História Amargo Outono - Capítulo 3


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Categorias Lana Parrilla, Once Upon a Time, Sean Maguire
Personagens Colin O'Donoghue, Cora (Mills), Daniel, Henry Mills, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Rebecca Mader, Sean Maguire, Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Drama, Novela, Outlawqueen, Romance, Seana
Visualizações 202
Palavras 2.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde meus bolinhos 🤗
Espero que consigam sentir a indecisão de Lana e conheçam essa lado irônico dela. Então tenham paciencia comigo.
Ps: Pra quem gosta de ler com música: I hate u, I love u (link nas notas finais) escute no memento certo. Super combina
Não deixem de comentar pra eu saber o que estão achando.
Boa leitura ❤️

Capítulo 3 - Odeio amar você


Fanfic / Fanfiction Amargo Outono - Capítulo 3 - Odeio amar você

 

Ele não vai mais voltar 

sussurrou minha cabeça 

Ele precisa voltar

Soluçou meu coração 

-murchando 

 

Segunda-feira, 8:00 da manhã 

Cheguei no Departamento de Advogados com um dos meus vestidos sociais e uma jaqueta preta. Estacionei minha BMW e segui em direção ao elevador. 

Por incrível que pareça minha aparência estava mais leve. Talvez eu começava a aceitar que devo ficar com Daniel. 

15° andar. Segundo corredor a direita. Última porta do meu departamento. 

O prédio era dividido em determinadas especialidades que cada advogado exercia. 

O nosso andar era o único, com apenas duas pessoas, que cuidava de processos em geral. Sou formada e tenho especialidades em todos os casos, seja ele consumidor, até mesmo, criminal. 

Naquele mesmo corredor eu dispunha de uma recepção glamurosa no qual minha secretária pessoal cuidava da entrada de todos os casos e duas salas, uma ao lado da outra. 

Minha assistente trabalhava na sala ao lado e sempre que podíamos ou precisávamos auxiliávamos uma a outra no meio de tantos processos. 

-Bom dia, Belle -cumprimentei à minha secretária. 

-Bom dia, senhorita Lana -ela me respondeu animada. 

-Quero os novos processos em cima da minha mesa antes das 12:00 ok? Vou dar uma olhada antes de passá-los para Jennifer. 

Eu sabia separar exatamente a minha vida pessoal do meu trabalho e ser direta no que eu precisava, era minha especialidade. 

-Sim senhora -ela concordou e entendeu minha pressa. 

Entrei em minha sala, fechei a porta e me escorei nela. Passei a mão sobre meu rosto e suspirei. 

Mais um dia. Até quando eu vou aguentar?

Me sentei a mesa e abrir meu MacBook para responder aos e-mails enviados do tribunal marcando a próxima audiência e de algumas entrevistas e reuniões com clientes. 

Toc toc 

-Entra -pedi assim que tirei meus óculos de leitura. 

-Bom dia, Lana. Tudo certo pra hoje? -me perguntou entrando na minha sala e se assentando a minha frente. 

-Ei Jen. Bom dia. Tudo certo sim -respondi acabando de responder um dos milhares de e-mails, fechando a tela e voltando minha atenção somente a ela. 

-Seu afilhado está com saudades. 

-Eu também estou. Prometo que não passa de hoje. Com certeza apareço por lá. 

Minha relação com a jennifer era uma das melhores possíveis. Ainda somos amigas, porém devido às circunstâncias que a vida nos colocou acabamos nos afastando um pouco. 

A nossa única ligação era meu afilhado Henry, no qual ela homenageou meu próprio pai com o nome de seu filho. Era indescritível a amizade e a admiração entre nossas famílias. 

-Encontrei com Belle no meio do caminho e ela pediu para que lhe trouxesse o restante dos processos -Jennifer me informou e entregou uma pasta bem recheada já se levantando para ir para sua sala. 

-É... Pelo visto vamos ter bastante trabalho para a semana. Esteja preparada -a avisei com um sorrisinho satisfatório no rosto. 

-Tudo bem. Preciso acabar de resolver uns probleminhas antes que me passe o restante dos casos. 

-Ei -a chamei -Mike já chegou? 

-Ainda não -me respondeu com a metade do corpo já fora de meu escritório -mas ele mandou um e-mail avisando que ficará fora só mais alguns dias. Ele está tentando convencer algumas das vítimas a testemunhar. 

