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História Amid Chaos - Capítulo 9


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Notas do Autor


Yoooo minnaaaaAAAA-SAAAN!

Adivinha quem cumpriu com o prazo e voltou em menos de uma semana, hm? hm? (Se bem que era um por semana, mas vida que siga~~)


Enfim, booooooa leitura!

Capítulo 9 - VIII - Eu digo isso, mas é tão inevitável...



Capítulo oito – Eu digo isso, mas é tão inevitável...


Todoroki Shōto

Rei Todoroki nunca – em hipótese ou universo algum – teve certas negações em relação a seus filhos, ela já me falara e nos provara isso, protegendo tanto eu quanto meus irmãos de Enji, e eu a admirava por isso.

Mesmo meu pai – se é que ele deve ser denominado assim –  sendo extremamente abusivo, possessivo, e com um temperamento infernal conosco, ela nunca quis nos passar suas expressões melancólicas, apenas demonstrava a mulher forte que era, nos protegendo e amando dia após dia, noite após noite. E eu a admirava por isso.

E admirava a mulher que estava a nossa frente.

Que aparentava claramente ser uma mãe que daria sua vida para que seu filho pudesse viver com uma boa condição de vida e, acima de tudo, bem. Mesmo que isso fosse impossível hoje em dia.

Parado dentro de uma loja de roupas ainda dentro de Kirigakure para despistar os zumbis, estávamos calados, mas com centenas de perguntas para colocar para fora, mas ela parecia tão... Exausta, principalmente fisicamente, e não queríamos a sobrecarregar ainda mais com perguntas, não quando ela havia acabado de colocar seu próprio corpo em prova ao correr com um bebê em seu ventre.

Mas aparentemente era apenas o que nós pensávamos.

– E-eu... Acho que devo agradecer a vocês primeiro... Muito obrigada por me salvar, d-de verdade, eu não sei como r-retribuir...

Sua voz falhada causava um aperto em meu coração, mesmo nessas situações ela ainda pensava em nos agradecer. Por que tinha que ter começado um apocalipse, afinal?

– Não precisa agradecer, sim? Nós nunca deixaríamos uma mulher viva e grávida em apuros, nós é que temos que agradecer por você ser mãe que é! – Uraraka garantiu, e eu vi a mulher tentar conter as lágrimas, em vão. Ela estava desconfortável e era compreensível.

– Eu... Daria o pouco que t-tenho para ver meu filho conseguir viver, mesmo que o mundo não seja mais o mesmo... – Ela abaixou o olhar para o piso branco do local, logo o erguendo novamente. – Eu me chamo Kurenai, muito obrigada novamente... – Falou sorrindo gentilmente olhando para nós que estávamos em pé, e eu apenas retribui o pequeno sorriso.

– Eu me chamo Ashido Mina! Aqueles marmanjos ali se chamam Todoroki, Midoriya, Kaminari, Bakugou, Kirishima, Sasuke e Naruto. – Ela nos apresentou, apontando para cada um de nós e sussurrando algo inaudível para nós entre um nome e outro.

Kurenai enxugou as poucas lágrimas que ainda escorriam com as costas da mão, ainda mantendo seu sorriso gentil. Ela estava verdadeiramente feliz, isso era bem claro apesar da situação.

.

.

.


Ao sairmos da loja e checarmos que não havia mais mortos-vivos por entre as ruas desertas, pegamos mais alguns suprimentos, remédios dentro da data de validade – tínhamos que aproveitar o pouco que nós ainda teríamos – e algumas barracas, poucas, até por que uma quantia grande seria um destaque entre as árvores para os zumbis, e isso provavelmente resultaria em nós termos que fugir e nos virar do zero novamente.

Nos encontrávamos agora em uma floresta um pouco distante de Kirigakure, erguendo as barracas. Depois alguns longos minutos após as arrumarmos devidamente, Sasuke entrou na que eu estava – já que ele dormiria juntamente comigo e Naruto.

Ficou alguns minutos calado, tal como eu. Era nítido que havia perguntar para serem respondidas, afinal, a curiosidade era inevitável, não nos víamos à meses.

– Como se sente? – Dissera, ainda sentado com suas pernas cruzadas. Como sempre, direto.

Ri baixo brevemente pela lembrança, Sasuke sempre foi um tipo de pessoa mais reservada e dependente de si só – o que mudou após conhecer Naruto e eu, já que nos tornamos amigos quase que de imediato.

Pensei um pouco antes de responder, de fato eu não sabia ao certo como me sentia...

– Eu não sei... As vezes parece que a ficha já caiu e nós estamos quase sozinhos no mundo, e nas outras é assustador. – Respondi deitado com as mãos apoiadas atrás da cabeça.

– Eu também. Mas é a realidade, não é?... As vezes eu queria que fosse apenas um sonho... Ou pesadelo, para falar a verdade. – Suspirou cansado. Ele parecia realmente um Sasuke mais... Emotivo? Seu tom não era mais tão indiferente quanto antes e eu me perguntava o quanto Sasuke havia mudado nesse meio tempo que passamos todos separados.

Eu apenas assenti pela pergunta.

