História Amber eyes - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Homossexual, Lesbicas, Romance, Romance Lésbico, Yuri
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Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, meu nome é Alice e sou a autora dessa fic. Espero que gostem e critiquem minha estória, para que eu possa trazer um melhor conteúdo para vocês nos próximos capítulos.

Capítulo 1 - Prólogo


Eu estava dormindo, ou no inferno, e assombrosos pesadelos atacavam-me como se fossem somente um trauma. Se eu queria acordar? Claro! Mas quem disse que eu podia? Conseguia sentir o meu corpo encharcado de suor pelo baque da minha imaginação. Perguntava-me se eu deveria enfrentar os medos que me espreitavam durante a única hora na qual eu tinha paz de espírito.

Suspiro mental, apenas para dar alguma força. ‘Vou tent...’

Sou interrompida pelo maldito barulho do despertador, que estava no criado-mudo ao lado esquerdo da minha cama, e acabo batendo com uma força considerável em seu botão, acima dos ponteiros, fazendo com que a única coisa que eu acabo ouvindo depois, em meu quarto, é o som de algo quebrando que vinha da direção de meu querido relógio.

‘Meus demônios internos não iriam embora tão cedo, sou doida de pensar o contrário.’ Um longo suspiro logo sai pela minha boca, por causa do pensamento melancólico.

‘Toc’ Apenas uma batida na porta, o bastante para fazer-me fugir de minha mente e voltar para a realidade.

Um súbito rangido vindo da entrada de meu quarto, poderia se ver a porta sendo aberta sem nenhum tico de vergonha vindo da outra parte. — Vai acordar não, Rachel Unnie? — Indagou-me a minha bela prima coreana em seu idioma natal já dentro de meu quarto e demonstrando um pouco de tristeza ao me olhar, o que consequentemente me fez formar um sorriso triste no rosto. — Você tem que ir mesmo? Vai ser solitário sem você por aqui. — Inclinou levemente a sua cabeça para o lado esquerdo enquanto dizia.

Ajeitei meus pensamentos e levantei rapidamente da cama, na qual eu já não poderia considerar minha.

Dei um sorriso de canto, como sempre, e demonstrei a confiança que eu não tenho. — Não é tão ruim assim, Bae. Vamos comer? — Ela assentiu. O dia estava frio pra porra, já que era comecinho de janeiro, fazendo-me desistir da ideia de tomar um bom banho antes da minha volta pro meu lar verdadeiro. — Quer algo específico? Vai ser nossa despedida. — Fui andando lentamente para a escada e comecei a descer, acompanhando-a para a cozinha daquela ‘mansão’.

Eu sou meio coreana e meus me fizeram aprender a língua natal de meus avós, só que não foram eles que me ensinaram se é o que está pensando. Eles estavam muito ocupados durante aquela época e não os culpo.

A garota, que tinha em torno de 15 pra 16 anos, fingiu pensar enquanto olhando para cima e com sua pequena mão no queixo. Admito que essa pequena adolescente, literalmente, era muito fofa e sua personalidade combinava com sua aparência, ela tinha um rosto oval, olhos grandes – puxados – e de cor castanha, sua pele era um pouco amarelada e seus cabelos negros ondulados. Ela agia como se fosse minha irmã mais nova, algo que eu não tinha.

Chegamos na cozinha – de conceito aberto, como falam naqueles programas de reforma – então fui para seu centro e a mais nova ficou de frente para a bancada que nos dividia, sentada em um banquinho daqueles de bar.

— Eu quero algum lanche do seu país. — Respondeu, finalmente, a pergunta que eu havia feito uns minutos atrás e formando um grande sorriso em seus lábios rosinhas logo após, não consigo evitar em me sentir atraída por ela nesses momentos. — Unnie! — Reclamou ela me batendo com um soco leve em meu braço, ela sabia o que eu estava pensando, mas seu soco era muito fraco para que me fizesse algum dano.

Dou apenas uma risada de cafajeste e pego um saco de pão de queijo congelado da geladeira, contei para ver se tinha o suficiente para um lanche da manhã adequado, então os separei na bandeja. — Vai sentir falta? — Olhei para ela por um momento. Liguei o fogão e logo já coloquei a bandeja dentro forno, demoraria uns 20 a 30 minutos.

Fiquei de frente para ela e só o que nos dividia era aquela bancada.

— Claro que sim! Você sempre cuidou de mim quando os meus pais estão fora, mesmo que seja apenas um pouco mais velha que eu. — Ela mostrou a língua para mim de um modo brincalhão e...

Conversamos coisas bestas por um tempinho antes de dar o a hora para tirar o pão de queijo do forno, algo como: Escola, futuro, amores e família. Eu deveria dizer que o tempo passou como um flash enquanto estávamos entretidas comentando nossos assuntos pessoais? Pois é, é assim que funciona quando estou conversando com a minha querida prima sobre esses assuntos aleatórios.

Coloquei a luva térmica em minha mão e trouxe a bandeja do forno para a bancada de granito com fumaça de calor saindo dos pequenos pães ali, não poderia deixar de admitir que aquilo estava com uma cara ótima. Fui rápida e já botei um para dentro.

