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História América do Norte - Capítulo 1


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Notas do Autor


eu tô mto mal por causa do episódio de sk8 infinity mas decidi trazer essa fic pra vcs 😭

espero que gostem >3

Capítulo 1 - Coke - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction América do Norte - Capítulo 1 - Coke - Capítulo Único

Katsuki suspirou, ajeitou o relógio antes de se levantar e se olhar no espelho. Estava apresentável, apesar de seu cabelo emplastado de gel, ele odiava aquilo, só havia o feito por conta de seu amigo Izuku. O esverdeado havia dito que ele precisava estar aprazível, já que eles iriam à um restaurante chique e, é claro que o Bakugou mais novo não queria aquilo, sabia que era uma ótima recepção do mais baixo, mas realmente não precisava, ele estava cansado e só queria dormir. 

Eles podiam se encontrar no outro dia, porém Izuku insistiu, alegando que Katsuki deveria conhecer seu esposo, que não poderia estar presente em um encontro posterior, então lá estava o loiro, terminando de ajeitar seu cabelo e se controlando para não bagunçá-lo, logo depois ajeitou os botões da manga de sua camisa social, fechou seu colete e passou um perfume. 

Olhou as horas, após tirar o celular de seu bolso, faltavam apenas 15 minutos para o encontro, o homem saiu do quarto de hotel levando seus pertences junto e pegou o elevador, que, por sorte, não tardou a chegar. Logo estava no hall do hotel, que estava consideravelmente cheio. Haviam pessoas fazendo entrada e saída do local, algumas delas olhavam para o loiro, que só direcionava um olhar carrancudo à todas.

Katsuki até gostava de ser o centro das atenções, mas não em ocasiões como aquelas, e não vestido daquele jeito, e muito menos com aquele cabelo. Okay, talvez Katsuki não curtisse muito ser o centro das atenções. E então, ele passou pela grande porta descendo as escadas e logo encontrando um táxi à sua disposição, adentrou o veículo dizendo a localização ao motorista e desviando o olhar para seu celular. Checou seus compromissos antes de olhar as redes sociais, as notificações excessivas ali presentes não o agradavam muito, mas saber o que as pessoas queriam dava na mesma, então, preferiu sair do aplicativo. 

Sentia o olhar do homem no banco da frente lhe olhando pelo retrovisor mas preferiu ignorar. Será que ele realmente chamava tanta a atenção assim? Acreditava que não. Deu de ombros e desviou o olhar para a janela do veículo em que estava. Finas gotas o molhavam e o loiro deu um suspiro. 

Perdido em seus devaneios nem percebeu que já havia chegado, quem o alertou foi o motorista lhe dizendo o preço da corrida. Katsuki pagou o homem e saiu do carro, ajeitando-se antes de andar rapidamente para debaixo  da marquise do local. Adentrou-o e observou rapidamente as pessoas, esperava que o esverdeado já estivesse lá, assim lhe pouparia certo constrangimento. Viu a recepcionista sorrir para si e se permitiu aproximar-se do balcão.

— Tenho uma reserva aqui. — disse num inglês um pouco fraco.

A América era nova para o loiro. Havia posto os pés nos Estados Unidos algumas horas atrás, foi para o lugar à trabalho. Havia acabado a faculdade de administração e seu amigo esverdeado havia lhe oferecido um cargo na empresa do esposo, aceitou o emprego com muito custo e insistência, sabia que se não fosse por Izuku demoraria muito tempo para entrar nesse mundo já que era iniciante e ainda sem nenhuma experiência. 

Treinou o inglês alguns meses antes de ir para o país, começou assim que recebeu a proposta, e por isso não falava muito bem, mas como estava com o amigo ali – esse que já morava na América à alguns anos – não tinha medo de cometer nenhuma gafe já que Midoriya o ajudaria, como havia feito desde que havia terminado a faculdade. Katsuki ainda não tinha dinheiro o suficiente para isso, então foi Midoriya quem comprou as passagens e alugou o quarto de hotel do loiro, já que o maior havia se recusado a se hospedar em sua casa, segundo ele, isso já era "demais". Bakugou odiava tudo isso, mas prometia pagar tudo de volta a Midoriya assim que conseguisse e esperava que não demorasse muito.

A mulher abaixou o olhar para o caderno à sua frente, abrindo-o.

— Nome por favor. — Perguntou voltando seu olhar ao homem.

—Bakugou Katsuki. — Disse para a acastanhada, que correu o olhar pelas folhas até chegar no B, porém voltou o olhar para o homem, confusa. Não havia achado seu nome.

— Tem algo de errado? — rosnou baixo, enfiando as mãos no bolso da calça.

— Não encontrei seu nome senhor. — procurou novamente e se desesperou levemente com o olhar que recebia.

— Tem certeza que olhou direito? — Bakugou se inclinou um pouco para tentar ver o caderno.

— Tenho sim. Não está aqui. — respondeu.

