História Amável - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adoravel, Conto, Fluffy, Fofinho, Fofo, Original, Romance, Trans*, Travesti, Yaoi
Visualizações 5
Palavras 2.752
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


N tenho ctz se isso é um yaoi, mas conversando chegamos a conclusão que pode ser.....

Capítulo 1 - Capítulo Único.


 “Permaneça viva, eu te levarei para um passeio e farei você acreditar que você é amável.” Lovely – Twenty One Pilots 

 

 Lia vendia balas de goma. Um real custa a embalagem com dez balas sortidas. Todo quinto dia de cada mês, caso não lhe faltasse antes, Lia ia até o macro atacado no interior da cidade para comprar uma caixa com várias das embalagens que revendia. Não era um negócio lucrativo, mas sendo uma travesti e com a crise do país, ninguém queria dar um emprego para ela. Vender as balas dava trabalho, principalmente no calor escaldante de janeiro e fevereiro, quando precisava caminhar pelas ruas no sol do meio dia, abordando as pessoas que também não estavam felizes em sentir calor e oferecer as balas com um sorriso, contudo, conseguia sobreviver com o dinheiro e, além do mais, tinha a oportunidade de conhecer várias pessoas legais. 

 Uma delas era a Dona Carmen. Era uma mulher pequena, de descendência chinesa e africana. Talvez ela já chamasse a atenção por sua aparência cuja qual Lia achava encantadora, entretanto, o que as pessoas mais olhavam não era para sua aparência distinta, mas, sim, Floquinho. 

 Floquinho era um gato preto e branco, do tipo frajolinha, que deveria pesar uns dez quilos e estava sempre passeando na coleira com Dona Carmen. Ele era muito educado e deixava que todos fizessem carinho nele. 

 Dona Carmen comprava uma bala, dava uma ou duas para Floquinho e comia as outras. Sempre parava para uma rápida troca de palavras enquanto Lia acarinhava o gatinho – que de inho não tinha nada. 

 Lia era grata à Dona Carmen e grata à Floquinho. Floquinho por deixá-la tocar e brincar um pouquinho. Com o dinheiro que conseguia com a venda das balas Lia jamais conseguiria sustentar a si e um animal. E grata a Dona Carmen por conversar com ela, mesmo que brevemente. Nem sempre as pessoas queriam conversar com ela, mesmo que Lia sempre tentasse puxar assunto. Sentia-se muito sozinha, morando sem ninguém no quitinete que alugava. 

 Os dois principais pontos em que Lia passava eram a praça central da cidade e a rua com as paradas de ônibus. Se um não estivesse cheio, com certeza o outro estaria, menos em dias de chuva. Eram os piores – piores que os de sol. 

 Quando chegava na praça costumava encontrar um homem. Ele era tão lindo quanto um galã de cinema, talvez porque Lia jamais conhecera um ator, ou porque aquele homem estava sempre de terno. Ele sentava no banco da praça que ficava na frente da prefeitura, logo, deveria trabalhar lá. Nos dias mais quentes, enquanto Lia pingava suor, o homem ficava sem casaco, com a camisa remangada e só. Como se fosse imune ao calor. Ele deveria ser um daqueles homens ricos que trabalhavam em lugares chiques com ar-condicionado. Ele nunca passava muito tempo ali mesmo. 

 Nos primeiros dias Lia não arriscara se aproximar. Tanto quanto era lindo o homem também parecia frio e sério. Os olhos azuis muito claros eram tão assustadores quanto lindos. Lia queria muito ver mais de perto, entretanto, aprendera na prática que homens com aquele olhar normalmente não eram clientes em potencial, mas, sim, possíveis agressores. 

 Não sabia nem dizer se os arrepios que sentia ao olhá-lo eram bons ou ruins. 

 Então Lia não vendia balas ao galã. Pelo menos nos primeiros dias que o vira. 

 Fora na praça que Lia conhecera uma moça tímida e adorável. O nome dela era Lúcia, ela lhe contara. Tinha dezesseis anos. Usava vestidos floridos, combinando com a mochila, e sempre de tênis. Lúcia sorria timidamente e comprava balas até que, um dia, ela perguntara se Lia se importaria de levar uma bala que ela pagasse para outra pessoa. 

 Lia se animara mais do que o normal. Claro que gostaria! 

 Quase do outro lado da praça, embora dentro do campo de visão de Lúcia, dava para ver um grupo de rapazes. Ela descrevera para qual deveria ir a bala: o de boné para trás, com cabelo cacheado, blusa vermelha e skate de rodinhas verdes. 

