História Amnesia - Capítulo 11


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Categorias Agustín Bernasconi, Ana Jara Martínez, Carolina Kopelioff, Jorge López, Karol Sevilla, Lionel Ferro, Michael Ronda, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Valentina Zenere
Personagens Agustín Bernasconi, Ana Jara Martínez, Carolina Kopelioff, Jorge López, Karol Sevilla, Lionel Ferro, Michael Ronda Escobosa, Ruggero Pasquarelli, Valentina Zenere
Tags Aguslina, Agustín Bernasconi, Amor, Carolina Kopelioff, Drama, Família, Gaslena, Jorgiara, Liona, Michaentina, Romance, Ruggarol
Visualizações 134
Palavras 2.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Décimo Capítulo


Fanfic / Fanfiction Amnesia - Capítulo 11 - Décimo Capítulo

Valentina falava sem parar enquanto Michael apenas fingia ouvir. A verdade é que ele geralmente não assimilava metade das coisas sem nexo que a namorada dizia, apenas balançava a cabeça e fingia concordar com tudo para evitar uma possível discussão que acabaria antes mesmo de começar direito.

Ele odiava ir às compras com ela, mas dessa vez era por uma boa causa. No final de semana seria a "homenagem" de aniversário a Carolina, no sábado ela deveria completar mais um ano de vida. Faltavam poucos detalhes que estavam nas mãos de Valentina, todos já tinham feito sua parte incluindo ele. A galera quase não controlava a ansiedade, seria um momento especial para todo mundo.

Michael ficou surpreso que até mesmo Gastón que era bem fechado com esses momentos de reunião com a familia e amigos tinha convidado outras pessoas. Obviamente ele levaria a namorada, até porque era a oportunidade de apresentar a garota aos pais dele. Todos eles tinham conhecido Malena dias depois que ela e Gastón se viram pela primeira vez, e há uns dias tinham conhecido a maioria dos amigos dela. Eram um casal que se importava com a opinião das pessoas que amam, portanto de início Michael logo notou que ambos tinham medo de que os amigos não fossem uns com a cara dos outros, mas foi uma preocupação besta.

Como não era muito de se intrometer, Mike costumava passar mais tempo observando as coisas ao seu redor do que opinando ou discutindo. Havia aprendido isso com Carolina, porque antes ele costumava ser bem explosivo e a amiga havia ajudado para que ele aprendesse a lidar melhor com as coisas.

Talvez ele fosse um dos que mais sentia falta dela depois da família, visto que se conheciam desde muito tempo e ele a tratava como uma irmã mais nova. Nem mesmo Valentina sabia, mas ele tinha até comprado livros de astronomia e estava aprendendo mais sobre aquele tema que ela tanto gostava, isso o fazia se sentir sempre perto dela.

— Você está vendo o que eu vejo?

Mike encarou a namorada confuso, estava tão absorto em seus pensamentos que nem sabia do que ela estava falando. Como ela não deu continuidade, ele apenas direcionou seu olhar para o mesmo ponto que ela encarava. Puta merda!

Eles estavam sentados nas primeiras mesas da praça de alimentação do shopping, e tinham uma vista privilegiada das pessoas andando ali perto e olhando as lojas. Mas acontece que em frente a uma dessas lojas havia uma garota para em pé falando ao celular, uma cena comum obviamente, se não fosse pelo fato dessa garota parecer alguém que eles conhecem.

Mike esfregou os olhos para garantir que estava enxergando certo, mesmo de longe era óbvio que a tal garota era idêntica a Carolina. Claro, eles acreditavam que ela estava morta, mas ver alguém tão igual andando por aí o deixou atônito. Para ele aquela garota lembrava muito Carolina, mas obviamente nunca pensaria se era realmente ela.

— Mike, aquela garota é muito igual a Caro. — Valentina finalmente se pronunciou outra vez, mas apenas depois que a garota já havia saido de suas vistas — Claro, o visual é diferente, mas fisicamente parece muito.

— Eu até acreditaria ser a própria se não fosse os óculos que ela colocou antes de ir embora e as roupas. — Mike riu — Bem que dizem que em algum lugar no mundo, todos temos alguém que é a nossa cara.

— Também li sobre isso em algum site na Internet. — Valentina comentou — Vai ver é um sinal.

— Sinal de que mulher?

— De que ela sempre vai estar viva entre nós. — Valentina sorriu triste — Viva em nossas memórias e corações.

— Você é tão doce quando quer, Valen. — Ele segurou a mão da namorada por cima da mesa — Vamos? Você marcou com as meninas, lembra?

— Vamos. O pessoal vai ter um colapso quando eu falar sobre isso. — Ela pegou sua bolsa na cadeira ao lado.

— Não fale sobre isso. — Mike ordenou — Ficou maluca, Valen? Ainda mais que esse mês todo mundo está mais sensível que nunca sobre isso. Principalmente, nem ouse falar uma palavra que seja perto do Agus.

— Nem para as meninas eu posso falar? — Ela fez careta.

