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História Amnesia - Kim Jongin (KAI) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


e lá vou eu me enfiar em mais uma fanfic quando NÃO devia
mas eu necessitava escrever essa para o meu muito mais do que utt kim jongin (god bless him)
essa fic é inspirada na música amnesia dele (uma das minhas preferidas do album) + uma grande influência de um dos meus romances favoritos chamado the vow

espero que gostem, boa leitura!!

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Colisão de Estrelas


Seul, 17:30.

POV JONGIN

— Qual é, Jongin?! Você tem que vir com a gente! — insistiu Taeyong.

— É só um happy hour, não é uma sessão de tortura — completou Mark.

Todos do grupo estavam com uma energia imbatível e resolveram que deveríamos fazer um “happy hour” pós ensaio na casa do Taeyong. Eles estavam insistindo pra eu ir como se eu fosse o cara mais careta e difícil de convencer do mundo.

— Eu falei pra vocês que iria pra outro lugar depois do ensaio.

— Meu deus, a Sukja não vai te matar, Jongin — replicou Baek, revirando os olhos — Inclusive, é muito capaz que ela adore a ideia e apoie que você vá.

— Faz dias que não a vejo, Baek. Nós precisamos passar um tempo juntos…

— Que carência e caretisse infinita — reclamou Taemin, passando de fininho e fingindo um olhar enojado.

— Me dá seu celular — insistiu Baek — Eu vou ligar pra ela já que, pelo visto, você precisa de permissão.

— Eu não preciso de permissão, eu só quero passar um longo tempo com a minha namorada após vários dias sem vê-la, talvez vocês não entendam, mas é isso que casais fazem — debochei e recebi diversos olhos revirados ou risadas contidas.

Eles continuaram a insistir até que eu cedesse e dissesse com todas as letras que iria com eles.

— Me deem um minuto — disse e virei as costas, discando o número dela. Sukja atendeu rapidamente — Hey, baby.

— Como é bom ouvir a voz do homem mais lindo do mundo — disse ela e eu automaticamente conseguia ver seu sorriso na minha frente — Como você está, amor?

— Bem, muito bem e você?

— Ótima como de costume, tudo certo no ensaio de hoje?

— Sim, tudo certo, eu estou te ligando por causa disso. O Taeyong está insistindo pra um happy hour na casa dele agora e eu queria saber se tudo bem se eu fosse. Você sabe, faz dias que não nos vemos e combinamos de ter uma noite nossa hoje, sinto que estou fazendo algo errado.

— Eu odeio isso, Jongin — ela deu uma pausa na fala e eu fiquei tremendamente tenso — Eu odeio você me ligando para pedir permissão pra algo como se eu implicasse com isso. Eu aposto que os rapazes estão do seu lado agora, te zoando ou me zoando por isso.

— Quase isso — respondi olhando pra trás e vendo que todos esperavam uma confirmação minha.

— Vá pra esse happy hour e se divirta, você sabe que esse tipo de coisa nunca será um problema pra mim. E, além do mais, ver você depois de um ensaio nem sempre é uma boa ideia.

— O que? — rebati indignado.

— Depois de um ensaio ou eu tenho que lidar com o Kai Preguiça que não quer saber de fazer nada e é extremamente manhoso ou então tenho que lidar com o Kai 2000 watts que está elétrico demais depois de um dia de trabalho e quase me mata por ter que acompanhar o ritmo dele.

Comecei a rir, no fundo, ela estava bem certa.

— Hmm, ok — comentei com ironia.

— Estou brincando, amor, amo passar meu tempo com você em qualquer ocasião, mas se divirta com eles hoje e nos vemos nos próximos dias. Acho que vou passar um tempo com a Melissa, também faz tempo que não a vejo.

Melissa era a melhor amiga da minha namorada e sua norte-americana favorita. As duas se conheceram em uma viagem que a Sukja fez para Los Angeles e, tempos depois, Melissa veio trabalhar na Coreia do Sul. As duas nunca mais se desgrudaram e Melissa é a estrangeira com o coreano mais nativo do mundo, chega a ser engraçado de ver.

— Certo, pega leve com a Melissa, vocês duas sempre aprontam alguma coisa.

— Quem vê pensa que você e seus amigos são uns santos, né? — Sukja desdenhou, dando risada — Perdão Divindade Jongin, não cometerei nenhuma blasfêmia no dia de hoje.

— Vou me comportar também, ok? — comentei aos risos — Mas eu estou morrendo de saudades, precisamos de um tempo só pra nós logo.

— Eu concordo...

