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História Amianto - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha só quem está de volta!
A pessoa que só atualiza e escreve a fanfic quando se sente triste ou quando pensar em diálogos fodas!

Lembrem que o suicido não leva a nada além de dor e sofrimento,se você for,você irá entristecer as pessoas que se importam com você!
Você é importante apenas não descobriu isso ainda então apenas seja paciente e descobrirá que o mundo pode sim ser algo fantástico!

Bem–depois dessa “mini-advertência”–espero que tenham uma ótima leitura!

Capítulo 2 - Conversas e confissões


 

Depois daquele incidente da sadaca, Brasil estava agora no carro de Portugal sentando ao seu lado enquanto tentava achar algum entretenimento em sua mente e falhando de forma miserável. Não conseguia raciocinar,não acreditava que quem iria o salvar iria ser Portugal–Não que ele esperasse alguém para o salvar–e também não esperava que fosse impedido–pensava que não teria coragem o bastante para fazer aquilo e acabar desistindo na pior das hipóteses.

Portugal também estava quieto,ele estava tentando se concentrar ao máximo na estrada enquanto também olhava para Brasil para ver como o garoto estava. Não que aquilo fosse algo que o garoto o dissesse mas ele ao menos queria saber o que passava em sua mente naquele momento,sempre achou que o que ele pensava eram em coisas de garotos jovens normais como mulheres,sexualidade ou outras coisas e não em se matar!

Isso era de mais para ele lidar sozinho,precisava da ajuda de alguém ou do conselho sobre o que deveria fazer!

—Portugal...—Chamou Brasil com uma voz calma e fraca—não fala isso para ninguém por favor? Não quero que eles se preocupem.

—O que você quer dizer com isso?—Perguntou Portugal sem tirar os olhos da estrada—Não que eu fosse contar ou algo do gênero mas por que está tão preocupado com o fato de descobrirem sobre os seus problemas psicológicos?

—É que eles já tem muitos problemas para se preocuparem comigo entende? Não quero que eles se sintam pressionados ou qualquer merda do gênero—Respondeu Brasil colocando sua cabeça para trás

—Mas você não acha que isso seria melhor para você? Quantas mais pessoas perceberem que você está com um problema elas talvez possam ajudar você a resolvê-lo—Esclareceu Portugal apertando o volante com mais força do que o necessário quase que machucando a mão,ele não queria estar tendo aquele tipo de conversa com seu filho.

Brasil ficou em silêncio. Sabia que algum de seus amigos ou irmãos poderiam o ajudar mas a possibilidade de os preocupar com ele e os fazerem ter o mínimo de discuido com o país,sempre o dava um sentimento de ansiedade.

Por isso se fazia de país feliz e idiota,em sua visão ao menos,era melhor fingir estar feliz a fazer com que seus amigos e irmãos se preocupassem consigo. Preferia mil vezes a viver em um mar de mentiras a atrapalhar os outros países com os seus problemas.

—Por agora vamos só deixar pela gente sim?—Propôs Brasil olhando para Portugal com um sorriso—Quando estiver pronto,eu talvez converse com eles sobre isso mas enquanto esse dia não chega vamos só manter isso como o nosso “segredinho" pode ser?

Portugal deu um suspiro pesado. Não esperava que o momento em que seu filho tivesse a coragem de o olhar no rosto fosse daquele jeito e naquela situação,com certeza as coisas não estavam indo do jeito que esperava.

Deu uma pequena olhada no rosto do filho,os olhos estavam um pouco vermelhos e inchados por causa do choro e o seu casaco estava com uma pequena mancha de terra por causa do sapato. Não acreditava no que iria fazer mas não poderia simplesmente deixar as coisas como estão!

—Tudo bem...—Disse por fim quando chegaram na casa do brasileiro—Eu até posso não contar para ninguém mas eu não irei deixar tudo isso para lá!