— Nem ouse comentar com a Ana sobre isso, as outras são responsabilidade sua se você abrir a boca. Nem em sonho isso pode chegar aos ouvidos do Agustín, ele ainda não aceita bem os fatos e você sabe que ele está doido para ter um motivo que ache plausível para reabrir a investigação. Ele só não o fez porque os Kopelioff não permitiram.

— O quê? — Valentina  arregalou os olhos — Eu não fiquei sabendo disso.

— Creio que o Agustín só quer ter paz com ele mesmo tendo um corpo para chorar em cima. Mas se quando aconteceu não acharam nada, por que alguma coisa iria surgir do nada cinco anos depois certo? Estamos preocupados, Valen. — Mike suspirou com exaustão — A gente não comenta com vocês, mas é notável que o Agus apenas parece estar entre nós. A cabeça sempre longe, quando não está se matando de trabalhar fica em casa se martirizando e ele se recusa a procurar ajuda. Desabafar com a gente ele também não quer, nem mesmo com o Ruggero.

— Você acha que ele vai ficar bem? — Ela perguntou depois de um tempo em silêncio.

— Sinceramente ninguém sabe. Só não fale sobre isso. — Ele balançou a cabeça.

— Certo. Nenhuma palavra sobre a garota que vimos.

" Era época de Natal e Carolina estava mais do que animada, já que adorava as festas de fim de ano. Embora estivesse animada, não podia ignorar que ultimamente tudo havia mudado. Admitia estar agindo de uma forma muito estranha, fazia duas semanas que se afastara de seu namorado, estava sempre ocupada, cansada e reclamava de tudo. Ela sabia que ele não tinha ideia do que estava acontecendo.

Naquele dia quando ele foi até lá, estava muito contente, mas sua expressão mudou ao ver Carolina sentada no sofá, o olhando de forma estranha, parecia querer lhe contar algo.

– O que houve, amor? – ele perguntou se aproximando dela.

– Nada. – Ela respondeu, mas continuava agoniada com alguma coisa.

– Não mente para mim,  Lina. Eu sei que está acontecendo alguma coisa.

– Não aconteceu nada! – Carolina gritou e foi correndo em direção à porta.

– Aonde você vai,  Carolina? – Ele perguntou assustado.

– Dar uma volta. – Ela respondeu, agora mais calma – Preciso muito pensar."

De repente o cenário mudou, ela agora estava entrando em um quarto e dentro dele havia alguém. Como sempre ela não conseguia ver o rosto, mas era óbvio que só poderia ser o mesmo rapaz dos seus sonhos mais intensos.

" – Quem era aquele cara? – Ele, sentado na cama, de costas para ela.

–  Ele quem? – Ela perguntou confusa.

– O cara que estava com você na praça. 

– Você me seguiu? Por quê?

– Liguei para a biblioteca, achando que você estava muito sobrecarregada ajudando lá também e o que descubro? Você pediu uma semana de licença e não me disse, eu fiquei pensando: "Por que ela faria isso?" "Será que está doente?" Saio de casa pra te procurar e te encontro chorando nos braços daquele cara. Chorava com medo de me contar algo. O que? Que não me amava mais? Que estava me traindo com ele?

– Você realmente acredita nisso? Acha que eu seria capaz disso? – Carolina começou a ficar nervosa e a chorar.

– É a única resposta. A única coisa que pude pensar.

– Não! – ela gritou – Essa é a resposta mais fácil, o pensamento mais fácil! Você tem outras opções, mas prefere o que é mais conveniente para você.

– Que outra coisa poderia ser?

– Nada! Esquece! Não pode ser mais nada, e não se preocupe! – Ela jogou um embrulho de presente em cima dele – Isso era para o natal. Sabe? Daqui a três dias? Como eu não conseguia te contar ia dizer desse jeito, mas como não vou estar aqui, fica com mais esse pensamento fácil. – Ele não falava nada – E só pra constar, "aquele cara" era Max, marido da minha prima, que estava na cidade a negócios.

– Caro... – ele tentara chamá-la, mas ela bateu a porta e foi embora. "

Como de costume, Carolina acordou assustada. Se bem que suas reações agora eram mais como de alguém com raiva, já não aguentava mais aqueles sonhos que não lhe diziam nada, apenas deixavam sua mente atordoada. Talvez não fosse o sonho em si que a deixava irritava, provavelmente era mais o fato de que nunca conseguia ver os rostos das pessoas. Se eram lembranças como Katja sugeriu, por que não se mostravam de vez? Será que o fato de tentar ignorar isso tudo levava sua mente a bloquear o que ela realmente deveria ver?

Ela anda tão cansada. Um desânimo diário de levantar da cama, mesmo sabendo que vai ser só mais um dia. E o problema é esse mesmo. É mais um dia, um dia  ruim como todos os outros tem sido para ela, e como todos os outros provavelmente vão ser. Sem nada de diferente que a faça sair da rotina pelo menos um pouco, sem nada de extraordinário acontecendo, mesmo que seja só as vezes, só para surpreender.  Dias sem fome, noites sem sono, mas sem querer levantar da cama. Sem vontade de comer chocolate até explodir,  sem mais estímulo para sorrir de verdade.  