— Sabe, eu estive pensando na nossas últimas conversas… Casamento e todas as outras coisas…

— Hmm… — ela suspirou e deu uma risada baixinha — O que você tem pensado sobre isso, Jongin?

— Tenho pensado que isso é algo que quero fazer. Eu acho que encontrei a mulher perfeita pra isso.

— Jura? — perguntou ela — E ela é gostosa?

Soltei uma gargalhada, surpreso pela pergunta. Ela sempre me derrubava com seu senso de humor.

— Sim, ela é muito gostosa, tipo, demais…

— Jongin, vai logo com isso!! — Yukhei implorou atrás de mim.

— Bom, o Yukhei está deixando claro que não temos mais tempo para conversas — disse Sukja, ouvindo o protesto do meu amigo — Nós colocaremos nossas pautas em dia no nosso próximo encontro, amor. Estou animada pra isso! E, diga para o Baek que eu adoraria se ele lembrasse que eu existo e que antes de ser sua namorada nós já éramos amigos. Ele não fala comigo direito há séculos.

— Ok, eu vou dizer pra ele que ele é um traidor e um péssimo amigo.

— Perfeito! — ela riu, concordando — Muito obrigada.

— Disponha.

— Nos vemos em breve, querido. Se divirta.

— Se divirta também… Eu amo você.

— Te amo, Ninnie.

...

Uma hora e meia depois...

As coisas estavam animadas na casa do Taeyong, minha barriga chegava a doer de tanta risada que eu tinha dado e todos estavam comentando sobre o quanto eu teria me arrependido se não tivesse aceitado o convite. Fingi concordância, pois não dava para medir forças com aquele grupo, mas eu ainda estava cogitando em ir embora um pouco mais cedo e me encontrar com a Sukja.

Estava rindo com mais uma piada do Baek quando meu telefone começou a tocar, indicando uma chamada da Melissa. Antes mesmo de atender imaginei que ela e a Sukja haviam aprontado alguma coisa e aquela ligação seria o alvo para mais risadas. Elas eram terríveis juntas, terríveis de verdade.

— Só um minuto — disse ao Baek e me afastei um pouco pra atender o celular. Além das altas risadas, a música de fundo também iria atrapalhar se eu continuasse tão perto do som — Alô.

Ouvi alguns barulhos estranhos do outro lado da linha e nenhuma resposta. — Alô? Melissa? — os barulhos se intensificaram e eu notei que ela estava soluçando no telefone — Melissa? Está tudo bem?

— Jongin, a Sukja… — Melissa estava claramente chorando de forma desesperada e eu não sabia o que fazer.

— Me fala, Melissa. O que houve? A Sukja está com você?

— Ela sofreu um acidente indo pra minha casa — Melissa tentou falar tudo de uma vez, mas não aguentou e irrompeu mais uma vez em um choro doído no final.

— O que? — falei tão alto que todos deviam ter ouvido, instantaneamente, a música que tocava ficou muito mais baixa.

— Ela sofreu um acidente, Jongin. Eu estava finalizando um trabalho e disse pra ela ir até em casa para chegarmos juntas. Nesse meio tempo, um carro passou um sinal e acertou o dela em cheio, só a reconheci porque peguei o mesmo caminho e a rua estava interditada.

Demorei um bom tanto pra assimilar o que ela me disse. Me vi preenchido por um pânico avassalador que marejou meus olhos no mesmo minuto.

— Você sabe como ela está? Onde você está agora? — disse quase mecanicamente, ainda perdido, tentando compreender todas as informações.

— Eu estou no hospital e ela não está bem — Melissa chorava ainda mais e eu não consegui conter o meu choro — O carro dela ficou totalmente destruído e os médicos não dão notícia desde quando ela entrou, só disseram para esperar porque as coisas com ela poderiam levar um tempo.

Eu me desesperei, chorando de uma forma que nem eu sabia que conseguia. Baekhyun se materializou do meu lado, segurando meu ombro e perguntando o que aconteceu. Ouvi Melissa me chamar no telefone, mas estava tão desestabilizado que não conseguia pensar, falar e agir ao mesmo tempo. Baek pegou o celular da minha mão, foi fazendo perguntas à ela e eu só escutava tudo como se ele tivesse a metros de distância enquanto tomava forças para respirar.

— Ok, nós vamos até aí agora, aguente um pouquinho até chegarmos ok? — disse Baek ao telefone — Pode deixar, já vamos.