O homem revirou os olhos e saiu de frente do balcão, visto que haviam outras pessoas atrás de si. Sacou seu celular do bolso e desbloqueou-o, enviando rapidamente uma mensagem para seu amigo, logo recebendo a resposta. Felizmente, Izuku já estava no restaurante e veria ver o que aconteceu com o nome do loiro, já que jurou ao mesmo que havia feito a reserva e o posto junto. 

O cabelo verde do menor logo se fez presente entre as pessoas ali e Bakugou  se aproximou, podia ver os olhos do menor brilhando e, como aquele garoto era emotivo demais, tinha certeza que aquilo era trabalho das lágrimas. Odiava admitir e nunca falaria aquilo em voz alta, mas estava com saudades do esverdeado.

— Boa noite. Eu sou Izuku Midoriya, fiz uma reserva aqui incluindo Katsuki Bakugou. — disse sorridente e a mulher sorriu fraco para o loiro, que lhe olhava irritadiço.

Tinha o dom de perder a paciência rapidamente e ela já estava se esgotando.

— Oh sim. Lembro do senhor. — Se atreveu a dizer para ele, olhou no caderno e rapidamente achou o nome, se surpreendendo.

— Katsuki Bakugou. Está aqui. — Se levantou da cadeira que estava e saiu de trás do balcão. — Seja muito bem-vindo ao nosso restaurante. Espero que goste.

Fez uma breve reverência e voltou ao seu lugar anterior, voltando ao próximo cliente. Katsuki piscou os olhos. Como assim havia sido tão rápido? Balbuciou olhando para Midoriya.

— C-como? Ela havia dito que eu não estava na lista. — umedeceu os lábios um pouco nervoso. 

O mais baixo riu do nervosismo do amigo e eles passaram pelo portão que separava a recepção do resto do restaurante.

— Você deu seu sobrenome não foi? — indagou e viu o homem assentir. — Estamos na América. Apesar da formalidade de chamar todos pelos sobrenome você precisa dar seu primeiro nome ao se apresentar pela primeira vez em algum lugar ou à alguém.

Explicou e viu Katsuki consentir levemente, entendendo, logo se dirigiram a mesa em que Izuku estava anteriormente e Bakugou engoliu em seco ao ver o homem que seria seu futuro chefe, mas não porque havia se assustado ou algo do tipo, havia sido mais pela aura que Shoto Todoroki emanava. 

Apesar de seus cabelos repartidos ao meio em duas cores diferentes, não foi isso que surpreendeu Bakugou, mas sim sua pose. Ele parecia extremamente imponente e passava um ar de superioridade maior do que qualquer CEO de empresa que já havia visto ou conhecido – que não haviam sido muitos –. O esposo do amigo passava mais do que tudo respeito, e Bakugou precisava lembrar de respeitá-lo e fazer tudo que ele mandasse, mesmo que não fossem coisas que lhe agradassem muito. 

Seu rosto era perfeitamente desenhado e seus cabelos perfeitamente delimitados na franja e acima das orelhas, seu pescoço era esguio e seu queixo erguido, tudo para passar todo o ar de comando, e ele conseguia. Em seu olho havia uma mancha, que Bakugou não teve tempo de supor o que era, já que percebeu que passava muito tempo olhando o homem quando fora chamado por Izuku.

— Não vai se sentar? — percebeu também que ainda estava em pé e, ao tocar a cadeira, viu Shoto se levantar, assim seu tamanho o assustou um pouco.

O homem media 1,80 mas parecia muito mais alto para o Bakugou, que nem imaginava que fosse apenas isso. Ele puxou a cadeira para o menor que ficou lhe olhando hipnotizado. Izuku segurava o riso perante a situação, nunca havia visto seu amigo tão impressionado, além de assustado, e, nem imaginava que reação Katsuki teria ao ver que Shoto não era nada daquilo que parecia ser.

— Sente-se. — sua voz baixa disse, mas o cérebro do menor captou as ondas como sendo uma ordem e se sentou um pouco trêmulo.

O Todoroki mais novo riu e voltou ao seu lugar. Bakugou pôs o lenço no colo e ficou olhando para os outros dois com um sorriso, pelo menos o básico de como se comportar em um restaurante chique ele havia aprendido. Tinha certeza que o lugar estava sendo pago por Shoto e também se certificaria de devolver isso ao futuro chefe depois, mas em forma de trabalho pesado e dedicação. 

O silêncio estava se tornando torturante e Bakugou olhou para Midoriya, que estava com a cabeça encostada no ombro de Shoto. Merda, além de tudo estava de vela? Sabia que os dois eram casados, mas não precisavam demonstrar suas emoções em público. Então se lembrou, ele estava na América, na América é diferente, tudo é permitido.

— É… — Tentou começar um assunto e isso chamou a atenção dos dois que se separaram, apesar de ainda estarem com os dedos entrelaçados por debaixo da mesa. — Já haviam pedido algo antes de eu chegar?

— Não. Acho que chegamos quase junto com você. — Izuku respondeu soltando umas risadinhas.

— Se não quiser esperar o garçom, podemos chamá-lo. — Shoto se pronunciou e Bakugou sentiu suas pernas fraquejarem. 

