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História Amarelo - Capítulo 1


Escrita por: Yahoo_oo

Notas do Autor


HEEEEEYOOOO

Hoje eu decidi agradecer a cheirosa da @HangZoe fazendo uma fic fluflly boiolinha, então mozão esse cap é pra você <3

TE AMO GOSTOSA

(espero que gostem, a escrita é mais "liberal" que minha outra fic pdofidsodkij)

Capítulo 1 - One



Pov: Hange ��


 Sábado (noite)
 Eu e Levi somos amigos próximos, mesmo tão opostos. Nos conhecemos assim que ele entrou no jardim de infância, era uma criança calma e indiferente, o que chamou minha atenção. O moreno normalmente me ignorava e evitava qualquer contato comigo, mas era uma garotinha insistente e o e perseguia constantemente por todo o colégio. As vezes dou risada ao lembrar dele correndo com uma cara emburrada e eu o seguindo, pensava que estávamos brincando de pega-pega.
 Demorou bastante tempo para que o conquistasse, mas admito que valeu a pena. Fomos nos aproximando devagar, quando percebi ele estava ao meu lado nos piores e melhores momentos, ao ter minha primeira decepção amorosa ou ao nascer do meu brotinho de feijão. 
 Fizemos o fundamental juntos e agora estamos no 3 ano do ensino médio, crescemos e aprendemos um com o outro. Descobri muitas coisas sobre o baixinho,  suas expressões, como cruza os braços ao ficar curioso e o modo em que as sobrancelhas entram em contraste com as íris azuis acinzentadas. Depois de algum tempo comecei a notar que ele não era tão "ruim", as vezes o observava durante as aulas de história, ficava mais animada que o normal quando se tratava dele, fazia questão de lhe contar todas as novidades primeiro e adorava enrolar o meu dedo nos seus fios negros, o que ele gostava mas fingia que não. Meu Deus... eu estava completamente apaixonada pelo meu melhor amigo. O que poderia fazer agora? Se Levi descobrisse provavelmente a nossa amizade estaria acabada.
  
 -Droga... -Resmunguei enfiando minha cabeça ainda mais no travesseiro. Estava deitada na cama com o rosto completamente vermelho, abracei fortemente aquele tecido. Havia acabado de sair do banho, meus cabelos se espalhavam pelo colchão e se mexiam conforme minhas pernas balançavam agressivamente, afundei ainda mais minha face na almofada e soltei um grito que foi abafado pela fronha, eu estou perdida.
 Meu celular estava ao meu lado tocando playlist aleatória, então uma música chamou a minha atenção.

               ~Look at the stars, look how they shine for you...
             (~Olhe as estrelas, olhe como elas brilham para você ...)


 Aquela musica... lembrava ele.


             ~And everything you do...Yeah, they were all yellow
              (~E para tudo que você faz... Sim, elas eram todas amarelas)


 Ri com a minha besteira adolescente, eu realmente sou um caso perdido. Deixe-me levar pelo refrão da melodia, até que ouvi um toque atrapalhar o momento, vagarosamente peguei o aparelho e olhei o número salvo. Era ele, realmente era ele. Sorri de uma forma totalmente boba, tentei me recompor inutilmente.


 -Oe quatro-olhos de merda. -Cumprimentou "carinhosamente" o mais baixo.


 -Já está com saudade? -Provoquei arrancando um suspiro divertido.
                                                                   
 -Não. 


 -Então ao que devo a honra da ligação? -Continuei brincando com ele.


 -Quer ir amanhã no parque que abriu aqui na cidade? O Mike ganhou ingressos e vai levar a Nanaba, não estou a fim de segurar vela sozinho.  -Foi rápido na pergunta

 Agarrei firmemente o celular, abrindo cada vez mais o sorriso. Nem sei bem o motivo da minha ansiedade, apenas me chamou para não ficar sozinho com aqueles dois, mas sinceramente fiquei tão feliz como se fosse uma criança que acabara de ganhar o presente que queria.


