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História Amnésia Dissociativa - Capítulo 23


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Notas do Autor


Boa Tarde meninaaas!
Como estão passando o final de semana?
Espero que bem! E principalmente estejam respeitando a quarentena.

Tenho um presentão pra vocês! Espero que gostem!

Boa leitura fadas

Capítulo 23 - Fragmentos VII





Fragmentos VII



Distrito Uchiha

Um mês depois




A um bom tempo andava desconfiada do comportamento da amiga, da súbita isolação social e o afastamento até mesmo dos treinos matinais com Tsunade.

Sakura parecia estar constantemente em alerta, na defensiva, como se a qualquer momento alguém fosse ataca-la.

Então a seguiu. Era a terceira noite que se escondia entre muros e as sombras da noite, sempre no mesmo horário, traçando o mesmo caminho até o distrito Uchiha.

E como todos os dias, ela a perdia de vista. Como se tivesse sido engolida pela escuridão do local, aquele lugar lhe causava arrepios, sabia muito bem o que havia acontecido ali.

Andava de um lado para o outro, pulando os telhados sempre com muita cautela para não ser vista.

ㅡ O quê faz aqui?

A voz masculina a assustou de início, tropeçou com os próprios pés e quase foi de encontro ao chão, se não fossem os braços fortes prendendo sua cintura com certeza quebraria algum osso caindo do telhado daquela casa.

E assim como a primeira vez que o viu, sentiu o frio na barriga e o coração acelerar, estava próxima o suficiente para se perder nos olhos azeviche, tão inexpressivos como sempre. Ele era intrigante, parecia ser nulo de qualquer tipo de sentimentos e emoções. Aquilo a atraía, pois sempre foi uma garota curiosa e extremamente sensitiva, encontrar aquele Anbu despertava nela sensações até então desconhecidas. Ela queria poder decifrar tudo aquilo que nele se escondia, revelar a incógnita que era Sai.

ㅡ Eu… estava sem sono e decidi andar um pouco.

Ino disse a primeira coisa que lhe veio em mente.

ㅡ E decidiu fazer isso logo aqui?

O anbu questionou erguendo uma sobrancelha. A máscara estava um pouco ladeada, expondo assim sua identidade.

ㅡ Ahm.. acabei por me perder em pensamentos, sequer notei que vim parar para esse lado da vila.

Respondeu se sentindo acuada, Sai conseguia ser intenso mesmo que em seu rosto não visse expressão alguma.

Alem de que ele continuava segurando-a pela cintura, era possível sentir o calor das mãos em contato com a pele exposta.

Sentiu o rosto esquentar devido a aproximação e se perguntou se Sai não se sentia constrangido.

ㅡ Seu rosto está ficando vermelho. Está com febre?

Ele perguntou diminuindo ainda mais o espaço entre eles. Ino ficou ainda mais corada, desde a raiz do cabelo loiro até a ponta dos dedos dos pés. Ele realmente parecia não notar que era o causador de uma queda súbita de pressão.

ㅡ E-eu… eu estou bem!

A Yamanaka se recompôs afastando-o com um empurrão, controlou a respiração e então deu as costas para o ninja.

Aquilo havia sido vergonhoso. Logo ela que era sempre tão desinibida, não conseguia controlar o corpo com uma simples aproximação?

ㅡ Tem certeza?

Ele voltou a questionar vendo-a ficar tensa de repente.

ㅡ Não! Oras! Você simplesmente parou de me visitar e agora se aproxima perigosamente como se nada!

Expulsou de uma vez tudo aquilo que lhe incomodava. Sai abriu a boca procurando a melhor resposta, não sabia que a Yamanaka poderia ficar chateada com seu afastamento. Haviam saído apenas algumas vezes, por ordens de Danzou, mas descobriu que Ino não sabia nada sobre Sakura além é claro, dos pequenos furtos de jutsos proibidos, rapidamente foi descartada dos planos do Shimura que não viu nenhuma utilidade na garota. Já contavam com um Yamanaka habilidoso, não precisavam da loira.

Porém, agora ela havia virado uma peça importante para concretizar outros planos de Danzou em relação a Sakura, plano aquele que até então era desconhecido pelo Anbu.

A final, ele não precisava saber de nada, sua opinião era irrelevante e sua função era apenas servir sem questionar.

ㅡ Porquê parou de me visitar? Eu não sou interessante? Não sou bonita? Minha companhia não lhe foi agradável?

