndo ao seu lado, já no pequeno jardim em frente à casa que ocupavam, sem cumprimentá-lo.


— Deixe-me em paz! — pediu entrando na casa e seguindo direto ao quarto.



Ao entrar, trancou a porta a chave, abalado por perceber que estava certo quanto ao ódio ser dirigido a si mesmo, sentou na beirada da cama, fechou os olhos e apertou o lençol entre os dedos, fortemente.


— Ron querido está me deixando preocupado — seu tio disse batendo à porta. — O que aconteceu? Lembrou-se de algo?



— Não me lembrei de nada — gritou. — Só quero que me deixe em paz!


— Meu filho me diga o que houve por favor eu te suplico, só que te ajudar, não me deixe impotente,eu te amo você sabe disso...


— Deixe-me em paz! — Ordenou ainda mais alto. 


Logo ouviu os passos de seu tio afastando-se da porta. Sua cabeça latejava, massacrando seu corpo juntamente com o coração acelerado. Acertou em suas considerações. Burlou-se na esperança secreta de se aproveitar da moça. Não tinha como negar. Por mais que se recriminasse ou se flagelasse, apreciava os espasmos de adrenalina que, antes, só sentia durante as noites de sonhos vis.

Era excitante notar os detalhes luxuriantes do corpo que ela fazia questão de expor. Ainda de olhos fechados,Ron reviu a boca de sorriso luminoso, imaginou que o hálito fosse doce como o mel, lembrou-se das pernas torneadas, da cintura fina que caberia perfeitamente entre suas mãos caso a apertasse. Recordou os seios arfantes de bicos eriçados que desafiavam o observador a tocá-los sob a camiseta branca e úmida. Imediatamente seu corpo reacendeu e o culpado de todos seus infortúnios pulsou vivamente.

Contrariado, Ron retirou a camiseta e foi até sua cômoda para pegar o chicote,precisava se punir pelos pensamentos cada vez mais impuros. Contudo, ao tocá-lo, antes mesmo de levantar o braço para açoitar-se, sua mente traiçoeira  mergulhada em ódio e desejo carnal lhe mostrou Hermione nua sobre sua cama, pedindo com o olhar que usasse o instrumento nela.

E ela merecia, ser punida ele pensou, perdendo-se na visão.

Era tão culpada quanto ele próprio por estar com seu pau duro de forma irreversível. Por transformá-lo naquele completo estranho.

Sim, ela merecia ser castigada, mas ao se imaginar a descer sua mão em direção sua bundinha empinada e ver as tiras de couro lamber a carne alva, macia, sua ereção chegou ao limite e pulsou. Conhecia seu corpo então, rendido, teve forças somente de voltar para a cama,segurando seu chicote. Ao sentar-se exatamente onde imaginou que vira a moça ,ele puxou o cós do moletom, despiu a razão de sua vergonha e a prendeu em sua palma. Ao movê-la, deixou que todas as imagens armazenadas que possuía de Hermione vagassem por sua mente ensandecida.

Iria para o inferno, era um fato. Mas, antes, deixaria que todas as sensações perturbadoras que sentiu na manhã de quarta-feira e naquela, completassem o ciclo por sua mente , coração e veias, e impulsionassem-no  a mover a mão com maior rigor até que explodisse gozando em tremores orgásticos gemendo o nome de Hermione. Caindo de costas sobre o colchão, ele sequer deu-se ao trabalho de se sentir culpado. Jamais se orgulharia de tal ato imoral, que o lembrava do ser um padre fraco e fraudulento que era, mas tinha consciência de que, no momento, era a única medida eficaz a ser tomada. Permaneceu estendido sobre a cama, seminu, deixando que sua pulsação voltasse ao normal.


Quem disse que depois da tempestade vinha a bonança? No seu caso veio o vazio. Contudo este era acolhedor e encheu seu coração de esperança.


Acreditando estar de volta do que considerou um surto isolado, Ron respirou, aliviado. Talvez,Hermione tenha sido a sua  válvula de escape para um corpo abalado e nada mais. Quem sabe, agora que liberara toda a tensão que deixou acumular durante aqueles dias, nada sentisse quando a visse novamente? Então ela voltaria a ser como todas as outras moças: apenas mais uma de sua paróquia. Apegando-se a esse pensamento,ele terminou de se despir e se pôs de pé, olhando em volta. Fizera uma bagunça de sêmen e roupas largadas sobre o chão. Era preciso limpar tudo, sem deixar nenhum resquício, antes de aprontar-se e pedir desculpas ao tio. Também era preciso lembrar que logo Astória chegaria para sua primeira reunião sobre o piquenique comunitário. Tinha muito a fazer para perder tempo com atrações que cultivava em sua mente ociosa.

