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História Amnésia - JiKook - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Não me matem, por favor
eu sei que demorei muito (quase dois meses) para postar essa parte desse cap, mas eu realmente não estava muito no clima de amnésia
eu já estou com os rascunhos prontos até o capítulo nove, mas passar tudo pro PC pra postar é meio chatinho, sabe?
esse capítulo era pra ser bem maior, mas eu estou tão afobada pra mostrar q a fic ainda está de pé q só postei essa parte
juro que vou postar o resto logo, não me matem

boa leitura <3

Capítulo 6 - Jardim de virtudes - Parte I


“Aquele sorriso... Oh, aquele sorriso me encantou.”.

Seul, Coréia do Sul.

2019/28/06

Jeon Jungkook P.O.V.

 Encaro o teto, entediado. Era estranho existir sem me lembrar de minha vida. Eu nem sei quem eu sou; qual era minha cor favorita? Eu tinha alergia a alguma coisa? Eu não me reconheço mais.  Quando isso vai acabar?

O Dr. Tuan me disse que tudo voltaria ao normal em alguns meses, se eu ajudasse. Mas, eu terei mesmo que ficar assim por todo esse tempo? Eu não vou aguentar...

A porta do quarto se abre, revelando Jimin, com uma cadeira de rodas à sua frente. Ele aparentava estar alegre. Acabo por me lembrar de ontem, e solto um sorriso fraco.

— Qual é a da cadeira, Jimin? — Pergunto, voltando a minha expressão séria de sempre. Eu precisava parecer estar bem, mas isso é tão difícil. Apenas queria que tudo voltasse ao normal. Se é que o meu antigo normal era bom.

Durante esse tempo todo só, não pude deixar de pensar nisso. E se a minha vida antes do acidente fosse ruim? Eu não me lembro de nada, talvez seja um sinal dizendo que era uma merda. Esse acidente pode significar tudo; afinal, nada é por acaso. Isso, talvez eu precise superar esse acidente para que algo de bom aconteça comigo.

— Ah, nós vamos dar uma volta! — Jimin responde, tirando-me de meu transe.

Ah, não. Sério mesmo que ele quer me fazer sair assim? Eu tenho feito de tudo para não sair desse quarto, e ele chega com essa? Aish...

— Jimin, — Começo e o mesmo me encara. — Você acha mesmo que eu vou andar nisso? — Questiono, encarando a cadeira preta na frente do mais velho. Ele concorda com a cabeça. — Aish... Meu rosto ‘tá parecendo um arco-íris e tu quer que eu saia assim?

Ele ri, provavelmente de minha ironia. Solto um suspiro pesado e encaro o moreno. Era entranho me lembrar dele, quando nem sei o nome de meu pai. Algumas vezes, durante o tratamento, tive lembranças dele. Estávamos num local que não sei ao certo onde era, e ele estava vestido da mesma forma como está hoje. Nós ríamos, alegres, até o momento em que ele foi embora. O resto me é apenas um borrão. Algo que não sou capaz de reconhecer. Eu não me lembro.

— Jeon, você não está tão ruim assim, e temos que ir antes que Seokjin me mate por deixar você parado aí. Não será tão ruim como você pensa. — Jimin responde, preparando a cadeira num lugar específico. Sorri fraco, enquanto ria por imaginar uma discussão entre ele e Jin quanto a mim.

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Definitivamente, eu devia ter ficado no quarto, e existem bons motivos para querer tê-lo feito.  O primeiro deles é que todos que reparam na minha presença comentam algo sobre mim. Alguns até tiraram fotos. Por que estão fazendo isso? O que há de tão interessante em mim?

O segundo, e menos importante, motivo é que eu estou tremendo de frio. Eu devia ter trazido algo para me cobrir, sabia que a temperatura não era a das melhores. Pelo menos o jardim é bonito.

Suspiro e depois estremeço. Cruzo meus braços com a intenção de me aquecer. Jimin para de andar e vai à minha frente. Abaixa-se, ficando quase da minha altura.

— Está tudo bem, Jeon? — Ele pergunta, me encarando. Algumas vezes, eu queria que ele pudesse entender as coisas com mais facilidade. Seria bom se eu não precisasse me humilhar na frente dele.

Não é como se eu dependesse da opinião dele para estar bem – está bem, talvez seja mesmo isso -, eu só quero poder ter a ajuda dele quando precisar. Jimin é a única pessoa de quem eu me lembro, e isso me faz querer ficar bem com ele. Talvez ele saiba de coisas que podem me ajudar a recuperar minha memória mais rapidamente, eu acho. Isso pode realmente acontecer?

— Não, não está tudo bem. — Respondo friamente.

— O que houve? — Preocupado, ele pergunta. Dou de ombros. Não é agora que ele me fará falar algo. — Diga-me, Jungkook, talvez eu possa te ajudar...

Silêncio.

Como ele poderia me ajudar, sendo que não é ele que controla os risos das pessoas?

— Eu quero que me leve de volta ao meu quarto. — Murmuro, encolhendo-me na cadeira. Faço uma careta de dor ao tentar concluir o ato.

A expressão do mais velho se torna um misto de confusão e estranheza.

— Por quê?

— Todos estão me olhando, Jimin. — Começo, encarando o chão. Ele se manteve em silêncio, aguardando que eu continuasse a me auto-humilhar. — Estão tirando fotos, gravando, rindo... Por que justo comigo? Tantas pessoas aqui têm os mesmos problemas que eu e não passam por isso? O que há de errado comigo? — Digo, irritado.

Havia algo que eles sabiam sobre mim e eu não? Será que há algo em mim que seja motivo de risada? Ninguém me contou nada sobre isso...

Jungkook suspira, e olha para o chão rapidamente. Será que ele percebeu a merda que está acontecendo, ou vai fazer mais alguma pergunta idiota?

— Jungkook... — Ele começa, encarando-me. — Eu sinto muito por isso, sinto muito mesmo. Algumas pessoas não sabem como agir, é inevitável. Elas se sentem tão ruins, tão... Presas. A única coisa que os fazem se sentir melhor é julgar e humilhar os outros. Isso acontece quando se deixa a raiva e a inveja tomar conta de si. As pessoas são assim para que a prisão em suas mentes pareça ser algo inexistente. O fazem para se esconder de si mesmos e de suas próprias mentiras. — Jimin termina de falar, e sorri fraco.

Como um cara tão estranho como ele poderia falar alo tão... Sincero? Talvez seja apenas isso. Inveja e raiva. Mas... Por que as pessoas teriam inveja de mim, um cara machucado dos pés à cabeça?

— Eu sei que vai soar idiota, mas eu estou aqui, do seu lado, sempre que você precisar. Tudo vai dar certo, logo você se lembrará de tudo. — Ele solta um largo sorriso, e se levanta. Caminha rapidamente até a parte traseira da cadeira, e começa a me guiar pelo caminho de volta para meu quarto branco e sem vida.

— Eu ia te levar a um canto mais calmo do jardim, quem sabe na próxima...— Ele comenta. Sua voz saíra num tom neutro, mas aposto que sua expressão era triste.

— Não, pode me levar lá. —Falo rápido. Era bom ficar perto dele. Digo, era melhor do que ficar naquele quarto com cheiro de morte.

Sorrio, e tenho o sentimento de que ele faz o mesmo.


Notas Finais


ficou pequeno? sim
tá bom? certamente que não

a única coisa que eu AMO de paixão é a fala do nosso mochi sobre as pessoas, vou colar na testa e já volto

comentem aí o que acharam, a <3


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