Não entendia o porquê de estar tão nervoso na presença do maior, e quando estivesse que interagir com ele no trabalho? Seria assim? Katsuki balançou a cabeça negativamente e a conversa morreu novamente, porém, os jovens enamorados continuavam trocando carícias, isso incomodou novamente loiro, irritando-o ainda mais quando o mesmo começou a pensar sobre o assunto. 

Achava que nunca encontraria um parceiro. Lembrava de quando recebeu a notícia que Izuku ia se casar, ele já morava no exterior e conheceu Shoto lá, apesar do mesmo também ser japonês. Ficou muito feliz pelo amigo, mas como sempre não demonstrou. O casamento também foi no exterior, então não pode comparecer, mas agradeceu por isso. Não conseguia pensar no constrangimento que seria comparecer à um casamento sem nenhum acompanhante, e ele se preocupou em buscar? Nunca. 

Não que quisesse que tudo caísse do céu para ele, mas ele não se preocupava, apesar de se incomodar. Não sabia se comunicar muito bem e flertar muito menos, por isso sempre fora tão sozinho amorosamente, mas não conseguia mudar isso, sempre que tentava ser mais sociável, ele parecia um idiota, e odiava parecer com um.

— Mas então, Katsuki né? — Perguntou Todoroki, se inclinando um pouco na mesa.

O loiro assentiu afugentando seus pensamentos.

— O que te levou à faculdade de administração? — era uma boa pergunta. Sempre quis ser o melhor e acreditava que administrar algo o faria se sentir assim, já que em algum momento ele teria o poder em mãos, poderia controlar coisas e pessoas, mas isso era meio antiético de se admitir em voz alta, sabia disso.

— Eu sempre tive uma facilidade em liderar. — Respondeu e Izuku deixou um riso escapar, sabendo que era mentira.

— O que foi amor? — Shoto também riu, sendo contagiado por Midoriya.

— Katsuki com facilidade em liderar? — Continuou rindo e Shoto entendeu que o menor ria por achar aquilo uma piada. — Não se lembra da vez que foi o capitão do time de queimada e queimou inúmeras vezes seu próprio companheiro por ele estar jogando mal? — Katsuki franziu o cenho. Como Izuku tinha coragem de fazer aquilo na frente de seu futuro chefe? Só acabaria com a sua reputação e corria risco de ser deposto do cargo antes mesmo de começar.

— Sério isso, Katsuki? — Todoroki riu com o marido e Bakugou notou que o homem já lhe chamava pelo primeiro nome, o que era estranho para ele. Era como se fossem íntimos, apesar de terem acabado de se conhecer. Talvez ele havia passado tanto tempo fora da Ásia que aprendeu os costumes americanos. Os estranhos costumes americanos. Se permitiu cruzar os braços e inflar as bochechas.

— Eu não tenho culpa se ele jogava mal. — virou o rosto para o lado oposto ao dos dois à sua frente.

— E também teve uma vez que ele resolveu tomar a frente de um trabalho, ele só não arrancou meus cabelos porque não teve força o suficiente. — O esverdeado secou uma lágrima que saia de seu olho por tanto rir. — Katsuki perde a paciência muito rápido.

— Então não é um bom líder e ainda perde a paciência rápido? Talvez devesse ser meu secretário, antes de administrar alguma área da empresa. — Shoto brincou, mas aquilo foi o suficiente para desesperar Bakugou, que arregalou os olhos.

— Não seja tão mal, Shoto. — Izuku disse entrando na brincadeira e dando um selinho no marido. Katsuki ficou perplexo. Como eles podiam fazer aquilo ali? Na frente de todo mundo? Haviam perdido o respeito? Mas depois falaria com Izuku sobre esse assunto, o que importava agora era seu cargo na empresa, precisava tê-lo de volta, não podia voltar para o Japão sem nenhuma experiência na área de seus estudos.

— E-eu vim me controlando nos últimos anos. — tentou contornar a situação e por cima dos ombros de Izuku viu um garçom se aproximar da mesa.

— Ah, conta outra. — O esverdeado revirou os olhos e Katsuki ia argumentar quando um homem parou ao seu lado, sorrindo abertamente.

Katsuki foi passando seus olhos lentamente pelo corpo do homem até chegar ao rosto. O que ele estava fazendo? Era falta de educação, mas não havia controle, sua atenção foi presa à partir do momento que o garçom havia saído da cozinha, mas Katsuki só pode enxerga-lo melhor enquanto o mesmo se aproximava da mesa. 

Suas pernas musculosas estavam contidas em uma calça de pano preta e havia um avental até metade de suas coxas igualmente musculosas. E gostosas. Piscou com o pensamento, o que era aquilo? Se controle, Katsuki. Seu tronco e braços estavam sendo cobertos por uma camisa branca, que estava um tanto quanto transparente, e o loiro teve a audácia de reparar nos mamilos do homem. Balançou a cabeça, ele podia ser um menor de idade, se bem que achava difícil alguém de menos 18 anos ter aquele corpo. Seu sorriso era largo, quase como se fosse sair de seu rosto, e exibia seus dentes pontudos, que assustaram um pouco todos na mesa, mas combinavam perfeitamente com o formato bruto de seu rosto. Seus olhos eram de um intenso carmesim, igualmente aos seus cabelos, que pareciam pegar fogo. 

