História Amélia - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Tags Amelia, Drama, Romance, Superação
Visualizações 8
Palavras 2.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - Capitulo 22


O homem parado do outro lado da minha porta, não era nada parecido com o que eu amei a tantos anos atrás. O cabelo loiro que antes era na altura do ombro, agora estava cortado curto com um leve topete que pendia para um lado, os olhos azuis que antes eram cheios de promessas de noites de aventuras, agora estavam apagados e vazios e o rosto... o rosto tão lindo, que eu ficava contemplando todas as noites, com o nariz levemente torto, mas que dava um charme a mais, o queixo quadrado e sua característica barba por fazer, já não demostravam aquela alegria natural. Tudo estava mais escuro, mais...fúnebre. Eu não sinto nada além de pena de Alex, por tudo que passamos, todas as noites que rimos tanto que choramos, as aventuras de adolescente que tivemos, tudo isso veio a mim como uma enxurrada de lembranças, e o principal: Jonah. O nosso maior presente. Um anjinho que veio para alegrar meu mundo. Alex pode ter me feito muitos danos, mas eu sempre serei agradecida a ele por me dar a oportunidade de experimentar o amor incondicional que mamãe sempre me falava. Foi algo tão lindo, amei, chorei, fiquei noites sem sono, me diverti com meu filho, e quando ele morreu, senti que uma parte de mim foi junto com ele. Depois de anos de terapia, finalmente entendi que Jonah veio para fazer uma mudança na minha vida, essa era sua missão: me transformar. Me fazer ser uma pessoa melhor, alguém que dá valor a vida, independente do que passe.

Os três ficamos parados como estatuas sem saber o que fazer até que Alex percebe a situação incomoda em que nos meteu e decide finalmente dizer alguma palavra.

-Amélia, desculpa aparecer assim sem avisar... e-eu preciso muito conversar com você, - ele olha de mim para Cris – a sós.

-Olha Alex, eu entendo que você se sente culpado pelo acidente de Pat e Joe, mas se você quer pedir desculpas, tem que ser a eles...

-Não, Amélia. Eu quero conversar com você sobre... outra coisa.

Cris aperta tão forte minha mão, que por um momento penso que acabarei com ela engessada. Me mexo desconfortável, e ele libera meus dedos percebendo o que estava fazendo.

-Se não é sobre os meninos, é sobre o que então?

Pergunto desconfiada, Alex sempre foi um ótimo ator. Mas hoje seu rosto carrega algo diferente.

-Sobre Jonah.

Eu fico petrificada. Alex nunca quis saber do filho, fugiu no mesmo dia em que soube que seria pai, e dias antes do acidente, começou com a história da guarda compartilhada. Agora ele aparece do nada, causa outro acidente e resolve que quer conversar sobre Jonah? Eu não entendo nada. Não consigo responder a isso, é muita coisa para minha cabeça.

-Olha amigo, agora estávamos de saída, então se você quiser conversar com minha namorada, vai ter que ser em outro momento, ok?

Viro minha cabeça para Cris tão rápido, que chego a sentir uma leve tontura, meus olhos estão tão arregalados, que é um milagre que não tenham saído das orbitas. Ele acaba de dizer a Alex que é meu namorado?

-Me desculpa, eu realmente não quero causar confusão, só não imaginei que...

-Que Amélia teria seguido em frente? Que teria refeito sua vida?

Olho de um para outro como um gatinho impressionado em uma partida de tênis e sinto um clima de rispidez no ar.

-Olha cara, eu não te conheço, não faço ideia de quem você é, mas você deve saber quem eu sou, eu e Amélia tivemos um filho juntos, e contra isso você não pode fazer nada.

-Você pode até ter tido um filho com ela, mas a abandonou no mesmo segundo em que soube que seria pai, então não venha querer me enganar que eu lido com pessoas piores que você.

-Mas quem diabos você pensa que é? Seu...

-JÁ CHEGA! – Grito saindo do torpor. – Vocês dois parecem crianças! Jesus! Alex, se quiser falar comigo, me ligue e conversamos em um restaurante ou até em uma praça se você quiser, mas por favor, não venha até minha casa sem me avisar. Na verdade, simplesmente não venha até minha casa. E Cris... depois conversamos.

Os dois homens olham para mim estupefatos. Em algum momento, Cris voltou a segurar minha mão, e percebo que Alex está com a vista dirigida para nossas mãos unidas.

-Tudo bem Amélia, vou te ligar então... desculpa pelo transtorno.

Alex finalmente se afasta da porta e entra no seu carro, um modelo diferente do que ele tinha, o outro deve ter virado uma sanfona com a batida. Alex veio de uma família rica, não me impressionaria saber que sua mãe lhe comprou outro carro quando soube do acidente.

Quando o carro vermelho desaparece da nossa vista, me viro para Cris e sua expressão me faz rir.

Sua testa está tão enrugada que ele parece um senhor de oitenta anos. Sua boca franzida em um bico e seus olhos perdidos mirando na porta aberta, agora vazia.