 -Wow, está me chamando pra sair? -Continuava com as provocações.


 -Você quer ir ou não? -Bufou


  Gritei internamente, ele não havia negado. Senhor, eu realmente perdi a cabeça. 

 -Claro, não tenho nada pra fazer mesmo. -Conti minha animação.

 -Você nunca tem. 


 As nossas provocações era uma forma divertida de interagir, apenas deixa claro o quanto somos íntimos. Adicionei nossos amigos na chamada e passamos mais algumas horas conversando, até que nos despedimos para acordar cedo. Levantei rapidamente e coloquei o telefone para carregar, em seguida parei no meio do quarto. Respirei e cerrei os punhos, tentando conter inutilmente mais uma vez.
 Dei alguns pulos de animação e me joguei na cama, o que aquele garoto fez comigo? Virei o corpo para ficar de barriga pra cima, encarando o teto com a expressão mais apaixonada que já fiz. Adormeci um pouco depois, segurando firmemente a coberta. 

 Domingo (manhã)
 É como se fosse um despertador interno, quando algo me deixa extremamente animada sempre acordo cedo. Abri meus olhos lentamente, tentando focar em um ponto fixo na parede. Olhei para o relógio que ficava acima da minha escrivaninha, marcava 8:05. Levantei com preguiça, calçando meu par de pantufas dos minions e indo abrir a janela, adorava sentir os raios de sol e a brisa fria da manhã tocarem a minha pele.
 Respirei mais concentradamente, percebendo alguns pássaros cantarolarem ao fundo. Relaxei um pouco os músculos e atravessei o meu quarto em busca do celular, com ele em mãos, desci as escadas e notei que meus pais ainda não tinham acordado. Estava faminta então peguei uma torrada e fui direto ao banho, o maníaco por limpeza me mataria caso chegasse lá sem ter banhado.
  Adentrei rapidamente fazendo uma expressão de desgosto, o que eu não faço para não levar broncas? Continuando com as feições irritadas, liguei o chuveiro na temperatura mais quente e acabei logo com o sofrimento. Para mim banhar é algo inventado pelo governo para que gastemos água, tendo que pagar uma grande quantia no fim do mês. Massageei o coro cabeludo, lavando os meus fios acastanhados e os hidratando brevemente, em seguida passei sabonete e escovei os dentes. Agora só faço isso de novo no próximo mês.


 Andei nas pontas dos pés até meu quarto fechando a porta de uma vez e ainda enrolada na toalha, sentei na cama ligando para Nanaba. Demorou alguns segundos tocando, mas me animei ao ouvir que a chamada havia sido atendida.
 
 -BOM DIA FLOR DO DIA, Já ta pronta? -Gritei animada, ouvindo um resmungo do outro lado da linha.


 -HANGE EU VOU TE DAR UM MURRO, NÃO SÃO NEM 9 DA MANHÃ -Berrou de volta, com a sua voz de sono dava pra perceber que minha ligação a tinha acordado.


 -Mas é que eu estou tão animada... -Fiz biquinho como se ela conseguisse me ver.


 -Se segura pra ver teu macho, ele 'provavelmente' não vai fujir. -Seu humor já estava voltando ao normal, riu da piada se referindo a quando nós éramos pequenos.


 -Muito engraçadinha Nana. -Tentei parecer aborrecida, mas aquilo me fez sorrir.


 -Eu sei, sou incrível. Mas mudando de assunto -Agora ouvi ela se levantar da cama. -Nós vamos sair de casa umas 10 horas, o almoço vai ser no parque. O Mike mora perto do Levi então vão chegar juntos, vou passar na sua casa assim que terminar de me arrumar. -Ouvia suas instruções enquanto procurava a roupa que iria sair.


 -E pelo amor de Deus, não vai com aquela camisa social amarela e a jeans branca. -Suspirou com uma breve risada. Congelei por um tempo, essas eram as peças de roupa que estavam nas minhas mãos. 


