História Amaranto - (WooSan) - Capítulo 35


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Categorias A.C.E, ATEEZ, B.I.G (Boys In Groove), Berry Good, Everglow, Infinite
Personagens Aisha (Heo Yoorim), Chan, Daye, Donghun, Dongwoo, E:U (Park Jiwon), Gowoon, Gunmin, Heedo, Hongjoong, Hoya, Jason, Johyun, Jongho, Jun, Mia (Han Eunji), Mingi, Myungsoo (L), Onda (Jo Serim), Personagens Originais, San, Sehyung, Seonghwa, Seoyul, Sihyeon (Kim Sihyeon), Sunggyu, Sungjong, Sungyeol, Taeha, Woohyun, Wooyoung, Wow, Yeosang, Yiren (Wang Yiren), Yunho
Tags Abo, Mpreg, Woosan
Visualizações 93
Palavras 2.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Tell me you Love me


"Todos os hábitos do meu coração eu não posso dizer não, está me rasgando ao meio, você está muito perto é difícil deixar você ir."- Habits of my heart, Jaymes Young 

San POV 

Sala de interrogatório, delegacia em Seul 

Olhei para o vidro a minha frente e soube naquele momento que estava sendo espionado, conhecia aquelas salas e cada parede daquele lugar, sabia onde estava e conhecia perfeitamente bem tudo. Só precisava ficar calmo e logo estaria longe dali, tentei manter o rosto impassível enquanto deixava minhas mãos sobre a mesa na minha frente. Olhei disfarçadamente para câmera que ficava situada na parede a direita e sorri com deboche abaixando a cabeça, agora que não tinha mais os efeitos do sedativo todos os meus cortes doíam como o inferno, porém eu precisava continuar calmo e impassível, minha soltura daquele lugar depende do quanto eu poderia dominar os extintos do meu corpo e me manter relaxado.

- Parece que nos encontramos de novo, San. - Olhei para cima e vi a face do mesmo policial que havia me prendido da última vez, meu sorriso aumentou e não pude impedir de sentir o gosto tão doce da ironia nos meus lábios ao falar.

- Olá soldado. - Falei a última palavra com desdém e ele torceu a boca, contudo logo retomou a antiga face de felicidade ao meu ver naquela situação.

- Quando eu disse que não demoraria para te ver atrás das grades pensou que eu estava brincando? - O guarda perguntou e eu ri jogando a cabeça para trás, aquilo era deveras engraçado.

- Acha mesmo que pode prender o homem mais importante da Asia? - Perguntei e ele me encarou intrigado.

- Não é pelo seu dinheiro que você está acima das leis, Choi. - Ele falou e eu gargalhei mais uma vez, aquilo era estúpido.- Do que esta rindo desgraçado? - Ele perguntou irritado e eu somente sorri com ironia.

- Sua inocência é tão engraçada policial, acha mesmo que a justiça e a bondade irão resolver esse mundo? Acorda, o mundo é sujo e as almas que aqui abitam são depravadas, sabe por que todos buscam o dinheiro? Porque ele trás poder, então experimente molhar a mão de qualquer verme em um cargo público e você verá a magica acontecer.- Falei ainda sorrindo e ele se levantou de supetão com raiva batendo na mesa.

- Isso não é verdade. Há pessoas corruptas, mas também há pessoas honestas e boas na sociedade. - Ele falou e eu o encarei.

- Você está certo, mas não são as pessoas boas que ocupam cargos de prestígio garoto. As pessoas boas estão afundadas na lama de seus principios enquanto nós usamos suas cabeças como degraus. - Falei e ele me encarou horrorizado, percebi raiva em seu olhar.

- Como pode falar algo assim? Não possui escrúpulos? - Ele perguntou e eu ri.

- Não leve para o lado pessoal policial, até porque eu já fui assim como você, inocente. Então eu tenho certeza que um dia você irá aceitar a verdade. - Falei e ele me encarou com raiva.

- Eu realmente pensei que por mais ruim que você possa ser, não tivesse matado o senhor Donghun. Entretanto depois dessa conversa pude perceber que você é capaz de tudo, até mesmo matar o seu próprio pai, parricida. - O policial falou e eu o encarei parando de sorrir.