 Lia invadira o grupo de rapazes como se fosse a dona de toda a praça. Claro que olharam-na estranha, principalmente o rapaz em questão, mas nenhum dissera nada. Seguindo as ordens Lia o entregara a bala e não dissera de onde veio, apenas que era uma garota muito, muito bonita. O rapaz ficara sem reação, mas aceitara. 

 Na mesma semana encontrara Lúcia novamente. O rapaz não estava na praça, mas, novamente, Lúcia comprara duas balas, uma para si e outra para o garoto. Lia prometera entregar a do garoto quando o visse. 

 Quase no final do dia, Lia encontrara o rapaz com o mesmo grupo de skate passando pela praça. 

 Lia entregara a bala para ele. 

 - Quanto custa uma bala? – ele perguntara ao receber e Lia não gostara, mas com um enorme sorriso dissera que um real. – E quantas você tem aí? 

 Lia contara: treze. 

 O rapaz, Henrique, retirara quinze reais do bolso. 

 - Pode dar todas elas para a Lúcia, por mim? 

 Lia sorrira e concordara. O rapaz sabia onde Lúcia estava: sentada no banco na frente do colégio deles, há duas quadras dali. Lia mudara todo seu percurso para ir até a garota e lhe encher de balas. Não se lembrava de ver alguém tão vermelho quanto Lúcia naquele dia. 

 Lia vira o primeiro encontro deles, sentados em uma sorveteria naquele final de tarde. Vira eles em todos seus encontros seguintes, pelos próximos meses. Sempre estavam por perto e competiam entre si para quem veria Lia primeiro e compraria bala para o outro. Lia se divertia com o jogo e sempre se lembrava do placar para repassá-los. 

 Lia era grata por eles lhe darem esperança. Esperança no amor e na vida. Mesmo com quase trinta anos Lia jamais tivera um namorado. Nenhum homem quisera namorá-la a sério, de andar de mãos dadas como aqueles dois. Nenhum homem a comprara balas ou a fizera uma surpresa. Tivera vários casos, várias paixões, mas nunca um namorado. 

 A felicidade e o clima do casal deram à Lia coragem para ir oferecer balas ao Sr. Galã pela primeira vez. 

 Lia tremia no misto de antecipação e medo quando se aproximara do homem e fingindo que tudo estava absolutamente normal perguntara se ele gostaria de comprar uma bala. 

 Sr. Galã erguera os olhos do celular para ela com uma frieza que fizera Lia jurar que ia levar um soco. 

 - Quanto? – fora tudo que ele dissera. A única palavra que ouvira da voz aveludada de tirar o fôlego. 

 Respondera quando o Sr. Galã já estava abrindo a carteira e pegando o dinheiro. 

 - Está calor hoje, né? 

 Por mais clichê que fosse, falar sobre o tempo sempre era a melhor forma para Lia puxar assunto. Vivendo numa cidade que quando fazia calor era muito calor e quando fazia frio era muito frio, as pessoas adoravam falar sobre o tempo em como ele era muito

 Sr. Galã apenas resmungara, olhando para o celular como se algo muito importante estivesse ali dentro. 

 Lia não era o tipo de pessoa inconveniente. Vendia balas, mas não ficava muito tempo quando via que a pessoa não queria conversar. Não insistia, por isso agradecera e deixara o Sr. Galã comer sozinho. 

 Suspirara apaixonada ao pensar nele. Em como ele estaria pegando a bala que alguns segundos atrás estava na mão dela. Era quase uma conexão entre eles. Como um ídolo. 

 Claro que não tinha ilusões. Era uma paixão totalmente consciente de que o Sr. Galã teria uma esposa loira linda e perfeita com um filho loiro, lindo e perfeito. 

 Lia também era loira, de mentira, claro. Não tinha dinheiro para ir ao cabeleireiro ou pagar produtos caros, mas aprendera alguns truques caseiros com cremes baratos e plantas que podia encontrar no terreno abandonado perto de sua casa. O pé de babosa que plantara ali estava firme e forte, amém. 

 Queria poder ser mais vaidosa, com cabelos, roupas e pele, mas se virava com o que tinha e, pessoalmente, se achava muito criativa e muito bem para alguém com tão pouco recurso financeiro. 

 Dentre seus clientes havia a Dona da Casa do Caralho. Era assim que a própria mulher se descrevia. Cientistas comprovaram que onze de cada dez palavras que a Dona dizia eram palavrões. Era uma mulher idosa, cheia de tatuagens e sempre com um lenço diferente na cabeça. Ela tinha quatro filhos homens, todos adultos, por isso a “Dona da Casa do Caralho”. Pelo jeito todos moravam perto e iam visitá-la com frequência porque ela sempre comprava seis balas – as dos filhos, uma para ela e uma para o “Caralho Mor”. 