 -Mas é claro que eu não usaria elas de novo! -Devolvi para a estante, resmungando internamente.


 -Até daqui a pouco, vou tomar uma ducha. -A chamada foi encerrada e eu me concentrei no short mom jeans com alguns girassóis nas laterais e na blusa de com mangas médias, tinha o tecido leve e era de uma cor meio amarelada. Acabando de me vestir, ouvi barulhos vindo do andar de baixo indicando que meus pais já haviam acordado. Peguei meias brancas que iam até o tornozelo e meu all star preto, que já estava bem desgastado devido o uso. 


 Esperando mais alguns minutos até a chegada da minha amiga, voltei a tocar a playlist da noite passada, tinha pausado na mesma música. Iniciei e comecei a arrumar o meu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado.


      ~I came along... 
      (~Eu vim de longe... )


      ~I wrote a song for you and all the things you do;
   (~Eu escrevi uma canção para você e para tudo que você fez;)


      ~And it was called "Yellow"
       (~E se chamava "Amarelo")



 -HANGE! -Minha mãe chamava no andar debaixo, indicando que Nanaba já havia chegado. Ela mora a apenas algumas casas da minha, somos vizinhas a mais ou menos 5 anos.
 
  Novamente minha música foi cessada, abri a porta de uma vez e sai correndo pelas escadas. Nana me esperava de frente ao último degrau, o que facilitou o meu abraço agitado. Basicamente me joguei por cima dela, a loira cambaleou um pouco tentando manter o equilibrio.
 Conversamos e comemos algumas coisa, subindo direto pro meu quarto. Nanaba caiu no meu puff pop e eu sentei no chão ao seu lado. Percebi que a mais alta me encarava com um sorriso estranho, fiz careta de desentendimento.


 -O que foi? -Franzi o cenho


 -Você está tão arrumada... Até tomou banho! -Apertou os meus ombros gargalhando com minha reação, corei um pouco e dei risada. -Aquele baixinho realmente fez magia. -Estapeou minha cabeça.


 -EI! Olha só quem fala, você quer se tornar a Sra. Bigodinho! -Soquei sua perna que estava coberta por uma calça jeans skinny. Me referia ao seu namorado, Mike.


 Nós duas nos entreolhamos em cumplice, com uma expressão fechada. Mas lógico que aquela irritação era apenas drama, depois de 5 segundos voltamos a rir. Passamos os próximos minutos conversando, até dar o horário certo e nos retiramos da residência.


 -Até mais tarde. -Me despedi recebendo um sorriso carinhoso da progenitora e um levantar de sobrancelhas do meu pai.








   Pov: Levi ☕
  -WHAAAAAA -Gritava expressivamente a morena, contemplando a diversidade de brinquedos do parque de diversões.


  A encarei expressando desdém, mas na verdade estava contente por ter aceitado meu convite tão em cima da hora. Notei que por algum milagre tinha tomado banho, vestia uma roupa que caiu bem em seu corpo e a deixava atraente... mas que merda eu estou pensando? Vou direto ao ponto, estou apaixonado por essa idiota faz alguns anos. Percebi que tudo só era divertido porque ela estava lá, torcia para que viesse falar comigo e ouço todas os seus diversos assuntos prestando atenção, mas fingindo ignorar. A morena sempre foi muito oposta a mim, enquanto se expressa livremente eu apenas a observo calado. Sinceramente não faço a mínima ideia do por quê de me interessar logo por essa garota, ela é suja, grita por tudo, não consegue se controlar e me deixa feliz... droga. Eu não sou assim, pessoas apaixonadas me enojam.


 -Certo, vamos tentar pegar alguns bichinhos de pelúcia? -Iniciou Nanaba animada, levantando a mão como se pedisse licença.


 -Vamos, vamos! -Concordou Hange agitada, se agarrando no meu braço.


 -Eu quero o panda. -Mike cruzou os braços com uma expressão séria, fazendo as meninas darem risadas.