SAUDADES!!

Era só isso que eu sentia agora, saudades da minha antiga vida no Brasil. Você se imagina sair do 1° ano do ensino médio para fazer um “intercâmbio” para outro país? Um local que você não conhece ninguém e os costumes são completamente diferentes dos quais está acostumada? Não dizendo que é ruim, mas dá um pouco de medo nos primeiro meses. Você é a diferente, a mestiça que veio do Brasil, o país do samba e além de alguém com aparência nada asiática – puxei mais os meus avôs brasileiros.

Quando eu percebi, já tínhamos acabado de comer – não deixando nada naquela bandeja – e a hora já se mostrava tardia para aquele banho, que não irá acontecer mesmo, antes da viagem. Subi para o meu quarto, deixando-a sozinha na cozinha, fiz algumas higienes simples para a viagem de longas horas e logo desci com as minhas malas já prontas para o voo, algo que fiz questão de fazer ontem antes de dormir.

Eu troquei sim meu pijama, não se engane, mas eu realmente estava pensando em viajar com ele só para me sentir mais confortável. Eu estava vestindo uma blusa de malha fina e manga longa com uma jaqueta de couro preta por cima, calça jeans azul apertada e um coturno qualquer que eu tinha – mas estava fodido que só. Eu estava gata e pronta pra chegar em meu país tropical, nem preciso me olhar no espelho para saber disso.

— Eu já estou indo, Bae. Você vem ou será que quer casar comigo para eu morar com você? A dica da sua mãe ainda tá de pé. — Não poderia deixar de brincar com minha pequena prima para tentar elevar um pouco o seu humor, já que ela estava com uma carinha tão abatida desde o começo dessa semana. Só que agora era birra mesmo, ela sabia que eu não iria sem ela e por isso não se moveu quando eu disse que estava indo para o aeroporto.

Claro que ela riu do meu comentário, mas fazia questão de não se abalar com nada que eu falasse. ‘Maldita chantagista!’ Praguejei mentalmente e a fuzilei com meus olhos cor de Âmbar, um ótimo recurso para a intimidação para vários momentos da minha vida – meus amigos dizem que meu olhar é de predador quando fuzilo alguém, olhos de um lobo observando uma ovelha.

Ela desistiu de tentar me fazer ficar, o que eu esperava, mas ainda fazia bico mais fofo do mundo. Ela é a minha irmã mais nova que eu nunca tive, mesmo.

— Para de fazer birra que eu preciso ir. — Foi então que eu abri a porta daquela casa maravilhosa e ela me seguiu rapidamente, foi então que meu corpo congelou um pouco pelo contato com o terrível frio que fazia em Seul. Aguenta corpinho. — Vamos direto para o aeroporto, tio Jack! — Avisei, gritando, ao motorista que já tinha virado meu amigo durante a época que estive aqui e ele assentiu com a cabeça para mim dando um sorriso carinhoso. Também vou sentir saudades desse lugar.

Jack é um velhinho muito gente boa, ele e a sua família, e também é um mestiço como eu – com a única diferença que a outra parte de seu sangue era dos Estados Unidos – , ele me ajudava quando eu voltava das festas que aconteciam nas casas dos meus amigos dessa grande cidade. Já disse que esse velho é foda? Então fica a dica.

 Coloquei minhas bagagens dentro do carro e logo me sentei nos assentos traseiros junto com a Bae, sem conversar nem nada. Ela estava um pouco magoada mesmo por eu estar voltando para minha querida terra, não a culpo só por compartilhar um pouco do mesmo sentimento da pequena.

Não comentei nada com ela, pois sentia que ela estava tentando se acostumar com a ideia de não me ter por perto. Me senti como uma mãe deixando sua filha criar responsabilidade naquele momento.

Demorou um pouco para chegar, mas foi relativamente rápido sem o trânsito que pensei que teria. Chegamos no horário correto para o Check-in, na qual eu fiz com a moça que cuidava disso, e me despedi dos dois para ir esperar o avião na qual eu embarcaria em 10 minutos com um tempo de voo de 20 a 30 horas para seu destino.

Fiquei perdida em meus pensamentos durante o tempo restante, que só vinha as imagens do meu grupo de amigos na minha antiga escola, e senti um sorrisinho de felicidade sendo formado em meu rosto por causa disso.

Peguei meu celular pela primeira vez no dia e mandei uma mensagem para minha melhor amiga, Laura Campos, avisando que eu já estava dentro do avião. Desliguei o celular por fim e só deixei o sono me levar.

Esqueci de me apresentar, não foi? Sou Rachel Andrade, 17 anos. Tenho cabelos negros médios e ondulados, olhos cor de âmbar, tenho pele levemente morena, meu corpo é levemente musculoso por causa que eu luto e dizem que meu rosto é sexy. Eu estava em um “intercâmbio” aqui por um ano e agora estou voltando para minha casa.


Notas Finais


Estarei esperando por seus comentário <3
Ansiosa que sou, vou ficar muito animada/medrosa. kkkkkk


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