 Lia era grata à Dona pela diversão, bom humor e por lhe oferecer abraços maternos que Lia não tinha há mais de dez anos, quando sua mãe e única família viera a falecer. Ela nunca se opusera ao cabelo comprido de Lia ou aos vestidos que a filha usava. 

 Às vezes Lia tinha o azar de cruzar com pessoas nem tão gentis que lhe xingavam ou ofendiam. Seu jeito de lidar era sorrir e sair rebolando – o mais rápido possível. 

 Dentre seus clientes também havia uma moça de cabelo castanho claro com pontas vermelhas muito comprido – podia jurar que aquela moça sentava no próprio cabelo se não cuidasse. Era bom porque Lia conseguia vê-la de longe e ela sempre comprava balas. Ela não falava muito, era uma daquelas pessoas sérias que passam a sensação de serem frias, mas sempre tinha um sorriso para lhe oferecer. Era venda garantida. 

 Lia a apelidara de Dama Vermelha. Quando começara a prestar mais atenção nela percebera que a Dama tinha bastante companhias. Já tinha a visto com pessoas mais velhas, com pessoas da idade e com grupos de pessoas. Ela sempre tinha um minuto para comprar balas. Talvez gostasse muito, como as crianças. 

 No final de tarde numa sexta-feira a encontrara sentada na grama, na praça, rodeada por um grupo. Havia exatamente dez pessoas com vinte e poucos ao redor dela, onze contando ela. A Dama Vermelha conferira o dinheiro e pedira para que Lia desse para que cada um do grupo escolhesse um pacotinho de balas. Não estava sendo um dia bom de vendas e Lia já estava considerando voltar para casa para não passar mal na rua e, de repente, Lia sentia-se revigorada. 

 A Dama pagara com dez reais. Lia oferecera uma por sua conta para a moça não ficar sem, mas ela negara gentilmente. Quando tentara insistir o rapaz ao lado da Dama o interrompera: 

 - Ela não gosta. 

 - O quê? 

 - Ela não gosta de bala de goma. 

 Por um instante estivera chocada demais. Dissera um “ah tá” com um sorriso confuso e deixara o grupo em paz, lembrando de agradecer e gritando enquanto acenava de longe. 

 Não fazia nenhum sentido no início, mas depois conseguira compreender. 

 E Lia era grata à ela por lhe provar que a gentileza e amizade ainda existiam. 

 Lia também era grata à Dama Vermelha por ter lhe mostrado o nome do Sr. Galã. 

 Já tinha vendido uma bala para a Dama naquele dia e estava terminando sua venda para o Sr. Galã monossilábico quando a moça surgira e dissera “Sebastian!” enquanto se aproximava e beijava o rosto do Sr. Galã. 

 Talvez eles fossem um casal, pensava consigo mesma, mas não sentia-se mal. Os dois eram seus clientes e boas pessoas. Talvez pudesse até participar um pouco mais da história deles. 

 Sebas-tian, Sebasssstian, Sebastian. Era um nome bonito e combinava com ele. Sempre pensava nele antes de dormir, em que vida bonita ele teria, numa casa grande e bonita. Um emprego legal e bonito. Com certeza ele fizera faculdade. Talvez ele até viajasse para fora do país. Uma vida como nos filmes... 

 Aquele deveria ser mais um dia comum de trabalho para Lia, mas ah... Quando se é travesti aprende que a qualquer segundo tudo pode mudar. 

 Lia vira os dois rapazes vindo na sua direção com aqueles sorrisinhos maldosos de dar calafrios. Não era burra, por isso virara-se e fora na direção contrária. 

 Até ser pega de surpresa por um soco de um terceiro rapaz. 

 Estava tonta e desorientada. Quando pusera a mão no nariz sentira o líquido e vira que ela estava vermelha. 

 De repente os três rapazes – que pareciam ter se transformado em quatro – estavam a arrastando para o outro lado da rua, onde havia um beco entre dois prédios residenciais muito altos. 

 Ninguém ia ali. Porque era perigoso. 

 Gritava e se debatia. Embora sentisse muito medo seu único pensamento era a caixa de bala que deixara cair na praça. 

 - Ow! Podem ir largando ela agora. Os guardas viram e estão vindo. 

 Sabia que uma troca de palavras se sucedera, mas estava em choque, soluçando e pensando no medo, o que quase acontecera e nas balas que deixara cair. 

 - Ei, está tudo bem. Eles já se foram. Está tudo bem. 

 Lia não conseguia ouvir direito. Recebera ajuda das mãos do homem para levantar e só se dera conta de que estava falando das balas quando o homem lhe respondera que não precisava preocupar, ele pagaria. 

 E só se dera conta de que era Sebastian, o Sr. Galã, naquele momento. 

 - Você está bem? 

