História Ambivalente - NCT - Capítulo 19


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Lucas, Personagens Originais, Taeyong, Ten
Tags Adultério, Comedia, Comedia Romantica, Drama, Hetero, Lucas, Nct, Taeyong, Ten
Visualizações 32
Palavras 4.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Ecchi, Ficção, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi G.G Eu queria dizer que esqueci de atualizar aqui depois de ter atualizado em todo canto kkkkk
Jurava q tinha postado, desculpem </3

Boa leitura <3

Capítulo 19 - De Volta à Realidade


Lucas

Eu mal podia esperar para que Ae Ra voltasse das férias (e olha que não tinha feito nem uma semana ainda).

E isso não tinha nada a ver com o fato de eu querer ela por perto. Bom isso também, mas o negócio é que depois que ela foi embora, Ha Ri e Mi Jin, outra enfermeira do turno noite, ficaram se revezando para cobrir suas férias. O problema é que Ha Ri estava na maioria das escalas e eu simplesmente não aguentava mais. 

E eu só tinha passado dois dias com ela. 

Eu sei que Ha Ri nunca foi com minha cara, mas nós nos respeitávamos na época que eu namorava a Ae Ra. Eu nunca tive nada contra ela, entretanto; eu não a odiava nem nada, mas também não caía de amores por ela porque convenhamos, ela consegue ser mais irritante que eu. Talvez mais do que dois de mim juntos. 

Talvez seja um karma.

O pior de tudo era ela me provocar por indiretas. 

Quando eu cheguei no hospital no primeiro dia, havia uma fofoca de que Ae Ra havia viajado, mas ninguém sabia para onde. Isso até Ha Ri chegar, é claro. Ela estava mais do que orgulhosa em falar que a melhor amiga dela resolveu ir passar uns dias na Tailândia.

E sorrir para mim, logo após falar isso para alguns membros da equipe.

Olhei para ela incrédulo para ela, mas não falei nada. 

Tentei ignorar ao máximo que pude o fato de saber agora onde exatamente Ae Ra estava e o pior, com quem ela estava. Eu sei que Ten deixou claro que não iria desistir dela e eu não o culpo por isso. No entanto, eu também não podia evitar ficar irritado. 

E com ciúmes. O que era a pior parte. 

Sempre que eu pensava nos dois juntos, eu revia a cena deles no clube ou a que presenciei no apartamento dele. 

Fiquei boa parte do dia apenas conversando com os pacientes, para evitar ouvir as fofocas dos membros da equipe no posto de enfermagem, mas eventualmente eu não tinha como não ouvir.

Ae Ra virou o assunto principal daqueles dois dias. E porquê? Bem, as equipes eram rotatórias, sempre havia pessoas diferentes por turno ou plantão, com exceção de nós, que estávamos escalados para o dia inteiro. 

Eu tinha acabado de voltar do almoço e não havia muito movimento na clínica. A equipe tinha acabado de ser trocada e Ha Ri já estava passando o plantão para HyeMi. Sentei na cadeira de Kwon e abri o kakaotalk para responder algumas mensagens, quando HyeMi perguntou sobre a tal viajem para a Tailândia.

— Você viu o que ela acabou de postar no Instagram? — ela perguntou a Ha Ri e mostrou o celular. — Quem é esse, hein?

Vi Ha Ri sorrir de canto, antes de dizer em alto e bom tom:

— Esse é o boy dela. Maravilhoso, né? — ela riu.

— Ele é tailandês? — Hyemi quis saber. — Por que eu não sei nada sobre ele?

— Você sabe como a Ae Ra é reservada, Hye. Acho que ela não queria espalhar nenhum rumor. Mas a verdade é que eles se conhecem há dois anos. O nome dele é Ten Lee, ele é o CEO de um conglomerado de empresas de vários ramos. Já ouviu falar da Sara Enterprises? 

Hyemi abriu a boca, chocada.

"Claro que conhecia", pensei, revirando os olhos.

— Onde esse cara estava escondido? E como diabos ele é solteiro e tão jovem?!

— Faz apenas três anos desde que Ten assumiu a presidência, na verdade ele era vice e depois subiu de cargo, algo assim. São negócios da família.

— E como Ae Ra o conheceu?!

— Ah, foi na universidade. Em um evento. A Sara era uma das empresas patrocinadoras e Ten tinha ido como representante, já que estava na Coreia. Como era um evento internacional, haviam várias pessoas como ele lá. Ae Ra estava na organização e foi apresentada a ele, assim como os outros. Eventualmente, eles acabaram conversando durante o intervalo entre as palestras e... Fugiram para o laboratório onde ela trabalhava. 

