História Amigo de um Deus, namorado de um Demônio. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Repostando ^^

Eu revisei, mas ainda pode ter alguns erros de gramática e digitação, peço que me perdoem.

Boa leitura

~Minji

Capítulo 1 - Segredos?


Capítulo 1 - Segredos?

Oi, meu nome é Igor, tenho 16 anos e moro numa casa normal, com minha irmã caçula e meus pais. Não sou muito alto, tenho cabelo castanho bem claro, ou loiro escuro, o que preferir. Olhos de coloração um tanto quanto incomum, é uma mistura de dourado com vermelho... até hoje ninguém conseguiu explicar a cor dos meus olhos. Fora isso, sou um adolescente, humano, completamente normal.

Estava de madrugada, quarta-feira, não sei que horário exatamente. Acordei assustado com um barulho alto. Me surpreendi que ninguém parecia ter escutado. As luzes da casa estavam todas apagadas, porém conseguia ver uma certa claridade no corredor. Estranhei já que normalmente deixavamos as luzes apagadas durante a noite. Levantei devagar da minha cama, cacei meus óculos e decidi ver o que era. A porta da cozinha estava semi aberta, abafando a luz acesa. Caminhei sonolento abrindo a porta, dando de cara com a geladeira aberta e potes de comida espalhados no chão, sujando tudo.

- O que aconteceu aqui... - acabei pensando em voz alta. Olhei em volta, não parecia ter alguém lá. Decidi não me importar muito. Fechei a porta da cozinha e comecei a limpar a bagunça, meus pais não gostariam de ver aquilo quando acordassem e com certeza me culpariam. Enquanto limpava o chão, pensei ter visto um vulto preto que se escondeu atrás do armário - Quem está aí? - Perguntei. Me aproximei logo tento a visão de um jovem. Parecia impaciente. O garoto tinha cabelos compridos e negros. A pele tão branca quanto a parede. Usava roupas completamente pretas e um pouco rasgadas. Tinha algumas sardas espalhadas pelo rosto. O que me chamou a atenção não foi sua beleza. Tinha os olhos vermelhos brilhantes que me faziam não querer desviar o olhar, e na cabeça, duas coisas que pareciam ser pequenos chifres escondidos entre os fios de cabelo. - Quem é você? - Perguntei confuso e um pouco irritado.

- Quem é você? - Me perguntou sem paciência. Sentou no chão com os braços cruzados e cara emburrada, me olhou e logo disse orgulho - Eu sou Clírius, príncipe do mundo abaixo desse... E tu humano, quem és? - Falava se sentindo superior. Como responderia a essa pergunta? "Mundo abaixo desse".

- Isso é algum tipo de brincadeira?! - Perguntei irritado - invade a minha casa usando uma fantasia ridícula, suja a minha cozinha e ainda quer brincar? - Não conseguia acreditar na situação. O menino ainda se fez de surpreso e parecia incrédulo com a minha reação. Respirei fundo e massageei minha testa. - Vou te dar uma chance de sair daqui, caso contrário chamarei a polícia.

Nos encaramos por alguns segundo. O garoto pareceu ficar mais irritado. Seus olhos vermelhos brilharam, ele se levantou mostrando que era um pouco mais alto que eu. Puxou o meu braço com força e me apertou contra a parede. Não podia negar, ele tinha uma força incrível. Me mostrava um olhar ameaçador que fez com que minhas pernas começassem a tremer. Ele tinha, sim, uma aura superior e parecia me hipnotizar com os seus olhos. Abriu um pouco a boca, e antes que dissesse algo notei a presença de dentes peculiares. Como se sua boca fosse repleta de caninos, como a boca de um tubarão. Senti minhas mãos soarem e meu corpo perder a força. Eu tremia como um covarde.

- Pense bem antes de levantar a voz comigo, humano, posso não me responsabilizar pelos meus atos - sua voz ficou mais grossa e firme. Assenti com a cabeça rapidamente em sinal de medo e nervosismo. Ele me largou, o brilho de seus olhos diminuiu e seus dentes ficaram normais - Ótimo, qual o seu nome?

- Igor... - Falei tentando me recuperar.

- Igor - Repetiu - Quero que me alimente - Falou mais como se ordenasse - Me de o seu sangue.

Suas palavras ecoaram pela minha cabeça pelo menos umas dose vezes antes que eu pudesse responder.

- O meu sangue? - novamente pensei que pudesse ser uma brincadeira, mas o brilho de seus olhos me diziam o contrário. Bufei irritado - E como conseguirei a proeza de dar-te meu sangue, ó majestade do mundo abaixo ao meu. - Falei brincando com suas palavras. Ele me olhou irritado, novamente mostrando seus dentes, que agora apenas dois se transformaram parecendo presas de vampiro.

