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História Amigas de Infância - Capítulo 70


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Capítulo 70 - Como ela está?


POV MARINA

Ao ver que Pâmela parou de falar comigo e fechou os olhos, comecei a gritar e me desesperar. Enzo veio e me tirou dali, me levou para fora e me deu agua.

- Calma Marina, não fica assim, imagino como deve estar doendo e nunca estamos preparados, mas são coisas que acontece. É a única certeza que temos. Um dia todos terão que partir, não temos escolha.

- Nãoooooooo Enzo, você não imagina! Meu mundo acabou junto com o dela, não quero mais viver, não conseguirei ser forte.

- Vai ser sim e vai ser por ela que tanto insistiu para você seguir e realizar todos os sonhos que tinham juntas.

- Uma coisa eu concordo: viver sem alguém com quem estamos acostumados é muito difícil mesmo. É um período de transição chato em que tudo lembra a pessoa. Ficamos tristes, desanimados, não queremos fazer nada. É um período de luto, mas isso passa e continuamos vivos. É difícil sim, porém superável, se você tiver amigos, coisas para fazer, lugares para ir, hobbies, trabalho, estudos, família, animais de estimação ou qualquer outra tarefa na qual você possa investir seu tempo e energia. Pode ter certeza que estaremos sempre do seu lado Marina.

- Eu quero entrar Enzo e aproveitar o tempo que me resta junto dela.

Quando me soltei dos braços e estava prestes a entrar, Manuela saiu gritando que um dos policiais foi salva vidas antes e conseguiu reanima-la. Esse mesmo policial saiu com Pâmela nos braços gritando:

- Ela está viva, mas seu estado ainda é crítico, corre muito risco. Vocês terão que ser rápidos. Eii menino, abre a porta do seu carro.

Os policiais amarraram mais um pano em redor de Pâmela e a colocaram deitada no banco de trás do carro de Enzo. Sentei ao seu lado e fazia pressão sobre seu ventre com o intuito de parar o sangramento, mas era em vão, ela perdia cada vez mais sangue. As viaturas saíram na frente levando Adriana para a delegacia, enquanto seguíamos em direção ao hospital.

- Por favor Enzo, vai mais rápido, ela não está mais reagindo, sua respiração é fraca demais.

- Calma Marina, Enzo já está no máximo que consegue, tenta fazer com que o sangue pare.

Manuela tirou sua blusa e me entregou, Enzo pegou uma toalha que usava em seu carro e também me entregou.

- Coloca mais minha blusa e essa toalha por cima, mas não tira esses que estão ensanguentados porque senão ela terá uma hemorragia. Vai colocando por cima mesmo e faz pressão para o sangue não jorrar. Mantenha a calma, vamos conseguir, Pâmela é forte.

Sim, eu sabia o quanto Pâmela era forte, mas não naquele momento. Ela estava debilitada por tudo que passou nos últimos dias, estava fraca e levar um tiro tinha piorado tudo. Meu coração batia mais forte a cada minuto, mais um pouco quem morreria por um infarto seria eu. Parecia que o trajeto de volta à cidade tinha dobrado, nunca mais acaba aquela estrada de chão, até que enfim pudemos avistar as luzes de Los Angeles. Enzo desobedeceu todas as ordens de transito que podia, mas por sorte e por Deus chegamos ao hospital sem causar nenhum acidente.

Pâmela foi imediatamente levada para o centro cirúrgico, enquanto que nós três estávamos na sala de espera. Cada um de nós se comprometeu em avisar alguém. Peguei o celular e estava sem bateria, pedi o telefone emprestado da recepção ao menos para avisar meus pais e dona Clara, enquanto que Enzo e Manuela foram atrás de tomada para por os celulares carregar. Assim que conseguiram ligar, avisaram todas as nossas amigas.

Não demorou muito e avistei todos chegando parece até que tinham combinado a hora de chegarem. Dona Clara veio correndo e me abraçou.

- Eu sabia que algo estava acontecendo Marina, nesses dias todos eu tentava falar com ela e Adriana sempre atendia e dava a mesma desculpa, dizia que estava ocupada com problemas da empresa, mas que quando desse tempo me retornaria, isso nunca acontecia. Meu coração de mãe alertava perigo e não fui atrás dela. Agora posso perder minha única filha e nem pude dizer à ela o quando a amo. – Clara chorava sem parar.