-Ok -balancei a cabeça pensativa -No almoço nos falamos -sempre que estávamos no prédio almoçávamos juntas, então, como de praxe, combinei com a mesma de a encontrar na hora do almoço.

-Até mais tarde -respondeu-me sorridente e  saiu de minha sala. 

Voltei aos meus afazeres até que o barulho estridente do meu aparelho celular se fizesse presente. 

-Alô? -afastei meu corpo da mesa e me encostei totalmente na cadeira esperando ser correspondida. 

-Lana? É o Roberto tudo bem?

-Estou sim. Conseguiu alguma coisa para o caso? -me levantei apressadamente. Estava ansiosa por sua resposta. 

-É sobre isso que quero falar com você. Podemos marcar um almoço?

-Então você já tem algumas cartas na manga? -perguntei empolgada e com um grande sorriso andando de um lado para o outro. 

-Consegui algumas provas sim, dona apressadinha 

-Que ótimo!!. Hoje as 12:00 tá disponível? -apressadamente, perguntei eufórica. 

-Estou sim. 

-Então a gente se vê -nem esperei ele responder e desliguei a ligação. 

Grandiosa era minha empolgação. Esse caso em especial era de tamanha importância. 

Uma das minhas empregadas foi agredida e o marido desapareceu. Contudo, ainda queria a guarda totalitária de seu filho e eu estava trabalhando no caso. Imensurável era o sofrimento daquela senhora. Além de ferida fisicamente, a coisa ficava ainda pior, o seu psicológico estava destruído.  

Terminei meus afazeres e segui em direção a sala ao lado. Bati na porta e esperei o sonoro som, no qual eu já estava acostumada. 

-Pode entrar -Jennifer respondeu ao toque. 

-Passei só para te entregar alguns casos que consegui dar baixa e te avisar que o nosso almoço fica, mais uma vez, pra depois -falei com certo pesar, entrando em sua sala. 

-Ah sem problemas. Vamos nos ver lá em casa. Ainda está de pé o plano de visitar Henry né? -perguntou-me desconfiada. 

-Claro, com certeza. Hoje eu realmente preciso me encontrar com Roberto, parece que ele encontrou algo importante daquele caso que te contei da minha empregada. 

-Que Bom! Tomara que ele tenha achado algo. 

-Sim. Estou ansiosa pra saber se houve resultados -falei já saindo de sua sala e me encaminhando até o estacionamento, com o intuito de ir a reunião marcada com o investigador, apressei meus passos. 

Cheguei ao Tavern on The Green e ele já estava me esperando em uma mesa um pouco afastado da grande movimentação. 

Bom dia, detetive -disse o cumprimentando com um aperto de mãos -Ou devo dizer boa tarde? -fiz graça. 

-O que preferir, doutora -me respondeu com humor e dando-me um sorriso singelo, afastou minha cadeira para eu me sentar. 

-Então...

-Sim, eu consegui algo -tirou um envelope amarelo de dentro de sua pasta. 

-Com licença. Já sabem o que vão pedir? - a barmaid, uma moça alta e elegante veio nos perguntar

-Quero um Roasted Beet Salad -respondi enquanto ainda encarava o cardápio à minha frente 

-Vou ficar com o Snow Crab Claws -Roberto disse lhe entregando o menu enquanto a barmaid anotava nossos pedidos. 

Assim que ela se retirou continuamos:

-Fizemos o corpo de delito e foi comprovado a agressão -o investigador me informou. 

-Então ele já perdeu a guarda da criança? -me referi ao ex marido de minha empregada. 

-Ainda não. Além daquele homem ter mais condições do que sua empregada, ela foi diagnosticada com graves problemas psiquiátricos. 

-O caso está perdido. Estou sem provas , mas não vou parar de lutar pela guarda de seu filho -constatei e deixei bem claro à ele que não ia desistir do caso. 

-Doutora Mills, o caso já está ganho -me alfinetou. 

-Ainda não intendi aonde deseja chegar -Roberto me entregou o envelope amarelo com os meus olhos curiosos acompanhando cada uma de suas ações. 

-Abra e veja você mesmo. 

Assim que abri, fiquei espantada com o que eu via. Tinha uma cópia dos exames de dona Tereza, algumas fotos e um papel escrito. 