Não cometeria mais o mesmo erro, pensou esfregando a camisa branca sobre as provas de sua fraqueza, limpando como podia o fruto do seu pecado derramado. O piso ficou manchado, seria preciso limpá-lo com água e sabão, mas isso teria de esperar. Sabia que se demorasse demais, logo seu não lhe daria mais ouvidos e voltaria a procurá-lo. O jeito seria deixar a porta trancada enquanto não pudesse apagar todos os traços de sua explosão violenta. Ao término do banho, confirmou sua teoria, pois, sem que pudesse evitar, pensou em Hermione. Contudo a imagem não lhe causou qualquer reação corporal, nada. Satisfeito, e relaxado se vestiu,e voltou ao quarto somente para pegar as roupas sujas. Levou-as à lavandeira onde as deixou num balde com água e sabão. Agora vinha o pior, desculpar-se. Ao retornar para o interior da casa, procurou por seu tio. Encontrou-o na sala há poucos instantes vazia, já na companhia de Astória. Quando entrou, ambos olharam incertos em sua direção. No olhar do tio, Ron podia vislumbrar a mágoa.



— Bom dia! — cumprimentou simplesmente, conversaria com ele depois. 



— Bom dia! — Astória respondeu indecisa antes de perguntar. — Se sente melhor?


— Por que a pergunta? — quis saber, aproximando-se.


— É que... algumas pessoas disseram que o viram correr para cá como se estivesse passando mal ou algo do tipo... — explicou, movendo a mão sobre o ventre, inconscientemente. — E pelo que pude entender de tudo que seu padrinho tentou explicar, o senhor realmente não se sentia bem, então... Se o senhor não estiver em condições, posso voltar outra hora.



Ron olhava para a moça, abraçada ao caderno tão parecida com a irmã, agradecido por não sentir nada especial e pela mente coletiva que criara uma versão para sua passagem intempestiva. Um desarranjo intestinal era muito melhor do que a necessidade inexplicável de agredir um moleque ou de fornicar com Hermione quando fizera um voto de castidade há apenas dois meses.


Respirando profundamente, assegurou:


— Sim, estou bem melhor... — Olhando para o tio, completou: — Depois me desculpo com todos que deixei de cumprimentar.



— Ah... Não será preciso! — Astória disse, finalmente a relaxar. — Todos entendem que isso acontece. O melhor é esquecer o ocorrido.



— Sábias palavras!



— Bem... — seu tio afastou-se. — Acho que vocês têm muito a tratar, então voltarei a cuidar de minhas plantas...Se precisarem de mim é só chamar.



Sem esperar qualquer resposta ou olhar na direção do sobrinho, Arthur saiu, deixando-os a sós. Ron era o causador da frieza então não poderia reclamar. Sem nada que pudesse fazer quanto ao tio e, indicou o velho sofá a Astória.



— Sente-se... E me conte mais detalhes sobre esses eventos.



A companhia agradável da irmã de Hermione, assim como sua eficiência, fez com que o trabalho rendesse. Todas as primeiras decisões foram tomadas, restando apenas serem colocadas em prática. Ficou decidido que o piquenique seria no segundo sábado após o retorno de Henry Granger  e os demais pescadores. Ou seja, teriam 15 dias para cuidarem dos preparativos. Segundo Astória, tempo suficiente para mobilizar os parcos comerciantes locais e as senhoras quituteiras.



— Basta o senhor fazer o anúncio durante a missa de domingo e todos ficarão avisados — ela dissera. Para ele qualquer resolução seria bem empregada.



Após a saída da moça, Ron ainda permaneceu sentado em sua sala por alguns minutos antes que fosse se juntar ao tio. Encontrou-o ainda a cuidar das poucas plantas do jardim diminuto. Sabia que sua presença tinha sido notada, mesmo que o tio não olhasse em sua direção.



— Eu gostaria de me desculpar pela forma como me dirigi ao senhor — disse, parando ao lado com as mãos nos bolsos da calça preta.


— Vai me contar o motivo de tanta ira? —  perguntou, analisando a batata de uma roseira.


Chutando uma pedra imaginária, o padre mais novo respondeu:


— Não.


— Acha que pode voltar à acontecer? — inquiriu o tio,afofando a terra para depositar a planta.


— Sinceramente eu espero que não aconteça. Nunca alterei a voz para o senhor e nada justifica que comece a partir de agora.



— Bom... — disse Arthur, finalmente encarando-o, sem levantar. — Saber que pensa assim me basta. Não vou levar em conta sua grosseria e quero lembrá-lo que sempre serei seu confessor.



