História Ambíguo - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HELLO, HELLO, HELLO!
Cá estou com o segundo capítulo da aventura desse ser tão peculiar quanto Yves/Diogo. Agradeço a todos que estão dando uma chance para a história. Muito obrigado, de coração <3 Espero que sigam firmes comigo!
Boa leitura! <3

Capítulo 3 - Diogo


Fanfic / Fanfiction Ambíguo - Capítulo 3 - Diogo

Viver é algo incomum. Há controvérsias, mas, trocando por miúdos, a maioria de nós apenas sobrevive aos imprevistos da crônica cotidiana que chamamos de Vida. Quisera Diogo poder se dar ao luxo de apenas sobreviver… No entanto, para esse rapaz um tanto peculiar, a vida e suas brincadeiras não passam de um desafio a ser enfrentado. E se tem uma coisa que ele não foge, é a um desafio.

Cinco de Junho de 2018, tempo seguia nublado. O rapaz de cabelos castanhos parecia dormir o mais cândido dos sonhos. Mas só parecia mesmo. Diogo fingia dormir por uma razão muito clara: Sábado, dia da limpeza, e se havia algo na face da terra que o irritava era ser empregado doméstico. Não por preconceito, e sim, por não saber realizar a tarefa como se deve. Tão certo quanto dois e dois são quatro que Karina iria reclamar o tempo todo de sua falta de habilidade para serviços do lar.

Estava tapado com as cobertas até a cintura, deixando suas costas largas à mostra. Os olhos semi abertos encaravam a porta do cômodo, na espreita da ex namorada aparecer com o balde e o esfregão. Curiosamente, o fato não se sucedeu. Estranho, ao mesmo tempo que agradecia. Pegou seu celular em cima do criado mudo que havia ao lado da cama para ver as horas: 10h32min. De fato, algo estava errado. A ruiva acordava cedo em dias de faxina. Teria tido algum compromisso? Decidiu levantar para averiguar a situação. Só então percebeu um recado gigante escrito no espelho colado na parede.

 

“PAZ NA TERRA E PAU NO TEU CÚ, SEU TROXA!

COM AMOR, YVES”

 

Rio dos dizeres. Adorava tirar o “companheiro” do sério. A única coisa que realmente lamentava era não poder assistir as caras que ele devia fazer. Vez que outra, Karina gravava escondido, e conseguiam assistir juntos.

 

— Também não é nenhum santo, “maninho” — Fez a aspas.

 

Seguiu até a sala, vestindo somente sua camiseta, cueca e as meias. Karina estava fechando a porta quando  chegou. Achou curioso, afinal, poucas vezes recebiam visitas. Não era nada fácil explicar que ali residiam três pessoas, sendo uma delas comportando de duas.  

 

— Já sei! Tu contratou alguém pra ser Cinderela peluda no meu lugar! — Debochou.

— Primeiramente: Bom dia. “Segundamente”: Não te interessa — Mostrou a língua.

— Que mau humor, gata — Aproximando-se, colando seu corpo no dela — Relaxa.

— Tem dois segundos pra me largar ou eu faço omelete das tuas bolas — Riu fraco antes de soltá-la de fato — Obrigada.

 

    Dali, foram direto para a cozinha. Diogo ficou um tanto surpreso ao encontrar a mesa já posta e alguns utensílios usados. De fato, tivera alguém ali.

 

— Não vai me contar quem veio te acordar? — A curiosidade falava mais alto.

— Ninguém veio me acordar. Ele me acordou aqui mesmo — Jogou.

— Não me faz pensar a essa hora. A recém acordei.

— Ele dormiu aqui, Diogo. Entendeu agora ou quer que eu desenhe pra ficar mais fácil?

— COMO o viado do Yves deixou isso acontecer?! — Exclamou, indignado — Nem sei pra que pergunto. Aposto que ficou babando pelo macho contigo, daí não tempo.

— Yves nem tava em casa, seu imbecil — Replicou — Aliás, nem te vi… Digo, nem vi ele chegar ontem. Passei no quarto dele zilhões de vezes e não ouvi um piu. Achei que tinha achado um boyzinho legal pra ficar.

— Tá. Foda-se ele. Quero saber quem é que tava de olho comprido aqui.  

— Ciúmes é? — Provocou.

 

Nunca admitiria, porém ainda gostava dela. O que lhe impedia de voltar era sua imensa capacidade em jogar tudo pro alto em nome de beijos em uma festa qualquer. Fraqueza de espírito ou falta de vergonha na cara, Karina não quis saber - arrancou o mal pela raíz.