Ino perguntou gesticulando exagerada, ela era engraçada.

Sai não entendia muito sobre relacionamento interpessoal, e muito menos o quê levaria alguém como Ino a sentir que era uma pessoa desagradável.

Ele gostava de vê-la falar apressadamente e atropelando as palavras.

ㅡ Você é engraçada.

Soltou sorrindo minimamente, surpreendendo Ino. Ela permaneceu estática processando aquela palavra. Engraçada?

E então, sem que Sai pudesse prever, Ino espalmou a mão direita contra a face pálida do Anbu. Profundamente irritada ela o olhou com fúria nas lagoas azuis.

ㅡ Engraçada?! Pois veja bem, esta engraçada aqui já não quer te ver nunca mais! Se pensa que pode zombar de mim e meus sentimentos está muito enganado.

Dito isso, ela se afastou rapidamente saltando os telhados sem olhar para trás, deixando um Sai confuso e de rosto vermelho devido a força aplicada no golpe.




[…]




Os alvos estavam estrategicamente posicionados, as espirais em azul terminavam em um ponto vermelho, que serviam para identificar o avanço do treinamento.

Nos primeiros dias sua mira não era tão ruim, sempre tivera facilidade no manejo de kunais, mas era completamente diferente quando se tratava de agulhas de senbon, e ainda mais difícil quando estas continham veneno ou alguma outra substância, o peso do líquido modificava drasticamente a aerodinâmica, dificultando assim sua pontaria.

Cobriu os olhos com o tecido vermelho que usualmente detinha os fios vermelhos, puxou o ar com força e preparou as agulhas.

Um, dois, três alvos atingidos.

Impulsionou o corpo para cima e lançou mais agulhas. Quatro, cinco, seis. Contou subindo ainda mais, pisando sobre os objetos. Sete, oito, nove, dez.

Seguiu repetindo o processo, até que os cinquenta objetivos fossem atingidos.

E quando pisou o chão, rapidamente retirou a venda, controlando o tempo que havia levado para terminar dessa vez.

ㅡ Cinco segundos menos. Ainda preciso melhorar.

Sussurrou cansada. Estava treinando a várias horas, a mira estava perfeita, todos os pontos vermelhos haviam sido atingidos com sucesso. Porém, ela continuava insatisfeita.

ㅡ Eu acho que já está muito bom.

Ouviu a voz já tão familiar atrás de si, sorriu abertamente e virou para encontrar a imagem de Itachi. Correu até ele afundando o rosto no peitoral masculino, era possível sentir o contorno dos ossos, denunciando que ele havia perdido muito peso no último mês. Aquilo a preocupou, pois ainda estava trabalhando no jutso espaço tempo.

ㅡ Senti sua falta.

Confessou baixinho. Não comentaria sobre o que andava trabalhando, queria fazer uma surpresa para ele.

ㅡ Eu também.

Respondeu o Uchiha confortando seu pobre coração.

ㅡ Está ficando boa nisso, lembro que eu treinava bastante com esse mesmo método. No fim das contas, somos mais parecidos do que pensei.

Sakura sorriu orgulhosa se afastando do shinobi, notou que ele parecia estar cansado, provavelmente com fome e sem muito chakra devido aos últimos acontecimentos na Akatsuki.

ㅡ Sente-se, vou cuidar de você.

Ele acatou o pedido, sabia que ela insistiria até que ele cedesse, Sakura era bastante teimosa quando queria.

Em um mês, a kunoichi havia levado várias coisas até o esconderijo, deixando assim o ambiente mais confortável.

Itachi deitou sobre o futon azul retirando a capa. O tronco estava coberto por uma malha fina, bastante comum por se adequar a temperaturas altas permitindo que os poros pudessem respirar adequadamente. Sakura se ajoelhou ao lado dele retirando as luvas de couro, para assim ter maior liberdade em seu trabalho.

A luz esverdeada iluminou um pouco da escuridão do salão, já que uma única lâmpada não era suficiente.

Quando sentiu os dedos finos percorrerem cada músculo fatigado, imediatamente sentiu o calmante das mãos de Sakura.

Fechou os olhos permitindo assim que aquela sensação o dominasse. Era possível sentir o cheiro suave de shampoo misturado ao suor da kunoichi devido a aproximação.