- Senhor Donghun? Não sabe quem aquele homem era, você não faz idéia do que ele fez. - Falei exaltado e ele se sentou na cadeira de frente para mim.

- E o que ele fez Choi? O que o senhor Donghun, um homem conhecido pela bondade com toda a sociedade coreana fez com você o próprio filho? - Ele perguntou e eu ri com escárnio, não pude controlar a língua ao falar e me arrependi amargamente no momento em que disse.

- Ele matou a minha mãe, tentou abusar da minha irmã, raptou o meu filho e me torturou fisicamente e psicologicamente durante anos. Donghun era um mostro e sua fachada de bom moço não era nada condicente com a realidade. - Falei e ele me encarou com  os olhos arregalados.

- Isso é mentira! A morte da senhora Lee Sehyung foi um infortúnio, nunca houve nenhuma denúncia da parte dessa sua suposta irmã com o seu pai, e torturas? Faça -me o favor, isso é uma mentira para justificar seu comportamento. - Ele falou e eu me levantei com raiva e comecei a desabotoar o pijama do hospital mostrando meu torax desnudo e ele me encarou. Sabia muito bem que seus olhos estavam postos nas cicatrizes que existiam, principalmente na cicatriz do meu peito, a mais funda e dolorosa, me lembrava perfeitamente de como a havia conseguido.

- Está vendo policial? Isso é o que acontece quando você tenta ser alguém bom, quando vive em prol dos outros. Eu me lembro de cada uma dessas cicatrizes, como ele fez o trabalho de fazer cada uma delas na minha pele enquanto eu gritava de dor, lembro dos seus olhos felizes ao me ver implorar pela minha vida, agora me diz soldado, não acha que luta em prol da pessoa errada? - Eu peguntei e ele me encarou abismado.

- Isso não é possível, os antecedentes do senhor Donghun... - Ele iria continuar a falar e eu me sentei novamente.

- Vamos encarar os fatos soldado, em alguns minutos um homem irá bater nessa porta. Você irá sair para conversaram um pouco, você se sentirá horrorizado, gritará com seu superior refutando a ordem e depois voltará aqui com o rabo entre as pernas e irá me soltar. - Falei tentando me controlar novamente e ele se levantou.

- Você pensa que me comove com suas mentiras e...- Antes que ele terminasse alguém bateu na porta, sabia o que estava acontecendo, somente me sentei e esperei pacientemente escutando gritos do suposto policial. Ele estava com raiva e eu sorri encarando a porta que logo se abriu passando o policial que veio até mim e segurou meu braço machucado, senti dor por seus dedos se enfiarem em meus cortes fazendo a atadura manchar de sangue e tentei me manter calmo mesmo com a dor.

- Não pense que irá se livrar assim, como ousa pisar assim no sistema publico? - Ele falou e eu o encarei ainda impassível.

- Já terminou o seu show? Posso ir agora? - Perguntei e ele me encarou com raiva, soltei meu braço do seu aperto e fui em direção a porta, quando iria bater pedindo para ser liberado escutei o som do riso daquele policial.

- Vá San. Corra para longe e se esconda na sua redoma de dinheiro, mas saiba que se não pagar por isso eu terei que ir atrás de alguém que pague e eu tenho certeza que aquele ômega que estava com você será uma vítima perfeita para algo desse gênero. - Ele falou e eu parei onde estava, aquele estúpido estava falando do Wooyoung? 

- Você não faria isso. - Eu falei entre os dentes.

- Não? - Ele perguntou com desdém e eu me virei.

- Você é o bonzinho dessa historia policial, não colocaria alguém inocente na cadeia. - Falei e ele me encarou, parecia se regozijar com a minha reação.

- Se ele concordar em ser preso sem te entregar ele é tão culpado quanto você.  - O policial falou e eu o encarei, mal percebi quando corri até o alfa e segurei a gola da sua camisa, em alguns segundos minha musculatura estava rígida, meus sentidos se encontravam em posição de ataque e meus olhos em um tom de vermelho vivo.

