História Amar, Perder e Conquistar (Edição de Ouro) - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apc, Cma, Gsilva, Mpe
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Palavras 2.953
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Ele é silencioso.


ELE É SILENCIOSO

 

                Lucas ficou parado, olhando para o homem à nossa frente. Eu podia ouvir sua respiração, profunda e lenta, como se ele estivesse vendo um monstro. Fiquei por um tempo preso a esse som, e ao som dos meus próprios batimentos cardíacos – podia ouvir os meus tímpanos latejando por causa da frequência cardíaca. E enquanto digeria a palavra “pai”, meu organismo foi se tornando cada vez mais ansioso. Até perceber o que estava se passando. Então, olhei para Thomas com os olhos arregalados.

            — Thomas? O que você está fazendo aqui? — Cuspi as palavras na direção dele. O garoto sorriu debochadamente e bateu as mãos contra as coxas.

            — Eu só estou cumprindo regras. — Disse ele, com um ar de superioridade.

            — De quem? Da Alexia? Eu vou pegar aquela filha da...

            — Não, não foram ordens da Alexia. — Thomas interrompeu, parecendo verdadeiramente confuso. — Foram ordens superiores, mas tudo por sua causa. Fui instruído a seguir cada passo seu.

            Olhei para ele por um segundo. Mesmo à distância, pude ver que seus olhos estavam estreitos, virados para mim como um ato de desafio. Tentei ignorar a raiva que subiu da primeira célula do meu corpo até a última, mas foi impossível. Num lampejo, tudo o que eu vi foi a verdade, as coisas que o Thomas tinha causado: o espancamento do Andrew, os ciúmes no Lucas, a morte do Larry. Então não consegui me segurar e praticamente corri até onde ele estava. Sem pensar duas vezes, agarrei o colarinho da camisa dele.

            — Quem você pensa que é? — Gritei, colando o meu rosto ao dele. Por sorte, Thomas era menor e mais magro do que eu, então aquela seria uma briga certamente vantajosa para mim. — Quem você pensa que é para fazer esse tipo de coisa?

            Joguei o Thomas contra uma das árvores, que estremeceu, mas não caiu, enquanto ainda segurava seu colarinho. Juro por Deus que os pés dele não estavam mais no chão. Suas veias da testa e do pescoço saltaram por causa da pressão exercida sobre seu tórax, contudo, ele parecia indiferente, sem revidar. Seus olhos ainda tinham aquela chama de desafio, acesa como nunca.

            — Eu juro que vou te matar! — Gritei novamente, esperando qualquer tipo de reação ruim, desde medo até raiva, mas ele apenas sorriu.

            Ainda que eu estivesse segurando Thomas pelo colarinho, jogando-o contra a árvore, ele apenas sorria. E isso me deu mais raiva ainda.

            — Se você for me jogar assim de novo, avise-me para eu poder tirar minhas roupas primeiro. — Disse ele, numa voz quase inaudível. Aquela foi uma frase que me fez perceber um lado do Thomas que eu desconhecia – sinceramente, nunca tinha visto essa parte “adulta” dele.

            Então o soltei. Não sei porque, mas o soltei. Foi como largar um peso de uma tonelada, pois soltá-lo soava como soltar todos os meus problemas, e percebi isso imediatamente. Ele ajeitou os cabelos bagunçados, tirou a poeira do ombro da camisa, alisando-a, e voltou a me olhar com um sorriso. Foi nessa hora que eu perdi a paciência pela segunda vez.

            Antes que eu pudesse controlar a minha própria força, minha mão cerrou e voou contra o maxilar do Thomas. Ele caiu para o lado, atingido pelo soco mais forte que eu já dei. Levantou-se limpando o sangue da boca com as costas da mão, sem a luz nos olhos, mas com um ar ainda mais desafiador – fiquei imaginando se ele queria ter uma briga física. E estava prestes a acertá-lo novamente quando o homem desconhecido interrompeu.

            — Lucas Matheus, venha para cá agora. — Disse ele, com sangue nos olhos. Juro que senti o ódio contido nas palavras.

            — Mas pai, eu posso explicar... — Lucas começou a responder, colocando as mãos para dentro das mangas da jaqueta, parecendo realmente constrangido. Eu nunca tinha visto-o assim, tão defensivo, evitando o contato óptico com alguém.

            — Thomas já explicou o suficiente, acredito. E acho que você vai ter que explicar de novo, em casa. — Disse o velho.

            — Mas...

            — Lucas. — O tom da interrupção do homem era severo.

            Eu vi o meu namorado abaixando a cabeça, colocando as mãos nos bolsos, e vindo na nossa direção. Foi nesse momento que escutei a frase mais odiosa desde a vez que o William me espancou no banheiro do colégio. O pai do Lucas disse:

            — Eu não acredito que o meu filho é um bichinha. Onde foi que errei?