Então os toques foram mudando, dando lugar a uma sutil carícia. Abriu os olhos se deparando com a imensidão verde, encarando-o com um brilho diferente ao que ele estava acostumado. Pensou que ela se afastaria quando os movimentos das mãos pararam, mas ela não o fez. Contrário ao que imaginava, ela terminou com o espaço que havia entre eles.

Primeiro ele não soube exatamente como reagir, havia sido pego de surpresa. Mas, ao sentir o formigamento em seus lábios, e a sensação calorosa dos pequenos lábios, retribuiu o beijo.

Talvez fosse a carência, por ter passado tantos anos recebendo desprezo e rejeição. Poderia ser a culpa que o consumia a cada dia, impedindo-o de se sentir merecedor de afeto.

Então fechou os olhos guiando aquele ato, a boca inexperiente de Sakura tremia e parecia afoita. Porém, o impossível aconteceu.

Um vislumbre dos olhos castanhos e o sorriso alegre de um antigo amor o trouxe de volta a realidade.

Aquilo estava errado de tantas formas.

Afastou-a rapidamente, sentindo o peso de seu comportamento estúpido e irracional.

Sakura parecia ter recobrado a lucidez naquele momento, levantou-se de forma brusca puxando levemente os fios rosados.

ㅡPor Kami, o quê eu fiz?

Questionou a si mesma andando de um lado para o outro.

ㅡ Me perdoe Itachi, por favor. É que você estava tão perto e se parece tanto com ele, acabei fazendo isso sem pensar!

A Haruno falava de forma apressada, completamente envergonhada. Agiu por impulso, como sempre e agora se condenava por isso. Estava aterrorizada com a ideia de perder a amizade de Itachi, por quem nutria tanto afeto e admiração.

ㅡ Está tudo bem Sakura, entendo você, eu também sou culpado.

O Uchiha tentou conforta-la, pois se tivessem que culpar alguém, esse alguém era ele. Já não tinha idade para perder o controle tão facilmente, mesmo que fosse apenas cinco anos mais velho.

ㅡ Por favor, não quero que se afaste de mim por isso. Eu sou tão imprudente. Agora estou tão envergonhada.

ㅡ Não se martirize. Foi apenas um ato impensado, de ambas as partes. Sei que seus sentimentos são fiéis ao meu irmão, e que nossa similitude a cegou por um momento.

Sakura respirou aliviada, não queria que Itachi pensasse que havia um interesse além do amor quase fraternal que nutria por ele.

ㅡ Eu realmente sinto muito.

Itachi balançou a cabeça em um gesto de "tanto faz". Gostava da kunoichi e não pretendia cortar o vínculo que construiram juntos até aquele momento.

ㅡ Vem aqui, somos amigos e nada vai mudar isso.

Ele disse sincero. Sakura sorriu sem jeito e o abraçou mais uma vez.

ㅡ Ainda bem que treinou um pouco antes de beijar Sasuke, ou espantaria ele.

A kunoichi gargalhou alto com o dito por Itachi, se desprendendo dos braços que a envolviam.

ㅡ Você diz isso como se fosse o beijoqueiro de Konoha.

Rebateu revirando os olhos, mas viu a face do Uchiha corar levemente e se surpreendeu abrindo a boca várias vezes.

ㅡ Não acredito! Agora você vai me contar quem é a dona do seu coração. Eu tenho esse direito.

Itachi sorriu amargamente, não havia muita coisa a se fazer em relação ao seu coração.

Sakura ainda tinha a oportunidade de resgatar Sasuke. Ele por outro lado, já estava fadado a solidão, pois se alguma coisa havia aprendido em tantos anos era que um Uchiha não se apaixonava duas vezes.

ㅡ Isso não importa, não estou aqui para discutir sobre romance. Temos que conversar sobre sua entrada na Anbu.

ㅡ Itachi!

Sakura o encarou indignada por haver mudado de assunto, mas acabou cedendo pois o Uchiha tinha razão. Teriam muito tempo para falar sobre antigos amores quando tudo aquilo terminasse.

ㅡ Tudo bem, sou toda ouvidos.

ㅡ Você está pronta, vejo que melhorou bastante desde a última vez que nós vimos. Agora passamos a parte mais complicada, não vai ser fácil, mas se tudo ocorrer de acordo ao que tenho planejado, conseguiremos desmascarar Danzou.

ㅡ Já temos um plano?

Sakura perguntou atenta.

Itachi assentiu sentado no chão, o semblante estava completamente mudado, aquele que Sakura estava vendo agora era o gênio de quem tanto ouvira falar nos livros acadêmicos.