 

— Não quer dizer, não diz. Só depois não reclama quando tiver com uma barriga explodindo dizendo que vou ser padrinho.

— Own! Que meigo! — Gargalhou, apertando as bochechas dele — Ele acha que vai ser padrinho dos meus filhos.

— É o mínimo de respeito por mim, né? Pelo que tivemos — Fez olhos de cão abandonado. Em vão.

— Sinto muito , bonitão, mas essa questão é beeeem delicada. Prometo pensar.

— É… Quem sabe até lá já me torno o pai deles no lugar desse trouxa que saiu né?

— Vai sonhando, garanhão.

 

O resto do café conseguiram conviver com um pouco mais de calma e civilidade. Era bom para Diogo ter momentos mais civilizados com aquela que dividia o apartamento. Mesmo sendo sua ex, adorava sua companhia.

***

A tarde - após a tal faxina sabatina - arrumou-se para sair, dando mil e um motivos para Karina o acompanhar. Não era exatamente um cara de muitas amizades devido a sua peculiaridade, então procurava se divertir como podia. Tomou um banho, vestiu uma calça jeans azul escura, uma camiseta branca em conjunto com um casaco xadrez preto com vermelho e um tênis branco qualquer. Deu uma leve despojada no cabelo - Odiava quando Yves o enchia de gel.

Foi até a sala, tentando pela última vez convencer a ruiva e nada. Acabou por descer de elevador sozinho mesmo - Perguntava-se como o outro conseguia ter fôlego para descer escadas. Mal deu dois passos para fora quando uma garota negra o abordou.

 

— Até que enfim consigo falar contigo, viado!

— Oi? — Não compreendeu.

— Como foi a conversa ontem com o mala do teu irmão?

— Ei, ei, moça! ‘Peraí! Tá falando comigo?

— Sim, criatura. Tá vendo outro Yves por aqui?

— Yves? — Revirou os olhos — Eu sou o Diogo. Meu irmão não tá em casa. E como assim eu sou mala?

 

A garota ficou visivelmente constrangida. Ajeitou um de seus cachos, se virou e foi embora, deixando a pergunta no ar. O garoto a encarou sem entender nada. O que sua cara metade estava falando de si para o mundo? Sem pensar muito, correu atrás da moça e cutucou seu ombro.

 

— Ei! Não se deixa alguém falando sozinho sabia?

— Eu não tenho rigorosamente NADA pra falar contigo. Vim saber do teu irmão — Seguia seu caminho, sem sequer olhar para trás.

— O que o Yves inventou de mim hein?!

— Inventou? — Girou tão rápido que o garoto deu dois passos para trás — Ele quase apanhou por causa da tua piranhagem. Sabia?

— Que piranhagem?

— Não se faz de idiota. Tu sabe muito bem.

— Se eu tô te perguntando é porque não sei — Cruzou os braços.

— Pelo visto ele deixou passar né? Mas quer saber? Eu não deixo — Encarou fundo nos olhos castanhos dele — Aquela guria que tu saiu anteontem. O irmão dela ficou por um triz de mandar o Yves pra um hospital.

— Ué, por que ele faria isso?

— Porque tu transou com a irmã dele? — Falou, mostrando o óbvio.

— Porra… Só por isso?

— Só?! — Ficou pasma — Olha, só esquece que me viu, tudo bem?

 

A garota caminhou a passos largos para longe. Diogo a encarou sem entender nada do que acabara de acontecer. Primeiro fora xingado por uma menina, cuja existência lhe era desconhecida. Depois, descobriu que seu “irmão” quase apanhou por conta do irmão de uma garota com quem saíra. Um início de tarde, no mínimo, inconvencional. Pensou em seguir a moça para entender um pouco melhor o que ocorria, mas desistiu. Seria inútil. Se ela estava com tanta raiva de si, pensava, era bem provável que ele mesmo fosse acabar em um hospital. A única solução plausível que encontrou foi tomar seu rumo também. O dia ainda lhe reservava algumas emoções.

***

    Não existe coisa melhor do que poder dormir tranquilamente, sem ter compromissos, reuniões, visitas… O ato de fazer nada, na visão de Karina, era poético. As preocupações da vida cotidiana, o stress e a loucura diária são capazes de fazer com que uma pessoa fique a beira de um surto. Por isso, a ruiva valorizava cada momento de paz que podia ter. E não ter ninguém em casa - fosse Yves, fosse Diogo - ajudava muito em sua plenitude.