Logo após, ficamos mais um tempo em silêncio, confortável, diga-se de passagem. Eu e ele não éramos de falar muito, mas nos compreendíamos mais do que ninguém e nos ajudavámos, tanto na faculdade quanto fora. Sasuke era uma ótima companhia, mas fazia tanto tempo que não nos víamos que eu não sabia o que dizer. Até Naruto aparecer.

– Boa noite para vocês, se me dão licença, vou dormir... – o Uzumaki preferiu com a voz arrastada, mas ainda divertida, logo bocejando.

Parando para pensar, ao contrário de Sasuke, ele ainda parecia o mesmo Naruto de sempre, eufórico, barulhento, mas feliz, do seu próprio jeito.

– Vai dormir nada. – O Uchiha afirmou, puxando para o lado a fina coberta que o Uzumaki iria usar para se cobrir, ouvindo baixos resmungos de resposta.

O loiro novamente puxou a coberta para si e Sasuke a tirou novamente, ri com a situação que se estendia por alguns minutos, deixando um Naruto irritado – mesmo que provavelmente ele estava se divertindo com o Uchiha, era sempre assim e eu sentia falta disso.

Esses momentos de descontração eram tão raros ultimamente, que eu apenas queria que quando eles acontecessem, durassem mais tempo – o que nós infelizmente não tínhamos.

– Bem... E vocês? – Questionei vendo eles pararem com o ciclo da coberta e me olharem, confusos e eu sorri brevemente. – Onde passaram esse tempo?

– Ah, era sobre isso que queríamos falar! Você viu a gravação?! – Naruto respondeu empolgado, com outra pergunta.

– Mais ou menos, quando iam falar a localização exata, o notebook pifou do nada.

Naruto riu e eu me deixei contagiar, realmente, foi inesperado e imprevisível, o Universo conspirava contra mim naquela hora.

– E depois? Você foi para onde? – Sasuke questionou com o costumeiro olhar e timbre indiferente, mas que eu conseguia enxergar um pouco de curiosidade.

Não os culpava, eu também estava interessado sobre eles, cinco meses e meio não era pouco.

– É aquela história longa... Basicamente, eu quase morri no hospital depois de acordar do coma, tinha vários deles lá, e quando eu consegui sair, eu... – parei abruptamente com as lembranças em mente.

– Você...? – incentivou, ainda era um pouco delicado. Eu sabia que isso havia acontecido com toda a minha família e era irreversível, mas... Vê-la pessoalmente foi chocante e amedrontador.

– Encontrei Hinata como uma infectada... Ela tentou me atacar, mas, foi aí que Bakugou chegou e me “ajudou”, e então, fora as discussões uniliterais da parte dele, andamos como um grupo em busca de sobreviver.

– Parece um filme clichê. – Naruto falou ainda deitado, seu cotovelo de encontro com o travesseiro desconfortável, e sua mão apoiando sua cabeça.

– Mas não é. Aliás, o que você acha que você seria nesse “filme”? – Sasuke perguntou ironicamente.

– Huuum... O ator secundário que normalmente morre de forma trágica e sofredora, como salvador da pátria, sabe? É isso!

O Uchiha revirou os olhos. De fato, continuava o mesmo Naruto de sempre, e eu agradeci à Kami por isso, tinha medo que o apocalipse tenha os afetado de alguma forma, apesar de ser bem possível que isso alguma hora aconteça, era inevitável, o mundo havia mudado drasticamente em menos de dois meses.

– Agora realmente estou com um sono... Boa noite para vocês. – o Uzumaki dissera bocejando e logo se deitando, sendo seguido por Sasuke.

Como a barracs em que estávamos tinha uma bela e enquadrada vista para o céu agora noturno no topo, fiquei inerte apenas olhando as incontáveis estrelas. Apesar do enquadramento ser limitado, eu nunca havia conseguido ver direito tantas estrelas pela poluição luminosa de Kamakura, era realmente perfeita.


.   .   .


Depois de algumas horas de uma insônia tão cotidiana, sai da barraca a passos leves e silenciosos para não arriscar acordar alguém. Eu não conseguia dormir, mas eles estavam cansados.

Olhei para cima novamente e sorri, agora era mais amplo e diversas constelações eram claramente visíveis.

– O está fazendo acordado, pavê?! – Ouvi Bakugou perguntar do meu lado e me sobressaltei pela aparição, do nada, nem tinha o visto.

– Que susto caralho!

– Olhe, a princesinha sabe falar palavrão! – Bufei com o apelido, aparentemente não iriam parar tão cedo.

Apenas o olhei por alguns poucos segundos, posteriormente me virando e andando até a fogueira improvisada que tínhamos feito, agora completamente apagada e em cinzas. Me sentei em um dos troncos de madeira que havíamos achado e suspirei.

– E Kurenai...?

– O que tem ela?

– Vocês não podem ir até os Estados Unidos com uma mulher prestes a tem um bebê, Bakugou... – Respondi como se fosse óbvio.

– Nós, o certo é nós. E eu sei disso meio-a-meio, por isso vamos achar alguma fazenda aleatória amanhã e ficar lá por o tempo que ela demorar para ganhar o projeto de gente.

