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História Amigas de Infância - Capítulo 69


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Capítulo 69 - Seria um adeus?


POV MARINA

Dei um último beijo demorado em Pâmela e decidi que estava na hora de deixar de agir feito criança egoísta e ir buscar ajuda o que eu deveria ter feito desde o início, mas desde quando cheguei em Miami pela primeira vez, tudo que faço é agir sem pensar, só queria vê-la, tocá-la e me arrisquei indo sozinha naquele lugar, agora precisava chamar ajuda e avisar as autoridades.

Levantei, virei-me de costas e quando estava saindo, ouvimos a porta se abrindo. 

- Hahahaha, mas olha só, que surpresa agradável! As três imbecis agora reunidas e nem precisei fazer esforço algum para conseguir isso! – Adriana falava com um sorriso diabólico em seu rosto.

- O que você quer Adriana, não percebeu que não tem mais saída para ti? – falei demonstrando a raiva que estava sentindo.

- Tem certeza que para mim? O certo seria para vocês! – Adriana

- Você quer a mim, deixe Marina e Manuela em paz! – Pâmela

- Pâmela, Pâmela, sempre falando o que não sabe. Eu necessito sim das três. Você e Marina irão assinar os documentos que necessito, enquanto que Manuela será arquivo morto por saber demais, assim como ambas serão depois de eu conseguir o que quero. – Adriana

- Não iremos assinar nada Adriana, nos deixar sair antes que seja tarde demais para ti. – falei gritando.

- Cala a boca sua idiota! – Adriana ergueu sua blusa e tirou um revólver. – Vocês vão ficar caladas por bem ou por mal.

- Chega Adriana, não percebe o quão psicopata você é? Doente, isso sim, mente doentia. Ninguém nunca te amou, nunca quis ficar ao seu lado para construir um futuro e por isso sempre agiu assim. Você não passa de uma pessoa solitária, descartada, renegada. Pâmela nunca conseguiu te amar, casou para esquecer uma pessoa e nem para isso você prestou. Aposto que fazia amor sentindo nojo de ti, desejando que Marina estivesse com ela. - Manuela

- Já mandei calar a maldita da boca. – Adriana deu uma coronhada na cabeça de Manuela, a fazendo cair desmaiada.

- Você pirou de verdade agora sua vagabunda? – Pâmela

- Quer levar uma também? Se não quiser fique quieta! – Adriana

Fui ver se Manuela estava bem e Adriana me empurrou, cai também e acabei machucando o braço, o que me fez gritar de dor.

- Nina meu amor, você está bem? – Pâmela

-Que diabos, nenhuma de vocês entendeu que não quero que falem? – Adriana

- Faz logo o que quer fazer Adriana, traz esses papéis para assinarmos. – Marina.

- Não Marina, não podemos deixar sua família sem nada, eles demoraram anos  para construir tudo. Não é justo. – Pâmela

- No momento, não é justo perdemos nossas vidas por conta de bens materiais. Meus pais agiriam da mesma maneira. – Marina

- Até que sua namoradinha é inteligente Pâmelazinha. Agora vou te soltar para assinar logo isso. – Adriana.

Adriana soltou Pâmela e ordenou que ficássemos em pé, ficamos uma ao lado da outra e Adriana puxou alguns papéis do bolso de sua blusa, estavam amassados mas seu conteúdo era nítido, ao assinarmos aquilo estariam na falência.

- Eu não vou assinar isso! Marina estamos em duas, não é possível que não possamos com ela. – Pâmela

- Pâmela esqueceu que ela está armada? – Marina

- É Pâmela, esqueceu que estou armada? - Adriana

- Você não seria capaz Adriana! – Manuela gritou e foi ai que pudemos ver que ela tinha acordado. Se levantou e ficou ao meu lado.

- Isso será interessante. Vocês assinam e eu mato uma por uma. - Adriana

- Mate a mim, mas elas não. – Pâmela

- Calma, vai chegar a sua vez também. Agora assina. – Adriana apontou a arma na cabeça de Pâmela e meu coração foi a mil, comecei derramar minhas lágrimas sem parar.