- Não ouse chegar perto do meu ômega, eu vou te matar se tocar nele. - Gritei e vi o alfa encolher, mesmo ele sendo um alfa minha voz de lúpus o colocou em seu devido lugar. Sabia que ele sentia em suas entranhas a sua submissão e subordinação ao meu status social, eu era superior hierarquicamente falando, me permiti dar um soco em seu rosto e quando iria voltar para cima dele outros alfas entraram na sala e me separaram do corpo do alfa. Foi preciso 5 alfas para me tirarem de cima do policial que estava com a boca sangrando, mas sorria.

- Desculpe senhor, mas esse homem não pode ser solto, ele é uma ameaça a sociedade. - O policial falou e eu entendi naquele momento o jogo sórdido daquele estupido, ele quis me fazer ser preso por outra acusação, desacato a autoridade, algo que provasse que eu não posso controlar meus extintos.

- Se eu estou preso, me levem a cela. - Falei me virando para ser algemado, o prazer de dar aquela satisfação ao policial de me ver descontrolado eu não daria, antes de sair o tal alfa veio até mim e segurou meu braço, seus dedos se enfiaram novamente na minha ferida e eu suspirei.

- Saiba que assim que você pisar os pés para fora daqui eu juro por deus que irei caçar o seu ômega e o farei pagar pelos seus crimes, San. - O alfa policial sussurrou rente ao meu ouvido e eu ri.

- Quando eu falei que iria te matar, pensou que eu estava brincando? - Perguntei usando a frase que ele mesmo disse e percebi sua expressão de superioridade vacilar até cair em algo parecido com pânico, sorri seguindo meu caminho algemado até a cela. Quando estava passando por aquele lugar os outros pressos me encaravam, alguns riam, outros estavam chapados demais para conseguirem me enxergar nitidamente. Ao chegar na pota da cela o outro guarda arrancou minhas algemas e me jogou na cela, percebi que estava sozinho naquele espaço com duas camas e um lavabo rustico, me sentei em uma das camas e logo passei as mãos pelos cabelos. Mesmo depois de morto, Donghun poderia me importunar daquela maneira. Suspirei e tentei buscar em mim algum resquício de arrependimento por estar naquele lugar para proteger o Jung e tudo que eu encontrei foi confiança. Não me sentia nem um pouco arrependido por estar aqui, por ele eu viveria aqui por anos e aquela perspectiva me assustava, aquele sentimento que lutei tanto para que não me alcançasse nesses últimos anos estava de frente a mim na forma de alguém que eu fiz tanto mal a anos atrás. Não havia como negar o sentimento que me unia a Wooyoung, era mais que uma atração física, era minha alma e a dele juntas.

Nunca acreditei em alma gêmeas ou amor a primeira vista, até porque não existe encaixe perfeito ou uma relação impassiva a erros, mas Wooyoung estava me fazendo ver que é muito mais que perfeição, é algo sobre suas falhas se combinarem fazendo dois seres completamente diferentes e imperfeitos formarem um, então como depois dessa conclusão de que eu o amo, como posso condená-lo a uma vida ao meu lado? De fato posso ser tão egoísta assim a ponto de querer condená-lo a ficar comigo da forma como eu sou, um monstro, quebrado em tantos pedaços pela vida que esqueceu como é ser inteiro.


Wooyoung POV 

Cinco dias depois da prisão de San 

Estava diante daquela delegacia novamente, era terceira vez que vinha aqui em cinco dias e sempre voltava sem conseguir falar com San. Os guardas me impediam de chegar perto das celas, porém eu precisava vê-lo hoje, não poderia mais somente me sentar e assistir ainda mais depois do que o advogado da família Choi falou sobre o caso com tanta revolta pública em relação a San era quase impossível que ele não fosse para o presídio e aguardasse lá o julgamento. Suspirei e segurei no bolso a carta que o Minjee havia escrito para San, suspirei ao me lembrar da forma como Min senti falta do pai e de suas visitas, mesmo eles tendo se conhecendo  tão pouco tempo Min era extremamente apegado ao pai e sentia falta de San. Uma parte do meu subconsciente gritou que não era só Min que sentia falta de San, mas me esforcei a apagar essa parte, desde nossa conversa não havia conseguido pensar racionalmente, toda vez que lembrava de suas palavras, seu toque, seus beijos, meu coração acelerava e parecia saltare. Mesmo assim meu cérebro ainda gritava as memórias ruins que havíamos passados juntos, não sabia se aquele sentimento era o suficiente para apagar o passado, muito menos para construir um futuro, suspirei entrando novamente naquela delegacia.

