História Amara e o Seu Inferno - Capítulo 8


Escrita por: e RaposaRed1967

Visualizações 20
Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


desculpa pela demora meus cogumelinhosss, tá aí mais um capítulo cheio de revelações ;p!! rsrsrs, até o próximo!!!
boa leituraaa <3

Capítulo 8 - Capítulo VIII - Estúpido


Fanfic / Fanfiction Amara e o Seu Inferno - Capítulo 8 - Capítulo VIII - Estúpido

Após Flauros ser levada como prisoneira, o castelo se manteve em um silêncio angustiante, não surgiu som algum dos cantos, era apavorante e cortante. Amara via os servos trazerem Caim em seus braços, colocando-o sobre a cama de um aposento já muito tempo inabitado, cobertor branco e um dossel extremamente transparente, a cabeça do lobo posicionada igualadamente ao travesseiro fofo o deixava confortável, os ferimentos e cortes estavam sendo reparados, por Soria, uma cavaleira igual a Flauros mas convocada apenas em momentos necessários, seu dom era a cura, mas não era tão rápida, ás vezes demoravam horas ou até mesmo semanas para o ferimento ser totalmente fechado e curado. Amara estava inerte, seus pés agora nus pois retirara os saltos alguns minutos atrás, o chão de madeira empoeirada estava gelado. Soria estava totalmente concentrada, era rígida com seu trabalho. A demônia que media 1,35, pequenos cachinhos ruivos amarrados em um coque mal feito. Os oculares negros fechados e as mãos pálidas direcionadas na direção de Caim, ela recintava suas palavras, franzindo as sobrancelhas, imóvel: Lucifer, quam esset anima, et considerans inter dolorem: laborem meum, et non erit, non sunt um pedido para que a dor se desprendesse do corpo de Caim, após o término ela levantou-se, seu vestido roxeado repleto de ametistas balançava, ela veio até mim, com uma expressão séria.

— Por pura sorte o lobo não morreste. Mas a partir daqui, eu apenas pude salvá-lo, ele pode morrer naturalmente a qualquer instante então fique atenta. — ela disse normalmente abrindo a porta de madeira cheia de teias de aranhas.

Decidi deixar Caim descansar, enquanto ouvia alguns gritos vindo do escritório de meu pai. Ele parecia furioso, como sempre, ignorei-o indo até meus aposentos. Desde então eu deitei-me sobre a cama roxa, refletindo sobre oque Daeny acabara falando depois de ser espancada pelo Imperador. Ele não se preocupou com meus ferimentos, apenas com a guerra. Oque guerra resolverá? Eu quando me tornasse Imperatriz poderia desigualar meu reinado ao de meu pai, eu não seria como ele: vingativa. O silêncio novamente continuou, quando sinto algo por trás de mim, virei-me depressa me deparando com o nada, oque será aquilo?

— Se tiver alguém aí, se mostre! — gritei, olhando para os cantos, atentamente. Até perceber algo loiro por dentro do quarto de banhos — eu não estou a brincares, em!

— Amara... — disse a pessoa loira, deixando-me boquiaberta, senti minhas pernas bambearem, minha alma gelou até o profundo. Não pode ser! Não!

Daeny

Eu estava deitada na cama esbranquiçada de Decarabia, a cama era suja e fedorenta. Levantei e abri o dossel verde-musgo, Decarabia estava em seu harém, como sempre... ele sempre deitava-se para por fim, ficar com aquelas demônias de nível baixo. Eu não possuía nem nível, de quem estou querendo falar? Fechei meus olhos e apertei as têmporas, senti umas lágrimas escorrem depressa mas as limpei. Coloquei um vestido lilás que deixava os ombros nus, mas vinha com uma capa referente á cor roxo-claro, deixei meus lábios virgens (não passar nenhum tipo de pigmentação, tonalidade) uma meia até os joelhos e um salto roxo-escuro, deixei o cabelo solto, sem tempo. Corri para fora dos aposentos, Decarabia estava no centro da enorme sala, seu abdômen, toráx e ombro estavam destampados, apenas uma calça grossa de tecido limão, seus pés também estavam nus, as demônias com vestimentas cristalinas deixando seus seios e intimidades amostras, o alisavam e, nem ele nem elas se importavam com minha presença naqueles momentos íntimos. Fui passando pelos apertados corredores, impedindo meus pés de fazerem o maior barulho possível, parando em uma porta feita de pura prata e mármore, girei a maçaneta redonda feita de madeira, entrando dentro do cômodo percebo que há um demônio encostado no canto da parede, passando as pequenas unhas sobre o chão de pedra sujo, Bathin odiava aquele lugar, sua cela apropriada, preso por Decarabia por se declarar mais poderoso e perder em uma disputa. 