Primeiramente, Katsuki achou que o garoto estava sorrindo somente para ele e, apesar de não achar um incômodo, iria questionar o  porquê daquilo, mas então ele logo se virou para os outros dois presentes e abriu sua boca.

— Boa noite, senhores. — por estar um pouco inclinado e perto demais de Bakugou, sua voz ecoou perto de sua nuca, fazendo o outro ser arrepiar e, naquele momento, ele agradeceu por estar com uma camisa de manga comprida.

—  Aqui está o cardápio do nosso restaurante. Espero que gostem. — O ruivo entrega dois cardápios sendo um para o casal e um para Bakugou. Por sorte do loiro ele se afasta, indo para próximo de Midoriya e Todoroki. Eles discutem sobre o pedido enquanto Katsuki tenta assimilar toda a informação contida no papel. O que era aquilo? Ele só conseguia entender quais eram os elementos separados, agora se o juntassem em um prato ficava mais difícil.

— Seafood… — Acabou pronunciando a palavra em voz alto, no seu pior inglês.

— Frutos do mar, Katsuki. Você quer algum deles? — Izuku lhe olhou, o que fez com que o garçom olhasse os dois um pouco curioso. Então ele não entende japonês?

— Acho que não. — Bufou e voltou à olhar o menu.

Izuku e Shoto logo escolheram, e pelo que Todoroki entendeu foi a entrada. Então vinha mais comida depois? Então ele conseguiu identificar no cardápio. 

— Entrada, prato principal, guarnição e sobremesa… — Sussurrou lendo as palavras.

As palavras saíram da boca de Bakugou e pelo garçom estar perto, ele as ouviu e se aproximou do loiro, permitindo-se intrometer nos pensamentos do outro.

— De entrada eu te aconselharia aspargos com presunto de Parma. — Fala passando a mão por cima do ombro de Katsuki e tocando no menu, para mostrar as palavras para o homem.

O loiro franziu o cenho, não entendendo metade de suas falas mas acatando a sugestão já que não fazia ideia do que comeria. O ruivo anotou e foi para o outro lado da mesa, anotando o pedido de abobrinhas recheadas com linguiça e queijo do casal. Eles eram tão melosos assim que até pediam a mesma coisa? Qual é? Já não havia passado da hora? Já faziam 3 anos de casamento. Bakugou revirou os olhos e viu o garoto dizer algo à mais ao casal antes de sumir.

— Qual é, não vão oferecer nenhum um refrigerante antes? — Katsuki estava se soltando e Izuku gostava de ver, sentia saudades do seu amado e estourado amigo.

— Não. Só tomamos água por enquanto para conseguirmos comer. — Shoto falou e Katsuki logo se lembrou o porquê de estar ali e com quem estava ali, não podia sair falando daquele jeito. — Eles já trarão à água. — o meio-a-meio sorriu e Bakugou ficou um pouco envergonhado, desviando o olhar para a porta da cozinha, tentando observar a movimentação lá dentro. 

Ele estava intrigado, havia gostado do garçom e queria saber mais sobre ele, mas não podia, muito menos sabia como. Estava ali com seu futuro patrão e seu melhor amigo, que lhe encheria de perguntas depois, e, também, seu inglês era horrível, além de ter medo de cometer uma gafe sem Midoriya por perto, também corria o risco de não entender o que se passava. 

Logo viu o ruivo aparecer novamente com duas jarras d'água e olhou para a mesa, percebendo que haviam copos nela. Quando voltou o olhar para o ruivo percebeu a plaquinha com o seu nome, Eijirou Kirishima, seu nome parecia ser japonês, então como não entendia o idioma? Talvez não soubesse muito da língua, mas podia saber o mínimo se fosse algum descendente de alguém do país. Valeria a pena tentar nem que fosse o mínimo?

— Água gelada e em temperatura ambiente, como querem? — Perguntou e agora percebeu que estava um pouco mais formal.

Haviam um lenço em seu braço e sua roupas pareciam mais arrumadas. Talvez pudesse ter tomado uma chamada, mas o sorriso ainda era o mesmo — maior do que sua própria boca.

— Gelada por favor. — Midoriya ergueu seu copo.

Shoto pediu o contrário e o garçom encheu o vidro até onde a etiqueta mandava, agora era a vez de Katsuki e aquele homem estava se aproximando novamente.

— Quente. — Falou em japonês mas o garoto não entendeu. Logo Katsuki percebeu que a sua tentativa foi frustrada e aquilo só lhe despertou mais ainda a curiosidade. Se ele tinha um nome oriental como não entendia o idioma? Izuku o corrigiu na língua certa e seu copo foi enchido com a água em temperatura ambiente. Eijirou se despediu da mesa com um sorriso e uma leve reverência.

— Viu o jeito como ele olhou pra Katsuki? — Izuku começou após alguns segundos de silêncio. Bebeu um pouco da água olhando sapeca para o amigo que rangeu os dentes.

