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História Amar ou odiar? - Capítulo 18


Escrita por: e BryceScarlet


Capítulo 18 - Neve


Pov's Mei

Lucy é uma mulher incrível. Ela planejou tudo para meu encontro com a Yuki hoje e Mirajane concordou em ajudar. Mas infelizmente a maga celestial tinha que voltar para a guilda dela.

Observo a albina trocando o curativo no meu abdômen. Ela é uma mulher gentil e uma dos dez magos santos. Soube que teve um caso com a minha irmã no passado. Mas com a suposta morte de sua irmã tudo mudou. Mira mudou e com o tempo o relacionamento das duas foi se fragmentando até não sobrar mais nada. Erza hoje é feliz ao lado de Jellal e eles vão ter um filho ou filha. Nem consigo acreditar que serei titia, isso parece me envelhecer uns cinquenta anos.

Ter uma família…

Nem mesmo quando eu estava noiva da Mikasa isso parecia ser uma realidade possível para mim. Vivíamos uma vida conturbada onde nunca iria se encaixar filhos. Mas a ideia de ter família hoje em dia é muito mais distante que antes.

Suspiro. Talvez em uma outra vida posso me encontrar com a Mikasa… Ou com a Yuki, sorrio.

Yuki…

— Pronto — A albina se afasta.

Arigato, Mira-san.

—  Bem, acho que tá na hora do seu encontro, e eu trouxe isso para você — Ela pega em sua mochila um lindo vestido vermelho com fenda.

Sorrio, realmente é muito lindo e pelo cheiro nele é claro que esse vestido é da minha irmã. Levanto pegando meu sobretudo preto e o vestido.

— Desculpa, Mira, isso não faz meu estilo — Sorrio.

— Entendi, bem, a Lucy disse para Yuki se encontrar com ela em vinte minutos, vamos?

Afirmo. Como Yuki passou o dia me evitando a Lucy disse para ela se encontra com ela em um campo, segundo a maga celestial é o local perfeito para ver o cometa que irá passar hoje. Se a dragon slayer de gelo não resolver sair correndo quando me ver vai dar tudo certo.

Andamos em silêncio até um certo ponto onde Mira ficou.

— Juízo — Diz com um sorriso — E boa sorte.

Arigato…

Caminho mais um pouco, a grama verde parece macia, o sol se pondo deixa o céu com o tom do meu cabelo. Avisto a morena de longe e me aproximo devagar. O vento bate de leve levando meu cheiro até a slayer que se vira me encarando com o semblante fechado.

— O que tá fazendo aqui?!

— Vim te ver — Levanto as mãos em um gesto que pede calma — Não pense que estou fugindo ao algo assim, Mira está por perto — explico.

Ela suspira.

— Lucy pediu para me encontrar aqui…

— Ela mentiu, na verdade seu encontro é comigo — Apresso-me a explicar, não iria ficar enrolando-a — Eu queria te ver.

— Porque? Não fui clara?! — esbravanja furiosa.

Yuki nervosa é de dar medo, posso até sentir a magia negra emanando de seu corpo. Entendo porque o Conselho Mágico quer matá-la, ela não tem controle.

— Yuki… Você me deve uma noite — Sorrio convencida e a vejo fraquejar.

— Porque ?

— Sua irmã tentou me matar — Sento ali mesmo na grama.

A morena bufa e troca o peso de uma perna na outra, mas acaba decidindo por se sentar também. Meus sorrisos acabam com ela. Rio.

— Tá rindo de que?! — Ela parece nervosa.

— Porque você não consegue resistir — Dou um sorriso de canto e vejo seus olhos travando nele, ela morde os lábios e rio ainda mais — Yuki, tá tentando me seduzir?

Baka! — Ela tenta se levantar, mas a seguro e a puxo para mim, selando nossos lábios em um beijo calmo.

— Fica, quero ficar um tempo com você — falo no ouvido dela.

— Quer me conquistar? Transar? E depois jogar fora? — Yuki diz revirando os olhos claramente irritada

— Não — Olho no fundo de seus olhos — Conquistar eu não preciso, você já é apaixonada por mim desde a primeira vez que me viu — Sorrio convencida — Transar eu só quero se você quiser, e jogar fora? Você não é lixo, Yuki — Dou um beijo na bochecha dela.

Mas ela me empurra fazendo eu deitar no chão. Seu olhar é sério. Ela parece estar determinada a se fazer de difícil. Mas sei que minhas palavras atingiram ela.

— Mantenha essas mãozinhas nervosas longe de mim — Avisa se deitando ao meu lado mais mantendo uma certa distância — Então isso é um encontro? — Pergunta um tanto curiosa, mas tenta não transparecer muito interesse.