Levei a minha mão à boca, que aparentava espanto em formato de O, e nada era capaz de ser dito. 

-Os exames foram fraudados, conseguimos imagens da agressão pela câmera de segurança do vizinho e, como pode ver, ele pretendia matá-la -disse olhando em meus olhos e me explicando sobre cada arquivo enserido naquele envelope -Parabéns, doutora Mills. A senhorita ganhou o caso. 

 

XXX 

Já se passavam 18:23 e eu ainda estava na empresa, havia acabado de analisar as últimas provas as preparando para a audiência e formulando meus argumentos. 

-Está tudo em ordem, posso em fim, ir pra casa -Pensei com um sorriso de orelha a orelha. Em fim, eu poderia descansar desse dia tão exaustivo. 

Sai da minha sala, tranquei a porta e fui em direção a recepção. 

-Belle, você está liberada. Já fechei os contratos -falei à minha secretária. 

-Beleza. Estou apenas terminando de encaixar uma entrevista nos seus horários. 

-Eu já vou indo então. Quero chegar logo na minha casa -dei um meio sorriso para minha secretária e me despedi com apenas uma balançada de cabeça. 

Segui até o final do corredor e antes que pudesse apertar o botão para chamar o elevador ouço Belle me chamar. 

-Lanaaaa! 

Me virei pra ela e esperei que ela falasse o motivo de tanta euforia, já que aparentava não poder deixar o seu recado para amanhã. 

A palhaçada não podia parar por aí né?

-Jennifer pediu para avisa-lá: para não esquecer de Henry. 

-Ah, claro. Obrigada Belle -a respondi tentando disfarçar o máximo possível de meu desânimo. 

Apertei o botão do elevador e esperei até que ele chegasse no 15° andar. 

-Puta merda. Só queria ir pra casa. É pedir muito? -Pensei enquanto alisava meu cabelo e retocava meu batom em frente ao espelho. Afinal, não teria muito tempo para tal. 

 

XXX

DING DOMG 

O som irritante daquela campainha ressoou em frente à grande casa em tom de azul clarinho. Na rua deserta, estava tudo escuro. 

-Até que em fim. Achei que não viria mais -Jennifer disse abrindo a porta e me puxando para dentro de sua casa. 

-Boa noite pra você também -falei em tom de brincadeira 

-Tive uns imprevistos na empresa e só consegui sair agora. Desculpa a hora -assim que falei, ela me olhou com uma cara pensativa e desconfiada. 

-Mais uma vez, você está perdoada. Mas não se acostume -respondeu entrando na brincadeira. 

Nós já estávamos na sala quando terminamos de trocar nossas “farpas”. 

-Dinhaaaaa! -Henry abraçou minha cintura eufórico assim que me viu. Estava bastante empolgado para meu gosto, mas também, não posso culpá-lo. Foram quase 3 meses sem nos encontrar. 

-Ei meu amor. Calma aí, se não você vai quebrar a dindinha -dei uma gargalhada. 

-Que saudade

-Eu também estava. E... -lhe mostrei uma sacola -trouxe algo para você -lhe entreguei um embrulho de presente no qual continha um jogo para seu vídeo game novo. 

-Já disse para parar de mimar esse menino, Lana. Você vai acabar estragando ele -Jennifer me repreendeu intrometendo no nosso meio, mas se divertia com a cena. 

-Ahhh. Não acredito. Eu queria esse jogo mesmo. Obrigada dinha -disse agarrando meu pescoço ainda mais. 

Henry já tinha 11 anos, porém não deixava de ser meu bebezinho e eu deixava bem claro pra sua mãe que ele me devia chamar de dinha. Queria ser especial em sua vida, assim como ele é na minha. 

-Por nada meu amor -dei um beijo em sua cabeça

-Você não sabe quem falou comigo hoje. O padrinho Sean ligou. 

Parei. Meu coração acelerou e aquelas benditas borboletas cismaram de rondar em meu estômago. 