Talvez fosse a hora de aceitar os conselhos de Malena e procurar ajuda psicológica, ou quem sabe até alguém que fizesse a interpretação de seus sonhos, estava chegando a seu limite com tudo aquilo. Agora era o momento de admitir que precisava de ajuda para entender a bagunça que sua mente havia se tornado. Embora a Carolina atual não tivesse muito interesse nas lembranças, parecia que todos os dias ela era cada vez mais empurrada até as memórias. A Carolina que ela foi aparentemente queria seu lugar de volta, mas ela não estava disposta a ceder a isso tão cedo.

Como sabia que não pegaria no sono de novo, Carolina logo estava embaixo do chuveiro tomando um banho gelado, quem sabe a água pudesse congelar sua mente para ela não precisar pensar tanto, em tantas coisas. Depois teria todo o trabalho de colocar a peruca, ainda não tinha contado sobre seu "cabelo fake", então quando estava com os amigos o novo look não faltava nunca.

Quando desceu quase uma hora depois, antes de chegar até onde o pessoal estava já podia ouvir as vozes falando ao mesmo tempo. Amava todos eles, mas queria tanto poder matar um por um quando não faziam silêncio.

— Vocês não conseguem apreciar o silêncio? — Ela se juntou a eles nas espreguiçadeiras ao redor da piscina.

— Eu estava ótima, até sua amiga aqui... — Katja resmungou, apontando para Malena — Resolver contar que o amiguinho de vocês está vindo passar uns dias aqui em casa.

— Katu, você precisa aceitar que o Sebastian é nosso amigo e será sempre bem vindo. — Malena revirou os olhos — Não seja criança.

— Ele na verdade vem a trabalho, e aproveitou isso para vir nos ver. — Lionel explicou ao ver a cara confusa de Carolina — O canal realmente está fazendo sucesso.

— Olha só, eu amiga de youtuber famosinho. — Giovanna sorriu convencida — Ele já pode me dar o presente de aniversário que está me devendo há dois anos. Sempre diz que não tem dinheiro, mas agora acabaram as desculpas. Se tem dinheiro para viajar tem para comprar meu presente.

— Caralho, tu é muito interesseira. — Carolina fingiu estar abismada.

— Você fala isso porque ele te dá presente direto. — Giovanna bufou — Né melhor amiga de todo mundo?

— Não tenho culpa se os seres humanos amam a minha pessoa. — Carolina piscou para a amiga.

— Gente, agora um assunto sério. Vocês vão mesmo comigo no sábado? — Malena perguntou — É um momento importante para o Gastón, mas eu também não quero ficar deslocada sozinha quando ele estiver com a família.

— Pode contar com isso Lena. — Lionel respondeu por todos — Eu achei muito bonito o que eles estão fazendo, é uma homenagem bem diferente.

— Deve ser horrível perder alguém assim, principalmente família. — Pasquale balançou a cabeça — Só de pensar me apavora.

— A morte é uma coisa natural, nós estamos aqui apenas em uma longa viagem. — Carolina sorriu fraco — A viagem dessa garota chegou ao fim, ela cumpriu sua missão entre nós.

— Tão nova?! — Malena questionou, não era bem uma pergunta, mas Carolina respondeu mesmo assim.

— Tem gente que nem mesmo chega a nascer Male, em casos naturais isso talvez signifique que aquela era a missão. Nós somos mandados para cá com intuito de reparar erros de vidas passadas e evoluir espiritualmente.

— Isso quer dizer... — Katja começou, mas Carolina interrompeu a amiga.

— Quer dizer que as coisas vão além da nossa compreensão.

— E sobre o seu acidente, Caro? — Giovanna perguntou com receio, sabia que aquele assunto era um campo mimado.

— Se eu ainda estou aqui, acredito que é porque a minha missão ainda não terminou. — Ela respondeu.

— E você está bem com isso, certo?

— Agradeço por não ter terminado minha missão ainda,  por ter vocês, por tudo que eu ganhei. Mesmo pelo que tenha acontecido comigo, mesmo sem lembrar de nada, ainda tenho uma vida gente, eu ainda estou aqui. E isso é pelo que eu mais tenho que agradecer. Aprendi que nem todos os dias têm sol, mas não há tristeza que não passe, nem felicidade que dure para sempre. Os dias nublados vão vir, as flores vão murchar, mas depois a primavera virá. Um dia eu descobri que a vida vale a pena ser vivida e aproveitada ao máximo, independente das circunstâncias. Sempre haverá um novo dia, uma nova chance, um novo amor, uma nova oportunidade. Mas a vida, essa é única!


Notas Finais


Está chegando o capítulo mais esperado gente❤❤ Como vocês acham que será a reação da família? E como será também que a Caro vai reagir a isso tudo?


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