Pâmela resolveu ceder e assinar e enquanto Adriana estava distraída com ela, Manuela cochichou em meu ouvido.

- Calma, mantenha a calma e não faça ou fale nada que a irrite. Enzo e os policiais estão esperando a hora certa de estourarem essa porta e a prenderem em flagrante. - Manuela

- Não temos tempo, eles tem que entrar logo. – Marina

- Então as duas resolveram cochichar por trás de mim? Que coisa mais feia isso heim. Sua vez Marina, assina!  - Adriana.

Peguei e assinei todas aquelas folhas.

- As três encostadas na parede agora de costas. Vamos brincar de tiro ao alvo.

Nos encostamos na parede e Adriana mirou a arma sem sabermos qual das três seria a primeira. Assim que ela engatilhou o revólver, a policia e Enzo entraram, Adriana se assustou e apertou o gatilho sem saber em qual estava mirando. Foi tudo muito rápido, senti Pâmela se jogando atrás de mim e me empurrando para o lado.

- Parada! Mãos ao alto, você está presa! – gritou um dos policiais.

Virei de frente e não pude acreditar no que vi. Pâmela estava caída toda ensanguentada. Havia levado um tiro no peito. Estava quase sem vida. Me ajoelhei e a abracei.

- Pâmela meu amor, não me deixa. Eu preciso de você. Por favoooor! – chorava muito. Ouvi ela me chamar baixo.

- Nina, existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, segue amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. O mais dilacerante é despedir-se de um amor para todo o sempre. Eu te amei com toda a força do meu ser. Você foi tudo para mim. Eu viveria mais mil anos ao seu lado se eu pudesse.

Enquanto Pâmela falava, Enzo tirou sua camiseta, rasgou e amarrou apertado em torno do corpo dela aonde estava o ferimento.

- Shiii, não fala nada Pâmela, não faz esforço.

- Eu preciso.

Nisso os policiais vieram para carregar ela e colocar no carro para seguirmos ao hospital. Adriana já estava algemada dentro da viatura. Enquanto Enzo e Manuela choravam abraçados.

- Não espera, eu preciso falar pra ela.

- Fala meu amor.

- No meio dessa confusão, irei partir sem me despedir; será triste, mas se houvesse uma despedida talvez fosse mais ainda, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para você, pensar na última vez que nos encontramos e nos amamos muito, essas lembranças ninguém poderá tirar de ti. Não me despedirei de minha mãe, nossas amigas e de seus pais, porém eles sabem o quanto amei cada um e levaram isso como uma ótima lembrança de mim. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, mas a lembrança boa irá superar os maus momentos. E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida. Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos, porém para onde vá levarei o teu olhar 
e para onde caminhes levarás o meu ser. Fui tua e foste minha. Juntas fizemos 
uma curva na rota por onde o amor passou. Vou-me embora. Venho dos teus braços. Não sei para onde vou, mas vou feliz. E eu lhe digo adeus amor da minha vida. Meu bem, não quero te fazer sofrer, não quero te fazer mal, não foi escolha minha. Não irei te abandonar e nem fugir, estarei sempre contigo, dentro de seu coração. Eu te amei com todas as minhas força e ainda te amo, sei que já disse isso, é só para reforçar meu amor para que jamais esqueça. Guarde todos os abraços, beijos e cheiros só pra ti. Guarde os segredos, os medos. Guarde os sonhos, os planos para o futuro. Quero continuar do seu lado, ainda que em outra dimensão, seremos eternas namoradas. Guarde o que de melhor aconteceu para nós. Estou partindo agora e aonde eu vou você não pode ir, não chegou a sua hora, seja forte tente resistir. Não dá pra me amar, já não pode me tocar, você tem que seguir seu caminho sem mim e pra esquecer da gente, olhar pra frente um conselho vou dar, Guarde uma foto ou duas, um perfume, algo assim pra se lembrar mais de mim, com o tempo as coisas voltarão a rotina normal, só uma coisa nunca mais vai mudar, quem ama uma vez não deixa de amar!

Pâmela foi fechando os olhos devagar e eu me desesperei.

- Pâmelaaaaaa, por favor não, não me deixaaaaaa! 



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