— Pode considerar como um.

— Encontros servem para pessoas se conhecerem melhor — O tom de voz dela fica mais animado e mostrando mais interesse em ficar comigo.

— É — concordo — Pode perguntar o que você quiser.

— Demorou! — Ela se senta de uma vez, me olhando com um brilho em suas orbes azuis, percebo logo que vou me arrepender disso — Sting ou Erza?

— Os dois.

— Preto ou roxo?

— Preto — Reviro os olhos, essa era óbvio.

— Seu pai dragão era legal? — afirmo — Loiras ou morenas?

— Albinas — respondo e ela franze o semblante.

— Aquele dia você ficou com ciúmes do Laxus? — pergunta curiosa seus olhos fixos em mim brilham com a ansiedade da minha resposta.

Suspiro com sua pergunta, essa é complicada. Mas parece ser importante para ela.

— Também.

— Porque também? — Ela tomba a cabeça um pouco pro lado confusa.

— Fiquei com medo dele te machucar por vingança — explico.

— Como assim? — Ela parece curiosa e sei que não vai me deixar em paz se eu não contar.

Suspiro pesadamente e me sento, não me orgulho do que irei dizer.

— Laxus tinha uma namorada, uma slayer, quando recebeu o chamado para me deter ele a levou — Ela me olha com atenção esperando que eu conte tudo — De longe senti que ela era poderosa. Ela podia me derrotar. Aquela mulher… Não era humana… Eu tinha que dar tudo de mim para vencê-la e assim o fiz, a matei com um único golpe.

— Por isso você perdeu… Gastou muita magia… E por isso ele te odeia tanto… — Pelo seu tom de voz parece que agora entendeu o ocorrido de dias atrás.

E o fato deu ser uma assassina nem a assusta mais.

— Eu perderia aquela luta de todo jeito.

Eu estava usando muita magia, meu corpo estava exausto, era questão de tempo para eu cair. Suspiro e me deito novamente. As estrelas já começam a aparecer no céu. Não vai demorar muito para que o cometa passe. Yuki ainda parece absorver minhas últimas palavras, preciso mudar isso.

— Qual toque de instrumento você mais gosta? — Indago sem olhar para ela.

— Hum… Violino, porque?

Violino…

Fecho os meus olhos e me concentro na minha magia. Procurando no submundo e nos campos elísio por músicos. E encontro cinco almas. Provavelmente morreram tocando e por isso estão aqui dessa forma. Os trago para a terra, imediatamente escuto o toque calmo de seus instrumentos. Abro os olhos e vejo Yuki em uma expressão de espanto, mas que vai mudando aos poucos. Ela está encantada.

Sugoi… Sua magia pode mesmo ser linda… — Como uma estrela seus olhos brilham admirando as almas que toca a bela melodia.

— Quando falo que sou uma slayer do submundo todos pensam em torturas, punições, inferno e rios flamejantes. Falta pouco me comparar com o próprio diabo — Suspiro fazendo uma pequena pausa — Mas a magia do submundo tem seus encantos — Ela afirma concordando.

Observo atentamente o céu para não perder o cometa. Yuki se deita ao meu lado mantendo uma pequena distância. O som da melodia tocada pelos espíritos parece fazê-la se esquecer das coisas ruins. E assim uma conversa agradável flui naturalmente entre nós duas. A lua aparece junto com todas as suas estrelas e o tempo parece passar em câmera lenta. O cometa cruza o céu e ver os olhos da morena encantados novamente não perde nem um pouco a magia. Até mesmo eu, fico encantada com as cores exuberantes que a cauda do cometa deixa marcado no céu, em cores azul celeste e rosa. Incrível. Sento a mão gelada da maga pegando na minha. Não hesito em entrelaçar nossos dedos. A olho. E seu olhar intenso em cima de mim, me deixa um pouco desconcentrada. Mas ela não teme, e não tem vergonha. A morena sela nossos lábios em um beijo que fica intenso em poucos segundos. Ela me puxa pela cintura, colando nossos corpos, aperto seus cabelos sentindo a excitação percorrendo meu corpo como um choque elétrico. A vontade de tê-la cada vez mais perto de mim se tornar sufocante. E assim atendo aos meus desejos, apertando sua boca contra a minha, sentido sua língua nervosa e um pouco inexperiente dançando com a minha. Uma sincronia não tão perfeita. Mas isso não faz ser ruim. Apressada em sentir seu calor, tiro a blusa da morena. Ao recuar do beijo, ela olha bem para mim.