    Dormira pouco depois de quando o ex namorado saiu até 16h30min. Sono da tarde, em sua opinião, era o melhor tipo de sono que existia. Acordou com um barulho de campainha tocando desesperada. Bufou de raiva, louca para descobrir a cara do estafermo que resolvera lhe incomodar em pleno sábado. Levantou do sofá da sala, deu uma leve ajeitada no cabelo completamente bagunçado e foi atender a porta. A criatura que encontrou ali não lhe era nem um pouco familiar.

 

— Que foi? — Foi ríspida.

— Opa, foi mal. Eu acho que errei de apartamento. A senhorita sabe onde mora um guri… Como é o guri mesmo, Milena?

 

    Quando a tal fulana saiu de trás da muralha a sua frente, Karina pôde reconhecê-la. Tratava-se da garota que dormiu com Diogo, e que Yves expulsou na manhã seguinte. Não entendia o porquê daqueles dois seres estarem ali.

 

— Não precisa nem dizer. Só entra — Falou a ruiva.

— Mas a gente nem—

— Vieram pra falar com o Diogo né? Então. Senta aí que daqui um pouco ele chega.

— ‘Pera, eu te vi ontem antes de sair! — Milena se manifestou.

— É claro, meu anjo. Eu moro aqui — Respondeu, com uma cara de poucos amigos.

— Mas o que—

— Só entrem de uma vez— Desconversou.

 

    Os irmãos se entreolharam sem compreender nada. Um pouco tímidos e acanhados, deram alguns passos para dentro do apartamento onde a ruiva e “os dois amigos” moravam.  Ambos sentaram, lado a lado, no sofá mais espaçoso que ali ficava.

    O silêncio deixava tudo mais desconcertante. Karina também não fazia uma imensa questão de ser receptiva. Bem pelo contrário. Simplesmente foi até seu quarto, pegou um cobertor, retornou a sala, se enrolou nele, sentou no sofá e ligou a TV em um serviço de streaming. Os outros dois a acompanharam, ainda atordoados com tudo que acontecia.

 

— O…que tu é deles? — A menina questionou. Já que ia esperar, que pelo menos jogasse conversa fora.

— Dos guris? Do Diogo sou ex namorada e do Yves melhor amiga — Respondeu, abocanhando pipocas.

—  E… tu mora aqui?

—  Sim, né querida? Ou por um acaso tu achou que eu fosse faxineira desse chiqueiro? Aliás, nem dá pra falar porque a gente organizou tudo hoje.

— Mas.. Como eu não te vi-

—  Ai, caralho! De novo vamos entrar nesse mérito?! Cala boca que eu tô tentando ver filme!

 

    Minutos mais tarde, Diogo voltou da rua - e não voltou só. Ao seu lado, uma menina de cabelos castanhos e não muito alta atrelada na cintura do rapaz. O irmão de Milena, na mesma hora, fez uma expressão espantosa.

 

— Danielle? O que tu tá fazendo aqui?! — Exclamou, irado com a visão.

— Márcio?! — A baixinha exclamou.

 

    O clima de constrangimento ali era grande. A única que parecia se divertir com aquilo era, sem sombra de dúvidas, Karina. A ruiva encara Milena e Márcio de um lado e Diogo e Danielle do outro, controlando muito para não soltar longas gargalhadas na frente de todos. O recém chegado, espantado com tal conhecimento de todos os presentes, tentou se situar.

 

— Vocês se conhecem? — Questionou.

— Tu cala boca, seu bosta! — Ordenou o outro rapaz — Não basta pegar minha irmã, agora pega minha EX também?!

 

    A ruiva não se aguentou - começou a rir descompensada, tão alto que atraiu os olhares curiosos (e furiosos) dos demais).

 

— Tu não toma jeito, né Diogo? — Perguntou ela, ainda rindo como se não houvesse amanhã.

— Quer fazer a gentileza de me defender aqui?! —  Pediu o ex.

— Ué, não criou o problema? Agora resolve!

 

    O rapaz engoliu seco, enquanto era encarado pelos olhares dos demais. O do irmão de sua última ficante, principalmente, era de fazer qualquer um tremer de cima a baixo. Não por se tratar de uma pessoa muito forte, mas se fosse, seria apenas mais assustador do que já aparentava. Nunca na vida lhe passara pela cabeça que viveria uma situação tão esquisita.

