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História Amigos ? - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 2


História verídica:

 William Levy e eu nos conhecemos nas férias de verão anteriores ao nosso primeiro ano na Universidade do Oregon, durante a recepção aos calouros. Fomos colocados no mesmo grupo em uma dessas atividades tenebrosas para quebrar o gelo, em que se gruda um papelzinho na testa e tenta adivinhar qual animal somos ou coisa do tipo. Então a coisa...

 Rolou?

 Não sei por que desde o começo foi algo meio “você é legal, mas não vai rolar nada entre nós”, mas foi.

 Talvez porque eu já estivesse de olho em outro cara do grupo. Ou talvez porque meus ovários me avisaram que a beleza absurda de  Will em algum momento partiria meu coração. De qualquer maneira, fizemos o impossível.

Viramos melhores amigos. E, sim, todas as minhas amigas me deram o mesmo aviso que eu dera a Dulce Maria antes: “Isso não vai dar certo”.

 As meninas não tinham uma visão unânime de como as coisas iam mudar entre nós, mas estavam certas de que ia acontecer.

Uma parte delas achava que Will e eu éramos almas gêmeas e só estávamos curtindo um pouco antes de casar e ter filhos.

 Outra parte achava que íamos acabar bebendo demais uma noite, dar uma trepada horrível e depois cortar relações de uma vez por todas. 

Will e eu provamos que todas estavam erradas quando o primeiro ano de faculdade acabou e nossa amizade continuou inabalável.

No segundo ano, a história se repetiu.

 No terceiro, a coisa ficou séria de verdade. Estávamos mais próximos que nunca, passando inclusive a morar na mesma casa . Aconteceu meio que por acaso, quando uma das pessoas que iam dividir com ele desistiu de última hora. Eu me dei conta de que não ia aguentar a comida do alojamento por mais um ano, então fui morar lá. E deu certo. De modo que, no ano seguinte, repetimos a dose.

 E aqui estamos nós, dois anos depois da formatura, ainda morando sob o mesmo teto. Só não é mais a casa caindo aos pedaços perto do campus em Eugene, e sim em um imóvel de dois quartos em Northwest, Portland.

 E sim, tudo continua platônico como antes, sem nenhum sinal de mudança no ar. Sou apaixonadíssima por Daniel Arenas, com quem estou há cinco anos.

 e Will… Will está em uma impressionante missão de tentar seduzir toda a população feminina do oeste do Oregon. 

- “Vocês têm leite?”

 Ah, lá vamos nós… a bola da vez. Levanto os olhos e vejo uma loira alta e magra parada na porta da cozinha.

 - “Leite?” - ela repete.

 Dou mais uma colherada no cereal, me segurando para não olhar ironicamente para a tigela com leite . Óbvio que temos.

 -“Na geladeira” -digo com um sorriso simpático. 

Ela retribui, e covinhas profundas se formam em suas bochechas. 

Dá para entender por que Will se interessou por ela.

 A garota passa pela mesa e vai até a geladeira. Faço uma careta quando vejo a expressão CABEÇA-OCA estampada em sua calça azul-clara. Sério?

 A cabeça-oca pelo jeito esqueceu que queria leite, porque pega uma das latas de café gelado da Starbucks que mantenho estocadas para as manhãs de segunda-feira em que preciso de uma energia extra, o que sempre acontece, porque, bom, existe dia pior que segunda? 

Sem pedir, ela abre a lata e dá um gole, o que é um pouco irritante, mas nunca fui de desperdiçar energia implicando com coisas bobas, então deixo quieto.

 - Meu nome é Maite -me apresento.

  - Belinda. Você namora o cara com quem Will divide este lugar?.

Considerando que sei que Belinda é apenas mais uma na longa lista de transas de uma noite só, “namorar” parece um termo bem animado. Como sabe que não sou só mais uma, como ela mesma? 

Mas não faço nenhum comentário a respeito.

 Afinal, o que ela deveria perguntar? Você também ficou bêbada e dormiu com um cara que mal conhece?

 Além disso, vai ser divertido surpreendê-la.

- “Eu sou o cara com quem Will divide este lugar” -respondo, mantendo o sorriso simpático no rosto.

 Estou com um pijama bem velho e nem tentei tirar o rímel da noite anterior, que está espalhado por toda a minha cara. Com certeza não pareço uma ameaça.

 Mas posso estar enganada.

 Belinda detém o passo, bebendo meu café gelado caríssimo. Sua expressão passa de curiosa a cautelosa.

 Nem ligo.  Will evita mencionar que mora com uma garota quando quer trazer alguém para casa. Ele passou a fazer isso depois de perder algumas garotas apegadas demais à ideia de que homens e mulheres não podem ser apenas amigos.

 Tolinhas.

 Will aparece na cozinha, com uma calça de moletom parecida com a de Belinda , só que verde-escura e com a estampa do mascote do time da universidade na bunda, em vez de uma expressão idiota. A gente se formou alguns anos atrás, então é um pouco patético, mas não posso dizer nada, porque todas as minhas roupas de ginástica consistem em camisetas velhas daqueles tempos.

 Ele boceja e sorri.

-  “Bom dia. Belinda ,Maite. Maite ,Belinda.

  Will não percebe que Belinda olha feio para ele, ou nem liga, porque já conseguiu o que queria com ela.




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