— Eles o quê? Como assim ele fugiram?

— Bem, segundo eles, Netflix pareceu bem mais interessante que as palestras. Foi aí que eles se tornaram amigos.

— Só amigos é? — HyeMi perguntou, maliciosa.

— "Amigos" — Ha Ri disse, fazendo sinal de aspas e elas riram juntas.

— Então, quer dizer que eles estão sérios agora?

— Hmm... Isso acho que vamos descobrir só quando ela voltar. Mas a torcida é forte.

— Você conhece ele?

— Ah, sim. Ten é um amigo, temos a mesma idade e acredite, ele é alguém mais simples e fácil de lidar do que aparenta. Se bem que nessas fotos que Ae Ra publicou, isso fica bastante claro.

Agradeci mentalmente quando aquele dia chegou ao fim e eu pude, finalmente, ir para casa. Os pensamentos irritantes me acompanharam, é claro e quando eu fui para a cama, em determinado momento e sem que eu percebesse, meu dedo foi automaticamente no ícone do Instagram e quando o abri, estava lá. 

O primeiro post da minha timeline. Exatamente cinco fotos. A primeira ela estava sozinha em alguma espécie de templo budista. A segunda era segurando um sorvete de rolinhos, a terceira Ten beijava seu rosto e as duas últimas eles estavam em algum clube. 

Eu havia seguido Ae Ra há algumas semanas e ela havia aceitado minha solicitação, por incrível que pareça. 

Mas comecei a me arrepender dessa decisão. Eu não sabia o que era pior, ver os dois agindo como um casal ao vivo, ou em fotografia.

De alguma forma, as fotos tornavam tudo pior, simplesmente por ser como gravações de momentos vividos.

Me perguntei se Ten teria publicado algo também e, curioso, acessei seu perfil.

Claro que Ten não iria publicar momentos pessoais como Ae Ra tinha feito, afinal ele era uma pessoa pública. E como tal, havia uma imagem elegante dos dois no que parecia a entrada de algum evento. 

Ele vestia um smoking e Ae Ra um vestido branco longo, sexy e sofisticado. Não dava para ver bem o rosto dela, pois eles estavam de frente um para o outro e o perfil de Ten meio que a escondia. Os dois sorriam com cumplicidade, olhando um para o outro. 

Pareciam um daqueles casais de filmes. Baixei minha visão para a legenda e só havia uma palavra: darling.
Revirei os olhos, com tédio. Eu podia ser péssimos com apelidos carinhosos, mas Ten se superava.

Fiz uma careta e saí do instagram. 

Involuntariamente, lembrei outra vez da época que era eu no lugar dele. Quando as publicações do instagram de Ae Ra eram comigo, na maioria das vezes. Claro que não havia mais nenhuma publicação do tipo, nem mesmo fotos em grupo. Ela provavelmente teria apagado todas as fotos que tinha de nós juntos.

Felizmente, ou infelizmente, eu as mantive enterradas em uma conta de email que eu costumava usar para salvar arquivos. 
E como se não bastasse ver as fotos de Ae Ra com Ten e sentir ciúmes disso, claro que eu acessei esse email e desenterrei todas as nossas fotos da época da faculdade.

Definitivamente, a pior decisão do dia, porque só me fazia relembrar tudo.

Conheci Ae Ra cinco anos atrás. Era uma aula de Patologia e dormir parecia mais interessante, considerando que o professor era um babaca que só fingia dar aula, ainda mais com uma disciplina que nem era dele.

Eu estava prestes a dormir quando alguém bateu na porta da sala de aula e o professor pediu para que entrasse. E lá estava ela. Em uma camisa super larga que mais parecia um vestido, short jeans e tênis. O cabelo era longo, diferente de agora, e estava preso em um rabo de cavalo alto. Nada incomum, mas de alguma forma ela me chamou atenção. Se apresentou e nos disse que seria nossa nova monitora. 

Acho que todos ficaram de certa forma curiosos, considerando que aquela disciplina não era comum ter monitores e assim metade da turma compareceu na primeira monitoria que, diga-se de passagem, foi um fracasso.

Mas eu não a culpava. Na ocasião, Ae Ra havia preparado um material cheio de anotações para que nos ajudasse a estudar, mas nós ainda não tínhamos visto o assunto e o que já tínhamos era algo que ela não viu, já que na época em que cursou a disciplina, o professor titular ainda estava presente. 