Deve ser fome

Não, não se engane. Mas como eu queria que fosse  

Feeling used (sinto-me usada)

But I'm still missing you (mas eu ainda sinto sua falta)

And I can't (e não consigo)

See the end of this (ver o final disto)

Just wanna feel your kiss (só quero sentir seus beijos)

Against my lips (nos meus lábios)

And now all this time (e agora todo esse tempo)

Is passing by (está passando)

But I still can't seem to tell you why (mas Eu não consigo dizer-lhe porque)

It hurts me every time I see you (me doi cada vez que eu vejo você)

Realize how much I need you (percebo o quanto eu  preciso de você)

I hate you, I love you (Eu te odeio, eu te amo)

I hate that I love you (Eu odeio te amar)

Don't want to, but I can't put (Não quero, mas não consigo colocar)

Nobody else above you (mais ninguém a cima de você)

I hate you, I love you (eu te odeio, eu te amo)

I hate that I want you (Eu odeio querer você)

You want her, you need her (Você quer ela, você precisa dela)

And I'll never be her (e eu nunca serei ela)

I miss you when I can't sleep (Eu sinto sua falta quando não consigo dormir)

Or right after coffee (ou logo depois do café)

Or right when I can't eat (ou quando não consigo comer)

I miss you in my front seat (Eu sinto falta de você no meu banco da frente)

Still got sand in my sweaters (ainda tenho areia nos meus suéteres)

From nights we don't remember (das noites que não nos lembramos)

Do you miss me like I miss you? (Vocês sente minha falta como eu sinto a sua?)”

-É... Eu... Eu vou beber água -respondi desconcertada e Jennifer me seguiu até a cozinha enquanto Henry estava preocupado em testar o novo jogo. 

-Ele perguntou de você 

-E? Eu não tenho mais nada com ele. Você tem noção de quanto tempo a gente não se fala? São dois anos e três meses sem nenhum contato -disse a ela de forma estressada, mas com razão. Ela estava defendendo o desmiolado do irmão dela no qual eu cheguei até a achar que estava morto. 

-Eu sei, Lana. Eu também fiquei bastante tempo sem conversar com meu próprio irmão. Eu sinto falta dele, Roland também, assim como você. 

-Quem te disse que sinto falta dele?

-Pare de ser orgulhosa, criatura. Ele não te ligou e você também não procurou contato -Jen me acusou com cara de deboche. 

-Jennifer, foi ele quem me deixou. Esperava que eu corresse atrás dele como uma cadela? -ela deu uma risada. Parecia se divertir com minha cara aflita e com o momento inconveniente.  

-Você ainda o ama, e ele também. Eu conheço você Lana. Além de minha assistente e minha cunhada, você é minha melhor amiga. 

-EX cunhada -corrigi sua fala. Não estava gostando nem um pouco daquela conversa. 

Mesmo depois de tanto tempo sem nos falarmos, como apenas escutar o nome desse homem tem um enorme efeito sobre mim?

Eu estava confusa e com medo. Só de ouvir o seu nome ser pronunciado um sentimento brotou em meu peito. Não sabia se era ódio ou amor, mas pressentia que ele poderia voltar a qualquer momento e, o que era um fato, eu não queria me envolver de novo. 

-Eu vou me casar, Jen -com toda a minha inquietação falei agora mais calma, mas minha voz saiu falha enquanto entrelaçavam os meus dedos encarando os mesmos. 

-O quê? -ela arregalou os olhos e ficou me encarando como se estivesse nascido outra cabeça em meu pescoço. 

-Isso mesmo que você ouviu. Eu estou noiva -olhei em seus olhos enquanto os meus marejavam. 

Toda aquela situação me transmitiu uma sensação horrível, um sentimento tão forte que não havia espaço para eu me esconder. Uma nostalgia incrível capaz de provocar em mim diversas emoções irreconhecíveis por mim. Aquele nome parecia me assombrar. Aquele nome me trouxe amor e ódio ao mesmo tempo. 

Após uma pequena discursão, acabei indo pra sala aproveitar o meu afilhado. Logo, logo me despedindo com a desculpa de que amanhã teria que levantar cedo e que a semana estava cheia. 

Ele não contestou e eu simplesmente fui. Refletindo e repassando varias e varias vezes cada palavra de Jennifer. 

“Você ainda o ama, e ele também”. 

Isso não saia de minha cabeça.

 


Notas Finais


Link da música: https://youtu.be/BiQIc7fG9pA
*Barmaid: garçonete
Vou postar algumas fotos sobre os capítulos de AO🍂 no tt: @evilpretty2 me acompanhem por lá e quem quiser siga meu Instagram: @fanact_evil_pretty
Beijo no coração de vocês meus xuxus e comentem 😘❣️


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