Assenti, me lembrando de algo.

– Meu... Pai, tinha um fazenda bem perto daqui, uns sete ou oito quilômetros, lá tem alimentos, remédios e alguns utensílios médicos que ele usava no Hospital.

– Seu pai trabalhava em um Hospital?! Ele era o quê? – Perguntou me olhando fixamente e eu acabei desviando meu olhar para o chão, eu realmente não era muito afim de falar do meu pai, mas...

– Diretor, mas se formou em neurologia... Salvou diversas vidas ao longo da sua carreira, mas apesar de mexer na área dos cérebros, ele não parecia ter um... – Sussurrei a última parte, eu não era de me abrir facilmente, mas era tão confortável conversar com Bakugou quando este não queria socar algo, que simplesmente saia.

Mas ele aparentava ter ouvido. Ficamos calados por um tempo, onde era audível apesar os ruídos das belas corujas, alguns grilos e a brisa fresca da noite que rebatia nas folhas das dezenas de árvores. Até ele mesmo quebrar o silêncio.

– Por que?

– É... Eu... Não quero falar sobre isso agora...

– Tudo bem. – O olhei surpreso. Como assim “tudo bem”...? Nenhum xingamento ou soco...? – Não me olhe com essa cara de como se tivesse visto uma assombração, eu apenas entendo que você não quer falar.

– Não foi isso que eu quis dizer... Eu apenas não consigo, desculpe...

Ele se levantou de supetão após eu terminar de falar e se virou para mim.

– Por que está se desculpando, pavê?! Vai dormir logo antes de você aparecer morto, e não seria por zumbis.

Sorri bobo e ao mesmo tempo satisfeito com a cabeça baixa, ele parecia estar voltando ao normal pouco a pouco, tal como Kirishima e isso era bom, ótimo, por assim dizer.

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.

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– Não precisa, eu... Não quero ser um incômodo. – Kurenai falou com certo pesar.

– Nem repita isso... Não será incômodo algum, ok? Nem se preocupe com isso! – Ashido tentava a reconfortar e a convencer de todo modo e eu percebia apenas em momentos assim o quanto eu fui sortudo de ter os achado. Eu provavelmente estaria morto agora ou como um zumbi se não fosse por eles.

No mais, Kurenai sorriu agradecida.

– Certo, então vai ser isso mesmo ou ainda vão fazer votação, porra?! – Sem respostas e com todos agora prestando atenção, começou novamente: – Pois bem, vamos até essa fazenda do pai de Todoroki ficar o tempo necessário para o toco de gente de Kurenai nascer e crescer nem que seja um pouco. Enfim, vai ser um bom tempo, cerca de dois anos. Todos de acordo? Se não, podem se virar sozinhos.

– É... Acho que todos de acordo. – Kirishima falou.

Também não era como se tivéssemos tantas opções, não é?

.

.

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Bakugou

– Ah cara! Estou tão cansado! – Kirishima reclamou pela milionésima vez de seu “cansaço” e bufei.

– Se você repetir isso mais uma vez, Kirishima, eu juro, JURO, que eu te soco até você apagar e te deixo com os zumbis, aliás, vou te deixar bem acordado para isso!

– Você é muito chato, bro...

Estávamos agora na floresta, cada um com suas mochilas – recolhemos até as barracas, por incrível e anti-preguiça que isso possa parecer. Saímos enquanto o sol ainda mal havia aparecido, o calor que um sol de meio-dia nos causaria, deixaria-nos com o dobro de cansaço e se “algo” aparecesse, com certeza morreríamos.

– Ei... O que acha do Todoroki?

Franzi o cenho com a pergunta inesperadamente idiota.

– Qual é a da pergunta do nada?

– Curiosidade.

Pensando bem, o que eu achava do pavê? Bem, ele era ridiculamente certo. Não tanto quando um perfeccionista ou uma pessoa com TOC seria, mas acho que isso era fruto do fato de ser mais calado, logo, mais observador. Infelizmente ele era inegavelmente bonito, tinha coragem, muita, e nem precisava realmente demonstrar isso; e certamente, cheio de enigmas. Como ontem, por exemplo, deixou um assunto completamente aberto no ar, e ainda aparentava não ter um passado bom, mas ao mesmo tempo parecia.

Todoroki era a confusão em pessoa.

– Ele é chato pra caralho quando quer e as vezes quando não quer também. – Kirishima riu e balançou a cabeça negativamente contínuamente.

– Isso se chama amor, Bakugou...!

Engoli em seco. Nunca.

– Nem se tivesse água gelada em Mercúrio. Achei que fosse inteligente Eijirou, mas me enganei. Ele é realmente chato pra porra.

– É só ver o jeito que você olha para ele!

– NÃO!


Notas Finais


Sorri igual uma idiota no "Ele é inegavelmente bonito, tinha coragem, muita[...]" E foi eu que escrevi (??????)

• Mas bem, perdoem-me por quaisquer erro ortográfico que tenha passado despercebido~~~


Um beso e até! ♥


Não, não, não, não, sem clichê yaoi por aqui, saaaangue~~~


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