— Vi. É um bom partido. — Shoto entrou na brincadeira e também bebeu um pouco da água. Ele e o marido se entreolharam e logo riram, enquanto Katsuki revirava os olhos.

— Parem de falar besteiras, o garoto nem me olhou direito. — Respondeu ao casal sorridente.

— Não. Só faltava lhe comer com os olhos. É bastante ingênuo, por isso não percebeu. — Izuku disse e céus, onde ele havia aprendido aquilo? O garoto parecia estar muito mais solto do que quando conviviam juntos. Não sabia se era a influência do outro na mesa ou a idade mesmo que estava o fazendo dizer aquelas coisas.

— Eu, ingênuo? — Katsuki franziu os lábios e estalou a língua no céu da boca.

— Nunca percebeu que eu já estive a fim de você. — Izuku deu de ombros e Katsuki só faltou dar um pulo na mesa.

— Ei, nunca me disse isso. — Shoto cruzou os braços fazendo um bico.

— Foi à muito tempo, amor. — soltou uns risinhos um pouco sem-graça.

— Acho bom. — Shoto direcionou seu olhar, agora feroz, para o outro. — Se tentar algo com o meu marido quando eu não estiver por perto, garanto que nunca encontre um emprego nesse mercado de trabalho. — ameaçou e Katsuki engoliu em seco. Izuku apenas se contorcia de rir, não sabia que seu marido era tão ciumento, e o que ele estava falando? Havia sido uma paixão da adolescência, se não dá infância.

— Olha o que você fez, Deku. Eu perdi meu trabalho antes mesmo de começar. — Katsuki falou um pouco irritado e Izuku se surpreendeu pelo uso do apelido, o loiro só lhe chamava assim na infância, quando ficava irritado com o esverdeado. No início o Midoriya caçula ficava um pouco triste por conta do significado da palavra, mas logo descobriu o outro sentido que essa sentença podia ter e acabou ficando feliz, o apelido também passou a ser usado para encoraja-lo.

— Deku? Que porcaria de apelido é esse? — Shoto tentou se manter calmo, mas sua voz começava a se alterar, assustando um pouco os outros dois.

— Nenhum amor, Katsuki não me chama assim faz muito tempo. — Midoriya acariciou o peito do marido.

— Mas eu posso te chamar? Achei bonitinho. — O maior fez um biquinho manhoso e Bakugou só faltou cair pra trás. Como aquele homem mudava de humor tão facilmente?

— Pode sim. — Izuku sorriu. Torcia para que seu marido — não muito fluente em japonês — não descobrisse tão cedo o duplo sentido da palavra, ou Bakugou realmente poderia ser demitido. 

Os três ficaram em silêncio e Bakugou viu a cabeleira vermelha se movimentar dentro da cozinha do local, logo o garoto saiu com uma bandeja, e nela haviam os pratos pedidos. Tratou de se ajeitar na cadeira e desamassar o lenço em seu colo. Com uma reverência, Eijirou pôs os pratos sobre a mesa e a boca de Izuku salivou, ele era o que mais estava com fome ali. O ruivo tirou seu bloco de notas de dentro do avental e se inclinou levemente sobre a mesa para ouvir os pedidos do prato principal. 

O loiro teve que encarar o menu novamente, sabendo pouco do que metade daquilo significava. Observou seus companheiros de meses pedirem rocambole de carne com espinafre e queijo e olhou rapidamente o cardápio, pedindo uma torta de frango. Eijirou perguntou sobre o que beberiam e Izuku foi mais rápido, pedindo um vinho. Mas o loiro não apreciava muito a bebida, então resolveu pedir um refrigerante de cola. E todos lhe olharam um pouco espantados. A forma que havia pronunciado a palavra coke soou como cock.

— Desculpa, eu não entendi. Repete de novo. — Eijirou perguntou brincalhão, e apesar dos olhares pedintes de Izuku e Shoto para que ele não fizesse isso, Bakugou repetiu — com a mesma pronúncia — já que não sabia que havia errado. Era divertido para o ruivo ver a cara de espantado dos outros dois e a cara de confusão do loiro. Não era a primeira vez que haviam errado a pronúncia da palavra perto de si, mas a cara de seguro de Bakugou tornava tudo mais divertido ao seu ver.

— Repete de novo. — Pediu quase perdendo a pose e rindo da cara de bravo que o loiro fazia. Katsuki estava prestes a soltar um porra, tá surdo? quando Izuku resolveu intervir e pronunciou a palavra da forma certa, acabando com toda a diversão de Eijirou. O garoto anotou o pedido um pouco sorridente demais e saiu da mesa. Shoto pareceu aliviado e pensava em fazer uma queixa contra o garoto na hora em que saíssem do restaurante. Como assim estava zoando com seu futuro empregado? Só ele podia fazer isso.

— Katsuki, ele estava zoando com a sua cara. — Izuku disse um pouco assustado pelo loiro não ter percebido.

— O QUE? — O loiro se alterou, chamando a atenção dos outros ao seu redor.

— Você pronunciou coke errado e acabou soando como cock. — Shoto explicou, jogando seus cabelos para que a franja parasse de cair sobre seus olhos.