- Que tal assim? - Falou me prendendo novamente contra a parede, dessa vez com mais força. Aproximou seu rosto do meu pescoço. Senti sua respiração quente bater contra a minha pele, então senti a dor de suas presas furando meu pescoço. A dor era grande, queimava, ardia, pior que que a dor de uma agulha, como se veneno corresse a minha veia. Gemi de dor. Senti me sangue sendo sugado cada vez com mais força e desejo. Comecei a ficar fraco. Logo perderia a consciência, talvez morreria. O menino afastou suas presas e lambeu o lugar da mordida, que pareceu queimar e cicatrizar em segundos. Afastou o rosto do meu pescoço e me olhou assustado em quanto limpava a sua boca. Minha visão estava embaçada. - o que é Você? - Ele perguntou antes que eu perdesse totalmente a consciência.

Minha visão estava embaçada quando abri os olhos, mas consegui reconhecer aquela silhueta sentada ao meu lado. Me levantei sentindo um pouco de dificuldade, ainda fraco. O menino ao meu lado parecia bravo. Passou mão no seu cabelo loiro, fechou os olhos e liberou um grande suspiro, logo olhando em minha direção. Seus olhos amarelos, que até hoje não sabia se eram naturais ou lentes de contato, me encaravam profundamente.

- Igor... Tem algo que deseja me contar?- perguntou irritado. - Quando eu cheguei, você estava desmaiado no chão da cozinha...

- O que você está fazendo aqui? - Perguntei cansado - Achei que estava viajando, Gus.

- Sabe que tenho sexto sentido... - Falou. Eu honestamente não acreditava nessas coisas de sexto sentido - Agora me diz... o que é isso no seu pescoço?

- Pescoço? - Perguntei confuso. Acabei me lembrando da mordida daquela manhã, se foi real com certeza tinha alguma marca. Passei a mão no local que ardeu pouco, mas suficiente para que pudesse sentir - Eu... Eu não sei o que é isso

- Você descobriu alguma coisa, e não quer me contar? - Perguntou, muito mais irritado que segundos atrás. Suspirou novamente e olhou para a porta do meu quarto, dessa vez, seus olhos amarelos brilhavam fortemente e sua expressão me assustava. - Não tenho paciência para joguinhos infantis...

Nunca tinha o visto daquela maneira, muito menos sabia que olhos brilhavam. Primeiro o tal do Clírius, intitulando-se "príncipe do mundo abaixo", agora, meu melhor amigo que diz ter o sexto sentido... Não podia evitar a confusão em minha cabeça, nem ao menos percebi a presença de uma terceira pessoa no meu quarto. Encostado na parede com os braços cruzados, parecia estar irritado mas se divertindo com a situação. Soltou uma risada curta e ignorante enquanto olhava o menino ao meu lado.

- Bem que senti gosto de menina - tirou sarro - quanto tempo não te vejo, anjinho de merda.

- Clírius... - Gus se levantou olhando para o menino que estava mais perto da porta - Achei que estava com medo de mais para voltar, creio que adquiriu coragem o suficiente para quebrar as regras e vir aqui.

- Creio eu que deve ter continuado o mesmo "filhinho de papai" para achar que também pode estar aqui - Respondeu sem mudar suas expressão ou posição - não tem direito de me impedir, garoto.

- Não tem direito de chegar perto dele, acredito que já saiba. - Concluiu.

O clima estava tenso. Já não sabia para quem olhar ou como reagir, muito menos o que dizer naquela situação. Os olhos de ambos estavam numa competição intensa de qual brilhava mais. Os dois exalavam uma aura de superioridade, o que fez com que eu me encolhesse em meu canto. Eu tinha certeza de uma coisa: nenhum dos dois meninos Que estavam no meu quarto eram humanos.

- Acho bom não fraquejar, anjinho - Clírius andou para uma parte mais escura do meu quarto - Não quer começar uma guerra por conta de seus desejos, quer? Acho que podemos continuar isso uma outra hora.

- Já está fugindo com o rabo entre as pernas novamente - sorriu tirando sarro do meninos de roupas negras, que era visto apenas por seus olhos brilhantes, que desapareceram lentamente na escuridão. Gus se virou novamente em minha direção - Ele te contou algo?

- O que? - Me sentia perdido - Acho que você que deve me contar, o que acabou de acontecer aqui?!

- Igor... - Falou, fechou os olhos irritados e me olhou novamente - Não tenho mais motivos para esconder, mas tenho que ir agora... Não se assuste com minha saída, voltarei mais tarde.

Ele falou me deixando confuso. Foi até o meio do quarto, liberando uma imensa claridade, desaparecendo junto com ela. Levantei-me para me preparar para a escola, um pouco desnorteado. Gus... O que ele estava escondendo de mim?



Continua...


Notas Finais


Não sei quando sai o próximo, mas prometo que posto.
Até mais!

~Minji


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