- Olá senhor, posso ajudar? - Um policial fardado me perguntou e eu o encarei, quando iria responder um outro alfa apareceu em meu campo de vista.

- Deixe que desse eu cuido Min, em que posso ajudar? - O policial perguntou. Percebi que ele tinha um corte na boca, porém pensei que era normal para sua posição como policial.

- Quero visitar um preso. - Falei e ele me olhou.

- Seu marido? - Perguntou e eu o encarei negando.

- Pai do meu filho. - Falei e ele pareceu surpreso, porém assentiu.

- Nome e idade. - Ele pediu e eu assenti. 

- Sou Jung Wooyoung e tenho 21 anos. - Falei e ele anotou.

- Quem quer visitar senhor Jung? - Ele perguntou.

- Choi San. - Falei e ele me encarou surpreso.

- Então você é o ômega do Choi? - Ele falou, parecia decepcionado com algo.

- Se sou ou não, isto não é de sua conta. - Falei sendo grosso e ele assentiu.

- Não deve vistar um preso na estância de Choi San. - Ele falou e eu suspirei.

- O que devo ou não novamente não é de sua conta senhor, desculpe. Porém por favor, somente me leve a cela de San. Não pode me negar o direito de ver o pai do meu filho.- Falei e ele assentiu me guiando até uma sala que me pareceu ser a de visitas, antes me pediu para que deixasse meu celular e pertences de valor em um saco na recepção. Me sentei na cadeira a mesa e logo a visão de San se fez presente, ele me olhou e vi seus olhos se arregalarem. Ele parecia mais cansado, porém continuava belo como sempre, ele se sentou em minha frente e o guarda retirou sua algema e saiu da sala ficando do lado de fora.

- O que veio fazer aqui Wooyoung? - Ele perguntou e eu o encarei, tirei do bolso a carta de Minjee e entreguei a ele.- O que é isso? - Ele perguntou olhando o envelope e eu sorri.

- O Min fez isso para você. - Falei e ele abriu vendo um desenho que meu filho havia feito assim que disse que iria vistar San e expliquei a ele que não poderia ver o Choi.

- É lindo! - Ele disse e pude perceber seus olhos úmidos mas ele tratou de piscar algumas vezes tirando as lágrimas.

- Ele sente sua falta. - Falei e ele guardou a carta com cuidado no envelope e guardou no bolso.

- Eu também sinto a falta do nosso filho. - Ele falou e eu segurei sua mão sobre a mesa, não estava certo sobre o que eu iria fazer porém precisava dizer aquilo.

- Eu também sinto. - Falei e ele me encarou, logo depois tirou as mãos da minha.

- Não deveria. Já deve estar sabendo a essa hora que eu vou para um presídio, e que é muito provavel que se eu for culpado perca metade dos meus bens que estão no meu nome e cumpra minha pena em regime fechado, então deveria ser esperto e seguir sua vida Wooyoung, com alguém que vale a pena. - Ele falou e eu o encarei chocado, senti meus olhos molharem e não pude impedir de deixar lágrimas caírem de novo.

- Você não pode. - Falei gritando e ele me encarou.- Não pode fazer isso comigo de novo, me dar esperança e depois ir embora, não pode fazer isso comigo de novo. - Gritei furioso e ele me encarou, sentia as lágrimas molharem meu rosto.

- Eu sei o que está fazendo, então pare. Você não é assim San, você sempre foi um babaca egoísta então porque logo agora quer ser humanitário? Eu não irei ficar melhor sem você seu estúpido, se eu vim aqui nessa delegacia te ver depois de tudo é porque eu te quero junto a mim. - Falei me desesperando e ele se levantou.

- Eu não sou altruísta Wooyoung, sou realista. Você merece alguém melhor. - Ele falou e eu o encarei, senti todo o compilado de memórias que passamos nesses últimos anos, tanto as boas quanto as ruins. Suspirei e gritei com ele.

- Tudo que eu quero está aqui agora, na minha frente. Mesmo depois dos momentos bons e ruins eu estou e estarei aqui. - Falei e ele veio até mim, antes que ele fizesse algo tomei a iniciativa e o beijei.



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