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História Amigos fiéis e uma história de superação - Capítulo 6


Escrita por: Dark_VampireCat

Capítulo 6 - "E É Assim Que Se Pega Um Ladrão De Equinos"


Fanfic / Fanfiction Amigos fiéis e uma história de superação - Capítulo 6 - "E É Assim Que Se Pega Um Ladrão De Equinos"

“Acordo e olho ao redor, eu passei a noite no escritório revisando documentos e acabei por dormir lá mesmo, me levanto e me alongo um pouco, abro as portas do escritório, a casa estava silenciosa, pelo visto todos da minha família ainda dormiam e os empregados se mantinham em silencio para não acordar ninguém”.

“Sigo até as escadas e subo para o andar de cima, ando silenciosamente pelo corredor dos quartos até meu quarto tentando não acordar ninguém, escolho uma troca de roupas pro dia a dia e a deixo encima da minha cama, tomo um banho quente, troco de roupas, coloco minhas botas, pego meu chapéu e saio do quarto, ando pelo corredor e desço as escadas em silencio, corro até a cozinha e pego uma caneca de café, um pedaço de bolo de fubá e alguns lanches que Marisol havia deixado prontos na mesa”.

“Saio da cozinha com um lanche na boca e corro até os estábulos, passo pela baia do cavalo novo que já estava sendo tratado pelo veterinário que já havia chegado, passo pela baia do Maximus e dou uma maçã para Maximus como café da manhã e lhe faço um carinho na crina, volto a andar pelas baias até que encontro Ace passando do meu lado com um cone no pescoço, faço um cafuné em Ace e volto a andar pelas baias com agora Ace me acompanhando”.

“Continuo passando por diversas baias com diferentes raças de cavalos, desde garanhões puro sangue a mangalarga marchadores, estou quase no final do corredor das baias quando já consigo ver a ultima baia dos estábulos vazia, corro até a baia e pulo por cima do portão dá baia me pendurando em uma das vigas de madeira, observo a baia toda por dentro, não encontrando Tornado, pulo o portão da baia novamente e começo a conferir o chão, a rastros de ferradura de cavalo no chão, porém rastros de um cavalo que passou ali andando, e não que possa ter pulado o portão”.

“Confiro a fechadura do portão, o cadeado estava trancado, porém estava torto, claramente alguém havia mexido no cadeado, saio apresada dos estábulos com Ace logo atrás de mim, investigo os arredores dos estábulos, encontro marcas frescas de pneus de caminhão, algumas pegadas de cavalo e o cheiro forte de borracha queimada”.

“Volto rapidamente para dentro dos estábulos e vou direto até a baia do Maximus, a abro e guio Maximus para fora dos estábulos encontrando Rogerio na entrada dos estábulos, monto em Maximus mesmo sem cela”.

Rogério: Bom dia patroa, saindo pra cavalgar tão cedo? Deixa eu pegar a cela do Maximus pra senhorita.

Melanie: Rogério, acorda meu irmão e chame alguns pegões, roubaram o Tornado, eu vou segui-los no Maximus, a julgar pela direção que foram eles vão tentar passar pra fazenda vizinha com o caminhão, quero o máximo de peões que você conseguir reunir na fronteira das duas fazendas antes deles chegarem lá, eu vou atrasa-los como conseguir.

“Não dou tempo para Rogério responder, Maximus começa a correr na direção onde os rastros de pneus seguiam, noto Ace correndo ao lado do Maximus, mesmo com o cone na cabeça, porém não demorando a parar e voltar para os estábulos, encontro o caminhão no meio do caminho, já consigo ver Tornado na carreta baú do caminhão, a porteira que havia na divisa com o rancho Indomável por sorte era de ferro reforçado, então o caminhão teria que parar”.

“Assim que o caminhão para, Maximus para próximo à traseira do caminhão, o motorista parece não ter nos visto ainda, desço do Maximus e observo o homem ainda escondida atrás do caminhão, o homem estava armado com uma pistola, oque poderia ser um problema, estando eu sozinha, observo a fechadura da carreta enquanto o homem tenta abrir a porteira”.