 -Ótimo, estou cercado de crianças. -Suspirei friamente mas em um tom de concordância, a morena apertou ainda mais contra o seu corpo animada, virei meu rosto para o lado oposto como se estivesse reclamando.


 Fomos até a barraquinha conversando sobre qualquer coisa, percebi que os olhos da quatro-olhos brilharam ao ver a pelúcia de um gato preto.

 
 -Levi, se parece com você! -Apontava para o bichinho e me balançava, ela realmente parecia entusiasmada com aquilo.


 -Vai se foder. -Depositei um peteleco em sua testa sem tirar os olhos do gato.


 Se tinha uma coisa que a Hange era péssima, é em mira. A imbecil tem uma força fora do comum, mas não adianta nada se não consegue acertar uma bola no círculo. As esferas de plástico voaram por todo lado, menos dentro do alvo. Senti pena do feirante, o coitado foi acertado no mínimo umas três vezes. Mike também não era melhor, ele estava muito concentrado querendo aquele urso com cheiro de bambu, chegava a ser engraçado. Nanaba era a que mais se divertia com a situação, observava os dois errarem como se fosse a coisa mais hilária do mundo. Algum tempo depois desistiu do show e comprou uma ficha, acertando o alvo médio e conseguindo o tão desejado panda para o namorado, que retribuiu com um abraço sufocante. Em quanto isso a escandalosa estava de bruços na mesa da barraca, extremamente irritada. Suspirei quando percebi que não tinha alternativas, se queria sair de lá hoje a garota tinha que receber o felino. Também pedi uma tentativa, não dando tanta confiança. Joguei e acertei o alvo grande, ouvindo um "YEY PARABÉNS!" e bater de palmas vindo da mais alta. 


 -Qual vai escolher? -Perguntou curiosa, fazendo um gesto para que o homem desse mais duas tentativas pra ela. 


 -O gato. -Respondi indiferente. Nessa altura o senhor já estava com a pelúcia estendida na minha direção, peguei-a educadamente e joguei na morena.


 -SÉRIO?! -Berrou com um grande sorriso, abraçou o presente como nunca mais fosse soltar. Resmunguei um "tsc" e indiquei com a cabeça para que fossemos em outro lugar. 
 
 -VOCÊ É INCRIVEL LEVI! -Continuou gritando e me deu um abraço, pude sentir seu cheiro amendoado que tanto amava. 


 -Ok, Ok, chega de pegação vocês dois aí. -Nanaba abanou o vento meio convencida, notei as bochechas de Hange tomarem uma cor mais avermelhada e em seguida dar a lingua para amiga. -Agora, vamos em todos os brinquedos! -Pulou animadamente, acompanhada pela Zoe. 


 A tarde se passou assim, fomos na montanha russa onde o Mike vomitou, depois no túnel fantasma que invés de assustar a morena, fez ela rir com todo bicho que pulava na nossa frente. O carrinho bate-bate foi secretamente o meu preferido, a quatro-olhos estava do meu lado me dizendo como dirigir e ficou tão nervosa que deixei escapar um sorriso. Almoçamos no restaurante temático, onde apareceram alguns funcionários fantasiados tentando chamar nossa atenção com uma música. Acho que eles não esperavam que Nanaba e Hange fossem lá e tirassem dois deles pra dançar, ficamos apenas sentados fingindo que não conhecemos aquelas loucas.
 Já estava entardecendo e Zoe comia o seu 14 cachorro-quente, mas claro que "apenas" aquilo não era o suficiente para o buraco do seu estômago. 


 -Vamos comprar algodão-doce! -Puxou a amiga para o carrinho, pegando dois grandes palitos com o açúcar. 


 -Eu vou dividir esse com o Mike, fiquem com o outro. -Afirmou a loira retirando um grande pedaço e colocando na boca do namorado. 