Ela ficou desconcertada quando alguém perguntou algo e ela não lembrava, mas prometeu pesquisar em casa para tirar a dúvida da pessoa em questão. Eu fiquei só observando, sentado no fundo.

A segunda monitoria já foi melhor. Ae Ra trouxe novamente seu material, assim como sanou a dúvida que prometeu e tirou outras mais. O material que o professor disponibilizou, no entanto, era um desastre que ninguém além dele entendia.

Ae Ra inclusive chegou a comentar que estávamos aprendendo coisas totalmente inúteis para nossa profissão e que o outro professor tinha uma didática melhor (de fato, todos nós já sabíamos que qualquer um teria uma didática melhor que o psycho que nos ensinava).

Haviam umas sete pessoas naquele dia e todos nós acabamos fazendo cópias das anotações dela, que por sinal haviam sido muito úteis. Ae Ra nos disponibilizou seus horários livres e concordamos em marcar monitoria com ela quando fosse preciso. 

No entanto, ninguém fez isso. O pessoal costumava tirar dúvidas pelo kakaotalk com ela e só. E eu era um deles.

De repente, eu tinha um monte de dúvidas para tirar e devo dizer que Ae Ra tinha método didático bastante peculiar de explicar determinados processos patológicos. Chegava a ser cômico, mas o que valia é que no fim, nós conseguíamos entender o assunto.

Em uma dessas ocasiões, acabei aproveitando a oportunidade para conversar com ela e semanas depois, marquei uma monitoria para que ela pudesse me explicar algumas coisas referentes ao meu seminário. 
Foi nesse dia que a chamei para sair, pela primeira vez.
 

Cinco anos atrás...

— Você entendeu agora, Lucas? É bem simples, não é? — fiz que sim com a cabeça. 

— Ae Ra... Posso te perguntar uma coisa? Dessa vez, não tem nada a ver com a disciplina.

— Tudo bem. Vá em frente.

— Será que você estaria livre nesse final de semana? 

— Ahn... Por quê? 

— Você está livre ou não? — ela riu. — Ae Ra, eu estou falando sério — eu disse, mas sorri.

— Sim, estou. Por quê?

— Você... Quer ir a algum lugar comigo?

— Ahn... Depende. Onde você quer ir?

— O que acha da Lotte World ou cinema...? Sei lá — esfreguei o pescoço, olhando para baixo.

— Parece bom para mim. Mas... Isso é um encontro? — ela quis saber. Levantei a cabeça rápido e a encarei, pensando no que responder. Eu deveria ser direto? 

Acho que era bom deixar minhas intenções explícitas. Algo me dizia que Ae Ra não era o tipo que gosta de ser pega de surpresa. Mordi meu lábio inferior e assenti, enquanto tentava conter um sorriso.
Eu estava mais nervoso do que pensei que estaria. Mas felizmente, ela disse que sim.

— Lucas — ela me chamou, quando eu estava saindo do laboratório. Virei para trás e a vi brincar nervosamente com os dedos.

— Sim?

— Achei que seria bom você saber que... Esse é meu primeiro encontro. Então... Não quero que crie expectativas, tudo bem? Eu só sei teoricamente como esses passeios funcionam.

Sem chance. Como isso era possível? Ela era mais velha que eu, veterana, bonita e inteligente. Como ninguém havia a chamado para sair? Foi a primeira coisa que pensei desde o primeiro momento que a vi! 

Mantive uma expressão neutra.

— Tudo bem — sorri. — Acho que você vai gostar. 

Ela sorriu sem jeito e assentiu com cabeça. 

— Até amanhã, então, Lucas.


***

 

Eu quis deixar aquele encontro o mais legal possível para Ae Ra depois que soube que era o seu primeiro. No entanto, não havia muito o que fazer. Éramos duas pessoas se divertindo juntas em um parque de diversões, comendo, bebendo e conversando.

No início, foi estranho. Nós dois estávamos envergonhados e tímidos perto um do outro, mas eu usei toda a minha cara de pau para deixá-la confortável e fiquei fazendo piadinhas o tempo inteiro. Fomos a uma barraca de jogos de tiro e eu consegui ganhar uma pelúcia para ela, que escolheu um cachorrinho branco com uma mancha no olho.

Descobri que ela, assim como eu, gostava de brinquedos radicais, o que foi ótimo já que pudemos aproveitar vários brinquedos. Tínhamos acabado de tomar um sorvete de casquinha quando encontramos uma cabine de fotos.