— Não quero ser só uma conquista, Mei…

A voz da slayer vacila. Ela me deseja, mas tem medo, está agora em um conflito interno consigo mesma. Pouso a mão no rosto dela. Deslizo o polegar com carinho pela bochecha gélida. Yuki é gelada… Suspiro. Eu gosto dela. Não é apenas uma conquista. E ela está completamente apaixonada por mim. Darei o resto de amor que ainda tem no meu coração despedaçado para ela. Darei tudo de bom que resta em mim para ela.

— Você será minha única conquista até o fim da minha vida — Solto as palavras sem nem mesmo pensar. E ao dizê-las percebo como não fazem sentido.

O franzido nas sobrancelhas da morena indica que ela também ficou confusa. Mas em um segundo o maior sorriso que já virá em toda a minha vida se abre no rosto dela.

— Claro que aceito namorar com você! — Ela pula agarrando meu pescoço em uma abraço apertado.

Namorar?

Onde foi que eu falei em namorar?!

Aí, Deuses! Yuki parece uma adolescente apaixonada.

Mas… Se isso a faz feliz, então vamos fingir que a pedi em namoro.

Aperto ela em meus braços.

— Vou dar o meu melhor…

— Hum… Vou acreditar em você… — Ela sela nossos lábios novamente.

Um beijo calmo, mas que trás toda sua felicidade carregada em seus lábios gelados. Sem hesitar ela tira meu sobretudo e o estica na grama. Isso parece muito apropriado. A primeira vez da Yuki será banhando por um lindo céu estrelado. Com delicadeza a deito e firmo meu olhar em seu oceano. Estou nervosa. Quero que seja perfeito. Que seja uma boa lembrança. Respiro fundo e aproximo meus lábios de seu abdômen, dando um leve beijo ali, roçando os lábios pela pele da maga, subindo lentamente por seu corpo, porém antes deu alcançar a renda do sutiã branco, ela me para agarrando meu cabelo e puxando.

— Aí! — reclamo encarando-a.

— Eu aprecio a música… Mas não quero ninguém vendo a gente fazer isso — Ela está com as bochechas vermelhas, e faz um biquinho.

— Hum… — faço as almas desaparecem — Satisfeita?

— Não, só vou estar quando a gente terminar… — Ela ri, mas desvia o olhar.

Claramente está envergonhada, o que deixa tudo mais fofo.

— Fique calma… Não irei ser rápida, apenas aprecie a minha melhor mágica — Sorrio convencida.

Deslizo o dedo com leveza circulando o sutiã dela. Não quero me apressar. Preciso ser calma e descobrir tudo que a Yuki gosta. Tudo que lhe dar prazer. E isso parece lhe fazer bem, a julgar pelos suspiros que solta. Tiro seu sutiã, imediatamente ela tampa os seios com as mãos. Rio.

— Não precisa ter vergonha — Tiro as mãos dela e olho atentamente os seios — São lindos — E realmente são, eles são redondinhos e me chamam.

Deslizo o dedo desenhando círculos em volta da auréola. A morena suspira e seu corpo treme. Está ficando excitada…

A beijo com fervor e intensidade, as mãos delicadas percorrem até a fecho do meu sutiã e o solta. Passo os beijos para o pescoço dela, em resposta ao prazer ela crava as unhas eu meu ombro. Sorrio. Termino de tirar o sutiã e o jogo para o lado. Colo nossos corpos ao selar nossos lábios mais uma vez.

— Quente… — Ela sussurra entre os beijos — Você… Está quente…

— E você gelada… — falo no ouvido dela — Será que eu posso conseguir fazer uma maga de gelo se esquentar?

— Acho que só irá conseguir fazer eu congelar tudo — Ela ri.

Afasto um pouco para apreciar os olhos celestes. Ela aproveita esse momento para tocar no meu seio. Sua mão treme, ela parece como uma criança encantada com um brinquedo novo, mas ao mesmo tempo tem o brilho inocente, como se não soubesse como brincar e esse brilho é o que me diverte essa noite. É tudo novidade para ela.

Respiro fundo e toco no seio dela, agarrando com firmeza e confiança do que estou fazendo, apenas esse gesto já basta para fazer a morena tremer. Beijo seu seio, e contorno seu mamilo com a língua afiada.

Aquele gosto de morango afrodisíaco está aqui também, e esse gosto me faz perder qualquer juízo. Sem receio chupo seu seio, e ela geme travando as unhas com força no meu ombro e as arrastando até o quadril. Desço minha mão pela lateral no corpo dela, enquanto trato bem do seio dela, massageando um e apreciando com fervor o gosto de morango do outro. Aperto sua coxa e ela sem vergonha cruza as pernas na minha cintura me puxando para si.

As unhas arrastando por toda minha costas me anima. Ela está bem. Estou acertando cada ponto de prazer do corpo da maga. Mordisco o mamilo rosado e suas unhas cravam fundo na minha pele me fazendo soltar um leve gemido de dor. Encaro-a.

