História Amo-te, mesmo sem vê-lo. - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Tags Baekhyun, Exo, Fluffy, Lemon, Romance, Sebaek, Sehun
Visualizações 66
Palavras 3.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NOTAS FINAIS!

**EM ITÁLICO SÃO CENAS QUE JÁ OCORRERAM E DEI UM DESTAQUE A ELAS AGORA**

Capítulo 6 - Chapter VI


 

Os olhos de Chanyeol acompanharam a silhueta de Baekhyun se afastar pouco a pouco. Era estranho como o Byun havia mudado tanto, e em tão pouco tempo. Baekhyun parecia decidido, centrado. Em suma, estava mais maduro que antes, um verdadeiro homem crescido. Suas mudanças deixavam-no atraente, isso era inegável, mas tudo parecia se complicar quando ele parecia não sentir o mesmo por si.

 

“Ei!” Disse para um dos guardas que transitavam por ali. Era comum que muitos deles ficassem próximos, afinal, as ameaças a família real eram frequentes.

 

“Senhor?” Os subordinados eram muito educados com os nobres, e isso incluía a família de Chanyeol.

 

“Preciso que me faça um favor. Todos sabem que sou próximo de Baekhyun, mas estou achando que há algo de errado. Fique de olho nele por mim. Veja por onde anda quando some magicamente de seus aposentos.” Era ariscado, afinal, Baekhyun era muito atento, mas estava curioso. O menor tinha mudado, e com certeza havia um motivo.

 

“Vigiar o príncipe, senhor?” O medo misturado a surpresa eram aparentes, mas Chanyeol sabia como contornar aquilo, afinal, tinha grande influencia sobre aquelas pessoas.

 

“Sim Senhor... Era isso que deveria ter dito.” Não sentia dificuldade alguma em coagir lacaios como aquele. Era natural para a nobreza. “Quando digo algo, não quero que me contrarie, entende?” Os olhos assustados do homem deixavam claro que não se passava de outro fardado que sequer tinha tocado os pés fora do castelo. Patético. “Ao contrario de seus príncipes, sempre complacentes, não costumo dar segundas chances a empregados, então, se eu disser para segui-lo, você apenas me pergunta por quanto tempo.”

 

“Sim senhor!” Disse, ainda atento aos olhos grandes de Chanyeol.

 

“Será meus olhos e ouvidos nesse lugar.”

 

“S-sim senhor!”

 

 

 

(...)

 

 

 

Depois de um longo tempo, Baekhyun finalmente distanciou-se do mais alto. A respiração forte e descompensada, os lábios vermelhos e o coração que ainda batia rápido demais. Abriu os olhos, desejando com todas as forças que pudesse ver o rosto de Sehun sem nada que o atrapalhasse. Porém, para sua infelicidade, o garoto continuava da mesma forma. Se perguntava o que Sehun escondia, pois mesmo os que não podiam ver, não usavam vendas como o Oh.

 

“Foi maravilhoso.” Sorriu, oferecendo isso como resposta ao questionamento anterior do Byun. Simplesmente não haviam palavras que pudessem descrever o que sentia.

 

Ainda com as mãos sobre o rosto do maior, Baekhyun elevou-as até que estivessem sobre a faixa que lhe impedia de vê-lo. Mais que depressa, percebendo a ação do menor, Sehun alcançou as mãos do outro com as suas, impedindo-o de completar o movimento.

 

“Não...” Foi o que disse, transformando sua antiga expressão em algo profundo, dolorido.

 

“Pode confiar em mim.” A voz do menor soava calma.

 

“Eu confio, só não estou preparado. É complicado demais, Baekhyun.” Deitou a cabeça para o lado, onde as mãos de Baekhyun continuavam posicionadas, agora acompanhadas das suas. Mesmo sem palavras, o menor sabia o significado daquela ação. Era seu modo de pedir desculpas, mesmo que não as devesse a ninguém.

 

Como resposta, selou os lábios do Oh novamente. Um toque rápido e sem qualquer resquício de malicia.

 

“Vou esperar o tempo que for preciso.”

 

E, com essas palavras, deu fim ao dialogo que havia introduzido, passando a concentrar-se somente em como a presença de Sehun era confortável. Como sorria ao deslizar junto as correntes de água, como conseguiam manter uma conexão, mesmo que estivessem apenas brincando e trocando beijos no riacho.

 

Em certo momento, resolveram deixar suas roupas secarem enquanto curtiam o lugar. Não foi desconfortável, afinal, apenas se livraram de suas blusas, deixando-as sobre o sol. Como havia percebido, Sehun era dono de um corpo atraente, e isso fez os olhos do Byun ficarem ainda mais atentos a tudo que o outro fazia. Depois de muito se divertirem na agua, finalmente repousaram em uma das varias pedras que haviam ali.

 

Sehun mantinha os braços cruzados atrás da cabeça. O corpo relaxado e deitado sobre a superfície dura. Sem privar-se de ações, Baekhyun se aproximou do Oh, apoiando a cabeça em um de seus ombros, sentindo-o mover seus braços até que lhe envolvesse em um meio abraço. O menor riu, achando graça de como eram desastrados ao tentarem se aproximar.

 

O céu estava completamente limpo. A respiração de Sehun era calma, podia senti-la intimamente por estar abraçado ao Oh. Os movimentos lentos de seu peito subindo e descendo o acalmavam. Mantinha os olhos completamente focados na imensidão azul que os cobria, descobrindo que até o silencio de Sehun era agradável.

 

“Sehun, quando você descobriu que gostava de homens?” Perguntou, não suportando a curiosidade que repentinamente o atingiu.

 

“Acho que não sabia até você me beijar.” Riu, apertando ainda mais os braços ao redor do Byun. “O que sinto não tem relação alguma com o corpo. Nós nos afeiçoamos a personalidades, não características físicas.”

 

“Não concordo muito com você. Não sei se conseguiria me envolver com uma mulher, mesmo que ela fosse a pessoa mais doce do mundo.”

 

“Talvez isso de não atribuir preferências a gêneros ou ao físico seja consequência de viver no escuro.” Mesmo que o tom do maior carregasse divertimento, Baekhyun sabia que aquele assunto não era tão querido assim.

 

 

“Sehun, não há nada que sinta falta? Se não se sentir confortável é só não responder, mas as vezes você me parece tão triste.” Respirou profundamente. Não queria que o Oh pensasse que compartilhava do mesmo pensamento que os outros. Não queria que pensasse que não acreditava em sua autossuficiência, pois sabia que Sehun era capaz de coisas maravilhosas. “Como agora, mesmo que esteja sendo incrível, me entristece saber que não vê as mesmas maravilhas que eu.” Os minutos seguintes correram de forma silenciosa, e, por alguns segundos, Baekhyun cogitou ter conseguido acabar com o clima agradável.

 

“Baekhyun, também quero te mostrar algo. Venha aqui!” Disse, sentando-se e erguendo uma das mãos. A palma esticada e direcionada ao mais baixo. Não era difícil imaginar que aquele era um pedido para o Byun fazer o mesmo. Concordou, tocando sua palma a de Sehun. