História Amnésia - Capítulo 21


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henrique Fogaça, Masterchef Brasil, Paola Carosella
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Palavras 1.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá olá! Acho que não demorei tanto hein?

Capítulo 21 - Capítulo 21


- Não tem possibilidade nenhuma, nem brinca com algo assim. É só um mal-estar, acontece com todo mundo.

- Nenhuma?

- Tá, eu sei que não é impossível mas não vai acontecer. Para de tentar me desesperar, Ana Paula!.

- Eu só estou sendo realista, minha amiga. Imagina a reação do Henrique quando souber!

- Não tem nada pra ele saber, para com isso!. - retrucou, bufando e fazendo a apresentadora gargalhar - Fica aí rindo que vou desligar. 

- Beijo futura mamãe. Ou como é que a Fran diz? Mamá.

- Cala a boca, Ana Paula Padrão. 

Em casa, Paola se dedicou a filha, tentando afastar as paranoias plantadas pela melhor amiga. Preparou o jantar junto a menina, permitindo que a pequena ajudasse nas tarefas mais simples.

- Mamá, ya está bueno?

- Sí, mi amor, está perfecto. AhoraColoca aqui e mistura.

Após jantarem, Paola permitiu que brincassem um pouco no jardim, aproveitando a noite quente. Entre risadas Paola eventualmente verificava o celular, esperando que Fogaça ligasse ou mandasse algo. Mas não havia nada desde a manhã. Se não tivesse visto o tatuado no almoço, poderia jurar que teria acontecido algo. Lá pelas dez, após dar um banho na filha e contar uma de suas histórias favoritas para a menina dormir, Paola se deitou. Verificou suas redes sociais e se deteve em sua favorita, respondendo alguns fãs. Aos poucos, o cansaço do dia ia vencendo, fazendo com que os olhos dela se fechassem antes mesmo que pudesse perceber. De repente, o som baixo do toque do celular invadiu seus ouvidos, vindo de algum lugar embaixo dela. Buscou o aparelho entre os lençóis e não conseguiu conter o sorriso ao ver o conhecido nome piscar na tela.

- Achei que não ia me ligar mais. 

- Desculpa, lindinha, passei no Cão Veio e tava lotado de fãs suas. Me prenderam lá.

- Se estavam no seu restaurante, eram suas fãs e não minhas.

- E suas fãs não podem comer minha comida agora? - ele brincou, fazendo Paola rir leve - Elas estavam no meu restaurante mas só falavam de você, meu amor. 

- De mim? E falavam o que?

- A Paola vem muito aqui? A Paola gosta de qual sanduíche? - imitou ele, afinando a voz num tom divertido. 

- E o que você disse?

- Que você gosta do sanduíche mais caro. - Paola riu e ele continuou - Sabe o que mais elas perguntaram, argentina?

- O que?

- Perguntaram por quê a gente não fica junto...

- E o que você respondeu, Fogaça?

- Que somos só amigos, nunca daria certo.

- Não daria? - Paola perguntou, séria. 

- Claro que vai dar! Falei a primeira coisa que me veio a mente, não tava esperando essa pergunta tão direta. Mas eu vou virar o mundo de cabeça para fazer a gente funcionar, Paola.

- Imagina quando eles souberem… - sussurrou a argentina, lembrando da conversa com a amiga durante a tarde. Imagina quando o Henrique souber.

- Vai ser uma loucura! Mal posso esperar! - ele riu empolgado e ouviu a argentina suspirar do outro lado da linha - Tudo bem Pao?

- Si, si. Só com uma dorzinha de cabeça mas é cansaço.

- Se eu tivesse aí te faria uma massagem.

- Sei bem onde acaba suas massagens, Henrique Fogaça. - o tatuado riu, fazendo a chef rir também - Vou dormir, se importa?

- Claro que não lindinha, descansa. Boa noite.

- Boa noite.

- Te amo. 

- Também te amo.


***

Na manhã seguinte, Paola se sentia renovada. Sem dores de cabeça e nem enjoos, assumiu sua cozinha e por volta das onze horas, cantava as primeiras comandas do dia, que prometia casa cheia. 

- Dois polvos, um capellini e um ravioli. Raquel, ajuda o Arthur com o empratamento por favor.

- Chef.

- Si?

- Tem um rapaz lá atrás com uma entrega.

- O que é? Os vinhos que pedi? Achei que só iam chegar amanhã. Recebe lá pra mim e depois eu confiro, Linda.

- Não chef, não é nada pra cozinha. É uma entrega pra senhora. - respondeu a mulher enfatizando a última parte.

- Para mi? E o que é?

- Eu acho melhor a senhora mesmo ir receber.

Com um olhar desconfiado, Paola bateu as mãos sujas de farinha no avental e se dirigiu até a porta. Um jovem magro aguardava próximo a uma bicicleta, entretido com celular.

- Bom dia!

- Bom dia! Paola Carosella certo? - a mulher assentiu e ele riu nervosamente - A senhora é mais alta do que parece ser na tv. Bom, tenho uma entrega pra senhora. Pode assinar aqui, por favor? - ele estendeu uma prancheta e Paola pode ler o nome de uma floricultura conhecida - Muito obrigado.

O rapaz se afastou e pegou na cesta da bicicleta um dos buquês que trazia, um de flores brancas, levando até ela com um sorriso amigável, fazendo Paola sorrir também. 

- Aqui está, muito obrigado e tenha um bom dia.

- Espera! Qual seu nome?

- Marcelo.

- Bueno Marcelo. Quem mandou essas flores?

- Não sei, senhora, não sou eu que recebo os pedidos. Mas deve ter um cartão no buquê. Quase sempre tem.

- Bueno… Gracias.

- Eu que agradeço, sou um grande fã do programa, foi incrivel falar com a senhora. 

- Então pode parar de me chamar de senhora, Marcelo. 

- Desculpa - o rapaz corou - Preciso ir. Tenha um bom dia!

- Bom dia pra você também!

A argentina voltou pra cozinha com o buquê, recebendo olhares intrigados de todos. Pegou uma jarra qualquer e foi para seu escritório. Mal colocou as flores na água e começou a procurar um cartão, porém não havia nada além das flores. 

- Alô?

- Ana, você acha que o Henrique me mandaria flores 

- Bom dia Paola Carosella, eu tô bem e você?

- Bom dia Ana, responde. 

- Jesus, que humor é esse?

- Responde logo, Ana Paula!

- Dá pra você explicar o que aconteceu pelo menos?

Paola finalmente sentou, encarando o buquê no centro da mesa. 

- Recebi flores e não cartão ou um  nome. Será que o Henrique me mandaria flores?

- Que tipo de flores?

- Rosas brancas. Pelo amor de deus, Ana, o que isso tem a ver?

- Nada, só fiquei curiosa. - a apresentadora riu e Paola bufou, nervosa - Calma Pao, porque você tá irritada desse jeito? Claro que o Fogaça te mandaria flores. E obviamente ele não colocaria nome. Vocês não assumiram pro mundo e assim poderia vazar fácil. Ele é esperto, mais que você inclusive.

Paola riu, percebendo que tudo fazia sentido e que ela estava se desesperando a toa. Agradeceu e se despediu da amiga, abrindo a conversa com o tatuado, que provavelmente estava na cozinha naquele momento. Tirou uma foto das flores sobre a mesa e enviou. 

"São lindas. Te amo." 12:23

Tranquila, Paola voltou pra cozinha e assumiu novamente a bancada, cantando as comandas e coordenando o serviço. Por volta das 15h, após encerrarem o serviço, a argentina se despediu dos funcionários e saiu, decidida a retribuir o presente do namorado. 

Após atravessar a Paulista, encontrou o que queria. Era uma porta pequena, em uma rua paralela sem muitos comércios importante. Até parecia meio suja. Mas sabia que ali encontraria exatamente o que queria. Deu boa tarde ao funcionário, um senhor de meia idade que lia o jornal e quase nem a percebeu ali. 

"Hoje é meu dia de sorte", pensou, ao não ser reconhecida. Gostava de encontrar os fãs nas ruas, de ser abordada, de ouvir palavras de carinho mas, naquela tarde, queria ser apenas mais uma pessoa invisível na selva de pedras. Revirava as prateleiras calmamente procurando algo perfeito, enquanto imaginava a gargalhada gostosa que Fogaça provavelmente daria quando ela entregasse o presente. 

Já estava quase desistindo quando encontrou. Um pouco desgastado e com um rabisco na capa que entregava a origem, mas cada detalhe deixava tudo mais perfeito. Rapidamente pagou e voltou ao carro, buscando o celular para tentar descobrir onde encontraria o namorado. Por sorte, o vício do tatuado no Instagram facilitava - e muito - a vida de Paola que, em questão de minutos já sabia exatamente onde ir. 


Quando estacionou nos fundos do Jamile, sentia as mãos suarem. Não era um pessoa de surpresas. Normalmente não gostava de receber e muito menos sabia como fazer uma. Mas Henrique e Paola eram pessoas completamente diferentes e ela tinha total consciência disso. Ele adorava aparecer sem avisar, enviar presentes, surpreende-la de todas as formas. Mas Paola nunca tinha feito nada para retribuir. Tirando as vezes que tinha ligado bêbada, nunca havia surpreendido Fogaça. Por isso parecia um bom momento para começar. Com algo simples, um bom disco e sua presença, mas tinha certeza que ele ia gostar. 

Finalmente desceu do carro e deu os primeiros passos rumo a entrada da cozinha. Sua mão quase alcançava a maçaneta quando a porta abriu bruscamente, fazendo Paola gritar.

- Carajo! Puta mierda!

- Paola?! Que cê tá fazendo aqui?

- Carajo Henrique! - ela passou a mão nos cabelos castanhos, tentando se acalmar - Você precisa mesmo me assustar toda hora?

- Desculpa meu, - ele riu, vendo as bochechas levemente coradas da mulher, fazendo a argentina rir também - eu não sabia que cê tava aqui. 

- Era pra ser uma surpresa e eu que devia te assustar. 

- Quer que eu volte e finja surpresa?

- Deixa de ser ridículo, Henrique Fogaça!

- Lindinha. - ele passou o dedo pelo nariz dela, fazendo um carinho rápido - Mas tá tudo bem Paola? Aconteceu algo pra você vir aqui assim, sem avisar?

- Tá sim. Eu só queria ver você e te entregar isso - ela estendeu o pacote e ele olhou curioso, puxando o presente e abrindo um sorriso largo conforme abria a embalagem

- Caralho Paola é um disco do Exploited, meu!

-Achei que você ia gostar…

- Gostar? Puta merda, eu adorei velho! Cê tá louco, não tem como não gostar! É meu aniversário, amor? 

- Eu só queria ver se conseguia te fazer sorrir tanto quanto você me fez com as flores mais cedo.

- Que flores? - ele levantou uma sobrancelha, confuso.

- As que você mandou hoje mais cedo.

- Que flores que eu mandei, Paola? Não te mandei nada hoje.


Notas Finais


Se eu fosse vocês aproveitava bastante esse dois porque tá pra acabar...


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