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História Amenizando seus Pesadelos - Capítulo 1


Escrita por: e Eha


Notas do Autor


E aqui estou eu para participar da Yuri's Week. Não podia faltar minha presença. E estou trazendo a fanfic de um dos meus casais favoritos do meu fandom favorito, Zima x Istina. O evento das Ursus meio que animou para escrever, então espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ela podia sentir a brisa em seu rosto, e seu cabelo sendo balançado pelas massas de ar. Era reconfortante estar ao ar livre às 4h da manhã; quase todas as vezes, o céu estava limpo e ela podia ver as estrelas em meio ao agradável silêncio. 

Àquela hora, Istina, Summer e Gummy já deviam estar em seu quinto sono, e imaginava que Rosa estivesse dormindo também, mas se tivesse acordada, provavelmente não estava tendo os pensamentos depreciativos de sempre — ou esperava isso. De qualquer forma, Zima não precisava se preocupar com nenhuma delas, ou não queria naquele momento — ela não sabia qual dos dois era o que realmente sentia.

Estava cansada, mas não sentia vontade de voltar a dormir. Mais um pesadelo a tinha assombrado em seus sonhos. Sangue estava por todo o seu lado durante essa “visão”, e corpos a seguravam. Mesmo tentando não se lembrar, as imagens voltaram em sua cabeça, e as palavras proferidas por suas companheiras em seus sonhos ecoavam em sua mente.

“Te odeio.”

“Sonia deveria ter morrido.”

"Se não fosse por ela, o depósito de comida não teria sido queimado e Rada não teria sido traumatizada. Sonia é a maior culpada."

A garota tentava distrair em vão seus pensamentos na missão que teve nos dias anteriores, ou nas próximas que teria, porém, sempre a visão nítida do ódio estampado no rosto de Rada, Anna e Rozalinda, voltava para seu cérebro toda vez que piscava. Quando voltava a olhar para o céu noturno, conseguia sentir um líquido quente escorrendo de seus olhos.

Lágrimas escorriam por seu rosto, mas rapidamente eram limpas. Ela não devia chorar. Ela não podia. Não tinha esse direito. Zima devia proteger as outras três, então tinha de ser forte. 

Lacrimejar não é uma ação que pudesse cometer se quisesse cumprir suas palavras e honrar o sentimento de confiança que tiveram nela para ser a líder.

Zima era a general inverno, e seus sentimentos deviam ser tão frios quanto a estação que assolava as pequenas crianças em Chernobog. 

Ah, como sentia saudades de quando sua única preocupação era o inverno gelado de sua cidade natal. A ursus deu um sorriso irônico; Sonia de antes teria rido e falado que era mentira se dissesse que o inverno seria a menor de suas preocupações quando ficasse mais velha.

Sem que percebesse, os minutos se passaram rapidamente, e só percebeu a passagem de tempo quando o céu começou a apresentar uma coloração diferente do azul escuro, quase preto, do céu noturno habitual. Estava tão imersa em seus pensamentos que, inclusive, não percebeu a presença de outra pessoa que chamava seu nome.

— Zima.

A líder do grupo autônomo de estudantes ursus não ouviu chamando-a. Não sabia ao certo se era culpa das músicas em seus fones, ou os pensamentos que a assombravam.

Logo, sentiu uma mão pequena e macia em seu braço por cima de sua jaqueta de couro. Em reflexo, Zima se levantou e, inconscientemente, buscou seu machado que não estava ao seu lado. Ela tinha se esquecido que não estava em perigo naquele lugar e não precisava andar com sua arma por todos os cantos. Quando levantou seu olhar, a imagem do rosto estóico de Istina era o que preencheu sua visão.

Assim que conseguiu chamar a atenção da mais velha, a ursus mais nova retirou a mão do braço da outra, voltando-a para a posição, atrás de suas costas.

Ela sempre sabia onde Zima estava quando a mais velha não estava em seu quarto. Já havia virado rotina no último ano a líder estar em uma das varandas às 5h da manhã, e Istina sempre a ia buscar. Em todas as vezes, sem exceção, a mais nova sempre mantinha-se distante e com os braços para trás. Mesmo que Istina sempre dissesse que estava tudo bem, Zima não deixava de perceber cada detalhe em sua expressão corporal, e ela sabia que não estava tudo bem com a mais nova, mas também sabia mais do que ninguém que era melhor não tocar nesse assunto, não naquele momento.

Notando os olhares trêmulos de Istina, a mais velha deu um suspiro. Ela não precisava dizer nada para que Zima entendesse. Com um suspiro longo, a ursus mais velha se levantou, retirando um pouco do pó que impregnou em sua roupa enquanto estava deitada, e começou a andar em direção à saída, até que um pequeno puxão em seu casaco a fizesse parar.