— Sei disso... Apenas não é o caso.

Pelo menos não o tipo de caso que conseguiria externar para o padre mais velho. Dificilmente teria coragem de confessar que suas inquietações e fraquezas despertadas durante os sonhos  ganharam vida e encarnaram em uma moça daquela cidade de nome tão sugestivo. Preferiria mil vezes realmente arrancar a parte rebelde de seu corpo a admitir tal abominação.



— Tudo bem! Se é como diz... — seu tio o trouxe de volta de seus pensamentos. Para encerrar o assunto,perguntou: — O que me diz? Como está o jardim? Ron olhou em volta com atenção e, reprimindo um riso nada encorajador diante da desordem das plantas mal cuidadas por tanto tempo, respondeu:



— Está perfeito!



POV HERMIONE




—Hermione o que você tem? — Viktor perguntou irritado depois de um longo período em que a moça ficou em silêncio. — Estou aqui, falando há horas, e você só me responde com hum-hum.



— Desculpe-me... Estou com um pouco de dor de cabeça — mentiu.



— Sei... — desconfiou. — Acho que essa dor de cabeça tem nome e ocupação um tal desprezível Ronald Weasley, o padre esquisitão.



— Tá maluco?! Não ouse imaginar mal de um homem santo de Deus!Que absurdo!  — ela exclamou ao levantar da pedra na qual sentaram e se pôs a andar.



— Maluco nada... Não sou cego. Estava vendo vocês dois de longe e...


— Quando vai parar com isso seu doente? — ela perguntou impacientando-se. — Não quero que me siga o tempo todo, droga!... E pare de falar asneiras. O homem é padre,um instrumento do Senhor para resgatar as almas perdidas,e que com toda certa não possui uma mente doentia como a sua, você vai pro inferno por acusar um homem santo! Meu Deus ele é um padre !



— Você não sabia disso... Vi na cara dos dois quando eu disse. Ele estava enganando você?


— Cala a boca, Viktor... É claro que eu sabia, ele jantou na minha casa ontem... Você está vendo coisas — acusou, apertando o passo.



— Estava vendo você toda excitada para o lado dele. Conheço você, Srta. Granger! Aposto que estava o imaginado te fodendo aqui a Beira mar!



— Viktor seu nojento, eu preciso ir embora... Minha mãe está me esperando e eu, sinceramente, não quero perder minha paciência com você, então me deixe em paz! Se quiser me seguir me siga, faça o que quiser. Mas eu preferia que fosse para sua casa... Tchau!



Hermione  se afastou correndo. Não por se envergonhar ao ter suas intenções percebidas, mas por raiva de si mesma por nunca ter conseguido colocar um fim às perseguições. Nunca teria privacidade com Viktor na sua cola; droga!



Enquanto corria, sua cabeça dava voltas. Não mais culpava Ronald Weasley pelo mal-entendido, mas maldizia sua vocação. Como seria daquele momento em diante? Hermione não sabia e tampouco teve tempo de descobrir. Tão logo cruzou o portão, sua mãe gritou da sala.



— Venha já aqui, mocinha! — Com um gemido desanimado, Hermione obedeceu. Jean a esperava diante da janela, com as mãos na cintura e cara de poucos amigos. — E então?


— Me desculpe por ontem à noite, mamãe, mas a  camionete quebrou.



— O que quebrou?



— A correia se partiu. — Sua mãe não entendia de carros, qualquer desculpa valeria, pensou. Acreditando em suas palavras, mas ainda carrancuda, esta perguntou:


— E você não poderia ter avisado que não viria?... Eu atrasei o jantar por sua causa!


— Estava sem o meu celular... Esqueci desligado aqui em casa.


— Por isso Astória não conseguiu achá-la — Sabe que me preocupei, não sabe?... Deveria ter encontrado uma forma de avisar.



— Já pedi desculpas — lembrou-a, lamuriosa.


— Ah, está certo!... O que passou, passou. Mas, se acontecer novamente, me avise — pediu, desarmando-se.


— E então?... Quer saber como foi o jantar?


— Tory já me contou ontem à noite. — E tudo que precisava saber fora dito na praia, pensou. Em voz alta pediu: — Agora posso subir? Queria descansar antes de sair.


— Não vai tomar seu café?


— Estou sem fome — disse, dirigindo à escada. —


Depois eu tento comer algo no almoço.Em seu quarto, Hermione se atirou sobre a cama, esquecida da mãe. Rolou impaciente por não conseguir apagar a lembrança do ruivo. Emitia um gemido baixo,frustrado, toda vez que o maldito formigamento voltava ao seu ombro e se espalhava por todo o corpo. E ardia quando escutava uma ou outra palavra em italiano,cantada em seu ouvido.


