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História Amnésia - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oie! Ta eu aqui com mais uma história e essa eu pretendo que tenha, no minimo, uns 15 capítulo, mas não tenho tanta garantia quanto a isso.
A história está sendo narrada pela Violetta, é no passado.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo Um


Você já sentiu como se sua vida já não tivesse mais o mesmo significado? Um dia você acorda e está tudo muito bem, mas adormece e ao acordar no dia seguinte já não tem a mesma vontade de sempre. Você sente vontade de fugir dessa realidade, arriscar fazer algo novo e inesperado, porém ao fazer isso, as coisas tomam um rumo totalmente contrário do que você tinha planejado e, subitamente, você começa a viver em um vilarejo totalmente desconhecido, sem saber o que aconteceu e quem é a sua família. Você apenas vive, porém com angústia por não saber quem você é, quais seus gostos, se tem amigos ou um amor. Apenas vive.

Talvez não entenda o que estou dizendo, mas eu vou te contar e os fatos que irei contar a seguir aconteceram há cerca de um ano e é tudo o que consigo me lembrar minuciosamente cada detalhe.

 

Há um ano... 

 

Acordei sentindo uma dor cruciante em minha cabeça e com o corpo pesado, dolorido. Não ouvi nada ao meu redor, era apenas silêncio e quando finalmente abri meus olhos tudo o que vi foram árvores. Pinheiros. Pinheiros para todos os lados que meu olhar conseguia alcançar e alguns desprovidos de suas folhas. Onde eu estou? Preciso me levantar. Ao fazer um pouco de esforço para me levantar, uma forte vertigem me atingiu acompanhada por uma forte enjoo, e voltei a me deitar no mesmo instante, respirando fundo. Não posso ficar aqui, preciso encontrar ajuda.

No instinto de sobrevivência, me apoiei em uma árvore com muita dificuldade e saí andando pela floresta, me apoiando de árvore em árvore. Porém percorrer aquela floresta, ferida, não estava sendo fácil, o peso de meu corpo era mais do que eu conseguia sustentar. Mas eu tinha que sair daquele lugar, encontrar alguém, pedir ajuda para encontrar minha família, para… Eu tenho uma família? E meu nome? Eu não consigo me lembrar! O desespero começou a se apossar ainda mais de meu ser e a adrenalina de tudo me ajudou a percorrer a floresta até uma pequena clareira, onde avistei um pouco ao longe, uma simples cabana no meio da floresta. Se eu chegar lá, alguém pode me ajudar. Eu tinha esperanças, mas minha visão começou a embaçar e eu eu não sabia se teria forças para chegar até lá, além do mais eu não via movimento, nada que indicasse que morasse alguém naquela cabana.

Exausta, me deixei cair ali mesmo, tão perto mas ao mesmo tão longe de uma chance de conseguir ajuda. Desejava que de alguma forma alguém pudesse me ver lá daquela cabana, por entre as árvores, e fosse me ajudar, mas era longe, e eu certamente passaria despercebida. Tentei gritar, mas minha voz não passava de sussurros. Eu estava sozinha, deixada ali para morrer e sem nem mesmo saber o meu nome, nem de onde eu vinha ou estava. Seria uma das piores maneiras de se morrer: sozinha, machucada e morrendo de frio. Pior ainda seria se aparecesse algum animal selvagem faminto e me devorasse. Eu não parava de imaginar maneiras e mais maneiras das quais eu poderia morrer, mas um movimento em uns galhos atrás de mim, me tiraram de meus devaneios, mas tudo o que consegui ver foi uma silhueta masculina vindo em minha direção. Queria me desesperar, poderia ser quem me largou ali, ou algum louco e sádico perdido. Mas eu não tinha forças para fugir e minha vista se embaçava mais à medida que eu começava a sentir frio e mais frio, até que tudo se escureceu.

[...]

 

— Moça, por favor, acorde. Vai ficar tudo bem, irei te ajudar.

Escutei uma voz masculina ao longe, mas não conseguia abrir os olhos e nas vagas tentativas, tudo que eu via eram vultos e isso fazia com que eu me sentisse enjoada. Eu só me sentia cansada e lembro da vaga sensação de estar sendo carregada nos braços de alguém. Era o dono daquela voz que falava comigo, mas logo todos os meus sentidos se apagava e me via novamente na escuridão. 

[...]

 

Acordei me sentindo um pouco melhor, ainda sentia dor, porém o frio havia passado. Eu estava aquecida e sentia um delicioso cheiro de chocolate quente e biscoitos. Abri meus olhos rapidamente, reparando no pequeno quarto onde eu estava. Era pequeno, com uma decoração simples, porém elegante. A cama onde eu me repousava se encontrava no centro do quarto, à minha frente, encostada à parede havia uma cômoda com alguns enfeites e acessórios femininos decorando. À minha direita havia uma janela, que dava vista para a floresta, que olhando de dentro, a mesma não parecia tão assustadora e fria. À esquerda havia uma estante com alguns livros e uma poltrona, que só então, percebi que estava sendo ocupada por um ser de olhar curioso.

Era uma garota. Pele clara e cabelos negros, seus olhos esverdeados estavam fixos em mim, cheios de curiosidade. Ela me lançou um sorriso acolhedor e se levantou, instintivamente retesei meu corpo na cama e ela pareceu ter notado, pois voltou a se sentar e então disse:

— Oi, eu me chamo Francesca. Consegue se lembrar como se chama? — neguei com a cabeça, sentindo-me incomodada por estar ali, na casa de uma completa estranha e sequer sabia como tinha chegado até lá. E ela não tirava os olhos de mim um segundo sequer.

— Como cheguei aqui? — por fim perguntei após um longo intervalo em completo silêncio.

— Meu irmão a encontrou caída perto da nossa cabana e te trouxe para cá. Fiquei muito preocupada quando o vi com você nos braços, estava tão empalidecida e suja. — ela gostava de falar. — Como está se sentindo agora?

— Bem, eu acho. Minha cabeça e meu corpo doem muito.

Eu estava demasiado triste por não conseguir me lembrar do meu nome ou de coisas relacionadas à minha vida. As dores não em meu corpo não estavam importando naquele momento, eu apenas queria me lembrar. De qualquer coisa que fosse, mesmo que fosse o nome do meu cachorro. Eu nem sabia se tinha um cachorro! Queria chorar, gritar ao mundo minha angústia, mas não podia, eu não conseguia. Eu apenas sustentava aquele nó que se formava em minha garganta e, parecendo ler meus pensamentos, Francesca me ofereceu chocolate quente como forma de amparo. Não pude negar depois da carinha meiga que ela fez.

O chocolate quente foi bem eficaz, aliviou mínima e temporariamente minhas dores pelo corpo. A caneca esquentava os dedos de minhas mãos e a cada gole que eu tomava da bebida quente, sentia meus músculos se relaxando e o frio de meu corpo passando. Eu iria me levantar, mas bem na hora pude ouvir a porta, que deduzi ser de entrada, sendo aberta e ouvi passos se aproximando do quarto onde eu estava.

— O meu irmão chegou. Ele é uma pessoa maravilhosa.

Francesca falava com empolgação do irmão e, mesmo um pouco hesitante, tive curiosidade em conhecê-lo, até porque, ele foi meu salvador. E não demorou muito para a porta do quarto se abrir, e a silhueta de um homem aparecer. Ele trajava agasalhos meio finos para o frio, mas minha atenção não estava em seus trajes e sim em seu rosto. Ele era muito bonito e jovem. Olhos verdes cintilantes, hipnotizantes. Tinha um sorriso envergonhado nos lábios e não tirava os olhos de mim, o que estava começando a se tornar incômodo. Corei e desviei o olhar, ele pigarreou:

— Fran, vim saber como a moça está. Consegui falar com o médico, ele deve chegar em poucas horas. — então, ele me olhou, fixo. — Eu me chamo León. Como se sente? Consegue se lembrar de algo, como chegou até a floresta?

A medida que ele me fazia as perguntas perguntas, mais eu me sentia deprimida e com uma angústia enorme em meu peito. Eu sabia que eu tinha uma vida antes de acordar naquela floresta, provavelmente eu tinha uma família, um namorado talvez. Mas eu não conseguia me lembrar e não era só isso que me entristecia. Me entristecia pensar que, talvez, minha família estivesse mal, sofrendo pensando sabe-se lá o que ao meu respeito.