— Vamos ver o nascer do Sol. — Uma pequena pausa foi feita. — Nós duas. Juntas. — Zima se virou para a mais baixa, a encarando por alguns segundos.

— Você não está ocupada hoje? — A mais nova negou com a cabeça. — Então tudo bem. Quer acordar a Gummy antes?

— Se formos, não dará tempo para vermos o Sol nascer. — Zima suspirou com a resposta da mais nova. Ela estava certa, mas isso não faria com que Gummy ficasse menos irritada com as duas quando descobrisse.

— Então tudo bem.

Zima coloca sua mão por cima da de Istina e seu olhar fez com que a mais nova entendesse sua intenção. Lentamente, a mais nova solta o seu aperto do casaco da mais alta e a textura levemente áspera do couro foi substituído pela mão calejada da general. Com um leve puxão, Zima leva Istina para o meio da varanda e senta-se no chão, logo sendo seguida pela mais nova.

Mesmo acomodadas, as mãos das garotas não se afastaram em momento algum. A mão de Zima estava por cima da de Istina e o aperto era leve, mas o bastante para passar conforto. Estar em lugares altos não era algo que a mais nova se sentia confortável, mas ela tinha sugerido que ficassem ali por mais tempo, então era obrigação de Zima mostrar que ela estava segura ali, que estava tudo bem; o que quer que tenha acontecido em Chernobog, não aconteceria novamente enquanto a general estivesse ali. A mais velha, entretanto, não era boa com palavras, sobrando apenas o pequeno gesto para demonstrar seus sentimentos para Istina.

E aparentava ter sido o suficiente. O tremor da mão de Istina logo parou e o medo em seus olhos se dissipou. Seu rosto, apesar de não transparecer emoções, deixava claro para Zima que a mais nova estava confortável ali. Com um pequeno sorriso em seu rosto, a mais alta virou seu olhar para o horizonte, apreciando o nascer do Sol.

Logo, Zima sente um peso leve em seu ombro. Mexendo um pouco seu olho para o lado, ela consegue enxergar fios verde azulados em seu tronco e logo a realização apareceu; Istina tinha deitado em seu ombro. Por um momento, o corpo da mais velha se enrijeceu, com medo de apenas sua respiração fazer a menor se sentir desconfortável naquela posição.

Eram raras as exceções que Istina demonstrava algum tipo de sentimento. Normalmente, a garota ficava dentro de seus próprios muros e não deixava ninguém fazer qualquer trinca. Anna sempre foi um mistério desde que se juntou ao movimento independente de estudantes ursus e, desde que Vika nunca mais apareceu, o pouco que Zima conseguia entender da mais nova tinha se tornado quase nulo.

Mas ali estava ela, com a cabeça apoiada no ombro da mais velha, e de mão dadas. A líder não ia assumir para si mesma que estava corada, mas sentia suas bochechas mais quentes que o normal. Sentindo o vento gelado soprando pelas duas, em instinto, Zima soltou o aperto da mão de Istina e envolveu a cintura da menor com seu braço, a trazendo para mais perto até que seu tronco encostasse no ombro de Istina.

Quando percebeu o que fez, seu rosto ficou ainda mais vermelho e tentou retirar a mão da cintura da menor, mas, ao ver o pequeno sorriso no rosto de Istina, a líder decidiu deixar. Se estava fazendo a supporter feliz, o que havia de mal naquilo? 

Os minutos que passaram quietas, pareceram uma eternidade, no bom sentido. Mesmo que muitas coisas estivessem se passando na cabeça de Zima, o calor do corpo da mais nova a fazia soltar pequenos sorrisos de vez em quando, e esquecer o que estava a incomodando, mesmo que por alguns minutos.

Em determinado momento, Istina parecia ter se cansado da posição e retirou a cabeça do ombro da mais velha, fazendo com que Zima retirasse a mão de sua cintura. Logo, o rosto meio sorridente da menor se transformou novamente em estóico, e a líder tinha certeza de que Istina estava séria. 

Ela suspirou e virou de frente para Zima, pedindo silenciosamente para que ela fizesse o mesmo.

— Não vou pedir para me explicar. — Era clara a confusão no rosto de Zima, mas a mais velha não fez nenhum som de protesto e deixou Istina continuar. — Gummy fica preocupada com você quando você vem para lugares altos de madrugada. 

— Como que ela... — Antes que pudesse terminar de falar, um dedo foi colocado à frente dos lábios da mais velha, o que a fez se calar imediatamente. Se fosse qualquer outra pessoa ali, Zima teria se irritado e quebrado a mão da pessoa a sua frente, mas era Istina, então a líder sequer sentia a raiva crescendo dentro de si (não é como se Gummy e Summer sequer pensassem em fazer isso, e Rosa já estava acostumada com a violência da líder das ursus).