— E…? — Continuou sem entender. O que havia de errado em pronunciar uma palavra errada?

— Cock significa pau. — Shoto explicou tomando um gole da água e se conteve para não explodir em risos pela cara transtornada do loiro a sua frente.

— Você estava dizendo "Hey, me vê um pau". — Midoriya deixou a situação constrangedora mais clara e isso fez com que o homem ter esse de raiva.

— E ELE ESTAVA PEDINDO PRA EU REPETIR? — Se alterou batendo a mão no mesa, que balançou, e as comidas quase escaparam dos pratos.

— Por isso dissemos que estava zoando com a sua cara. — Shoto começou a comer, impecavelmente. Até isso ele faz bem, o loiro perguntava-se o que o mais alto não fazia bem.

— Aquele cabelo de merda. — Xingou o ruivo, que com certeza estava dentro da cozinha contando pros amigos como havia tirado sarro de mais um estrangeiro.

Shoto e Midoriya apenas deram de ombros e iniciaram a refeição, sem esperar pelo loiro que estava mais preocupado em estrangular alguém do que comer, mas logo se virou para o prato e travou, pensando em como comeria aquilo sem parecer um selvagem. No fim, apenas deu de ombros e tentou imitar os homens a sua frente, obteve êxito, já que ninguém lhe olhou como se ele fosse um estranho enquanto comiam a refeição. Alternavam as garfadas com goladas d'água e Midoriya foi o primeiro a terminar. O esverdeado estava com fome, mas apesar disso e de ter terminado a refeição rápido, ainda comia com graça e sem parecer desesperado. 

Logo em seguida, quem terminou foi o loiro, ele estava todo sujo. Para deixar-lo constrangido, Midoriya e Todoroki levaram lenços à boca do loiro e limparam o lugar. O homem desviou sua boca tão bruscamente que assustou os outros dois, estes apenas riram e logo voltaram as carícias entre si. 

Bakugou resolveu revirar os olhos e cruzar os braços, porém não em cima da mesa, sabia que isso era falta de educação. Se tornou um pouco inquieto durante um tempinho e sua pernas balançavam freneticamente, não sabia se queria dar um soco naquele ruivo ou lhe beijar. Lhe beijar? Claro que não, ao menos sabia seu nome.

Um garçom um pouco mais velho apareceu e tirou os pratos e copos da mesa. Katsuki franziu o cenho, perguntando-se se o ruivo idiota não viria lhes atender mais, porém o homem mais velho lhes disse que sua comida já chegaria, então supus que o mesmo idiota de antes voltaria, e soltou um ar que nem havia percebido que segurava.

— Está afim dele? — Izuku teve a audácia de perguntar, fazendo o loiro piscar incrédulo.

— Você tá doido, Izuku? — Piscou tentando não perder o controle.

— Também acho que esteja afim dele. — Shoto deu de ombros, olhando para o ruivo dentro da cozinha. — Se admitir eu te pago um pouco mais no primeiro mês. — então ele trabalhava na base do suborno? Mas não, Katsuki não admitiria. Ele não feriria o seu orgulho por algo que deveria ganhar por conta de seu esforço e dedicação.

— Shoto. — Izuku bateu levemente no peito do esposo, que lhe pegou e lhe beijou.

Bakugou já estava se acostumando com aquilo, apesar de ser um pouco incômodo. Os dois recomeçaram a trocar carinho e o loiro desviou o olhar, e viu o tal ruivo se aproximando.

Ele depositou os pratos e o vinho em cima da mesa, mas teve a coragem de se aproximar de Katsuki e depositar seu prato lentamente em sua frente. Quando percebeu que Izuku e Shoto estavam entretidos demais um com o outro, aproximou sua boca do ouvido de Katsuki e depositou um copo e uma lata de refrigerante.

— Aqui está seu coke. — Fez questão de pronunciar a palavra errado, roçando sua boca no ouvido do garoto e mordendo seu lóbulo após isso. Depois, levantou-se e antes de desejar  um bom apetite para os três, perguntou qual seria a guarnição. Como não era algo que exigisse muito pensamento, Midoriya apenas escolheu a mesma salada para todos, e como se não tivesse feito nada, o ruivo saiu da mesa. O Bakugou estava estático e o casal a sua frente apenas deu de ombros, iniciando a refeição. 

Não queria, mas já sentia seu baixo ventre esquentar. O que era aquilo? Ele não estava mais na puberdade para se excitar com tão pouco, mas achava que pra quem estava à muito tempo sem nenhuma relação, talvez, tivesse ficado sensível, mas não era importante e ele tinha que se focar. Começou a comer com um sorriso, tentando esquecer o que havia acabado de acontecer, dessa vez, parecia mais solto: conversou com os outros dois e não se importou com as piadas que faziam sobre sua pessoa; tentou ser sincero sobre as respostas, aquela altura da noite nem se importava se seria demitido ou não, o importante era ser sincero não? Acabou até aceitando uma taça de vinho, que foi trazida pelo mesmo ruivo quando viera trazer a guarnição. Bakugou sustentou o olhar malicioso que Eijirou lhe mandava e tomou uma taça do vinho, fazendo o ruivo engolir em seco.