—Contando que não comente isso com ninguém para mim tudo bem—Disse dando um sorriso agredecido para o pai—Tchau Portugal

—Tchau....—“Se chamasse Brasil de filho naquele momento seria muita idiotice ou uma forma de consolo??" Essa foi a pergunta que passou na mente de Portugal enquanto via o moreno sair de seu carro—filho.

Brasil não escutou,o som do motor e a da partida do carro o impediu de ouvir o que Portugal tinha dito a ele mas isso para si era irrelevante.

Adentrou a casa se deparando com a sua porta aberta;destrancada pelo lado de fora. Não parecia ter sido arrombada então alguém ou tinha a chave ou tinha um clipe de cabelo a sua disposição.

Deu um suspiro pesado;seu dia estava indo de mal a pior!

—Merda…—Disse assim que entrou na casa. Não estava preocupado em encontrar os ladrões,estava cansando e precisava ao menos dormir! Se os ladrões quiserem o matar que o matem de uma vez,talvez dessa vez dê certo a sua vontade de morrer!

Foi diretamente para a sua sala e percebeu que tudo estava do jeito que tinha deixado–nem mesmo sua carteira tinha saído em cima da mesinha que tinha na frente do sofá–,foi para a cozinha e estava da mesma forma,vasculhou cada canto do primeiro andar que podia e nada,ninguém parecia ter roubando alguma coisa….mas então ele se lembrou do dinheiro que tinha guardado para RJ que estava em seu quarto.

Saiu em disparada para o seu quarto e abriu de forma brusca a porta,iria se preocupar em ajeitar própria porta mais tarde. Estava prestes a xingar os possíveis ladrões que estariam ali mas quando viu as suas filhas Amazônia e România paradas em frente a sua escrivaninha o fez ficar paralisado por alguns segundos.

—…pai...—Susurrou România com a voz falha,parecia ter chorando por um tempo já que seus olhos estavam vermelhos e o seu rosto estava molhando

—MÃE!!!—Gritou Amazônia correndo em direção a Brasil e o dando um enorme abraço apertado;ela também tinha chorado—Eu pensei que tinha perdido você!…

—Mas o quê…—Não estava entendo nada,“por que România e Amazônia estavam ali?? Por que estavam chorando??” essas eram as perguntas que estavam em sua mente até ele lembrar que tinha escrito cartas de dispendida para todos os seus filhos os dizendo sobre o que fez,ou melhor,o que iria fazer!

—Por que disse aquilo?—Se pronunciou România com os braços cruzados;estava irritada até porque não é todo dia em que os nossos pais deixam cartas para seus filhos falando que irão se suicidar e depois aparecem na sua frente—Por que disse que iria se suicidar?

—România…—Advertiu Amazônia ainda abraçando a sua “mãe”

—Não,ela tem razão em estar irritada comigo—Disse Brasil dando um pequeno suspiro—Eu realmente devo a vocês uma explicação valida para isso então que tal nós nos acalmamos e comermos ou bebemos alguma coisa?

Se desfez do abraço da filha e foi em direção a sua cozinha sendo seguido pelas outras duas. România estava tentando,realmente tentando,não começar a reclamar com o seu pai ou fazer milhares de perguntas sobre as cartas e sobre as coisas que ele iria fazer mas não podia porque apesar de tudo ela ainda tinha que o respeitar,se aquele não era o momento certo para ele dizer a verdade então é melhor não perguntar.

Amazônia estava também estava em dúvida sobre fazer perguntas sobre o que ele faria. Sempre foi uma das mais velhas,mais compreensível e a mais atenta e por isso sempre percebia quando alguém estava com sérios problemas emocionais como raiva e tristeza mas então por que nunca passou em sua mente a possibilidade de seu pai estar com depressão? Será que foi tão cega ao ponto de não perceber o que estava acontecendo com ele ou tão egoísta ao ponto de não conseguir parar de ver em sua mãe alguém alegre e as vezes idiota?

—Eu sei que vocês querem fazer perguntas então façam—Disse Brasil chamando a atenção das duas garotas para si—Sou o pai e mãe de vocês,eu consigo perceber quando estão em dúvida sobre algo.