— Descul… — Não permito que termine seu pedido, a beijo.

— Não se desculpe meu amor, você tá indo bem — falo no ouvido dela, dando uma leve mordida em sua orelha.

— Ta…

Deito ao lado dela, apoiando no braço direito. Dando beijos no pescoço dela, percorro com a mão esquerda até o fecho do short da slayer. Desaboatou rapidamente e ela me ajuda a tirá-lo. Olho em seus olhos e deslizo minha mão para debaixo da calcinha dela. Sorrio ao sentir como ela está excitada.

— Parece que alguém tá bem…

Ela coloca a mão na minha boca para que eu não terminei de falar.

— Não… não fala essas coisas pervertidas… — Ela desvia o olhar envergonhada.

Deuses! Yuki…

Fico por cima dela novamente. As bochechas vermelhas me fazem ficar ainda mais ansiosa. Respiro fundo e tiro a calcinha dela, deixando-a completamente nua. Envergonhada, ela cobre os olhos com o braço.

Deslizo a língua pela parte interna da coxa dela indo em direção a parte mais sensível do seu corpo. Minha língua brinca entre os lábios sentindo o gosto abundante de morango. Um gosto que faz eu querer mais e mais dele. Subo até seu núcleo sensível e ali vejo as reações que ela tentava segurar sendo soltas. Seu corpo treme e implora por mais. Seu quadril se mexe com os espasmos que minha língua causa ao brincar com seu clitóris. Círculo ele, e o chupo as vezes. E Deuses, quando o chupo ela geme em resposta, fazendo eu querer deixar tudo mais intenso.

Ofegante afasto um pouco olha-la. Ela morde o lábio inferior, na tentativa inútil de abafar seus gemidos.

Sorrio, e volto a sentir seu gosto. Mas agora não irei parar, não até que ela chegue ao seu ápice. Volto a brincar com seu núcleo, os movimentos da minha língua ficam em completa sincronia com as reações do corpo dela. Como uma dança sensual e envolvente. Sem parar com os movimentos em seu núcleo, a penetro, sentindo o interior quente da maga. Parece que nem tudo nela é gelado. Sorrio. Em movimentos calmos procuro pela ponto mais sensível no interior dela. Ela coloca as mãos na minha cabeça, apertando minha boca contra seu núcleo sensível. Entendo isso como um pedido para acelerar as coisas.

Como eu poderia recusar um pedido desses?

Acelero meus movimentos. Ela aperta suas coxas na minha cabeça. Seu corpo treme e seu interior parece ainda mais quente. Os gemidos se intensificam Ela aperta a grama e morde os lábios.

— M-Mei…

Sorrio, como é bom escutar meu nome sendo dito de uma forma tão intensa. Isso só me faz querer ser ainda mais intensa. Atinjo o ponto mais sensível em seu interior, sinto seus músculos contraindo. Assim como sinto o ar ficando mais gelado. Ela se desmancha em prazer, relaxando cada músculo de seu corpo, ao mesmo tempo que a neve cai em nossas peles nuas e o chão ao nosso redor de torna gelo.

Encontro os olhos celestes fora de si. Ela ainda degusta o prazer que lhe dei. Aos poucos a vejo focando em mim e um sorriso tímido de forma em seus lábios.

— Eu disse que era mais fácil congelar tudo — Ela suspira ofegante, sua respiração ainda está descompensada.

Apenas sorrio me deitando ao lado dela, minha pele se arrepia ao entrar em contato com o gelo. Mas acho que vou ter que me acostumar com isso. Eu posso ter ficado com muitas pessoas nos últimos anos. Entretanto, com nenhuma eu senti isso que estou sentindo agora. Um sentimento bom que não sei explicar. Meu coração… por mais que ela seja literalmente gelada, por mais que eu esteja com frio. Meu coração está quente, de uma forma que nunca senti.

Arigato, Yuki — Olho nos olhos dela, ela franze as sobrancelhas confusa — Arigato… — Escondo meu rosto na volta do pescoço dela — Arigato… — Minhas lágrimas caem, mas se tornam pequenas pedrinhas de gelo antes de caírem no chão — Arigato… por ter escolhido me amar.

— Eu te odeio, Mei — O tom de voz sério dela me faz tremer — Mas meu amor por você é maior — Sinto a mão delicada dela passando pela meu cabelo.

Mordo o lábio tentando não chorar ainda ainda mais. Porém, não fui capaz de conter meu sentimentos. E chorei como uma criança.

Yuki, eu nunca vou poder confessar. Mas eu também te amo.

 


Notas Finais


Agradecimentos para minha Co-Autora!
Leitura Crítica por @GabehLoxar

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