— Vamos lá — apontei para a cabine e a puxei pela mão.

Selecionamos doze fotos e entramos. A cada três segundos, uma foto era batida. Fizemos várias caras e bocas em pelo menos a metade delas.

A outra metade foi quando tivemos o nosso primeiro beijo.

Ae Ra colocou um dedo na minha bochecha e sorriu para a câmera. Eu toquei sua mão no meu rosto e a abaixei lentamente. Ela então me encarou e parou de sorrir.

— Eu quero muito te beijar agora... — murmurei.

— Três, dois... — a voz soou outra vez na máquina.

— Posso não ser boa nisso... — mordeu o lábio, nervosa.

— Três, dois...

— Eu duvido muito — e me inclinei para beijá-la. Ela ficou rígida por um instante, mas depois relaxou e pôs uma das mãos em meu rosto.

— Três, dois...

— Ae Ra, você quer... — tentei perguntar, mas dessa vez foi ela que me beijou.

— Três, dois... — me afastei novamente.

— Você quer namorar comigo?

Ela ficou em silêncio por alguns segundos.

— Três, dois, um...

— Acho que sim — respondeu e nós dois sorrimos.

— Três, dois... — a beijei novamente. — A suas fotos estão prontas. Sinta-se livre para pegar as canetas e enfeitá-las como quiser.

Me afastei dela e encostei nossas testas.

— Hora de enfeitar, namorada — eu disse e ela corou. 

Pegamos uma canetinha e fomos enfeitando foto por foto. Quando chegou nas seis últimas, percebi que eram uma sequência de momentos. Quando eu disse que queria beijá-la, quando ela disse que podia não ser boa nisso, quando a beijei... Quando a pedi em namoro...

E quando ela aceitou. Então tudo o que fiz foi encher as fotos com as frases que falamos.

Ae Ra apenas observou e eu imprimi duas cópias de cada foto, para que nós dois pudéssemos guardá-las. 

No início do nosso relacionamento foi tudo simples. Passamos semanas nos conhecendo, nos aproximando e nos encontrando sempre que havia tempo livre. Aos poucos, fomos aprendendo que nem tudo eram flores e que embora discutíssemos algumas vezes, sabíamos que era algo necessário. Fomos nos fortalecendo aos poucos, construindo uma relação de confiança cada vez maior.

Ae Ra era bastante insegura quanto a relacionamentos, mesmo eu fazendo de tudo para deixá-la confortável no nosso. Mas era algo mais complexo, talvez porque fosse o seu primeiro e ela tinha medo. 

Nos primeiros seis meses, houve várias vezes em que ela quis terminar comigo, mas eu não deixei que acontecesse. Eu sabia que era insegurança, sabia também que era por causa da nossa diferença de idade, mas para mim isso era algo completamente irrelevante. Eu não iria deixá-la ir por algo tão simples.

Eu fui apresentado aos seus amigos duas semanas depois de começarmos a namorar. Claro que eu já conhecia Ha Ri do campus, ela e Ae Ra eram da mesma turma, mas nunca tínhamos sido oficialmente apresentados.

E quando fomos, é claro que ela não perdeu a oportunidade de me ameaçar um pouquinho. 

— Se você fizer algo que magoe a minha amiga, eu quebro a sua cara — ela disse, só para eu ouvir, quando nos cumprimentamos com um abraço.

Ha Ri sendo Ha Ri.

Mas da mesma forma que ela não foi muito com a minha cara, eu também não fui com a de Taeyong. Tanto ele como Mi So eram de departamentos diferentes e a universidade era enorme. Inclusive havia dias em que não os víamos.

De qualquer modo, eu confesso que senti um pouco de ciúmes de Taeyong. Achei que fosse algo passageiro, mas permaneceu por todo o tempo em que Ae Ra e eu namoramos. Em uma discussão, quando estávamos com pouco mais de dois meses de namoro, eu deixei escapar. Foi quando Ae Ra me disse que nunca iria se afastar dele, só porque eu não gostava do cara.

E o pior é que eu sabia que ela estava certa. Se fosse eu no lugar, eu também iria querer liberdade para ser amigo de quem eu quisesse. Então, tive de engolir o Taeyong querendo ou não.

E aos poucos, mesmo com o ciúmes, eu fui me acostumando aos poucos.


***

 

A primeira vez que encontrei a sua família foi realmente desconfortável.

Vamos dizer que Ae Ra não tinha um pai, mas a mãe dela tinha três irmãos mais novos que eram praticamente isso.