Melanie: Maximus, volte e encontre com os peões, os guie até aqui, eu vou atrasar esse cara o quanto der, como ele está armado seria arriscado eu dar minha cara a tapa aqui.

“Digo acariciando o focinho do Maximus, o qual acaricia minha bochecha com o focinho e sai a galopes de volta na direção do rancho, enquanto isso, eu acaricio o focinho do Tornado e faço um sinal com um dedo na frente dos lábios pedindo silencio, Tornado não faz nenhum barulho, aproveito que o cara estava distraído e xingando a porteira por não tê-la conseguido abrir ainda”.

“Esgueiro-me pela lateral do caminhão, conseguindo chegar até a cabine do caminhão sem o homem me notar, abro com cuidado a porta do passageiro e entro no caminhão, tirando a chave do contato e já saindo do caminhão e encostando com cuidado a porta antes de voltar para a traseira do caminhão, por pouco o homem não me pega em flagrante saindo da cabine do caminhão, porém por sorte Tornado relincha fazendo o homem apenas ignorar o caminhão e voltar a tentar abrir a porteira”.

???: Merda, vou procurar outra rota mesmo, até parece que esse cavalo vai escapar ou a pirralha vai me pegar se eu procurar outra rota, ela não deve nem ter dado falta nesse animal ainda, he, o animal que vai me deixar rico, Diego está pagando muito por esse roubo hehe.

“Paro imediatamente, quase caio no chão com essa informação, aquele gordo maldito ainda estava encafifado com o Tornado ao ponto de mandar alguém rouba-lo? Um vontade imensa de sair do meu esconderijo e enfrentar o homem cara a cara e manda-lo de volta a fazenda do Diego com um errado era gigantesca, porém o senso fala mais alto e me mantenho escondida, pois um tiro certeiro e eu já não estaria mais entre os vivos”.

???: Ara, mas eu tenho certeza que deixei a chave no contato, cadê essa porquera?

“O homem reclama quando da falta nas chaves do caminhão, quando ele dá uma volta no caminhão a procura das chaves, acompanho os passos dele no lado oposto, quando ele olha embaixo do caminhão, eu trepo na lateral do veiculo, impossibilitando o homem a ver meus pés, quando o homem se levantava eu pulava de onde eu estava pendurada voltando a me esconde agachada de modo ao homem não me ver”.

Rogério: ACHAMOS

“Consigo ouvir o grito do Rogério e os galopes fortes dos cavalos dos peões da fazenda, o homem parece se desesperar, penso em sair do meu esconderijo, quando noto um pedaço de tábua perdido perto da cerca e uma idéia melhor me vem à mente, passo a mão no pedaço de tábua e dou a volta no caminhão, enquanto o homem corria abrir a guarda do caminhão para fugir montado no Tornado, sento-lhe o pedaço de tábua nos ombros, o derrubando no chão desacordado”.

Rogério: Meu São Judas Tadeu, oque que aconteceu com esse ai? Se esborrachou no chão antes de o pegarmos.

“Consigo ouvir Rogério dizer surpreso, ninguém me viu escondida ao lado caminhão, porém consigo ver claramente meu irmão e o Rogério com uma feição surpresa estampada em seus rostos, o Rogério ainda estava com o chapéu na frente do peito observando o homem apagado ao lado do seu cavalo”.

Melanie: E é assim que se pega um ladrão de equino, mas admito que foi por proteção de São Jorge que eu não tomei um tiro.

“Digo saindo do meu esconderijo sorrindo ainda com o pedaço de tábua em mãos, essa tábua deve ser da velha porteira que havia aqui antes de eu e o vizinho combinarmos de trocar o material dessa porteira por precaução pro gado de uma fazendo não ser roubado com a vizinha como ponto de fuga dos disgramado”.

Rogério: Patroinha é abençoada por deus, nossa senhora e o espirito santo, não é possível meu senhor misericordioso.

“Rogério diz recolocando o chapéu na cabeça enquanto meu irmão e eu riamos, meu irmão já me conhece e sabe que não sou de arredar nem quando a coisa tá feia, quando o negocio fica preto é levantar a mão aos céus, rezar por proteção e chega o reio no encrenqueiro”.



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