— O que irão querer para a sobremesa? — Perguntou o homem olhando para o casal, pronto para anotar qualquer pedido.

— Petit Gateau. — Izuku e Shoto disseram junto.

O jovem garçom anotou o pedido dos outros dois e ficou esperando o pedido de Katsuki. Procurava no cardápio algo que também houvesse duplo sentido, o loiro queria chamá-lo para sair mais tarde e não sabia como. Uma palavra daquelas cairia bem.

— Chocolate aerado? — Pronunciou, e acabou saindo embolado, o que fez os outros rirem.

Droga, nenhuma dessas palavras tinha duplo sentido. Ele só pareceu um idiota pronunciando tudo errado.

— Petit Gateau para os senhores e chocolate aerado pra você. — Kirishima anotou, virando-se para Bakugou.

Fez uma leve reverência antes de sair. A face de Izuku já estava um pouco vermelha igual à de Shoto e o loiro supôs que eles já estivessem bêbados, torcia para que a chuva já estivesse parado. Tomando um gole do vinho pensou em sua gafe, chocolate aerado? Havia mesmo pedido isso? Ele ao menos gostava de chocolate. Katsuki não curtia muito ingerir aquilo pelo jeito convencional, mas poderia muito bem despejar bloquinhos do doce pelo abdômen de um certo alguém e ir comendo, vendo o cacau se derreter pelo peitoral do homem. O álcool afetava a sua mente, era a única explicação para aqueles sentimentos impuros. 

Se levantou, sem saber pra onde ia ou o que faria, avisou para o casal alterado a sua frente que iria no banheiro, mas iria mesmo? Ele não sabia. Só deixou sua pernas o conduzirem pra onde quer que fossem, ele só precisava botar a cabeça no lugar. Acabou realmente entrando no banheiro do estabelecimento, bateu a porta atrás de si e se olhou no espelho, afrouxou um pouco a roupa e respirou fundo, precisava se conter, pelo menos até o jantar acabar. 

Jogou água no rosto e estava prestes a seca-lo com os lenços de papel quando o garçom ruivo entra no banheiro praguejando. Sua camisa estava toda suja de vinho e supôs que Izuku havia derrubado, ou até mesmo Shoto, já que o homem atendia a mesa em que estavam.

— Que idiota, como eu vou trabalhar assim? — Desabotoou a camisa sem se importar se havia mais alguém ali ou não.

Bakugou ficou hipnotizado. Seu peitoral era perfeitamente dividido em gominhos e ele era muito, mas muito forte. O vinho escorria pelo seu torso e Katsuki salivou, ele havia acabado de perder o resto de sanidade que tinha, sentiu seu pênis apertar dentro da calça e tentou jogar mais água em seu rosto, desviando a atenção do corpo do outro. Ao abrir a torneira, viu Kirishima se aproximar através do espelho.

— Oi, você está aqui. Estranhei não estar na mesa. — Começou. — Fui levar seu chocolate aerado quando seu amigo derrubou vinho em mim. Ele é um pouco desastrado né?

Apenas ouvia Kirishima falar. Além de entender pouco do que o ruivo dizia, não podia responder, ou corria o risco de soltar algum gemido inoportuno.

— Droga, se eu jogar água no meu corpo posso acabar molhando minhas calças. — Tentou raciocinar. — Mas se eu por a camisa nova com esse peito sujo de vinho posso acabar sujando ela. Estalou a língua no céu e Bakugou se virou, encarando a face levemente frustrada do homem.

— E-eu posso te ajudar. — Ofereceu. De onde havia tirado aquele inglês? Não fazia a mínima ideia, e nem tinha ideia do que fazer.

— Pode? Como? — Kirishima estava animado, largou a camisa no chão e sorria abertamente, Katsuki se desesperou. O que ele havia acabado de fazer? Então, pensou rapidamente e puxou o avental que ainda estava amarrado na cintura do ruivo. Molhou-o e tentou esfregar o peitoral do maior. Kirishima soltou um suspiro frustrado, jurava que o menor ia passar a língua em seu peitoral. Riu com o pensamento, o que chamou a atenção de Bakugou.

— O que foi? — Perguntou, pronunciando um pouco melhor as palavras. Sua voz saiu um pouco trêmula, ele não aguentava mais ter que se segurar.

— Achei que ia me ajudar de outro jeito. — coçou a nuca um pouco envergonhado.

— C-como? — Se atreveu a se pronunciar e sentiu se braço ser puxado, logo seu nariz se esfregava com o de Kirishima.

— Assim. — O garoto respondeu e tomou os lábios de Katsuki. O loiro se assustou no começo, mas logo relaxou, correspondendo o ruivo. 

Kirishima mordia levemente o lábio inferior do outro, e logo sua língua invadia a pequena cavidade de Bakugou, que gemeu. As mãos do ruivo foram para a bunda do menor e as do loiro foram para o cabelo de merda de Eijirou. Quando o ar os faltou, a boca do maior desceu para o pescoço de Bakugou, que arfou necessitado. Kirishima chupava e mordia o lugar com maestria, e as mãos do outro desceram para o cós de sua calça, adentrando-a. Bakugou deu um gritinho ao sentir o falo pulsante em suas mãos. Kirishima riu e se afastou do loiro. 