- Calma dona Clara, Pâmela é forte! Aguentou até agora e aguentará a cirurgia, a senhora irá ver! – eu tentava ser forte e passar segurança à ela, mesmo estando morrendo de medo por dentro.

- Marina minha filha, o que foi que houve? – Agora foi a vez de minha mãe me abraçar.

Sentei no sofá e comecei a contar a historia para todos que estavam ali, assim não precisaria ficar repetindo aquilo que tanto me machucava.

- Você não deveria ter se arriscado dessa maneira, deveria ter chamado a polícia para ir contigo. Quase que ela mata as três e sai ilesa. – Eduarda

- Eu sei que agi por impulso, mas naquele momento meu instinto protetor e meu amor por Pâmela falaram mais alto. Não pude evitar. Quando vi estava na frente dela.

- Marina, você foi realmente muito corajosa. – Thais

- Enzo e Manuela me ajudaram muito nisso tudo. – falei abraçando eles.

Todos se abraçavam quando os mesmos policiais chegaram na sala em que estávamos.

- Viemos buscar Marina, Enzo e Manuela para prestarem depoimento na delegacia.

- Mas precisa ser justo agora? Estamos aguardando Pâmela sair da cirurgia, queremos muito noticias dela. – falei quase implorando.

- Sim, precisa ser agora, não podemos adiar as provas essencias que condenarão Adriana, além do mais, todos já sabem que Manuela também será presa por desvio de dinheiro, estelionato e mesmo que tenha sido contra sua vontade, responderá por coautoria nos crimes de Adriana, visto que sempre soube de tudo e nunca a denunciou.

- Tudo bem, eu vou sim, só queria ter noticias da Pâmela, mas com toda certeza acabarei tendo depois.

- Já que não tem outro jeito, então vamos resolver isso de uma vez e voltamos para ficar à espera de notícias. – Enzo falou pegando em minha mão.

- Manuela não se preocupa, avisaremos seus pais e daremos um jeito de conseguir algum advogado daqui. Por mais que tenha colocado a vida de minha filha, de minha família e de Pâmela em risco, você foi corajosa o suficiente para ajudar tirá-las daquela situação e colocar Adriana em seu devido lugar. Jamais poderia passar por minha cabeça que ela era uma pessoa psicopata e manipuladora. – Augusto.

- Não foi só você meu amor, eu também confiei cegamente nela. Apoiamos que se casasse com Pâmela e ainda a colocamos em um cargo de muita confiança. Me sinto traída da pior maneira possível. – Maria

- Imaginem eu, confiei minha única filha à uma mulher sem escrúpulos, sem sentimentos, jamais irei me perdoar e se Pâmela morrer, eu morro junto. – Clara

- Calma gente, todos nós confiamos nela, ela conseguiu enganar a todos. Somos vítimas, tanto quando Pâmela e Marina. Não é momento de nos culpar por algo que não tivemos culpa nenhuma. Como iriamos imaginar? É como diz aquele velho ditado “Quem vê cara, não vê coração”. – Camila.

Nós três fomos para delegacia, acompanhados de meu pai e um advogado que o mesmo contratou e prestamos depoimento a respeito de todo o ocorrido. Manuela como já tinha sido avisado, foi encaminhada à penitenciária, onde aguardaria o dia de audiência de julgamento. Sinceramente, não gostaria que ela tivesse sido presa, apesar de tudo que fez, mas ela deveria pagar por seus erros e todo seu patrimônio foi embargado até que saísse alguma decisão definitiva do Juiz.

Voltamos para o hospital e a cirurgia de Pâmela ainda não havia terminado e ninguém tinha noticias, aquilo me deixou mais agoniada ainda. Haviam se passado mais de 6 horas. Pelo que podemos ver a bala se alojou perto ao coração e provavelmente era isso que tornava a cirurgia mais demorada e complicada.

Estávamos sentados um pouco em cada canto, quando apareceu um médico.

- Parentes de Pâmela Duarte?

- Eu sou mãe dela. Como está minha filha doutor?

- As notícias não são as melhores!