— Você não é a melhor pessoa para fazer as coisas escondidas. — Zima queria protestar, mas a mais nova apenas deu um olhar mais irritado para ela para a fazer desistir. — Ela acordou uma noite e veio ao seu quarto, mas você não estava lá. 

— Gummy teve pesadelos? — Zima tentou se levantar, mas seu casaco foi segurado, a impedindo de sair correndo. Tudo o que envolvia Gummy e as outras ursus mais novas preocupava a mais velha, o bastante para fazê-la inclusive colocar sua vida em risco em campos de batalha. — Por que não me falou?

— Faz um tempo. — Apenas essa frase foi o bastante para fazer a mais velha se acalmar e sentar-se novamente. — Logo depois ela veio pro meu quarto chorando. Eu consegui a acalmar.

O rosto de Zima logo se fechou. Ela se sentia culpada por fazer Gummy chorar, e esse sentimento ficava ainda pior por saber que ela não estava lá para a confortar.

— Vou ter mais cuidado para isso não acontecer.

— Não é isso que quero que faça. — Istina aproximou um pouco seus rostos, encarando os olhos da outra. — Gummy estava preocupada com você. 

— Sim? Eu sei.

— Você sabe como ela tem problemas com lugares altos. — Zima concordou com a cabeça, mas ainda estava confusa. — Ela tem medo que você faça algo. 

— Eu não sou a Rosa, então não precisam se preocupar. — Istina suspirou com a resposta da mais velha, se afastando e arrumando seu monóculo. — Eu não vou fazer o que estão pensando.

— Rada também sabe de seus pesadelos. 

— Pera, como assim meus pesadelos? — O rosto de Zima ficou mais vermelho imediatamente. — Como você sabe?

— Você fala durante seus sonhos às vezes. E sua muito quando está tendo um pesadelo. — Istina fala como se não fosse nada, fazendo com que a outra virasse seu rosto, envergonhada.

— Esqueça o que ouviu. São apenas pesadelos. — Zima ainda estava com vergonha, o que era evidente por suas orelhas de urso mais avermelhadas que o comum.

— Se fossem pesadelos, você não os teria quase todas as noites. 

— Não é da sua conta! — Zima levantou sua voz e se arrependeu imediatamente, mas a mais nova não parecia ter se incomodado. O silêncio tomou conta do ambiente em que as duas estavam, apenas sendo interrompido ocasionalmente pela respiração baixa das duas garotas. Zima sabia que Istina iria a dar algum tipo de sermão, tanto por ter gritado, quanto pelo fato da líder não poder demonstrar fraquezas, porque abalava as outras.

— É da minha conta quando eu me importo com você. — A resposta fez com que Zima a olhasse diretamente nos olhos, e era evidente a coloração avermelhada no rosto da mais velha. — Todos temos nossos problemas por causa de Chernobog. — Zima sussurrou um “eu sei”, mas foi ignorado pela mais nova. — E devemos nos apoiar por causa disso.

Por um momento, Istina parou de falar, aproximando novamente seus rostos, deixando seus lábios muito próximos dos de Zima. Era claro que a mais velha não conseguia desviar o olhar da boca de Istina, o que fez com que ela tivesse que colocar a mão no rosto da líder, levantando-o para que seus olhos pudessem se encarar.

— Você pode contar com a gente. Nos importamos com você, não apenas como nossa líder. Isso me inclui. — A respiração das duas garotas estava começando a ficar mais pesada devido a proximidade. Zima queria se afastar, mas, ao mesmo tempo, sentia a vontade de fechar a distância entre as bocas. — Também me preocupo com você e sua cabeça dura por não depender de ninguém. Gosto de você mais do que imagina. Melhor, te amo.

— O quê? — Apesar da voz alta, Zima não estava irritada, mas envergonhada. Ela não esperava ouvir aquilo de Istina, não naquele momento. Sua boca estava meio aberta, mostrando sua presa.

— Você não é surda, Sonia. — Se a mais nova tinha a chamado por seu nome verdadeiro, a líder sabia que ela estava séria, e fechou sua boca. — Eu te amo, não como líder ou amiga. — Apesar de ter ficado estóica todo esse tempo, as bochechas de Istina começaram a ficar vermelhas. — Posso te beijar?

— Pode. — Mesmo com vergonha, e gaguejando, Zima conseguiu responder, antes que seus lábios fossem calados pelos de Istina.

A falta de experiência das duas era muito clara. Elas não sabiam realmente o que fazer e ficaram paradas por alguns segundos, antes de começarem a mexer os lábios. Antes que pudessem ir mais longe no beijo, uma voz aguda fez com que se separassem. Antes que Zima pudesse virar a cabeça, sentiu um baque em seu corpo e só não caiu porque estava sentada.