Felizmente para mim, Francesca interrompeu o questionário incansável de seu irmão com um olhar de reprovação.

— Talvez seja melhor que ela se alimente e descanse, León. Vai demorar até o médico chegar e ela precisa de repouso. 

— Vou preparar uma sopa, deve ser bom para ela.

E de fato, ele estava certo. A sopa viria em uma boa hora, já que em pouco tempo depois, meu estômago começou a se revirar e roncar de fome. Fiquei envergonhada, mas pra Francesca, o simples barulho de meu estômago foi apenas mais um pretexto para ela desencadear a falar. Não a interrompi e foram poucas as perguntas que respondi, apesar de estar começando a me sentir à vontade com ela.

León voltou alguns minutos mais tarde com uma bandeja, onde estava um prato de sopa e suco para mim. Francesca por sua vez, resolveu nos deixar sozinhos, disse que tinha coisas a resolver. León não a impediu, porém percebi no rosto dele que tal assunto o incomodava. Mas tão logo esse assunto foi esquecido e ele se sentou, me analisando com um olhar bem curioso. Não sabia exatamente o porquê, mas León me transmitia um sentimento muito bom de proteção, muito embora eu estivesse muito envergonhada sob seu olhar curioso e examinador. Eu não sabia o que dizer a ele além de “obrigada”, até porque ele tinha salvo minha vida e me levado para sua casa.

— Oi. — finalmente resolvi quebrar o silêncio, embora estivesse muito envergonhada. Eu evitava ao máximo olhar para ele. — Obrigada por… salvar a minha vida.

— Não há de quê. Você se lembra do que aconteceu? — ele voltou com a pergunta, mas dessa vez, neguei com a cabeça, o que o deixou bastante intrigado. — Seu nome? De onde você é?

— Não consigo me lembrar de nada antes de acordar nessa floresta. 

Meu tom de voz era bem deprimido, o que o fez me olhar com pena, assim como Francesca já o tinha feito. Aquilo me incomodava profundamente. Será que ele não percebia que eu não queria a pena deles? Eu apenas queria ter a minha memória de volta e poder ir embora daquele lugar, poder retomar a vida que eu tinha. Enquanto eu estava imersa em meus pensamentos, Francesca chamou León para fora do quarto e conversaram em sussurros, mas a única palavra que consegui ouvir da conversa foi “médico” e eu não estava animada para isso. Porém o médico seria a minha melhor ajuda em questão às minhas memórias. Ou assim eu esperava que fosse.

Francesca não se demorou ao conversar com León e ele logo voltou para o quarto, e me disse para descansar mais um pouco, pois o médico demoraria para chegar. Concordei com ele, até porque não tinha outros planos mesmo, sequer saberia para onde ir se tivesse algum plano. Ainda me sentia tão cansada que não demorei para pegar no sono novamente e foi então que tive um sonho, ou flashes de uma lembrança:

 

Havia uma garotinha em uma casa na árvore, brincando animadamente com suas bonecas e de algum modo, eu sabia que aquela garotinha se tratava de mim. Eu brincava alegremente em minha casa na árvore, mas de repente o clima de alegria foi tomado por um clima tenso assim que uma outra garota, um pouco mais velha, subiu na casinha. Ela estava brava, gritava comigo e começou a puxar meus cabelos. Eu pedia desculpas e implorava para ela não me bater, mas ela não dava ouvidos. Eu não sabia porque ela fazia aquilo, mas ela continuava e parecia gostar de me atormentar.

Saí correndo para a varandinha de minha casa, gritando pelo papai. Mas ele não vinha e ela continuava brigando e brigando comigo. Eu estava ficando assustada e não tinha mais pra onde sair, não parava de implorar por perdão e as lágrimas desciam por minha face. Então, com um passo em falso, escorreguei e quebrei a cerca de segurança da casinha, caí de cima da árvore e a última coisa que ouvi foi a garota gritando:

— Violetta!