Droga, droga, droga, Hermione pensou ao se levantar e seguir até o banheiro. Não deveria ter parado de sentir aquelas coisas ao saber a verdade? Entrando sob a água gelada, sem se despir, Hermione  encostou a cabeça nos azulejos e deixou que os pingos grossos batessem em sua nuca. Precisava esfriar a cabeça e o corpo. Contudo a técnica não surtia efeito. A roupa molhada aderida ao seu corpo, somada às imagens e à voz do padre , excitou-a.



— Hermione ! — sua mãe bateu à porta antes que pudesse se comprazer com as sensações sentidas.



— O quê? — perguntou com o coração aos saltos como se a mãe pudesse flagrar seus pensamentos.



— É Tory. Precisamos levá-la ao hospital.


Tory?! A menção da irmã machucada ou doente todo desejo se foi, fazendo com que Hermione se esquecesse do padre. Podia não saber para quê as irmãs serviam, mas amava a sua como a si mesma. Mesmo sendo a ponta podre, por sua família seria capaz de qualquer coisa,pensou retornando ao quarto para se vestir às pressas.


POV NARRADOR


Sem novos eventos sociais que requeressem sua presença, Ron  se recolheu cedo aquela noite. Bloqueando os acontecimentos da manhã, o padre dormiu o sono dos justos. Não sonhou ou rolou pela pequena cama, e despertou descansado, pronto para mais um dia.O sábado amanheceu ensolarado e, como não desejava mudar uma rotina já estabelecida, se arrumou e partiu para a praia. Não criou expectativas em ver a moça sobre a pedra, então não se decepcionou por não encontrá-la. Correu ao longo da orla duas vezes até a completa exaustão antes de voltar para casa  tomando o devido cuidado de cumprimentar todos que encontrou pelo caminho.

Satisfeito, viu o dia correr e findar cuidando dos últimos preparativos para sua primeira missa na manhã seguinte. Quando finalmente caiu sobre sua cama depois de se despedir do tio e das orações noturnas, Ron dormiu e não sonhou novamente . A vida era fácil, o homem era quem a complicava. Esse foi seu último pensamento ao dormir e o primeiro ao acordar.

Enfim o grande dia chegara. Quando entrou na pequena cozinha  agora abastecida com o básico seu tio preparava o desjejum. Ron tomou o café simples:uma xícara de café puro, um pedaço de pão e uma fruta.Não trocaram mais do que três palavras, ambos ansiosos pelo início da missa. Antes que começasse a sentir falta de seu exercicio diário,Rô  chamou o tio para ajudá-lo a se vestir.

Na sacristia, recolhido em oração, na qual pedia calma e sabedoria,Ron vestiu sobre seu corpo o amito e então a batina. Nem ao menos notou quando terminou de abotoar o restante dos trinta e três botões, tão compenetrado estava. Arthur, que o auxiliaria durante a missa, também se aprontou, porém sem sua ajuda. Tão logo estava pronto o padre mais novo seguiu para a igreja afim de abri-la. Não se espantou ao ver a Sra. McGonagall  cuidando do altar, pois ficara acertado na tarde passada que ela cuidaria dos objetos que usaria durante o rito.

Ainda faltava meia hora para o início dos trabalhos, mas alguns de seus futuros fiéis estavam na praça à frente. Tão logo os cumprimentou com um aceno, todos vieram até ele, tomavam sua bênção e entravam. Após a vigésima pessoa, Ron  já se sentia mais à vontade. Estava preparado! Pronto para assumir definitivamente a vocação que almejou desde sempre. Aquela era sua realidade e somente esta deveria interessar.

O burburinho era alto no interior da capela, contudo silenciou por alguns segundos quando uma camionete preta estacionou à sua frente e dela saíram Jean e Hermione.

Esta logo deu a volta para ajudar a mãe e juntas descerem Astória pelo lado do carona. Seus olhos pousaram sobre a Granger caçula no momento exato que reafirmava suas convicções. Ron não pôde deixar de considerar que tenha sido uma peça pregada pelo acaso.

Fosse qual fosse o causador da coincidência, este alcançara seu objetivo. Como das outras vezes, Ron não deixou de olhar a moça até que ela estivesse a cinco.passos à sua frente. Nesse momento depois de ter reparado no vestido diabólico vermelho sangue, lembrando da cor do pecado, decotado dando uma bela visão aos seios e viu que usava e nos cabelos escuros, presos num rabo de cavalo,que mais parecia uma seta para sua bundinha deliciosamente empinada ele desviou o olhar para a irmã que vinha amparada por ela e a mãe. Astória tinha a perna esquerda engessada até o joelho, contudo, mesmo andando com dificuldade, não trazia qualquer expressão de dor.


