História Amizade Colorida - Capítulo 13


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Gay, Hoseok, Hyunghuk, Hyungwon, Hyungwonho, Lemon, Lgbt, Minhyuk, Monsta X, Wonho, Yaoi
Visualizações 151
Palavras 1.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Biblioteca, ensaios e castigos


 Nossa primeira aula seria de artes, o que era bom é que nos primeiros dois meses a professora falaria sobre artes cênicas e as aulas se tornariam mais participativas por conta das “brincadeiras” que ela propunha, o que era ruim é que seria apenas nesses dois meses e depois nós voltaríamos as aulas habituais.

A professora nos havia levado ao pátio, ela estava nos ensinando técnicas que são comuns no mundo do teatro, para controlar o nervosismo e fazer cenas que nos pareça difíceis de mais, ensinou-nos maneiras eficientes de chorar e como parecer convincente nas cenas ou tristes de mais ou engraçadas de mais.

Depois da aula, teríamos um tempo livre pela falta de professor, o que era bom. Eu e Minhyuk fomos até a biblioteca pois ele tinha que devolver uns livros, estávamos conversando sobre séries que ele já havia lido.

– Você vai vir ao ensaio hoje a noite? – Perguntou, enquanto escolhia um livro da prateleira.

– Talvez, não sei ainda. – Falei fingindo ler a capa de algum. – Tenho que ver com a Hyolyn se as minhas falas serão passadas hoje.

– Entendi, eu acho que vão sim, ela disse que ia mandar um e-mail do cronograma, se não me engano ela queria ensaiar a cena três e a dez pelo menos uma vez. – Nos sentamos em uma mesa mais afastada.

– Eu acho que estou na dez. Ah, eu esqueci de te perguntar, você passou no teste? – Eu considero o Minhyuk como um amigo, ou algo bem próximo disso, por isso acho muito deselegante de minha parte não manter uma conversa direita com ele.

– A Hyolyn não disse ainda, ela vai revelar hoje no ensaio... ela é tão misteriosa às vezes.

– Ah, vai se acostumando porque além de misteriosa ela é excêntrica. – Ri recordando de histórias passadas. – Teve uma vez que ela quis criar um musical. – Ele me encarou desacreditado, sim, era uma ideia sem pé nem cabeça que havia surgido na cabeça dela para ser uma das peças do fim de ano, mas ela descartou a ideia logo após fazer os testes, nem preciso dizer que os nossos colegas de escola não são bons cantores.

Depois da nossa aula livre e de quase sermos expulsos duas vezes seguidas, voltamos para a sala de aula, Kihyun estava conversando animado com alguns meninos do time, eu e Minhyuk sentamos nos nossos lugares e percebi que o Hoseok não estava entre os meninos.

– Cadê o Hoseok? – Perguntei para o Kihyun.

– Foi falar com o professor de educação física, aliás, é para você ir ver ele também.

– Por quê?

– Não sei. – Respondeu sem me dar muita atenção e voltou-se ao grupinho dele.

– Eu vou falar com o professor, volto já. – Me direcionei para o Minhyuk.

Levantei-me e segui para o corredor indo em direção à sala do professor de educação física. Quando cheguei eu não ouvi nada, até estranhei porque o professor de educação física fala em caixa alta, se eu pudesse representar seus diálogos de algum modo com certeza seria com o CAPS LOCK ligado.

– Com licença. – Entreabri a porta e vi somente o Hoseok na sala. – O Kihyun disse que o professor estava me chamando.

– Ele foi atrás de você, daqui a pouco vai estar aqui… não vai entrar? – Perguntou.

Ele parecia calmo, me sentei na cadeira do lado dele e um silêncio caiu sobre nós dois, eu estava apreensivo sobre o que o professor queria falar conosco, eu não fiz nada de errado, acho, mas eu tenho a memória da Dory, eu posso simplesmente ter esquecido de algo.

– Você sabe por quê?

– Você se esqueceu, Hyungwon? – Hoseok perguntou. Fiquei quieto encarando a mesa.

A gente fugiu!

Como esquecer, ele com certeza deu falta de nós no fim da aula!

– Puta que pariu. – Coloquei meu rosto entre as minhas mãos. – Se ele pensar em contar isso para a minha mãe eu tô ferrado. Ela vai descobrir que eu menti para ela.

– É só a gente sustentar a mentira. Quando ele chegar você fica quieto e deixa comigo.

– Caralho Hoseok, eu não sabia que você era mentiroso assim. – Resmunguei, cruzando os braços.

 

O professor entrou na sala e não se surpreendeu comigo sentado na cadeira de frente a sua mesa, ele ficou próximo a porta com os braços cruzados e uma carranca no rosto, não que sua expressão fosse amigável normalmente, mas dava para perceber que ele se esforçou para colocar as sobrancelhas juntas além do estalar de sua língua, que veio logo após a porta ser fechada.

– Eu estou muito decepcionado, meus dois melhores alunos fugiram da minha aula. – Disse caminhando calmamente para a sua mesa.

Eu queria chorar, chorar muito e pedir perdão pelo o que a gente fez. Mas eu fiquei tranquilo, o Hoseok estava tão calmo que nem parecia ser com ele a briga. Eu fiquei encarando o chão sem coragem de olhar nos olhos do professor. Eu queria pedir desculpas e voltar para a sala, mas eu sei que se eu fizesse isso ia acabar metendo o Hoseok em encrenca.

– O Hyungwon estava passando mal, professor. Eu o levei para a enfermaria e a pressão dele caiu. Eu sei que deveríamos ter lhe avisado, mas eu fiquei desesperado quando ele quase desmaiou. – Hoseok declamou, eu até acreditaria nele se eu não estivesse na história.