 Eles estavam assim "românticos" há algum tempo, provavelmente queriam ficar sozinhos. Minha teoria foi confirmada quando Nanaba tomou a palavra.


 -Vamos no túnel do amor. -Se envergonhou um pouco, talvez pelo nome ridículo do brinquedo. O maior ficou meio sem jeito.


 -Tudo bem, eu e o Levi vamos ficar rondando por aqui. -Concordou com a boca suja do algodão-doce.


 Nos despedimos e combinamos o local do reencontro, naquele momento fiquei um pouco apreensivo de ficar sozinho com ela. Virei um pouco minhas íris para o canto do olho, procurando a face da morena. Ela percebeu que estava a encarando e desviamos os olhares, até que senti um puxão na blusa.


 -Que tal irmos na roda-gigante? -Perguntou ainda segurando o gato preto, cuja apelidou de "Rivaille" e na outra mão segurava o papel do algodão doce que já tinha acabado. Concordei com a cabeça e deixei as mãos no bolso, andamos até a fila onde esperamos um pouco. 


 -Podem entrar, evitem ficar andando. -Alertou o funcionário. -São 7 minutos lá em cima.

 Entrei primeiro, sentando perto da "parede" onde tinha uma janela com vidro, Hans já estava pronta colocando uma música. Me arrepiei um pouco ao notar que ela não se acomodou na minha frente e sim do meu lado, deixando apenas o felino de pelúcia no nosso meio junto com o celular que tocava numa playlist decorada com corações amarelos. Alguns segundos depois começamos a subir devagar, a maior encarou o por do sol pela minha janela, estava com o sorriso mais relaxado e sereno que havia visto. Os pequenos raios de sol tocavam sua face de uma maneira suave, dando destaque nos seus grandes olhos acastanhados.


     ~So then I took my turn, oh what a thing to've done.
      (~Então eu esperei a minha vez, que coisa para se ter feito)


 Aquela garota era uma pintura pra mim, cada pequeno traço do seu rosto é uma obra de arte. Os dias que passamos juntos, todas as nossas interações resultavam em mim sentado na cama, pensando no quão bobo era aquilo tudo. Estava de frente pra pessoa que tirou minhas noites de sono, que me fez desejar ser alguém melhor por ela, eu estou olhando para a mulher que amo em uma paleta de cores amarela e alaranjada, era uma visão deslumbrante e combinava a alegria que esbanjava em todos os momentos.

  ~And it was all yellow;
  (~E era tudo amarelo;)


 Voltando a realidade, percebi que ela também me observava, o que me fez engolir o seco. Hange focava no fundo dos meus olhos, como se pudesse ler o que eu estava pensando. Nenhuma palavra foi dita, a única coisa audível era a melodia da canção, pelo menos até a morena quebrar o silêncio.    
               
       ~Your skin...
      (~Sua pele...)


         Oh yeah, your skin and bones...
         (~Sim, sua pele e ossos...)


         ~Turn into something beautiful...
         (~Transformaram-se em algo bonito...)
 

 -Eu te amo, Levi.

        ~Do you know?
        (~Você sabe?)


         ~You know I love you so
         (~Você sabe que eu te amo tanto)


 Minhas pupilas dilataram, paralisei por alguns instantes. Ela realmente havia dito aquilo ou eu estava imaginando? A garota que admirei silenciosamente por anos... me ama? Não conseguia desviar os olhos dos dela que estava apreensivos esperando uma resposta.

       ~I swam across;
       (~Eu nadei;)


     ~I jumped across for you, oh what a thing to do;
      (~Superei barreiras por você, que coisa a se fazer;)


     ~'Cause you were all yellow...
      (~Porque você era toda amarela...)


 Sorri abertamente, um sorriso genuíno que deixou a mais alta perplexa mas correspondeu com uma característica risada. Para explicar a resposta de uma maneira mais nítida, toquei suas bochechas completamente rubras trazendo-a cada vez mais perto de mim. Ela nervosamente alcançou meu ombro, também nos aproximando. Sentia sua respiração quente bem perto dos meus lábios, calor... é isso que Hange me proporciona. A distância entre nós estava cada vez mais curta, finalmente foi selada em um beijo calmo e gentil, tinhamos apenas a necessidade de demonstrar o que sentimos.