— Quer me ajudar com isso também? — Katsuki não sabia o que Kirishima havia dito, mas assentiu freneticamente e o outro lhe puxou pelo braço para uma das cabines. 

Trancou-a e Katsuki logo abaixou, desfivelando  o cinto com uma certa afobação, por conta disso, as suas mãos se atrapalhavam e demorou um pouco para abri-lo. Assim que a fivela se abriu, as calças de Kirishima caíram e Bakugou gemeu diante da ereção do maior. 

Ele acariciou o membro e gemeu. O ruivo mordeu o lábio inferior tentando se reprimir. Katsuki abaixou a boxer branca do maior e viu sua ereção pular, não perdeu tempo e passou o dedo pela glande, que estava sensível e vermelha. Eijirou agarrou bruscamente nos cabelos de Bakugou, que masturbava lentamente o membro, enquanto uma de suas mãos percorriam todo o pênis, a outra acariciava os testículos do maior.

Katsuki não perdeu tempo e enfiou o membro do maior em sua boca. Kirishima deu um grito, que, com certeza, foi ouvido do lado de fora e pressionou a cabeça de Bakugou, que quase se engasgou. Ele chupava com avidez e vontade. Era excitante a sensação de ter a boca ocupada, para japonês recatado que ele era, chupar um pau num banheiro de um restaurante chique no meio dos Estados Unidos não estava em seus planos. Aquilo era culpa da merda da América.

Os gemidos de Kirishima eram como músicas pros ouvidos de Bakugou, que, além de ter sua língua chupando, lambendo e sugando o membro do maior, ainda levava suas mãos aos testículos do outro e tinha a audácia de acariciar a entrada de Kirishima. O homem pressionou a cabeça do menor, iniciando uma espécie de garganta profunda. 

Bakugou não aguentava mais, precisava ser tocado, logo desabotoou sua calça com um pouco de dificuldade e começou a se masturbar, era difícil gemer sendo ocupado e por conta disso seus olhos começaram a lacrimejar. Agora Kirishima estocava rapidamente em sua boca e quase urrava de tanto prazer. Não demorou muito tempo até se derramar na boca de Bakugou, que também gozou. Oh céus, Katsuki estava uma bagunça. Seus cabelos bagunçados, sua boca extremamente vermelha e com sêmen escorrendo, seu pênis para fora da calça e sujando toda a sua blusa. 

Kirishima sentou-se no chão ao lado de Katsuki e o beijou, sentindo seu próprio gosto. Logo depois riu da cara espantada do loiro, a sanidade estava retornando aos poucos e quando percebesse o que havia feito iria enlouquecer.

— No fim das contas, você queria mesmo um cock. — Pronunciou a palavra deixando Bakugou mais vermelho do que já estava, o ruivo riu e acariciou o cabelo do menor.

Não podiam ficar mais tempo ali, mas as pernas dos dois ainda estavam fracas e eles precisavam se recuperar, contudo, após algum tempo, eles se levantaram. Bakugou enfiou a blusa para dentro da calça para esconder a parte suja de sêmen e jogou água em seu rosto; kirishima vestiu a blusa ainda suja de vinho e suas calças. Quando saíram do banheiro, o restaurante estava quase vazio e eles se perguntaram por quanto tempo haviam ficado ali dentro. Viram Shoto e Izuku conversando com a recepcionista, o menor estava abraçado ao marido e Bakugou foi até eles.

— Ainda bem que apareceu, já íamos embora sem você. — Sua voz era um pouco arrastada, como se o álcool ainda fizesse efeito sobre si, mas Shoto parecia mais sóbrio.

— Eu acabei ficando ocupado no banheiro. — Coçou a nuca ficando envergonhado. Shoto então sorriu de lado.

— Sabemos o que te ocupou. — Olhou para o ruivo que voltava afobado para a cozinha.

— Pego o contato dele pelo menos? — Izuku perguntou.

Katsuki ruborizou e se sentiu um qualquer. Pagava um boquete para o cara e saia sem mais nem menos, até havia recebido um carinho, nenhum de seus parceiros havia feito isso com ele antes, nem mesmo depois de uma noite de sexo. Balançou a cabeça negativamente enquanto se despediam da recepcionista. Antes de sair do restaurante, deu uma última olhada para o ruivo, que estava tomando uma bronca feia na cozinha. Deixou um sorriso escapar e desceu as escadas do restaurante. Talvez a América não fosse tão mal-educada assim. Mordeu o lábio inferior.


Notas Finais


então gente espero que tenham gostado e fica o alerta!!!! isso pode acontecer de vdd rs eu ouvi uma historia parecida com essa no curso da minha amiga, digo parecida pq não teve b*q*e*e no final 🙈

ah, eu gostaria de agradecer ao @mubroom por ter feito essa capa linda

eh issor bj bj >3


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