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História Amnésia transdimensional - Capítulo 3


Escrita por: TsukiHime0713

Capítulo 3 - Cap. III Explicações


 

{{ Eu acordei aos pés de uma ribanceira toda suja e com alguns cortes e arranhões leves. A última coisa da qual me lembrava era de ter visto uma forte luz branca azulada. Abri a bolsa que tinha em meus ombros e reconheci cada item (intacto) que havia dentro dela e ainda tive a sensação de que faltava algo. Parei um momento para tentar me lembrar o que é que tinha me acontecido e... Não me lembrava de nada!

Respirei fundo para não acabar tendo um ataque de pânico e o nome Kurisu acabou aparecendo em minha cabeça. – “Será que é o meu nome?” – pensei.

Comecei a olhar o lugar em minha volta e, como a floresta me parecia familiar e diferente ao mesmo tempo, supus que: ou eu já a conhecia, ou ela era muito parecida com uma que eu conhecia.

“Vamos lá Kurisu... Ficar parada aqui no meio do nada não vai te ajudar. Tente encontrar algo ou alguém, ou até mesmo uma vila ou cidade para você se achar!” – falei para mim mesma.

Tratei de meus machucados como podia e comecei a andar pelo o que me parecia ser o caminho certo. Alcançando o fim da floresta, avistei os muros da cidade. – “Finalmente!” – pensei comigo mesma.

Estava cheia de esperanças, mas só até reparar os danos presentes nos muros e portões, sem falar no silêncio desagradável para uma fortaleza, cidade, ou seja lá o que fosse o lugar. Prossegui com cautela, mesmo tendo a mesma sensação de familiaridade e estranheza que tive na floresta, principalmente notando sinais de uma aparente batalha em um lugar ou outro, e eu ainda fiquei com a sensação de estar sendo observada!

Estava com um pouco de fome e de sede, por isso continuei entrando com cuidado – “Se esse lugar estiver realmente abandonado, espero encontrar algo pra que eu possa sobreviver por um tempo.” – era o que eu estava pensando até alguém aparecer por trás de mim, dando-me um enorme susto.  }}

– E foi isso que me aconteceu. O resto da historia o senhor já sabe. – terminava Kurisu de contar o que lhe acontecera, deixando Leiftan cada vez mais interessado na garota misteriosa.

– Fascinante. Uma curiosidade, você sabe que tipo de faery é você? Só por suas características físicas, não pude descobrir o que você é.

– Sou mestiça. – respondeu ela abrindo um pequeno sorriso em seguida.

– Mestiça de que raças?

– Mestiça de... de... eu... não me lembro. – terminou ela desanimada. Leiftan resolveu então seguir a sugestão dela para confirmar o poder da poção.

– Bom, no meu caso, eu sou u... – sua garganta fechou. Tentou continuar com a mentira, mas sua voz não saía (na verdade, o ar lhe travava) e a garota logo entendeu o que acontecia.

– Se continuar tentando mentir só vai sofrer mais... – comentou ela como quem não se importa com nada e o fazendo compreender o porquê de ele estar passando por aquilo.

– Não imaginei que essa poção pudesse ser tão desagradável assim. – disse ele ao desistir da mentira.

– Pois é, mas me diz: o quê você é de verdade e o quê estava tentando me mentir.

– Sou um dragão... – os olhos da garota brilharam – ...e estava tentando dizer que era um faeliano invés disso.

– Amo dragões! São a minha raça faery favorita! – declarou ela. Isso o deixou curioso – Que tipo de dragão você é? De fogo... De gelo... Vento... Qual? – falava ela animada.

– Por enquanto... Acho melhor você não saber. – ele quase riu com o choramingo infantil que ela deu – Você disse que a Torre lhe parece familiar de alguma forma...

– Mais ou menos. – falou ela meio emburrada.

– Certo. O que acha de passar um tempo na cidade comigo? – o convite chamou a atenção dela – Posso acompanhá-la pela cidade e quem sabe assim você não se lembra de alguma coisa?

– Tem certeza do que está me oferecendo? – perguntou ela desconfiada.

– Mas é claro!  – disse ele pegando-lhe uma das mãos – Sem falar que assim eu posso ficar de olho em você. – terminou ele com um pouco de malícia nas últimas palavras.

– Já sou comprometida. – disse ela afastando as mãos dos dois (e um pouco aliviada).

– Com quem. – ele parecia impaciente.

– Com... eu... não sei... – a resposta o intrigou.

– Como pode saber que é comprometida se nem se lembra de com quem?

– A poção me dá essa garantia. – Leiftan apenas lhe ergueu uma sobrancelha esperando por mais informação. Ela deu um longo suspiro – A poção que nós tomamos é absoluta! Mesmo que eu não me lembre ou que eu não saiba, eu só irei conseguir dizer se for a mais pura verdade. Não importa o quão intensamente eu acredite em alguma coisa, se for uma mentira, por mais inocente que seja, ela não será pronunciada por minha boca enquanto a poção estiver fazendo efeito. Mais alguma pergunta?

– Você sabe produzi-la?

– Não. Essa poção é extremamente complicada, sem mencionar perigosa.

– O quão perigosa?

– Perigosa ao ponto de interditar o local em que ela explodir por um boooom tempo se for mal preparada.

O dragão chegou a pensar em roubar o frasco da garota para si, mas como não tinha total conhecimento dos efeitos proporcionados por aquele estranho líquido, deixou para lá.

– Ainda assim, podemos fazer o passeio? Você fica livre para guiar o percurso e eu prometo respeitar o seu espaço. Você também pode escolher o quarto que quiser para passar a noite aqui, ou uma das casas lá fora.

– Tudo bem. – aceitou ela.

Os dois terminaram de comer e logo depois seguiram para o passeio. Como prometido, Leiftan deixou que a Kurisu decidisse por onde eles seguiriam. Ele ficava a pelo menos dois passos de distância dela. A volta começou pelo lado de fora, visitaram o mercado, o refúgio, passearam pelos jardins... Sempre trocando uma palavra ou outra entre eles e nada da memória da Kurisu dar algum sinal de melhora. Retornaram para a torre.

De volta à Torre, eles primeiro passaram pelas alas de prestação de serviço como a biblioteca, a enfermaria e a forja. Depois seguiram para o porão e consequentemente à prisão, e depois para os quartos. No Corredor das Guardas, quando Leiftan percebeu que a mulher se encaminhava para a Sala do Cristal, ele lhe segurou o ombro um pouco nervoso.

– Apenas um aviso Kurisu... – a mulher o encarava assustada – Você pode ir aonde quiser da cidade e da torre... MENOS NESSA SALA! Fui bem claro?

– Si-sim, claro! Eu não, vou mais me aproximar desta porta. – respondeu ela nervosa.

Leiftan ficou mais calmo e prosseguiram com o passeio visitando todos os quartos do lugar.

 



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