- Fala logo doutor, como Pâmela está? Sou namorada dela!

- A cirurgia ainda não terminou. O caso é mais sério do que imaginávamos. O projétil entrou pelo peito e se alojou perto ao coração, além de ser uma região muito ariscada, o corpo de Pâmela não está colaborando, ela está tendo ameaça de ataque cardíaco frequentemente, nesse ultimo quase a perdemos.

- Nãooooo doutor, por favor, salva minha filha. – Clara agarrou o médico pelo jaleco.

- Calma Clara, vem comigo, vamos tomar uma agua e respirar um ar puro. – Minha mãe tirou dona Clara da sala.

- Estamos em três médicos, operando-a, daremos nosso melhor e faremos o impossível para salvá-la. Agora preciso voltar, só vim para dar as notícias, visto que estão a horas sem saber nada.

O médico saiu e dona Clara e minha mãe voltaram para a sala, um pouco mais calmas.

- Eii pessoal! – falei chamando a atenção de todos que estavam ali.

- Fala filha. – Augusto

- Vamos parar de pensar somente na gravidade da situação de Pâmela, vamos nos concentrar e pensar em Deus. Isto é, vamos confiar em Deus. Confiar também nos médicos e em nós mesmo. Temos a necessidade de orar com mais intensidade do que orávamos antes. Vamos ligar nossos pensamentos aos céus, assim teremos mais firmeza que tudo ocorrerá bem e logo estaremos visitando-a no quarto. Com isso mandaremos energias positivas e sei que Pâmela irá sentir, fazendo com que tenha forças e lute por sua vida. Ela precisa sentir que estamos aqui a esperando com todo o amor que sentimos.

- Eu super concordo, vamos dar as mãos e cada um faz sua oração em silêncio. – Débora.

- Ela vai sentir que estamos aqui unidos e isso fará com que tenha forças. – Ingrid

- Precisamos ser positivos e não desanimar. – Lucy

Demos a mão formando um circulo, ali estávamos eu, Enzo, Ingrid, Camila, Lucy, Débora, Thais, Eduarda, Clara e meus pais. Com todo esse pessoal mandando energias positivas, com toda certeza ela teria forças para lutar e resistir.

Após algum tempo em silêncio, cada um terminou sua oração, voltando nos sentar nos sofás que o mesmo médico apareceu e eu já sai o enchendo de perguntas.

- Eai doutor a cirurgia terminou? Como Pâmela está? Ela ainda corre risco de vida?

O médico não falava nada apenas nos encarava e começou a chorar.

- Fala doutor, como está minha filha?

- E então doutor? – Augusto

- A equipe médica reconhece que houve uma intervenção de Deus no caso de Pâmela, isso é certo. Nunca vimos isso acontecer. Muitos de nós somos profissionais totalmente céticos e racionais quanto ao poder de Deus e hoje acreditamos que a cura muitas vezes está além da nossa capacidade. Enquanto fazíamos o procedimento cirúrgico, outra parada cardíaca quis dar, porém no mesmo instante tudo se acalmou e o projétil deslizou para uma parte do corpo onde foi facilmente possível retirá-lo. Muitos não acreditam, mas foi como se tivessem retirado de onde estava e colocado em outro lugar, ou seja, foi sim um grande milagre.

- E quando poderemos ir visita-la? – Eu não aguentava mais de ansiedade.

- Vou ser sincero com vocês, o estado de Pâmela ainda inspira cuidados. Foi um procedimento cirúrgico demorado.

- Isso quer dizer que visitas irá demorar para serem liberadas? – Eduarda

- Isso mesmo. Não podemos correr risco de ela pegar alguma infecção, por estar fragilizada e sensível. Aconselho que a maioria retorne às suas casas e seus afazeres. Se alguém quiser ficar tudo bem, mas todos vocês não irá resolver nada, além de causar tumulto. O que tínhamos para fazer, já fizemos, agora só esperar passar as primeiras 24 horas para saber como será sua recuperação.

- Eu fico! – fui a primeira a me prontificar, não iria sair um minuto daquele hospital, mesmo que não pudesse entrar para vê-la.

- Também ficarei não vou mais ficar longe da minha filha. – Clara



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