 Lia não conseguia responder, um misto de pânico e nervosismo por aqueles olhos muito azuis a encarando muito próximos. Sentia a mão firme e forte em seu ombro, quase como uma massagem. 

 Abaixara a cabeça e começara a repetir tantos “brigada” quanto conseguia. 

 Sua vida poderia ter acabado se não fosse por ele. 

 E muitas pessoas iriam simplesmente ignorar e jamais se culpar pela sua morte. 

 - Tudo bem. Não foi nada além de uma obrigação. Eles nunca tentariam algo contra mim. Vamos lá, vou te pagar uma bebida para se acalmar. 

 Lia tentara negar, mas não muito. Não queria atrapalhá-lo, dissera, ele deveria ir trabalhar. Mas Sebastian afirmara com convicção que não seria. Ele queria a companhia dela. 

 Lia não sabia se olhava para Sebastian, sentia-se envergonhada por não estar arrumada de forma mais bonita ou se admirava os olhares que recebia, como se fossem um casal de tv – não exatamente assim, mas Lia não se importava. 

 Acabara falando muito mais que Sebastian. Já falava mais que a maioria das pessoas, quando ficava nervosa, então... Mas descobrira algumas coisas: ele não tinha namorada. A Dama Vermelha era uma escritora amiga dele da época da faculdade, Sebastian trabalhava como economista na prefeitura e morava em um dos apartamentos exatamente do lado de onde Lia fora atacada. Ele gostava de balas de goma, diferente da amiga, mas gostava mais ainda do sorriso de Lia. 

 Mesmo não falando muito Sebastian jurara que era uma boa conversa e oferecera o jantar. Seguido do bar. Seguido da casa dele. 

 Lia tinha certeza de que seu quitinete cabia dentro da cozinha de Sebastian. E sim, era fresquinho mesmo naquele dia de calor, só poderia ser ar-condicionado. 

 Sebastian tinha uma gata de pelagem rajada chamada Nenê – Nefertiti, na verdade, como a antiga rainha do Egito. Ela aceitara seu carinho. 

 Sebastian tinha mãos gentis. Beijos intensos de lábios suaves. Uma cama enorme e muito confortável. Um abraço forte. Uma máquina de café em cápsulas. Um número para Lia ligar – embora não tenha precisado, ele ligara antes. 

 Sebastian tinha um apartamento muito confortável no inverno. Em todas as estações. Sebastian não se importava com todos os olhares que recebiam quando em público – ele já estava acostumado, dissera, como se fosse alheio ao mundo que não poderia tocá-lo. 

 Ele também não queria que Lia vendesse balas, achava perigoso demais. Aliás, a caixa que havia deixado cair tempos atrás, no dia da briga, lhe fora devolvida pela Dona Carmen. Floquinho tinha farejado. 

 Era uma grande perda Lia não vender mais balas. Talvez não tanto para o comércio, mas para todos aqueles quem já planejavam encontrá-la, mesmo que por alguns breves segundos. Para todos os amantes de doces e todas as vidas solitárias. 

 Seria uma pena se Lia jamais soubesse de todas as almas que tiveram seus dias melhorados pelo humor e doçura dela. Se ela jamais soubesse de todas as coisas que ensinou, como gentileza, positivismo e jamais se deixar pela vida. Coisas pelas quais muitos eram-lhe gratos. 

 Mas, mesmo assim, nenhum deles esqueceria que ela passara por lá. 

 Afinal, aquela mulher muito loira e muito bonita sentada na praça, em frente à prefeitura, e que esperava seu namorado muito bem vestido e muito bonito ainda era a exata mesma Lia. 

 

~.~.~
            Baseado em Fatos 
           ~.~.~


Notas Finais


Como esta é uma história não muito convencional para meu estilo, acabei escrevendo ela de um jeito que não costumo fazer. Com isto, tenho uma história divertida (na minha opinião) da reação da minha revisora, a Jess:
"Estou chocada com o final!"
"Como assim?! É o mais clichê de ’felizes para sempre’!"
"Exatamente! Eu nunca ia esperar isso de você. Eu jurava que quando ela entrasse no apartamento se revelaria um serial killer ou ia acontecer algo bem macabro."
Eu ri, "Bom, eu não faria isso com a Lia. Com o Sebastian sim, mas não ela."

E a moral é que, às vezes, ficamos tão marcados por uma ou outra (ou 90) historinha(s) que o mais surpreendente que podemos fazer é um ’felizes para sempre’.

Meus agradecimentos a todos que dedicaram um pedacinho da vida para ler, agradecimentos à Jess e imensos agradecimentos (além de meu orgulho, respeito e admiração) à Lia <3;
à todas as Lia’s do mundo (O Sebastian não ;)).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...