 

Despertei com a respiração desregulada e estava sozinha no quarto, o que não sabia se agradecia ou não. Violetta era o nome da garotinha, ou seja, era o meu nome! Não pude evitar algumas lágrimas de alegria que se formavam em meus olhos, finalmente eu tinha lembrado o meu nome e eu sabia que isso já era um passo para começar a ter minha memória recuperada.

Estava tão contente por ter me lembrado de meu nome, que toda dor e desconforto que eu sentia em meu corpo, foi esquecida e me levantei da cama. Mas tão rápido quanto me levantei, tornei a me sentar, pois estava tonta. Precisei respirar fundo algumas vezes antes de me levantar novamente e, bem devagar, me direcionei até a porta do quarto que estava entreaberta. Na sala pude ver León sentado à uma poltrona em frente à lareira, estava concentrado lendo um livro.

Apanhei um roupão branco que estava pendurado atrás da porta e o vesti, amarrando-o  firme em minha cintura e assim que abri a porta, os olhos de León se ergueram do livro de encontro aos meus. Ele sorriu gentilmente e aquele sorriso, me causou sensações que não sei explicar. Me senti acolhida.

— Que bom que você se levantou. Vai te fazer bem se movimentar um pouco. Como está se sentindo?

— Muito melhor. Obrigada. — me permitir lançar a ele um sorriso meio envergonhado. — Onde está Francesca?

— Está na cozinha preparando o jantar. Sente-se. 

Sorri uma vez mais para ele e me sentei em um sofá de dois lugares, de frente para a lareira. Fiquei observando o fogo por alguns segundos em completo silêncio, estava começando a me sentir um pouco mais à vontade naquele lugar e com eles. Olhei para León, que voltará a se concentrar em seu livro, e pude analisá-lo mais atentamente. Ele tinha madeixas castanhas, sobrancelhas grossas, e bem masculinas, nariz empinadinho e lábios carnudos, levemente rosados. Ele era muito bonito, isso eu não podia negar, e me parecia ser um bom homem também. No fundo me senti agradecida por ter sido ele a me encontrar e não outra pessoa, as coisas poderiam ser totalmente diferentes. 

Estava prestes a agradecer a León uma vez mais por ter salvado minha vida, porém fortes batidas na porta me assustaram. Quem poderia ser batendo de forma tão bruta? León rapidamente soltou seu livro e foi abrir a porta. Assim que ele o fez pude ter a visão de um homem alto e jovem adentrando a casa. Ele me parecia familiar de alguma forma, mas não sabia de onde ou porquê, e sua presença subitamente me causou um grande desconforto e medo. Eu estava em estado de total alerta, não queria ficar sozinha com ele em momento algum.

— Doutor Alex. — León o saudou, mas eu podia perceber um clima tenso entre os dois.  Eles pareciam não se dar muito bem. — Finalmente chegou, até pensei que teria ir buscá-lo arrastado.

A ironia de León irritava bastante o Doutor Alex, mas era um total divertimento para León e devo admitir que para mim também era. Mas meu divertimento interno foi cessado quando o médico veio em minha direção, fiquei nervosa e encolhi o corpo. O doutor pareceu surpreso ao me ver, o sorriso de ironia que ele tinha no rosto, se desfez logo que me olhou. Ele parecia tenso, mas não tão tenso quanto eu. León percebeu meu desconforto e ficou de pé atrás do sofá, apoiando as mãos em meus ombros.

— Está tudo bem?

Fiz que sim com a cabeça, mas não tinha tanta certeza quanto aquilo. Alex me fazia sentir imensamente incomodada, ele fazia todos os meus sentidos de proteção ficarem alertas e eu sentia necessidade de ficar longe dele, mas ele era o único que poderia me ajudar. Assim eu esperava. 

— Então senhorita, nesse meio tempo conseguiu se lembrar de alguma coisa? — Alex perguntou, enquanto pegava seus equipamentos em sua bolsa para me examinar, ele evitava me olhar. Parecia com medo de algo, o que me pareceu bem estranho.

— Eu tive um sonho, acho que uma lembrança de quando eu era pequena. E uma garota me chamou de Violetta.