—Eu…—România tentou formular uma frase mas nada saia de sua boca

—Mãe…você está bem?—Perguntou Amazônia logo gritando consigo mesma pela pergunta idiota que tinha feito naquele momento.

—Bem não estou mas mal também não é algo que me define—Respondeu frio,não parecia que se importava muito com o próprio bem estar

E então o mesmo silêncio que tinha no carro de Portugal apareceu naquele momento. Se sentia culpado pelo fato de ter dado um susto desse tipo em suas filhas,elas não mereciam isso mas ele também não sentia totalmente culpado pelo o que tinha tentado fazer.

Claro que ele não era o único se sentido culpado naquele momento,ambas as duas irmãs estavam quase que cortando os pulsos por conta da ansiedade de ambas pela curiosidade–e um pouco de medo–da mente de seu próprio pai/mãe. Não achavam que a sua mente se tornasse tão destrutiva assim.

O desconforto era tanto que todos nem perceberem quando chegaram na sala,estavam preocupados de mais um com os outros para se preocuparem a onde estavam. Eles só perceberam a onde estavam quando Brasil bateu com o dedinho com a quina da mesa de madeira que tinha na frente da sala.

—…filho da puta do caralho...—Reclamou olhando para a sua mesa;o seu dia não poderia ser melhor—Bem,nós já estamos aqui e eu prometi que iria explicar tudo a vocês então se sentem e vamos acabar com isso de uma vez…

Todos se sentaram na mesa de madeira que tinha. Era uma madeira robusta e pobre que já estava até descascando mas mesmo assim,aquela mesa tinha passado por cada coisa daquela família que era até impressionante o fato de ela ainda estar inteira. Em cima dela tinha um pote de café e algumas xícaras;precisava se livrar do vício em cafeína mas isso para Brasil parecia ser algo totalmente impossível! Sempre estaria bebendo alguma xícara de café por pelo menos uma ou duas vezes ao dia.

Pegou o pote e uma xícara e colocou café dentro da xícara. Era um café pobre mas bom.

—Então…—Seu café estava frio mas isso não o impediria de o tomar—…o que vocês querem saber?

—O porquê de ter feito aquilo!—Respondeu Amazônia logo tossindo soltando um pouquinho de fumaça de sua boca,a queimada tinha a deixando marcas terríveis em seu pulmão—Desculpa.

—Eu simplesmente sentia como se eu deveria—Respondeu Brasil dando mais um gole de seu café em sua garganta—Não é como se alguém ligasse sobre isso então eu apenas segui o fluxo,eu só não sinto como se eu quisesse fazer isso e como eu sei que ninguém se importa de verdade apenas o fiz.

—Por que você escreveu as cartas? Pra que é aquele dinheiro?—Agora a palavra veio de România que parecia mais nervosa e ansiosa que Amazônia

—Eu não queria que vocês pensassem que eu sou alguém tão ruim ou cruel ao ponto de não fazer algo para vocês,não tenho dinheiro então a única coisa que posso deixar para vocês é as cartas—Seu café acabou—E o dinheiro era para consegui soltar RJ da prisão,eu perguntei quanto eu deveria dar para que o soltasse então eu começei a trabalhar em diversos lugares diferentes para conseguir esse dinheiro.

Agora todos ficaram em silêncio e a única coisa que produzia som ali era o sol do café caindo na xícara marrom que tinha.

—Eu posso perguntar uma coisa para vocês?—Perguntou Brasil bebendo o seu café sentindo o amargo e o frio o consumindo por dentro

—Mas já está perguntando—Amazônia brincou ganhando um pequeno sorriso de Brasil

—Boba—Disse Brasil apertando no nariz de AM que deu um risinho junto de România—Eu queria saber o motivo de vocês estarem aqui,não me lembro de ter pedido para vocês virem,sem ofensa.