[…]




Já estava quase amanhecendo quando chegou a casa dos Haruno, estava exausta, um tanto ansiosa e porque não, com medo do que estava por vir.

Sentiu a presença de outra pessoa no andar superior, talvez fosse paranoia, mas preferia prevenir. Subiu as escadas silenciosamente, abriu a porta do quarto de Mebuki e viu o cômodo vazio.

Parou frente ao seu quarto, giriu a maçaneta sentindo o coração acelerar. Quem poderia estar em sua casa?

Sentiu que toda a tensão em seu corpo evaporou quando viu a figura loira dormindo calmamente em sua cama.

Era Ino, só poderia estar fodida mentalmente para não saber identificar o chakra da melhor amiga.

Quando fechou a porta acabou acordando a Yamanaka, que tentava se acostumar com a claridade que invadia o quarto pela janela. O amanhecer havia chegado mais rápido que nunca.

ㅡ Sakura?

Chamou com a voz sonolenta, sentou na cama ainda preguiçosa vendo Sakura retirar as sandálias ninja.

ㅡ Onde esteve?

Perguntou seriamente. Depois do encontro desagradável com Sai, ela decidiu esperar a Haruno em sua casa, mas as horas passaram e acabou dormindo.

ㅡ Por aí. O quê você faz aqui?

Questionou com o cenho franzido.

ㅡ Te esperando.ㅡ respondeu cruzando os braços.ㅡ Eu te segui ontem.ㅡ revelou para a surpresa da Haruno.ㅡ mas acabei te perdendo de vista. O quê você fazia até agora no distrito Uchiha?

Sakura soltou um longo suspiro, procurando as palavras certas para confortar Ino, sabia que a amiga havia inconscientemente tomado o lugar de Mebuki, que até então continuava de férias com a senhora Yamanaka.

ㅡ Eu estava preocupada com o seu sumiço então comecei a te seguir, a três dias você vai lá no mesmo horário de sempre. ㅡ pontoou a loira.ㅡ e olha só o que aconteceu, por sua culpa acabei encontrando o idiota do Sai.

Desabafou a última parte. Sakura arregalou os olhos sentindo a raiva se instaurar em cada célula de seu corpo.

Ela havia deixado claro para que o Anbu se mantivesse longe da Yamanaka.

ㅡ Ino, você precisa se afastar dele.

A Haruno disse friamente. Ino se surpreendeu com a mudança drástica no comportamento da amiga, ao mesmo tempo em que começava a se perguntar o quê estava acontecendo com ela.

ㅡ Porquê está me pedindo isso?.ㅡ perguntou com um nó na garganta.ㅡ Sakura, me diz o quê está acontecendo com você. Eu tento me acostumar a essa sua nova versão, tento me adaptar, você se afastou de todos, fica fugindo de mim, não aparece nos treinos, nem no hospital, e agora pede para me afastar do Sai. Eu quero te entender, mas as vezes sinto como se não te conhecesse mais e isso me assusta, porque eu não sei o que fazer sem você.ㅡ os olhos azuis se inundaram e a Yamanaka não quis controlar o choro, tudo aquilo estava a muito tempo preso em sua garganta.ㅡ Me deixe te ajudar, seja lá qual for o problema. Você não está sozinha.


"Você não está sozinho"

"Me deixe te ajudar a carregar esse fardo"


Ver sua melhor amiga chorar por sua culpa a desestabilizou, não estava acostumada a ver Ino naquele estado. Era ela quem geralmente chorava e acabava sendo consolada pela Yamanaka.

ㅡ Ino.

ㅡ Sim?

ㅡ Eu preciso te contar uma coisa.

O plano de Itachi estava começando a entrar em andamento.




[...]




A muito tempo não entrava naquele prédio, estava evitando Tsunade o máximo que podia, mas agora estava na hora de enfrentar seu destino. Konoha e o mundo precisavam disso.

Cumprimentou os guardas e subiu até o terceiro andar, atravessou o longo corredor passando frente a porta do escritório da Hokague, seu destino estava a mais alguns metros.

O Anbu estava parado frente a porta de madeira, e não a parou ou questionou nada. Parecia estar esperando por ela. Duas batidas foram suficientes para a porta ser aberta.

Danzou estava sentado atrás de uma mesa com o queixo apoiado em uma mão, sorriu largamente ao ver a Haruno.