 

— Olha, cara —  Começou — Eu não fazia ideia de que ela foi tua mina. Foi mal.

—  Foi mal? E quanto a minha irmã, cabeção?! Não conhece ela também?!

— Conheço. Conheço —  Confirmou, em desespero — Só não tô entendendo porque essa fúria.

—  Tu me expulsou daqui como se eu fosse uma cadela no cio que tu usou, brincou e depois jogou fora! —  Reclamou Milena.

—  EU fiz isso?! —  Tentava se justificar. Foi só então que lembrou de sua “cara metade” —  Tem certeza que não foi o Yves, o meu irmão?

— Mas como eu ia deitar com teu irmão sendo que cheguei contigo, seu idiota? Tá tentando me enrolar?!

— Ah… —  Coçou a nuca, tentando procurar uma resposta — A gente bebeu né? Vai ver tu entrou no quarto errado quando voltou de beber água.

— Beber água? Quando eu fui beber água, criatura?

—  Viu? Tava tão bêbada que nem lembra mais. Tá explicado tudo! — Confirmou.

 

    Enquanto a garota permanecia confusa, Danielle e Márcio não pareciam nada convencido de suas explicações. A garota estava de braços cruzados e seu ex também não estava muito mais amigável.

 

— E quanto a minha mina? Que desculpinha tu vai arranjar? —  Pressionou.

— Tua mina é meio questionável, né? —  Dani retrucou.

— Terminamos não tem uma semana. E nem foi término, foi dar um tempo. Mas se soubesse que era pra isso que tu queria tempo—  

— Aconteceu tá? Eu também não sabia que tava pegando resto da tua irmã.

—  EI! —  Diogo contestou — Resto da irmão o caralho! Dei uns pega na mina, só isso!

— SÓ ISSO?! —  Milena se intrometeu.

—  É hoje que tu apanha, Di —  Karina pôs lenha na fogueira. Seguia rindo.

—  Cala boca e me ajuda aqui.

—  Bom, por mim, foda-se —  A ex ficante da parte hétero da ambiguidade deu de ombros —  Não seria a primeira vez que essa criatura pega alguém que já foi meu.

— ‘Pera, que história é essa? —  Márcio não entendeu.

—  Ué, na última vez que vocês “terminaram”, ela foi pegar meu ex.

—  QUE PORRA É ESSA, DANIELLE?!

— Peguei mesmo. Ele ficava me cuidando na piscina. E outra, eu tava livre e desimpedida.

 

    Seu ex passou a mão pelo rosto, procurando se acalmar. Parecia que ia explodir a qualquer momento.

 

— Isso é um assunto particular — Parecia estar envergonhado — Vamos, gurias.

— Eu não vou a lugar nenhum! — Sua ex decretou —  Vim aqui acompanhar meu ficante. Querem dar licença?

— Vamos logo, Danielle —  Mandou.

— Já disse que não.

— Vamos!

— Ei! Se a mina quer ficar aqui, é bom tu deixar —  Diogo se intrometeu.

— Ou o quê? — Provocou.

— Ou eu chamo o síndico e mando todo mundo sair, porque aqui não é casa da mãe Joana —  Karina mandou — E se rolar quebra pau, jogo água fria em todo mundo.

 

    Márcio revirou os olhos, fazendo um gesto para que a irmã o acompanhasse. Seu olhar era de total reprovação e desprezo. Ambos foram embora, deixando apenas o trio junto. Desta vez, o outro não fez nenhuma ameaça - muito provavelmente por achar que não valia a pena sujar suas mãos. Será que ainda tornaria a fazê-lo?

    O ambíguo é que não poderia ter ficado mais feliz - e aliviado. Num gesto de carinho, foi abraçar Danielle, porém a mesma se esquivou. Sua atitude deixou a cabeça do rapaz confusa.

 

— Fiquei porque gostei do filme que tá passando —  Disse, mostrando desinteresse — Tu se importa de eu ver, moça?

— Claro que não. Chega aí —  Karina voltou a segurar o riso do fora que o ex levou —  Me chamo Karina.

— Danielle.

—  Sinto que vamos nos dar tri bem.

—  É, eu também —  Encarou Diogo, com um sorriso sacana nos lábios.

    

Aparentemente, sua noite de tesão tinha ido toda pro ralo. O jeito era usar suas mãos mesmo...

CONTINUA


Notas Finais


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