            Lucas se aproximou de mim ainda com a cabeça abaixada e parou apenas por um segundo, o suficiente para poder olhar nos meus olhos e, com a voz afetada pela tristeza, dizer:

            — Foi por isso que eu nunca quis contar aos meus pais sobre nós.

            Depois disso, fiquei olhando-o se afastar com seu pai, pelo meio do bosque, indo na direção da saída. E não senti nada além de um vazio naquele momento, não sei porque – talvez por causa da sensação de finalidade, da sensação que algo estava acabando ali, se não o meu namoro com Lucas, o pouco de convívio com Thomas.

 

            Felizmente, Thomas seguiu o pai do Lucas como um cachorrinho obediente e saiu do terreno abandonado antes de mim. Fiquei por um tempo parado, ainda dentro do bosque, tentando digerir tudo o que havia acabado de acontecer. E por algum motivo comecei a chorar. Havia tantas coisas que eu não sabia (na verdade, quase tudo). E uma das coisas que eu não entendia, naquele momento, era a minha tristeza. Simplesmente sentei no chão e comecei a chorar e foi o pior choro da minha vida (ficando atrás apenas da morte do Larry, contudo, quando isso aconteceu, eu sentia mais um vazio do que tristeza). Sentado no chão, comecei a sentir cada coisa que deveria estar sentindo, medo, tristeza, raiva, ódio, nojo, entre outras coisas. E foi uma experiência renovadora, pois me levantei mais leve, pronto para encarar as consequências.

            Quando saí do terreno, olhei para o colégio, mas havia o problema de entrada e saída. Eu não podia entrar novamente no Colégio Vargas, obviamente, então peguei o meu celular e mandei uma mensagem para cada uma das minhas amigas, para que elas fossem me encontrar do lado de fora, com a minha mochila e coisas do tipo. E elas foram. Não demorou muito para eu ver Aqua, Alicia e Alison saindo pelo portão, com a minha mochila em mãos.

            Fiquei feliz apenas por um instante, mas aí me lembrei que meu namorado estava em algum lugar da cidade, sendo xingado (ou pior) pelos próprios pais. Meu coração doeu só de pensar na pressão que ele deveria sentir todos os dias, no preconceito que ele tinha de vencer, na vontade de contar a verdade, mas não poder.

            — O que houve? — Aqua perguntou, vindo na minha direção com uma expressão de susto. — Você parece abalado.

            — E estou. — Respondi. — Trouxeram a minha mochila?

            Alison, que estava com a bolsa em mãos, estendeu os meus pertences para mim. Coloquei as duas alças, ajustando-as.

            — Alguém quer me acompanhar para casa hoje? — Perguntei tristemente. — Eu posso contar o que houve durante o caminho.

            Todas elas disseram que sim.

 

***

 

            Quando terminei de contar a história, estávamos quase chegando na frente da minha casa. Na verdade, a história não era muito longa (eu podia resumir em “Eu e Lucas estávamos no bosque abandonado quando o Thomas e o pai do Lucas apareceram”), mas tive de parar algumas vezes para recobrar o fôlego ou para tentar não chorar. Foi um pouco difícil contar tudo aquilo, pois ficava vendo e revendo a expressão no rosto do meu namorado, o jeito como ele olhou para o próprio pai, como se fosse apanhar ou algo do tipo. Meu estômago se revirou com a ideia, e, se alguém ousasse levantar um dedo contra o Lucas, mesmo que fossem os pais dele, eu iria revidar, nem que fosse parar na cadeia por causa disso.

            De vez em quando, as minhas amigas expressavam suas indignações, mas elas eram boas ouvintes, então ficaram em silêncio por grande parte do trajeto. Quando parei de falar, quando terminei a história, elas não disseram nada.

            — Vocês podem falar alguma coisa agora. — Comentei. Elas respiraram fundo e responderam.

            — Eu não acredito que isso aconteceu. — Aqua disse.

            — Isso não pode ter acontecido. — Alison disse.

            — Mas foi isso o que aconteceu. — Alicia terminou. Depois, quase como um coro, elas estreitaram as sobrancelhas e falaram conjuntamente:

            — E agora?

            Não respondi de imediato. Não fiquei pensando no que falar, mas sim no que realmente ia acontecer, pois ainda não tinha pensando no “e agora?”. Eu não sabia o que deveria fazer em seguida, o que falar ou como agir perto da Alexia ou do Thomas.

            — Não sei. — Respondi. — Mas acho que ele vai querer terminar.

            — E por que acha isso? — Aqua perguntou.