       ~I drew a line;
       (~Eu tracei um limite;)


       ~I drew a line for you;
       (~Eu tracei um limite por você;)
                                                 
       ~Oh what a thing to do;
      (~Que coisa a se fazer;)


    ~And it was all yellow.                                                                                                                                                                                                   (~E era tudo amarelo.)

 Zoe sorriu entre meus lábios, me fazendo sentir cócegas. Agora estávamos com os corpos colados em um abraço, ela brincava com meu nariz e enrolava meus cabelos enquanto que com uma mão pressionava sua coxa e a outra removia uma mecha de sua face. Ainda não conseguíamos nós olhar diretamente devido a vergonha, mas ambos precisávamos de um pouco mais.

             ~Your skin...
            (~Sua pele...)


           ~Oh yeah your skin and bones...
            (~Sim, sua pele e ossos...)


 Dessa vez tomou a iniciativa, envolvendo seus braços entre o meu pescoço e me puxando ao seu encontro. Um frio na barriga se apossou ao sentir novamente a fricção das nossas bocas, tomei a curva de sua cintura como necessidade, eu desejei poder toca-la daquele modo durante muito tempo. Pedi permissão para passar com a língua, sentia o gosto doce e agradável do algodão que ela havia comido anteriormente, Hange me deixava louco. Aprofundava cada vez ainda mais o nosso beijo, ela estava ali e eu a aproveitaria como merece. Ficamos assim por mais alguns minutos, apenas trocando carícias. 


     ~You know;
      (~Você sabe;)


     ~For you I'd bleed myself dry.
    (~Por você eu daria todo o meu sangue.)



 Estávamos ofegantes quando uma fina liga de saliva ainda nos uniu por mais alguns segundos, restavam aproximadamente uns dois minutos restantes no brinquedo. A fitei por um tempo e ela riu, aquela risada que eu sou completamente apaixonado. Deixei-me levar apenas daquela vez pelas emoções, sorrindo de volta.








 Pov: Hange ��
 Eu estava finalmente com o homem que amo, fiquei tão assustada ao o ver sem expressão quando me declarei... tive medo de o perder, mas sinto que agora estamos mais unidos. Era possível observar algumas estrelas ao horizonte, já estava anoitecendo. Sinto que o sol e as estrelas foram nossa plateia, mas não poderia perder a oportunidade de brincar um pouco.


 -Então você me ama? -Provoquei socando o seu ombro levemente.


 -Eu não te odeio. -Levou o palmo até minhas bochechas, apertando.


 -Que bom saber disso. -Disse com dificuldade porque ele continuava pressionando.

 Começamos a descer devagar, o tempo tinha esgotado. Empurrei sua cabeça para que visse o céu uma última vez. Seus olhos azuis opacos cintilavam junto com as estrelas.
  
     ~It's true, look how they shine for you;
     (~É verdade, veja como elas brilham por você;)


    ~Look how they shine for you
     (~Veja como elas brilham por você)



 Agora ele finalmente soltou minha face, admirando aquela visão como despedida. Sutilmente senti o menor segurar minha mão, entrelaçava os dedos e apertando firme. 


     ~Look at the stars;
     (~Olhe para as estrelas;)


     ~Look how they shine for you...
     (~Veja como elas brilham por você...)
  
     ~And all the things that you do.
       (~E por tudo que você faz.)



 -Eu te amo, Hange. -Pronunciou timidamente.
 


Notas Finais


nao sei se a estrutura vai ficar boa, pd ficar estranho sdfghfds




(vou revisar mais tarde e talvez faça cap extra)


Espero que tenham gostado da leitura, passem no perfil da @HangZoe , ela faz fics incriveis <3


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