ㅡ Eu aceito.

Foi tudo o que ele precisava ouvir para se levantar com a ajuda da bengala. Abriu a gaveta retirando de lá uma espécie de contrato e todos os documentos da kunoichi, historial de missões e também dos pacientes que havia atendido.

ㅡ Vamos.

Ordenou visivelmente satisfeito com a decisão de Sakura.

ㅡ Sabia que iria aceitar.

A kunoichi revirou os olhos dando espaço para que ele passasse, seguindo o homem até o escritório principal. Sentiu um frio na barriga ao ouvir a voz de Tsunade. Se tivesse sorte sobreviveria a aquele encontro.

A carranca da Senju ao ver o Shimura foi inevitável, o odiava com todas as forças e sequer fazia questão de disfarçar.

ㅡ O quê quer Danzou?

Questionou impaciente. O vinco entre as sobrancelhas loiras aumentou ao ver Sakura parada atrás do homem, ela mantinha a cabeça baixa sem coragem de encarar a mentora.

ㅡ Preciso que assine a transferência de Sakura Haruno para a Anbu.

Tsunade piscou aturdida, tentando entender do que se tratava aquilo, para ela só poderia ser uma piada.

ㅡ O quê você disse?

Perguntou incrédula, buscava encontrar alguma resposta nos olhos verdes, mas eles teimavam em encarar um ponto qualquer.

ㅡ Recrutei a senhorita Haruno, ela aceitou sabiamente meu convite.

Danzou disse com arrogância, estava se sentindo em êxtase com o olhar perdido da Hokague.

Sabia que estava tocando em um bem preciso para a Senju.

ㅡ Sakura, isso é verdade?

Perguntou ignorando o homem. A kunoichi balançou a cabeça em afirmação, não tinha voz para desapontar ainda mais sua mestre.

ㅡ Mas que porcaria é essa? Onde você está com a cabeça menina? Você não tem estômago para ser Anbu! Você pelo menos tem noção do quê vai ter que fazer? Caçar criminosos e mata-los a sangue frio não é para você! Eu a treinei para salvar vidas!

Tsunade gritava tentando colocar juízo na cabeça da aluna.

ㅡ Se está fazendo isso para chamar a minha atenção, está sendo idiota! Eu posso conciliar o meu trabalho e arrumar mais tempo para nossos treinos, que aliás, faz semanas que anda faltando. Isso é uma loucura!

Danzou sorria convencido, adorando ver o desespero nos olhos amendoados.

ㅡ SHIZUNE! SHIZUNE!

A Hokague chamou várias vezes a conselheira, talvez a medida fosse capaz de dialogar com a Haruno, porque sinceramente ela estava prestes a lhe dar uma surra.

ㅡ Está decidido senhora Tsunade, é isso o que eu quero.

Sakura disse em um fio de voz, obviamente isso não serviu muito para acalmar os nervos da Sannin.

ㅡ Sakura...

ㅡ Assine os documentos por favor, não tenho muito tempo para seus dramas.

Danzou disse impaciente, não podia deixar a Haruno vacilar a aquela altura do campeonato.

ㅡ Sinto muito.

Sakura se pronunciou abaixando a cabeça mais uma vez, sentia o coração em pedaços ao ver a decepção estampada no rosto da mentora.

Tsunade suspirou pesadamente assinando a transferência, para a satisfação de Danzou que pegou os documentos da mesa se encaminhando a saída.

ㅡ Vamos Haruno.

Ordenou passando por ela. Sakura assentiu seguindo o homem, mas acabou voltando atrás e foi até Tsunade que a encarava com tristeza.

Sem se importar com protocolos ou tudo o que implicasse o cargo da Senju, ela a abraçou.



ㅡ Confie em mim.






Notas Finais


Estamos a uns 3 capítulos de terminar o arco! Estão ansiosas ? Porquê eu estou kkkkk

ItaSakus, sinto muito. A fic é 100% SASUSAKU
O amor deles é fraterno. Agora acho que já ficou claro de quem a velhinha da pousada falava.

Mas, para aliviar a tensão, tenho uma one para vocês bem Hot.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/kiss-it-off-me-18789457


E também queria convidar vocês para entrar no grupo de whats, se quiserem trocar uma ideia ou falar sobre teorias. Também é livre para falarem sobre outras histórias.

https://chat.whatsapp.com/Evl0PCOeBOsH0Q4alMFCzO


Até a próxima!!


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