História Amigos sim, casal talvez. - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 14
Palavras 1.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Me perdoem a demoraaaa, juro que eu tentei escrever, mas eu odiava e apagava, mas hoje eu tomei vergonha na cara e resolvi escrever sem frescura.
Talvez eu tenha desabafado um pouco, mas vocês revelem ok?
Um beijo na bochecha esquerda e até o próximo capitulo.
P.S: A história está acabando....

Capítulo 24 - Cap. 21 - Conversa de Hospital


Fanfic / Fanfiction Amigos sim, casal talvez. - Capítulo 24 - Cap. 21 - Conversa de Hospital

Point of View Bryan Hall

07/12/2015

É engraçado como uma pessoa é capaz de mudar tanto a vida de alguém. É mais engraçado ainda que geralmente essa pessoa chega de mansinho, discretamente e sorrateiramente.

Um fato: eu não esperava que ela pudesse fazer tanto caos assim na minha vida e eu espero que pelo menos eu tenha causado um pouco que seja de bagunça na vida tão planejada dela.

Alicia é um daqueles raros casos que você olha e pensa: é um patamar que eu não consigo chegar, mas o destino é bem surpreendente, de uma hora pra outra eu consegui chegar no patamar, de uma hora pra outra éramos bem mais que amigos, de uma hora pra outra éramos dois idiotas apaixonados e de uma hora pra outra eu nem sei mais o que somos.

Foram dois meses estranhos, eu não sabia ao certo o que fazer. Ou eu iria atrás dela e provavelmente seria linchado pelos meus próprios amigos ou eu me afastava me arrependo de ter escolhido a segunda opção.

Fiquei sabendo que ela chorou e isso apertou o meu coração, ela devolveu o colar e o anel, ela devolveu nós.

Eu a perdi porque eu quis. Eu a perdi porque eu fui estúpido e agora posso perdê-la de vez por causa de terceiros. Isso não é justo, se é uma consequência acho que não sou capaz de suportar.

Williams não pode morrer, eu não sei o que seria de mim sem ela.

-Tenho boas noticias – o doutor disse sorridente entrando no quarto me tirando dos meus devaneios – Emma decidiu doar o sangue e a transfusão poderá ser feita em breve, só depende se a Alicia vai ter algum sinal de melhora.

Vi May sorrir tão abertamente que foi impossível não sorrir, talvez eu tivesse mais uma chance.

-Eu te falei mulher, vai dar tudo certo – Ryan disse abraçando a esposa que segurava a mão da filha – Bryan, você poderia ficar com a Al enquanto eu levo May pra comer alguma coisa, não quero que você também tenha que ficar internada no hospital por teimosia.

-Eu estou bem Ryan – Alicia realmente tinha puxado a teimosia da tia – eu só estou um pouco cansada, mas eu posso ficar aqui.

-Eu não me importo de ficar tia, você sabe – afirmei me sentando ao lado do aparelho que mostrava que Williams ainda estava ali – só vai em casa toma um banho e volta. Prometo que Alicia não vai fazer nenhuma bagunça.

May me olhou e revirou olhos mas com um sorriso discreto nos lábios e eu pude ver o senhor Williams suspirar aliviado por ver que as coisas realmente estavam melhorando.

-Vamos logo quanto mais cedo formos mais rápido tu volta – Ryan disse catando as coisas e deu um beijo na testa de Alicia – cuide da minha garota Hall e dessa vez acho bom você honrar sua palavra.

-Pode deixar senhor Williams, não vou tirar os olhos dela – observei a morena dos olhos enormes adormecida com alguns arranhões no rosto, mas ainda sim ela continua sendo a mulher mais bonita que eu já vi

-Voltamos logo – May me deu um beijo e saiu

Alicia Diana Williams a única pessoa que me fez sentir coisas que eu nem entendia.

-Você é muito complicada sabia? – segurei a mão fria da morena – eu nunca sei se estou te agradando ou apenas assinando minha petição pra morrer, você se estressa muito rápido – ri negando com a cabeça – tudo bem que eu não ajudo muito. Só quero te dizer que não foi tudo uma mentira, o que eu te disse no quarto, o que eu te disse na escola, o que eu te disse na padaria, o que eu te disse no carro. Tudo foi de verdade, desculpa ser um babaca por fazer você duvidar e gritar aquela mentira.

Harry bateu na porta e eu apenas assenti voltando minha atenção para Alicia

-Te fazer chorar foi um tapa bem dado na cara, acho que nem o soco que eu levei da Felícia doeu tanto quanto te ver daquele jeito, eu sei que parecia que eu estava nem aí, mas pode ter certeza que estava doendo. Mas só pra constar, você é única que quero, eu te amo pra caralho.

-Jura que você decidiu se declarar agora? – Carter falou brotando ali também – pelo menos ela não pode esfregar sua cara no asfalto.

-Você tá falando que a Felícia – ri junto com eles – não posso perder a chance, Alicia não pode me bater nem a namorada de vocês me agredirem, mas como elas estão?

-Felícia queria doar sangue, foi uma luta pra fazer ela se acalmar, mas dona Julie é uma santa – Reynolds disse rindo – ela sente dor no pulmão, mas o médico que é normal.

 -Melissa praticamente foi sedada – Carter negou com a cabeça – não sei quem é mais cabeça dura

-Alicia com certeza – afirmei – mais teimosa que essa só a mãe dela.

-Dona May é um poço de teimosia, se deu de bem hein – Harry disse irônico e eu revirei os olhos – mas agora falando sério, Emma realmente vai doar? O médico das meninas passou no quarto avisando.

-Pelo visto sim, eles só dependem que Alicia demonstre algum sinal de melhora, então meu amor, essa é a melhor hora pra você levantar me xingando todo – sussurrei

-Ela vai fazer isso logo logo, você vai ver – Cooper falou e assenti.

A conversa durou até May e Ryan voltarem duas horas depois, a mãe de Alicia não parava de se desculpar falando que a culpa era do marido por não ter a acordado. Foi inútil tentar falar que estava tudo bem.

Sai dali em busca de alguma coisa pra comer na cafeteria do hospital e infelizmente dei de cara com David.

-Posso falar com você?

-Acho que não tenho muita escolha, eu só preciso de um café.

Já era quase 19h e o máximo que eu tinha comido era uma maçã.

-Pode falar – disse assim que sentei na mesa – se puder se rápido, eu não quero perder muito tempo aqui, eu preciso ir no banheiro.

-Só quero te falar três coisas: a Emma não está no seu melhor momento e por mais que isso seja extremamente ridículo acho que ela precisa terminar com você – eu ia rir, mas achei melhor ficar calado – segundo, eu realmente espero que a Alicia melhore e que tenha valido a pena fazer a cabeça da Emma para doar e por último, sinto muito por ter ajudado a fuder a com vida de vocês, mas cara, você pode culpar a Emma ou a mim o quanto que você quiser, mas não se esqueça: foi você quem gritou.

Ele apenas levantou me deixou por alguns segundos sem entender muito bem, mas logo fui tirado dos meus devaneios com um grito de Harry.

-Ela acordou



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