— Como tem certeza de que este é o seu nome? — ele perguntou e me olhou de forma estranha, diria que até preocupada.

— Quando eu o digo em voz alta me soa muito familiar.

— E se lembra quem era a garota? — ele fez a pergunta com um tom preocupado na voz, mas preferi não perguntar nada, apenas responder.

— Não, não me lembro. Mas ela parecia não gostar de mim.

León me observava atentamente, prestando atenção em cada palavra que eu dizia e era meio constrangedora aquela situação, mas estava grata por ele estar ali comigo enquanto aquele médico me examinava.

[...]

A consulta foi até que rápida, Doutor Alex me disse que eu estava com amnésia, mas já era bem óbvio para mim, a observar minha situação. Aparentemente eu tinha batido a cabeça lá na floresta e a batida resultou na amnésia. E era impossível dizer quando eu recuperaria a memória, poderia ser em um dia, uma semana, em um ano ou mais. Eu teria de lidar com aquilo, mas iria me esforçar para fazer tudo o que pudesse para recuperar a memória. León se prontificou a me ajudar e Francesca não ficou atrás.

Alex me receitou um remédio para acabar com as dores que eu tinha pelo corpo e deixou a função de marcar o horário do medicamento com Francesca. Ela ficou empolgada, mesmo com uma tarefa muito simples como aquela. Eu estava começando a gostar dela, ela era animada e transformava tudo em bom ou divertido.

Pra mim foi um grande alívio depois que o Doutor foi embora, pois eu não me sentia bem na presença dele. León tinha percebido como reagi, mas na mesa de jantar não tocou no assunto, e eu o agradeci mentalmente por isso. Eu também estava começando a gostar de León, apesar de ele ser mais reservado do que Francesca; Eu gostaria de poder conhecer mais ele, saber com o que trabalha, os desejos e aspirações que ele tem, queria me tornar amiga dele, já que, pelo visto, passaria algum tempo alii.

— Nós poderíamos tentar ligar para a polícia, para saber se alguém já sentiu falta dela. — Francesca dizia a León enquanto jantava. — Ou poderíamos ir à cidade mais próxima, lá talvez possamos encontrar alguma pista sobre ela.

— Fran, mal temos sinal telefônico aqui, foi um sacrifício apenas para ligar para o médico. Sem contar que o sinal de telefone no vilarejo próxima continua péssimo, nem internet temos. E não podemos arriscar tentar ir à cidade, levaríamos dias para chegar até lá e ainda correríamos o risco de ficarmos presos pela tempestade.O inverno está quase aí, logo tudo estará coberto de neve. Seria muito arriscado.

Meu coração se apertou quando ele disse aquilo, eu poderia ficar presa naquela cabana durante meses e sem conseguir mais qualquer informação à meu respeito ou a respeito de minha família. Queria permanecer forte na frente deles, mesmo estando tomada por uma grande onda de tristeza e desespero, mas naquele momento eu não conseguia mais controlar meus sentimentos. Lágrimas surgiram em meus olhos e junto a elas um soluço, então não segurei e comecei a chorar.  Um choro de cansaço, desespero e medo. Medo de nunca mais voltar para casa, de nunca recuperar a memória. Eu sabia que não estava sozinha, que eles iriam me ajudar, mas eu não tinha proximidade com eles.

Senti braços delicados me envolvendo em um abraço e sussurros de que tudo ficaria bem, de que dariam um jeito. Mas de algum modo eu tinha péssimos pressentimentos e não queria que eles se machucassem ou se colocassem em perigo por minha causa. Já estavam fazendo muito por mim.

— É melhor que deite para descansar, Violetta. Amanhã será um novo dia e Francesca te levará para dar uma volta. Te fará bem tomar um pouco de ar fresco. 

León disse quase em um sussurro e eu percebia a preocupação na voz dele. Apenas concordei com ele e enxuguei o rosto, dei boa noite aos dois e rumei para o quarto. Assim que meu corpo bateu na cama, não demorei para pegar no sono e infelizmente, não tive sonhos ou lembranças.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Relevem se tiver algum erro, sempre haverá.
Comentem dizendo o que acharam desse primeiro capítulo, e se devo continuar.
Beijos.


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