-Você pode me dizer o que foi tudo isso? – Pergunto e ele me responde ainda olhando para frente.

-Como esse idiota tem a coragem de vir até a sua casa?

-Eu acho que isso você deveria ter perguntado a ele, na disputa de mijadas para ver quem ficava comigo não acha?

-Eu não estou com humor para brincadeiras, Amélia. E e-eu não quero que você converse com ele... não quero que o veja, eu...

-Você sabe que não pode me proibir de me encontrar com quem eu quiser, não sabe?

-Eu sei, Amélia. Mas isso não me impede de me corroer de ciúmes.

O olho fixamente, sem palavras. E aí quando vejo atentamente o seu olhar o entendo perfeitamente. Ele está com medo. Medo de que eu converse com Alex e acabe voltando para ele, por que ele sabe que tivemos uma história juntos. Tivemos um filho juntos, por Deus. Mas o que Cris não sabe, é que eu o amo tanto que me falta o ar.

-Cris, olha para mim por favor. – Coloco as duas mãos, uma de cada lado das suas bochechas, e viro seu rosto delicadamente na minha direção. – Você é o único que eu quero agora, se o Alex quiser conversar comigo, eu irei, porque eu preciso fechar esse ciclo. Mas não se preocupe, eu acordo pensando em você, e vou dormir pensando em você. E-eu... –quase digo as famosas três palavras, mas sou salva pelo gongo, ou melhor pelo toque de um celular. Parece ser o de Cris.

-Acho que seu celular está tocando... – assinalo o obvio.

-Deixa tocar. –Ele me olha sério. Múltiplas sensações passando pela sua íris caramelo.

-Atende, pode ser alguma coisa importante, você sabe...

Ele finalmente cede e atende o bendito celular.

-Diga? – Ele nem sequer diz “alô”, esse homem esbanja autoridade e confesso que isso me excita um pouco. –Sim, Martha eu sei... – Ele vai até o outro cômodo e eu me mordo de curiosidade.

Quero saber o que aquela vaca quer com Cris em pleno sábado, mas não quero forçar a barra, acabei de dizer a ele que ele não pode me proibir de encontrar com quem eu quiser e o sentimento deve ser reciproco. Mas isso não me tira essa sensação de que ela quer sabotar nossa relação. Pelo visto nosso sábado não vai ser tão divertido como havíamos planejado. Primeiro Alex e agora Martha. Quando eu vou poder sair tranquila com meu namorado? Que droga!

Depois de quase vinte minutos conversando com a vaca loira, Cris finalmente volta para a sala com o rosto tão fechado como quando estava discutindo com Alex.

-Desculpa pela demora, meu anjo. –Quando ele me chama assim quase esqueço do porquê da demora. –Era a Martha...

-Percebi. –O interrompo fazendo uma ceninha de ciúmes sem querer.

-Então, ela ligou para avisar que a audiência foi adiantada para segunda.

-Nossa, ela levou vinte minutos para dizer só isso? –Eu sei, agora estou parecendo uma daquelas namoradas adolescentes e ciumentas.

-Não. –Ele me abraça, em uma vã tentativa de me fazer mudar de humor. –Mas o resto não vem ao caso. Agora vamos a passear ou nada?

Ele beija minha testa, mas eu sei que ele está preocupado com algo. Posso sentir seu nervosismo. Como não quero que ele fique ainda mais nervoso, decido não continuar perguntando. Pego minha carteira e chaves, e o puxo até a saída.

 

******

O parque está exatamente da mesma maneira que me lembro: a roda gigante com as cadeiras abertas, com somente uma barra como proteção, o posto de tiro ao alvo, os carrinhos de bate-bate, o vendedor de algodão doce... tudo aquilo me trouxe imagens de Jonah correndo para todo lado sem saber qual brinquedo subir primeiro. Ele nunca teve medo de nada, sempre foi tão corajoso, tão... Jonah. Sinto uma umidade descer pela minha bochecha e percebo que uma lagrima solitária acabou escapando.

-Está tudo bem meu amor? – Cris me olha preocupado.

-Sim... só... eu costumava vir com Jonah aqui. –Recebo um olhar de compreensão e de reverencia. Ele me abraça e sinto seu delicioso perfume amadeirado. –Bom, chega de tristeza, nós viemos para nos divertir, não é mesmo? Vem, vamos primeiro na roda gigante.

O puxo pelo braço mas sinto um solavanco e vejo que Cris está parado como uma pedra, não se moveu um centímetro sequer.

-O que foi? Não vai me dizer que tem medo de altura?

Vejo seu olhar de desespero e finalmente a ficha cai. Cris tem medo de altura!

-Oh por Deus! Cristopher Swansen com medo de altura! Essa é a coisa mais contraditória que já vi. –Uma risadinha acaba escapando enquanto assinalo novamente o obvio. –Oh meu amor, não vai acontecer nada vamos! –O puxo novamente pelo braço, mas como antes ele não se move. E continua sério.

-Eu... não posso Amélia. Serio.