— Bom dia! — Ron as cumprimentou, correndo os olhos rapidamente pela Granger  mais velha e a mais nova, antes de pousá-los em Astória — O que aconteceu?


— Eu caí da escada… Enquanto corria para atender a ligação do meu noivoi — esclareceu em tom divertido. 


— Eu sinto muito — Ron lamentou.



— Ah... Tudo bem. — Astória deu de ombros. — A boa notícia é que foi apenas uma luxação. Em alguns dias esterei livre do gesso. A má é que não poderei cuidar dos preparativos para o piquenique.



— Não se preocupe — ele pediu seriamente. — Se não acharmos alguém para substituí-la, nós adiaremos,ou talvez  a Srta Lilá Brown poderá ter a chance de ajudá-la já que se colocou a disposição. 


— Já resolvemos isso — Astória assegurou, sorridente. — Hermione vai cuidar de tudo.


Ao ouvir o nome, o padre mirou o rosto da moça.Quando os olhos se encontraram esta ergueu uma das sobracelhas e esboçou um sorriso torto, desafiador. E lá estavam elas! Todas as sensações que Ron acreditou estarem extintas apossaram-se de seu íntimo e somaram-se à inquietação que o assaltou quando a viu contornar a caminhonete. Contudo, não se renderia a elas. Ali, parado à porta de sua igreja, na iminência de iniciar a vida que escolheu, Ron decidiu que não se acovardaria diante das provações que o destino lhe impunha e retribuiu o sorriso.


— Tenho certeza de que Hermione será uma substituta à sua altura.


A moça estava preparada para a recusa baseada na forma abrupta como o padre a deixou na praia, na companhia de Viktor então foi com alívio que o ouviu aceitar a ajuda oferecida à irmã já medicada e engessada quando esta comentou a necessidade de conseguir alguém que assumisse seu posto.


— Evidente que serei — retrucou, sem falsa modéstia.


— Sua bênção padre.__ Rô  ergueu a mão por puro reflexo, mirando o rosto da moça com o cenho franzido. E foi em choque que a viu segurá-la e se curvar para beijá-la. Quando os lábios macios,rubi tocaram seus dedos, somente o espanto ante tal atitude o manteve firme quando calafrios correram seu corpo até alcançarem todas as extremidades,que logo sobrou uma fisgada no seu  pau. Não era sua intenção ser grosseiro, contudo retirou a mão bruscamente e, depois de pigarrear, abençoou as três antes de pedir:


— Entrem. Depois conversaremos sobre o piquenique.


— Também acho melhor — anuiu a Sra. Granger, duramente, sem desprender os olhos da filha. 


Ron ainda se recuperava quando as Browns  o cumprimentaram.


— Tive uma ideia para o piquenique, senhor — Lilá anunciou, animada.


— Acho que teremos de adiar — ele avisou automaticamente.


— Por quê? — ela perguntou entristecida.


— a Srta Astória se machucou e eu não sei se ainda faremos.


— Ah... Mas eu ouvi que Hermione vai ajudá-lo. Bom, se ela não puder eu ainda estou disponível!


O padre encarou Lilá Brown. O que acontecia com as moças daquela cidade? Acaso não viam que ele era padre.não um possível pretendente? Contrariado por perceber que aquele assédio era o único que o incomodava,Ron encerrou o assunto e pediu que entrassem.


Terminou de receber a todos ainda com a sensação perturbadora dos lábios de Hermione em seus dedos. Sabia que nem que lavasse a mão mil vezes esta desapareceria.

Resignando-se, deu meia-volta, bloqueando a moça em sua cabeça, se recriminando ao imaginar os lábios macios dela envolta do seu pau,não poderia ter pensamentos pecaminosos e imorais e pior uma ereção evidente logo agora . Tinha uma missão à cumprir e não deixaria que ela ou qualquer outra o distraísse. Depois, muito depois, veria o que fazer quanto ao piquenique. Hermione deixou claramente exposta suas reais intenções para com.ele, talvez não fosse sábio manter sua posição em enfrentar o desafio. Afinal era apenas humano, pensou. E sua carne era muito fraca! Muito fraca se tratando de sua sereia infernal!



Notas Finais


E agora o que será que essa criatura vai aprontar com o padre de carne fraca😂😂😂 Ela defendo ele acusando do Viktor ir para o inferno , enquanto ela está tramando de seduzir o Homem santo 😉 até a próxima postagem ❤️


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