O humor deles variava. O mais velho era bem mais duro, o do meio ficava em uma linha intermediária e o mais novo, que era só onze anos mais velho que Ae Ra, era mais tranquilo e brincalhão. 

Consegui conquistá-lo primeiro. E com o tempo, até tirávamos brincadeiras um com o outro. Já os outros dois, eles mantinham uma linha mais estrita, assim como o irmão mais novo de Ae Ra, que era só dois anos mais novo que eu. Ele não falava muito, mas era o jeito dele.

Já a mãe dela, pareceu muito feliz em me conhecer, o que me consolou um pouco.

Quando foi a vez de Ae Ra conhecer a minha família, não foi muito diferente. Minha mãe a adorou e meu irmão também. Meu pai, ocupado demais com o trabalho, não tinha muito tempo para conversa, mas foi bastante cordial com ela todas as vezes em que tiveram oportunidade de conversar.

Foram várias primeiras vezes não só dela, mas minhas também. Afinal, eu nunca tinha estado em nenhum relacionamento sério antes dela. Claro que algumas primeiras vezes, eu já tinha tido, se é que me entendem. Mas nunca encontrei ninguém que me fizesse querer ter algo mais. 

Até conhecê-la.

O semestre estava na metade quando começamos a namorar. E desde a primeira vez que a vi, me senti atraído e curioso a seu respeito. Eu não sabia porque, mas era assim que era.

Confesso que o momento em que a pedi em namoro não foi planejado. Aconteceu por impulso, mas quando as palavras saíram da minha boca, eu não poderia ter mais certeza de que era aquilo que eu queria.

E quando ela disse sim, eu me senti o cara mais sortudo do mundo.

Embora, a princípio eu não tivesse me confessado propriamente, eu tentei deixar tudo claro posteriormente. 

De fato, deixei Ae Ra saber que eu havia começado a gostar dela há algum tempo, mas eu não via muitas oportunidades para chamá-la para sair, até porque... Eu morria de medo de levar um fora. Ela era mais velha, mais experiente em diversos aspectos.

Que chances eu tinha?

Mas no dia que a chamei para sair... Não sei se onde veio a coragem, confesso. Mas talvez eu apenas tenha ficado confortável com ela, ainda mais quando estávamos sozinhos no laboratório.

Voltando às primeiras vezes...

Claro que eu não poderia de deixar de falar da primeira vez em que dormimos juntos e tivemos nossa "primeira vez".

Dessa vez, no sentido sexual da coisa. 

Ae Ra dividia um dormitório com Ha Ri na universidade, enquanto que eu morava sozinho em um apartamento próximo do campus.

E foi lá que tudo aconteceu. Depois de quase quatro meses de namoro, foi quando Ae Ra disse que finalmente estava pronta.

Estávamos assistindo zootopia no meu quarto e eu não percebi que estava chorando até Ae Ra começar a rir da minha cara.

— Eu não acredito que você tá chorando por causa desse filme, Lucas! 

— O quê? É triste quando o Nick e a Jude se separam.

— Você é um bebezão — jogou um travesseiro em mim.

— Ah, é? Quem é você pra me julgar? — rebati. — Eu sei que você chora assistindo Bambi! — joguei o travesseiro se volta.

— O que é totalmente justificável, o contrário de Zootopia. Se você não fosse tão alto, Lucas, eu diria que você tinha treze anos de idade — ela riu e se deitou novamente.

— E você é uma nanica. Eu quase sempre tenho que me abaixar pra poder beijar você.

— Nem vem, eu tenho um tamanho mediano. Você que é grande demais.

— É, felizmente eu não preciso fazer isso agora já que você tá aqui deitadinha perto de mim — murmurei, me aproximando e a beijando no pescoço. Ae Ra se arrepiou e riu, pois ela tinha cócegas ali.

— Você é um idiota — sorriu e me beijou.

E bem, uma coisa levou a outra e aquela sessão de amassos na minha cama ficou mais séria do que planejávamos.
Ae Ra colocou as mãos por baixo da minha camisa e arranhou meu tronco de leve com as unhas. 

Foi quando me afastei dela.

— Acho melhor a gente parar por aqui — falei. — Antes que seja tarde demais. 

No entanto, em vez de concordar como das outras vezes, o que Ae Ra disse me surpreendeu.

— E se eu quiser dessa vez? Que se torne tarde demais... Como você sempre fala — murmurou baixo, tímida.