            — Porque ele já não estava muito disposto a ficar comigo antes da Alexia se presa, até pensei que já estávamos terminando, mas aí veio toda essa história com a Sandra e o advogado, então... Ele me deu uma colher de chá. Mas agora, por causa do Thomas, eu simplesmente não sei.

            Elas ficaram quietas, vendo o meu desabafo, e um silêncio desconfortável se formou depois disso. Sem querer ser rude nem nada, olhei para minha casa e voltei-me para elas com um sorriso.

            — Obrigado pela companhia de vocês. — Eu disse. — Eu até convidaria vocês para entrar, mas quero ficar um tempo sozinho agora, me desculpem. Enfim, até amanhã.

            Elas davam sorrisinhos gentis e acenavam, enquanto eu destrancava o cadeado do portão e entrava. Eu ainda não sabia que teria sido muito melhor se tivesse ficado com elas do lado de fora.

 

            Imediatamente no momento que abri a porta da casa, um som estranho veio. Eu ouvi minha mãe conversando com alguém desconhecido, e essa pessoa desconhecida tinha um tom de voz não muito estranho. O timbre me parecia familiar, mas fiquei com uma pulga atrás da orelha, até que fechei a porta e caminhei pelo corredor até a cozinha. O cheiro do almoço preparado me atingiu, mas não senti fome nem nada além de medo, quando vi quem estava sentado na cadeira da mesa de jantar.

            Era o William.

            Parei na porta da cozinha, olhando para ele com os olhos arregalados. Meu peito subia em intervalos regulares e agitados, como se eu fosse explodir, mas William estava com uma expressão calma (aquele tipo de calmaria que deixaria qualquer psicopata mais psicopata). Ele se virou para mim e deu um sorrisinho.

            — Você chegou bem na hora, Greg! — Minha mãe disse, toda animada, colocando um pano de prato nas costas de uma cadeira. — Eu estava explicando para esse ex-colega de classe seu que você ia demorar um pouco mais para chegar.

            — O que você está fazendo aqui? — Perguntei para o William, ignorando completamente a minha mãe.

            — Isso são modos, Greg? — Disse ela, espantada. — Ele é nosso convidado aqui.

            — Como achou a minha casa? — Perguntei novamente.

            — Greg...

            — Na verdade, eu gostaria de falar um pouco com o Greg a sós, se não se importar. — William disse gentilmente, olhando para a minha mãe. Ela sorriu.

            — Eu não quero conversar com você. Fique longe de mim. — Rebati, sentindo minhas mãos trêmulas.

            — Ah, você quer sim. Com certeza quer. — Disse ele, se levantando e vindo na minha direção com um olhar predatório.

 

            Com uma expressão no rosto, William imediatamente sugeriu que fôssemos conversar fora da cozinha. Ele se colocou logo atrás de mim, com sua respiração na minha nuca, dando-me arrepios (nada prazerosos). Eu podia sentir que havia algo pressionado contra as minhas costelas, algo inflexível e até pontiagudo, mas não me dei ao trabalho de perguntar. Apenas continuei andando pelo corredor até chegar na sala de estar e, consequentemente, sair da casa. Ele continuou a me empurrar, mais severamente desta vez, e me forçou a abrir o portão. Saímos para a calçada que havia na frente da casa, no espaço entre a rua e o terreno.

            — O que você está fazendo aqui? — Perguntei novamente, tomando uma distância consideravelmente segura dele. William olhou para mim com um sorrisinho no rosto, mas seus olhos pareciam tão centrados quanto um leão antes de atacar. Estremeci, lembrando-me da forma como ele me agrediu a quase um ano atrás.

            — Você matou o Larry. — Disse ele.

            Franzi as sobrancelhas e por um momento fiquei me perguntando se ele se importava de fato com o Larry. Depois de um tempo, lembrei-me que os dois eram muito amigos, antes de tudo acontecer, antes mesmo de eu me interessar pelo Larry – ou ele por mim.

            — Não, não. Eu não fiz isso. — Respondi, balançando a cabeça. Ele veio na minha direção, com um olhar ainda mais centrado. De repente, por causa do reflexo do sol, vi que havia algo em sua mão, aquilo que estava sendo forçado contra as minhas costas segundos mais cedo. Era uma faca.

            William avançou contra mim, mas continuei a andar para trás, com as mãos levantadas.

            — Eu juro. Eu não matei o Larry! — Reafirmei, mas tudo o que ele fez foi cuspir as palavras:

            — É claro que foi você. Quem mais poderia ser? Ele era o Larry, ninguém o odiava.

            Parei de andar quando vi que atingi o limite da calçada, embora ele ainda continuasse a se aproximar. Era o mesmo olhar nos olhos dele, aquele mesmo olhar que me deixou atormentado por dias, o mesmo olhar que tirou as poucas noites pacíficas de sono que eu tinha. E, ainda por cima, agora ele tinha uma arma. Fiquei imaginando as inúmeras formas que ele poderia me matar com aquela faca.