Seria um bom advogado, creio.

– É, alguns dos seus colegas me disseram que vocês saíram apressados da aula, mas… não me entendam mal, isso chegou aos ouvidos da diretora e ela pediu um posicionamento da minha parte. – Começou a falar, girando na cadeira.

– O senhor vai ter que nos dar um castigo? – Perguntei um pouco exasperado, não que eu tivesse uma reputação a zelar naquela escola, mas sei que se eu ficar conhecido por ser algum tipo de encrenqueiro a diretora poderá me castigar tirando-me do teatro e só a possibilidade de isso acontecer me dá arrepios.

– Infelizmente, mas não se preocupem, não vou se um tipo de tirano que mandara vocês limparem a quadra esportiva com escovas de dentes – riu, mas não sei o porquê já que não teve nada de engraçado na fala dele. – Então… – Pigarreou antes de continuar, levantando-se e andando pela sala, como se pensasse no castigo perfeito para nós dois. – Eu realmente não queria dar castigo em nenhum dos dois, mas eu sigo ordens e vocês desobedeceram a uma regra da escola, apesar de terem a saída liberada vocês não me consultaram.

“De qualquer forma, vai ser uma penalidade leve, não demorara mais que um dia. A senhora Lee, bibliotecária, pediu-me dois alunos para ajuda-la a repor todas os livros que chegaram e eu sinceramente estava em dúvida de quem indica-la e pensava até em colocar meus alunos mais problemáticos, porém creio que eles mais atrapalhariam do que ajudariam, logo vocês me caíram como uma luva. Amanhã, depois do horário de aulas, vocês vão se apresentar como ajudantes” – Terminou a fala e abriu a porta. – Foi bom falar com vocês meninos.

Ótimo, eu deveria estar feliz pelo castigo ser só isso, mas eu não tenho bons pressentimentos sobre isso.

 

 

– Hyungwon, você viu quais as cenas vamos ensaiar? – Minhyuk perguntou guardando as coisas. Afirmei seguindo-o em direção ao auditório.

– A Hyolyn não vai dar um ensaio grandioso, será apenas uma cena ou outra, você está com o script aí né?

– Claro.

Estavam todos os personagens lá, mesmo que não fossem ser ensaiados todas as falas, a Hyolyn era do tipo que aderia ao segurar a audiência, logo ela aproveitou que muitas pessoas estavam ali e resolver dar todos os avisos que precisava. Foi um longo monólogo sobre a situação financeira do clube de teatro, sendo assim precisaríamos pensar em formas de como ganhar dinheiro.

Depois disso ela fez mais um pequeno mistério sobre quem era o novo principal e nem foi surpresa quando o nome do Minhyuk foi anunciado, ele realmente havia impressionado o pessoal, de acordo com a Minhee ele havia até chorado e isso contou muitos pontos.

– Parabéns... – Falei em um sussurro. Esteva do meu lado, e tinha um sorriso enorme nos lábios, ele queria mesmo o papel.

– Obrigado! – sorriu e me deu um abraço de lado, antes de ir ao encontro dos outros meninos que também disputaram o papel.

Depois nós começamos o ensaio, repassando pela cena I, que seria um monologo de Minhyuk sobre a sua vida até ele conhecer o vizinho dele – que no caso sou eu – na escola. A cena II é nossa primeira conversa, em que meu personagem o deixa um pouco constrangido devido aos vários e vários galanteios.

– O que um rostinho bonito como o seu faz perdido por aqui? – Perguntei me aproximando. O corredor na cena estaria cheio, logo meu personagem tinha que ficar o mais próximo possível de Minhyuk. – Eu nunca vi o seu rostinho por aqui.

– Jungsuk! – Ele segurava o roteiro.

– Você se lembrou! Perdido docinho?

– Claro… Ãhn, você sabe onde fica a sala três? – Nessa cena eu seguro a sua mão e caminhamos até a tal sala.

A cena é curta, era mais para que o Minhyuk pegasse o jeito da coisa, depois disso nós dois fomos liberados, porque não faríamos mais nenhuma cena ainda, as coisas estavam caminhando devagar porque estávamos longe do dia que seria a possível estreia da peça, Hyolyn tentava arranja-la para o fim do ano, mas acredito que assim que o coordenador lesse a sinopse repensaria sobre quando colocar a peça, talvez em um sábado que quase ninguém viesse a não ser os pais de alguns poucos alunos e olhe lá.

Eu e Minhyuk seguimos pelo corredor quase vazio, falando sobre as grandes adversidades da vida. Quando pelo caminho avistamos o time de futebol da escola, eles pareciam ainda mais animados que qualquer dia, Hoseok veio até nós, com um sorriso tão largo que parecia doer.

– Vocês já estão indo embora? – Nos perguntou, ainda eufórico.

– Não, eu estava aqui falando com o Minhyuk que o banheiro é bem confortável e que eu preferiria dormir lá do que em qualquer outro lugar. – Falei implicante, continuando o caminho junto com o loiro ao meu lado.

– Sabe isso aqui Minhyuk? – Perguntou ficando ao lado do próprio. – É saudades das implicâncias do Kihyun.

– Até parece! – Exasperei. – Eu pensei que ele estava atrás de você, como uma boa sombra, mas deve ser porque está de noite. – Continuamos caminhando.

Em certo momento Minhyuk teve de se afastar de nós, eu e Hoseok continuamos até a minha casa e depois ele foi para a dele.



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