Assim que ele desligou o olhei pedindo ajuda em silêncio. Eu estava em pânico e todos os cenários mais catastróficos possíveis tomavam conta da minha cabeça. A ideia de encontrar Sukja absolutamente ferida ou até mesmo sem vida em cima de uma cama de hospital fazia a minha cabeça girar sem parar.

— Jongin, nós precisamos ir para o hospital. A Melissa disse que o estado da Sukja pode ser grave, nós temos que ir pra lá logo.

— Baek, eu… — tentei me acalmar — E se ela não aguentar?

— Não é hora pra esse tipo de pensamento, ok? — ele apertou meu ombro e se esforçou para me dar um olhar confiante, por mais que também estivesse com os olhos marejados. — Com certeza ela está sendo bem cuidada e vai precisar de você quando acordar. Vamos lá.

— Ok, só um momento.

Passei por todos na sala como se ninguém estivesse lá, eu simplesmente não conseguiria dar informações a ninguém sobre o assunto ou agir “normalmente”. Fui para o banheiro jogar uma água no rosto e voltei pra sala quando me senti um pouco mais calmo. Baekhyun devia ter avisado para todos o que aconteceu. A música estava desligada, as risadas cessaram e todos me olhavam com uma cara de agonia terrível.

— Nos chame se precisar de alguma coisa — disse Taemin, se aproximando e me dando um abraço — Ela vai ficar bem, eu tenho certeza.

— Obrigado — respondi bem baixo, segurando o nó na garganta.

Me despedi rapidamente de todos e fui para o carro junto ao Baekhyun. O caminho até o hospital foi silencioso, tenso e agonizante como se eu estivesse indo para um abatedouro. Nos surpreendemos ao chegar na frente do hospital pela barreira de fotógrafos e repórteres na porta da frente. A notícia sobre o acidente da Sukja devia ter se espalhado e, provavelmente, toda a imprensa esperava por notícias ou coisas para se especular (como de costume).

— Que merda — suspirei, sem paciência pra analisar como passar no meio daquela pequena multidão.

— Manda uma mensagem pra Melissa e vê se tem alguma outra forma de entrar.

Passei logo o celular pra mão dele, pois estava sem condições de conseguir lidar com mais esse problema. Melissa disse que avisaria o hospital para liberar a área dos fundos para a nossa entrada, mas tínhamos que ser rápidos e foi o que fizemos. Estacionei o carro o mais rápido que podia, corremos em direção às portas do fundo e dois enfermeiros nos esperavam fazendo sinal para entrarmos.

Os dois rapazes nos levaram até Melissa. A encontramos sentada, com o rosto inchado de tanto chorar e um olhar vago de quem estava super cansada. Ela nos cumprimentou com um abraço rápido, parecendo não saber o que falar.

— Teve mais alguma notícia? — indaguei rapidamente.

— Ainda não… — murmurou ela — Eu queria poder dizer que foi algo leve, mas eu fiquei em pânico quando a encontrei.

As palavras me acertaram como um soco no estômago. Queria gritar de tanto desespero, de tanto medo.

— Vamos esperar — disse Baekhyun, tentando acalmar os ânimos — Sem desespero. A Sukja vai ficar bem, tudo vai ficar bem.

Eu não conseguia dizer se a positividade dele estava me ajudando ou me deixando com raiva, mas concordei com um menear de cabeça positivo. Ficamos os três sentados naquele corredor que cheirava a injeção e desespero por um tempo que pareceu uma década sem nenhuma informação que pudesse nos acalmar. Um médico e um enfermeiro apareceram andando na nossa direção, nos levantamos ao mesmo tempo, mesmo sem ter certeza se eles iriam falar com a gente.

— Acompanhantes da paciente Sukja? — perguntou o médico, assim que parou na nossa frente.

Confirmei de imediato com a cabeça.

— Como ela está? — indaguei direto, sedento por qualquer mínima informação que ele pudesse me dar.

O médico me encarou com uma cara indecifrável, dando um longo suspiro e o enfermeiro me entregou uma pequena sacola de plástico transparente com os pertences da Sukja; seus acessórios, sua carteira e o que sobrou do seu celular. Minhas mãos tremeram para pegar os objetos. Senti um nó no estômago ainda maior. O temor e aflição se encontravam como uma colisão de estrelas dentro de mim. 


Notas Finais


gente, além dos comentários e favs que são sempre bem vindos, se tiver uma capista tranquila e de bom coração por aí que pudesse fazer uma capa decente pra mim eu ficaria muito feliz, pois sou péssima nisso rss
já tem uns 4 capítulos prontos dessa fanfic, então, se a vida cooperar, volto rápido!!

xoxo ;*


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