— Zima Onee-chan! — Fios loiros caiam pelos ombros de Zima, e ela sentia braços finos e pequenos segurando sua cintura. Ela não precisava olhar para trás para saber quem era a garota que interrompeu seu momento. — Não é justo! Vocês duas estavam vendo o nascer do Sol sem Gummy! Gummy não é mais uma criança! Gummy pode ver com vocês também!

— Gummy! Calma! — Zima levantou a voz, começando a sentir sua coluna doer pelo peso extra posicionado sobre ela. — Tá doendo! Sai de cima!

— Desculpa. — Gummy fez o que a mais velha pediu, ficando atrás dela. Logo, Zima e Istina se viram para olhar para Gummy. — Por que não chamaram a Gummy? E o que vocês estavam fazendo?

— Quando você ficar mais velha nós explicamos. — Foi a vez de Istina se pronunciar, enquanto arrumava seu monóculo e tentava tirar a vermelhidão de suas bochechas. Gummy protestou, mas a caster não pareceu se importar. — Quer ver com a gente agora? Ainda dá tempo.

— Claro que eu quero! 

Rapidamente, a mais nova das ursus sentou-se no meio de Istina e Zima, segurando o braço da mais velha. Suas íris brilhavam ao poder estar junto das duas, e seu sorriso habitual não podia faltar. Vendo isso, a líder ergueu um pouco as extremidades dos lábios. 

Minutos se passaram em silêncio. Com a presença das duas garotas, os pensamentos de Zima pararam de a incomodar por algum tempo. Conseguia apenas pensar nas palavras de Istina e o beijo que compartilhou com ela, além da felicidade que Gummy estava ao ser abraçada por ela.

Olhou para o lado e encarou os rostos das mais novas, sem que elas percebessem. O sorriso aumentou no rosto de Zima e, sem que Gummy notasse, ela aproximou sua boca do ouvido de Istina.

— Eu também te amo. Depois continuamos o que a Gummy interrompeu. — O vermelho nas bochechas de Istina imediatamente voltou, fazendo com o que o sorriso de Zima aumentasse.

Não muito tempo depois, o Sol já tinha aparecido totalmente no céu, e era hora delas saírem dali. Gummy provavelmente iria preparar o café da manhã para a Rhodes Island, e Istina iria ler mais algum de seus livros. Zima, então, levantou-se e estendeu a mão para ajudar Gummy.

— Zima, Istina, Gummy! Aqui estavam vocês! — Antes que Zima pudesse pronunciar qualquer coisa, uma quarta voz veio da saída da varanda e, quando se virou, viu Summer, com um sorriso no rosto, acompanhada por Rosa. — Estávamos procurando vocês! 

— Summer! — Gummy se levanta e abraça a ursus mais nova dentre as que apareceu. — E Rosa! Você chegou!

— Sim, estou aqui, Gummy. — Rosa se aproximou das duas ursus mais novas e acariciou o topo da cabeça de Gummy. — Eu e Summer temos algumas coisas importantes para fazer com vocês. Por favor, nos sigam.

— Que coisas? — Apesar do momento feliz, Zima não podia deixar de parecer ranzinza na frente das quatro garotas, mas o sorriso em seu rosto não deixava sua atuação mais crível.

— É segredo. — A nobre coloca os dedos em frente aos seus lábios e dá um pequeno sorriso, irritando Zima. Mas, antes que a líder pudesse dizer algo, Rosa segura a mão de Gummy e sai pela varanda, seguida por Summer. — Não demorem muito, pombinhos apaixonados.

O que antes era raiva, se transformou em vergonha. Mesmo querendo protestar, nenhuma palavra saia de sua boca. Logo, sua mão foi tomada pela de Istina. A líder levantou seu rosto para olhar para a mais nova, que também estava vermelha e sorrindo desajeitada.

— Vamos? — Zima concordou com a cabeça.

Era sempre assim. Não importava o quão para baixo Sonia estava, as outras quatro sempre arrumavam uma forma de a fazer sorrir. Zima não conseguia mais ver sua vida sem elas, e era profundamente grata por tê-las em sua vida. Talvez, apenas talvez, não fosse a líder do movimento independente de estudantes ursus que salvou Anna, Rada, Rozalinda e Nataliya, mas, Sonia tinha sido salva por essas garotas.


Notas Finais


Eu gostaria de agradecer para a perfeição da @DudaMidoriya_02 pela betagem maravilhosa que melhorou minha escrita, e à @Eustakiah pela capa perfeitinha e maravilhosa. Aproveitem e deem uma checada nas outras fanfics do @Aniverse, porque todos os escritores são amorzinhos <3


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