História American (SwanQueen) - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time, Once Upon a Time in Wonderland
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Will Scarlet, Will Scarlet/Valete de Copas, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Intersexualidade (g!p), Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 183
Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Liberdade


POV EMMA

Tallahassee, Florida. 

Não se espante quando sua vida virar uma droga depois dos dezoito anos. Não faça nada, apenas aproveite, mas não aproveite muito, isso pode te colocar em grandes problemas. Ser livre não significa ser idiota, faça bons amigos e não pire. Tentar manter o controle de uma situação, vai ser algo difícil de se fazer. Sei disso porquê deis de sempre minha vida foi assim. Minha mãe foi presa logo após que meu pai "se matou", ela era sua corda, seu comprimidos e a sua arma, mas nunca confessou. Se eu fiquei triste? Que eu me lembre não, só tinha seis anos. E fala sério! Meu pai era um bêbado inconsolável.

Fiquei pulando de família em família até chegar no fundo do poço, aonde me senti verdadeiramente em casa. Sai do colégio no primeiro ano do ensino médio. Mas não pense que sou uma pessoa burra, muito pelo contrário. Em vinte cinco anos de existência, a vida me ensinou mais do que os livros de matemática. Tenho muitas histórias, conheci várias pessoas, criei bons inimigos e péssimos amigos. Mas agora é apenas respirar fundo, e tentar ao máximo viver um pouco mais.

— Nos vemos em breve Srta. Swan. — o guarda prediz. Revirei os os olhos, esses idiotas...

Tateei o bolso da minha calça velha em busca de um cigarro. Era só isso que eu tinha: uma conjunto de roupa, maço de cigarrilha com apenas cinco cigarros, um Opalava v8 e uma casa velha como herança de família. Eu não sabia nem que caminho seguir. Entrei no carro verde pistachio, meu único bem. Olhei em volta dele, a liberdade dentro de um carro nunca foi tão gratificante como agora.

Lembro de uma perola da velha da minha mãe. Ela sempre repetia isso quando estava bêbada. 

"Nem todas as aves podem voar Emma, mas todas tem o privilégio de viver"

Sant Paul, Minnesota

Rodar 2,463km nunca foi tão cansativo. Mas não se compara em cruzar a Califórnia com um bando de motoqueiros bêbados, isso já faz algum tempo... Quando você está na cadeia, acaba aprendendo duas coisas. Uma delas é que quando está lá dentro, as pessoas te tratam como vermes, a outra, é que quando você sai, as pessoas continuam te tratando como um verme. Seja o que for, não soque a cara delas.

Cheguei no bairro onde passei toda a minha curta infância, já era noite. Saber que as vizinhas fofoqueiras que escutavam a gritaria das brigas incansáveis dos seus pais, ainda estão lá, em pé, como fósseis petrificados. Algumas observavam pela janela, outras já tinham a coragem de sair na rua. Não mudou nada, absolutamente nada.

Estacionei em frente a residência 105, tinha um lata velha parada na garagem, o jardim detonado – isso sempre foi assim. A tintura desbotada, e dava pra ver as janelas empoeiradas que nunca abdicaram das cortinas.

E a única coisa que fiz foi tirar a poeira do sofá e dormir como se não houvesse amanhã.

[...]

— Duas cervejas, quatro pacotes de macarrão instantâneo... Isso dá vinte dólares. — o senhor do caixa falou.

Não me surpreende tudo estar tão caro. Sorte que com a morte do meu pai, também veio uma boa quantia do seguro. Antes de ir pra cadeia, gastei grande parte desse dinheiro, sobrando apenas cento e vinte dólares. Vinte já foram, tentarei sobreviver com cem.

Peguei tudo e saí da loja, mas não sem antes dar de cara com um passado bem bacana.

— Emma? É você? — meu primo perguntou.

— Aparentemente sim.

— Porque não nos procurou quando saiu?

— Com a louca da sua mãe? Não, obrigada. — respondi já passando pela porta. 

Lembrar da minha tia me fazia ter náuseas. Ela é aquele tipo de pessoa com os conceitos bem conservados, a "ovelha desmamada da família" como minha mãe dizia. Tia Helga é um mar de ignorância, porém uma boa mãe.

— Espera Emma! — ele gritou, revirei os olhos parando — Não vai dizer nada?

— Calma ai... — estreitei os olhos, pensando um pouco — Não era pra você estar na escola?

— Quando te perguntavam isso qual era sua resposta? — ele sempre teve resposta pra tudo. Bufei irritada, ele riu — Vai ter fogueira hoje à noite, vamos?

— Não vou ficar em um lugar cheio de pirralhos.

— Vai ter cerveja.

— Passa lá em casa. — ele sorriu vitorioso e nós despedimos.

Um passado bem legal.

[...]

Sempre tem aquele tipo de pessoa que é basicamente "sou boa demais pra me misturar", eu pelo contrário sou péssima demais pra isso. Deveria ter sido como eles, jovens que aproveitam a vida com responsabilidade. Ficar em uma roda de fogueira ouvindo Like a Rolling Stone, bebendo e falando sobre o show de rock do fim de semana. Queria ter sido esse tipo de pessoa, só que fui um pouco melhor. Não é querendo me gabar, vivi muito pra ver tudo. Mas viver o mínimo pra poder viver mais, é preciso.

David já havia passado lá em casa e agora estávamos na tal fogueira, quer dizer. Eles estavam, eu não. Uma curiosidade bateu forte quando chegaram mais duas garotas, morenas absurdamente lindas. Isso me fez perceber que faz bastante tempo que eu não fico com nenhuma mulher. Mas nascendo do jeito que nasci, isso nunca foi um problema.

A outra garota não parava de me olhar, o que me incomodou no começo mas quando retribui, o incômodo foi embora em passe de mágica. Era garota mais linda dali, e muito curiosa por sinal.

— Cara, se junta lá com a gente. — Killian não parava de insistir.

— Tá bom aqui, valeu.

Ele suspirou se rendendo, traguei mais uma vez jogando a fumaça pelo ar. Killian nunca foi um amigo, contando que meus únicos amigos eram caras que se afogavam em ervas e cocaína.

Observei ele indo até as duas morenas, a outra voltou a me olhar. E sem esperar muito comecei a encará-la, não parecia ter mais que dezessete assim como os demais naquela roda. Mas a beleza ultrapassava todas as outras. Queria saber mais, o que ela queria, seu nome. Qualquer coisa que fizesse meu interesse se dissipar.



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