            — Não fui eu, William, eu juro. Eu o amava. — Respondi, com lágrimas de terror aparecendo. Ele hesitou por um instante e, talvez por causa dessa brecha, percebeu o quão idiota era o que estava fazendo. Ele não me mataria em público, aliás – se o fizesse, seria num local mais calmo e longe de outras pessoas, não numa calçada.

            — Você não o amava. — Ele disse. — Você só gostava dele. Eu o amava, ele era o meu melhor amigo.

            — Desculpe, William, mas você não era o melhor amigo dele. — Respondi, pensando que poderia estar irritando-o ainda mais. — Vocês só eram colegas...

            — Não ouse me dizer o que éramos! — Ele gritou. — Eu o conhecia muito antes de você aparecer na nossa vida. Ele me contava tudo. Ele me contou o nome verdadeiro, contou o porquê de ter sido expulso do outro colégio...

            — Mas não contou que tinha um irmão gêmeo, contou? — Interrompi. — Pois eu sabia disso.

            — Ele não tinha um irmão gêmeo.

            — Tinha, eu posso comprovar. — Rebati.

            Um momento de silêncio ocorreu depois disso, deixando acentuada uma briga intelectual ali. Estávamos brigando para descobrir qual de nós dois era o mais próximo a Larry. E essa pessoa, obviamente, era eu.

            Quando pensei que tudo estava acabado, William girou a faca na mão e veio na minha direção, com o olhar ainda focado no meu rosto. Tentei não evidenciar meu nervosismo, minhas mãos trêmulas ou as gotículas de suor que insistiam em se formar nas minhas têmporas. Ele parou a centímetros do meu rosto, falando com a voz grossa:

            — Ok, isso não importa agora. Só importa que ele está morto e eu vou matar quem o matou, seja você ou não.

            — Não fui eu. — Ecoei. — Mas sei quem foi.

            Ele me encarou com os olhos arregalados e pareceu confuso por um tempo, dando um pequeno passo para trás. Tentei não demonstrar que estava feliz por fazê-lo ficar consternado.

            — Quem foi? — Perguntou ele. — Se não foi você, quem foi?

            — Alexia. — Respondi. — Ela contratou alguém para sabotar os freios do carro dele, junto com o Thomas. Eu tenho provas contra ela, porque consegui gravar sua confissão, e ela deve estar sendo presa agora mesmo.

            — Alexia? A namorada do Andrew?

            — Sim.

            — Mas, por quê? — Ele parecia mais confuso ainda e temi que não estivesse acreditando na minha história.

            Dessa vez, fui eu quem se aproximou. De perto, William parecia uma montanha parada na minha frente, e essa foi a única vez que eu me dei ao trabalho de notar a sua aparência desde o nosso reencontro. Ele estava com os cabelos raspados, não tinha mais o estilo afro-americano de antes, com tatuagens no pescoço, piercings em algumas áreas do rosto e extremamente mais magro. Contudo, por mais que ele parecesse mais frágil, eu sabia que perderia em uma briga física, então tentei ser diplomata.

            — Olha, eu adoraria responder todas essas perguntas, mas não quero falar nada antes do processo judicial ser cumprido.

            — Mas se foi a Alexia, por que você não pode explicar logo?

            — Porque é difícil de explicar. — Rebati. — E eu não vou falar nada com você apontando essa faca para o meu estômago.

            Ele olhou para baixo e guardou a faca imediatamente, parecendo envergonhado.

            — Nós dois queremos a mesma coisa, William. Queremos que a pessoa que matou o Larry seja presa, ou morta. E vamos conseguir o que queremos. Você só precisa esperar. — Respondi.

            — Mas e se não der certo?

            — Bom, se a Alexia não for presa, eu deixo você fazer o que quiser com ela. Só espere para ver se o meu modo vai funcionar. — Tentei tranquilizá-lo.

            O silêncio ao nosso redor se assemelhava ao silêncio de uma floresta selvagem, e o William era o leão. Eu sentia que ele podia me atacar a qualquer momento, fazer qualquer coisa, principalmente com aquela faca, mas ele apenas olhou para mim, com os olhos calmos.

            — Muito bem. — William disse. — Eu vou esperar para ver se o seu jeito adiantará em alguma coisa. Vou estar aqui amanhã de novo, e se a Alexia não tiver sido presa, eu mesmo vou matá-la.

            Com isso, William se virou para o outro lado e saiu pisando duro. Foi nesse pequeno segundo, enquanto eu o via desaparecer na esquina, que percebi que o meu tempo estava se esgotando, que a bomba de desastres estava prestes a explodir.



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