—Nós estavamos andando perto daqui quando vimos dois caras vindo em nossa direção parecendo desesperados para fazer alguma coisa—Respondeu România pegando uma xícara e colocando café nela e logo bebendo—Aqueles homens já estavam nos seguindo já fazia um tempo e como você era o único homem próximo da onde a gente tava,viemos para cá.

—Não queríamos invadir a sua casa mas era isso ou encarar aqueles dois homens que tinha ali—Disse Amazônia olhando para as duas xícaras que sobraram,não tinha coragem de encarar a sua mãe—A gente te procurou pela casa até entrar no seu quarto e achar as cartas,desculpa.

—Não,tudo bem—Disse Brasil bebendo o seu café—Vocês tinham um motivo para isso e eu não as culpo por “invadir” a minha casa.

E o silêncio mais uma vez voltou. Não eram uma família muito interligada ao silêncio,sempre existia alguém gritando,reclamando ou conversando quando toda–ou apenas alguns membros da família –estavam reunidos,talvez esse seja o motivo pelo quão aquele momento ser tão incomum e conveniente daquele jeito.

Enquanto Brasil e România bebiam seus cafés,Amazônia se lembrou de uma coisa importante que se relacionava ao dinheiro de RJ que sua mãe tinha conseguido. Sempre tivera a vontade de o perguntar sobre isso mas nunca achou o momento certo então,aproveitando o fato de já estarem fazendo perguntas um para o outro,por que não fazer agora?

—Ei…mãe...—Chamou Amazônia chamando a atenção de Brasil para si que ainda bebia o seu café gelado—..sobre o dinheiro que você conseguiu paga dar ao RJ,isso tem haver com o fato de você já ter desmaiado de cansaço diversas vezes quando estava com seus amigos?

Brasil ficou em silêncio. O que ela tinha dito era verdade,estava trabalhado que nem um condenado para conseguir dinheiro o bastante para liberar o filho e por isso ele normalmente ficava cansado de mais e até tinha certas quedas de pressão as vezes. A sua sorte era que seus amigos ligavam para São Paulo ou Amazônia primeiro do que RJ,seria o caos se descobrissem como estar a sua família naquele momento.

—Vou ser sincero com vocês duas…—Bateu de leve com a xícara na mesa e começou a encarar as duas com um olhar frio mas com um sorriso no rosto—..isso tem sim haver com o fato do dinheiro do RJ. Preciso de dinheiro não só para conseguir liberar RJ,me livrar com as dívidas que tenho com EUA e para dar a vocês o que sempre quiseram.

—Sim mas o que menos queremos é que você simplesmente morra pelo cansaço pai!—Adverteu România com um semblante sério no rosto. Brasil alargou o seu sorriso—Nós podemos viver com o que temos! Tudo o que temos já é o bastante para nós!

—Não,não é não—Brasil encarou diretamente os olhos marrons claros da filha que ficou nervosa com a encarada do pai—Isso não é a vida que prometi a vocês. Fome,roupas velhas,vidas e escolas simples…isso não é algo que eu queira dar a vocês! Eu quero poder dar a vocês uma boa condição de vida,ser alguém que vocês tem orgulho de dizer ser da família de vocês!

—Mas você já é! Por que simplesmente não consegue enxergar??—Perguntou Amazônia desesperada,seu medo era perder alguém de sua família e esse medo estava prestes a se realizar se caso se descuidasse apenas um pouco.

—Se eu realmente fosse alguém importante,não teriam vergonha e vontade de se livrar de mim.


Notas Finais


Eu deveria era criar vergonha na cara e parar com essas putaria de ficar fazendo coisas depressivas mas fazer o que né gente? A vida é mais feliz quando se tem tristeza nela.

Bem,eu só espero que tenham gostado e lembre-se que os comentários são algo que me motivam muito! Então não sejam um leitor fantasma e comente aqui mesmo que seja penas um “legal" porque isso pra mim já significa muito!

Tenha uma boa (hora que você está tendo)! Até mais pessoa que eu não conheço mas que eu já adoro!


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