— Bathin! — chamei sua atenção, ele virou-se rapidamente, seus cabelos negros como escuridão, lábios finos e roxos e repleto de machucados, alguns cortes na região da cabeça e pescoço, usava uma camisa simples com mangas até o pulso de cor negra, uma calça apertada cinza-escuro e botas marrons, também sujos de sangue. Ele sorriu ao me ver.

— Minha Rainha! Que bom és te ver! — Bathin era o único que considerava ainda me chamar de "Rainha". Ele corou ao me ver sorrir.

— Sim, digo o mesmo, mas faças silêncio. Decarabia esta tendo seus prazeres íntimos, eu resolvi fazer uma visita á Amara, mas necessito de você, meu cavaleiro. — ele se levantou e estufou o peito vindo em minha direção, apanhou minha mão e pôs a sua palma gélida sobre a minha, olhando-me profundo.

— Faço tudo por ti, minha Rainha. — ele sorriu mas seu sorriso se transformou em uma face de confiança, apenas eu possuía a chave de sua cela, roubei de Decarabia umas semanas atrás. Corremos em direção á biblioteca, ela estava um pouco mais limpa que os outros cômodos. Bathin utilizou de sua habilidade: levitação, para fazer nossos corpos levitarem, exigindo um pouco de dificuldade. Levitamos até uma janela que Decarabia sempre deixava aberta, novamente levitamos até o solo cheio de cinzas e carvão, o castelo de Decarabia era no Calcibus Pellis, não muito próximo a moradia de Asmodeus.

Havia apenas uma única carruagem velha e com musgos sobre sua superfície amadeirada, Bathin abriu a porta, sorrindo. Sento-me sobre o banco de couro de tonalidade negra, enquanto Bathin ia até o lugar do cocheiro, a carruagem se locomovia lentamente, encostei minha nuca sobre o banco, por que Amara não me amava como nossa mãe nos amava? 

— Rainha. — levantei meus olhos até Bathin, que após ficou em silêncio completo — Não se preocupe se vosso Imperador não lhes dar amor por completo, eu estou aqui e... — ele pareceu meio envergonhado — se aquele estúpido não lhes der atenção como seu insolente marido, eu estou aqui. Eu tenho uma dívida a pagar para você, senhorita. E jurei te proteger para sempre, sendo teu cavaleiro e companheiro.

Fiquei instantaneamente corada, ganhei um nó na garganta. Eu estava quieta, Bathin pareceu também ter ficado do mesmo modo que eu, até eu resolver abrir a boca novamente.

— Eu estou eternamente grata, Bathin. Obrigada por tudo que fizeste por mim. — olhei para o solo sujo e quebrado da carruagem, mantendo-me calada desde então.

Lúcifer

Antes da escolha de Lúcifer para Caim assumir o posto de cavaleiro de Amara

Eu estava sentado sobre a poltrona de couro, pensando nela... sempre pensaria nela, mesmo sabendo que a mesma nunca voltaria. Eu cruzei os braços, fechei os olhos e suspirei. Após descobrir oque houve com Loki e a ajuda de Azazel, minha mente estava avisando-me que a primogênita necessitava de alguém. De um companheiro, e mais que tudo de um cavaleiro para lhes proteger, se Azazel dentre outros demônios ajudassem ela infinitas vezes, não haveria mais sentido me chamarem de Imperador, aquele que quis o poder do próprio Pai, Amara não precisava da ajuda de nenhum outro demônio ou anjo-caído, ela tinha um imenso poder e sabedoria. Caim foi o mais que eu relutei para que não fosse escolhido, ele parecia fraco e ainda por cima minha maldição não o fez sofrer.

Amaldiçoei Caim assim que este morreu, foi prazeroso ver este agoniar em suas transformações, era tão saciável. Mas com o tempo ele aprendeu a se controlar, a amenizar sua dor... sentia sua força aumentando, por fim, a escolha fora a mais óbvia. 

Novamente me peguei pensando nela, na pessoa mais importante á mim...

 







 


Notas Finais


ui, até os rígidos tem coração mole ashashas, espero q tenham gostado mores <3


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