-M-mas como você viajou até aqui? Como subiu no avi...espera. Você não veio de avião, ne?

-Vim de carro.

-Mas são quase três dias de viajem!

-Você não entenderia. Eu simplesmente não posso.

Nisso ele se vira e começa a ir a outro lado. Agora quem fica parada igual uma pedra sou eu. Quando percebo que ele está chegando longe finalmente volto a si e corro para alcança-lo.

-Tudo bem, não precisa ir na roda gigante. Vamos até o carrinho de bate-bate então.

-Tudo bem.

Beijo sua bochecha e pagamos as entradas. Eu vou em um carrinho azul e ele em um vermelho. Batemos em todo mundo, mas eu miro nele e vice-versa. Rimos tanto que minha barriga chega a doer, como se tivesse corrido uns oito quilômetros.

Ficamos bastante tempo no parque, comemos comida rápida, algodão doce, tentamos a sorte na barraca de tiro ao alvo e descubro que Cris tem uma péssima pontaria.

-Se você fosse caçador, morreria de fome. –Dou ursinho branco em forma de gatinha que acabei de ganhar a ele em meio a risadas.

-Ha-Ha! Engraçadinha. Eu só errei porque você me distraiu. –Ele pega o bichinho e o coloca debaixo do braço e rodeia meu corpo com o outro.

-Agora eu tenho a culpa de sua mira horrível?

Ele não diz nada. E de repente sou puxada para o lado e Cris está em quase em cima de mim, como se quisesse me esconder.

-Mas o que... –Ele tampa minha boca com sua mão livre e com a outra ainda segurando o ursinho de pelúcia, sinaliza para que eu não diga nada.

-Acabo de ver o Rafael andando a alguns passos na nossa frente. –Ele sussurra tirando lentamente a mão da minha boca.

Olho ao redor e vejo que estamos na parte de trás de uma barraca, qualquer um que passasse perto, pensaria que somos dois apaixonados querendo um pouco de privacidade. Pena que a realidade é totalmente diferente.

-Droga! Tem certeza que era ele? –Também sussurro.

-Sim, reconheceria aquele idiota em qualquer lugar. Não gosto dele.

-Cris! Você nem o conhece direito.

-Ainda assim não gosto dele. Minha intuição nunca falha.

Ficamos escondidos por pelo menos meia hora, aproveitamos para dar alguns beijos quando alguém passava, para evitar que nos reconheçam e depois do que pareceu ser um tempo prudente, saímos do nosso esconderijo.

Combinamos de sair e ir direto ao carro de Cris. Se chegasse algum comentário de que estávamos juntos no parque, iriamos negar tudo veementemente. 

Cris dirige tranquilamente pela rodovia e depois de quase uma hora estacionamos em frente à minha casa.

Entramos silenciosamente na casa escura e o primeiro que faço é acender as luzes, não quero nenhum vaso quebrado.

Subimos até o quarto e Cris entra no banheiro. Enquanto isso eu aproveito para tirar minha roupa, preciso de um banho urgente.

Depois de alguns segundos Cris sai apenas com a calça e me olha de cima para baixo.

-Pensei que estivesse cansada... –ele olha diretamente para o meu sexo.

-Engraçadinho. Quero tomar banho, estou moída, mas não consigo dormir sem tomar banho.

-Sabe de uma coisa, eu acho que também não consigo dormir sem tomar banho, e para economizar agua, vou entrar com você.

Não digo nada, apenas me viro e ando rebolando até o banheiro. Entro e ajusto a temperatura da agua, Cris ainda não apareceu e começo a ficar com frio. Entro debaixo do jato quente e imediatamente sinto meus músculos relaxando. Fecho os olhos quando a agua toca meu rosto e quando volto a abrir, quase levo um susto. Cris está parado na porta, totalmente pelado, me observando tomar banho. De repente me sinto ousada. Começo a ensaboar lentamente meu corpo, dando atenção a parte da pélvis e Cris quase que imediatamente leva a mão até o seu membro e começa a se masturbar. Eu faço o mesmo levando minha mão até o meu clitóris e fazendo movimentos circulares. A agua ajuda a lubrificar e em alguns minutos começo a sentir que o orgasmo se aproxima. Sinto uma imensa vontade de fechar meus olhos, mas não quero perder a expressão de Cris quando ele gozar e percebo que ele pensa o mesmo, pois não tira os olhos de mim. E assim continuamos por alguns segundos, eu fazendo os movimentos circulares só que mais rápido e Cris fazendo movimentos de sobe e desce no pênis, até eu que eu solto um gemido e escuto um grunhido vindo de Cris e assim gozamos juntos, cada um se deliciando com a visão do outro se dando prazer. Eu nunca teria imaginado fazer uma coisa assim com ninguém. Mas o olhar que Cris me lançou da porta me fez subir um fogo e eu sabia o que tinha que fazer.

Depois dessa cena quente que vai ficar gravada por uns bons dias na minha cabeça, tomamos banho e fazemos amor novamente debaixo do chuveiro até que começamos a sentir frio e decidimos ir dormir



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