— O que quer dizer exatamente? — perguntei. Não porque eu não tinha entendido, mas porque eu queria que ela confirmasse.

— Acho que já estou pronta, Lucas. Eu quero fazer isso... Com você — mordeu o lábio.

— Tem certeza? — ela assentiu. 

— Ok..! Tudo bem, então... Eu acho que devemos... — ela me puxou pela camisa e me beijou.

— Fazer mais e falar menos — ela deu um risinho. 

— Prometo ser gentil — murmurei, antes de beijá-la novamente.

Aos poucos, as peças de roupas forma desaparecendo dos nossos corpos e Ae Ra e eu fizemos amor pela primeira vez. 

Tentei ser o mais gentil e cuidadoso com ela, para que sentisse o mínimo de dor possível.

— Eu vou devagar, tudo bem? — ela assentiu. — Tente relaxar e se doer muito você me avisa que eu paro, tá?

— Lucas.

— O que foi? 

— Me beija. Isso me faz relaxar, então talvez... — ela não precisou nem terminar de falar. Tomei seus lábios outra vez, enquanto me posicionava sobre ela. Levantei uma de sua pernas para que houvesse mais mobilidade e aos poucos fui deslizando para seu interior.

— Droga, Ae Ra. Você está tão pronta.

Ae Ra gemeu de dor por um instante e apertou meus ombros. Parei imediatamente. 

— Não... Tá tudo bem. Continua.

— Tem certeza?

— Tenho, Lucas. Acaba logo com isso de uma vez — pediu.

Quando eu terminei de adentrá-la, deixei que se acostumasse um pouco comigo antes de voltar a me mover. 

Depois de um tempo, ela deu sinal verde e fui me movimentando devagarinho, enquanto tornei a beijá-la. Ae Ra foi relaxando aos poucos até finalmente a sua dor ser substituída pelo prazer daquele ato.

— Mais rápido, Lucas — ela pediu e eu quase ri, pois eu estava me controlando o tempo inteiro para fazer aquele ritmo lento.
Ae Ra abraçou minha cintura com suas pernas e pôs os braços ao redor do meu pescoço, nos mantendo bem próximos. 

— Lucas, eu... Ahn… — ela gemeu e mordeu os lábios. 

— Eu sei, amor. Também estou perto — falei em seu ouvido e senti ela me apertar mais entre seus braços.

Acelerei os movimentos mais uma vez e permaneço naquele novo ritmo até atingirmos o ápice juntos.

Deixei meu corpo cair sobre o seu por alguns minutos, enquanto recuperávamos o fôlego. 

— Você está bem? — perguntei, depois de voltar do banheiro e me livrar do preservativo.

— Sim... E antes que você pergunte, foi melhor do que eu achei que seria. 

— Por quê? Você não esperava que fosse bom?

— Não na primeira vez — ela admitiu. — Mas você provou o contrário — ela disse e riu, puxando o lençol até esconder o sorriso. —

Além do mais, você deve ter visto todas as minhas estrias, essa parte não é nada legal.

Foi minha vez de rir.

— Se serve de consolo, eu amo o seu corpo e acho ele perfeito mesmo com essas imperfeições que você odeia. É algo normal, não é? Você não deveria ficar chateada com isso, amor. E sinceramente, homens nem ligam para isso, se quer saber.

Ela revirou os olhos.

— Tudo bem, então. Eu acho. De qualquer forma, obrigada por hoje, por ser gentil — ela sorriu. 

— De nada, amor. 

Eu deveria estar sorrindo que nem bobo também. Provavelmente.

E isso acontecia bastante desde que havíamos começado a namorar, então eu não me importava.

Me deitei na cama ao seu lado e passei um braço ao seu redor, aproximando-a de mim. Selei nossos lábios por um instante e depois me afastei. Observei seu rosto por alguns segundos, seus olhos, nariz e boca; sua bochechas coradas. O cabelo longo estava uma bagunça, mas ainda assim ela permanecia linda.

E eu a tinha para mim. E eu não poderia me sentir mais grato.

— Eu amo você — eu disse, olhando em seus olhos.

— E eu amo você, Yukhei — ela respondeu.

E foi assim que também pela primeira vez dissemos as famosas três palavrinhas um para o outro.


Notas Finais


Hoje o POV foi todo do Lucas hahaha Comentem aqui o que acharam ♥ Até semana q vem xxAlly

Link da playlist do spotify: https://open.spotify.com/playlist/7KGdOreLLVJMQDVoU3iYjQ


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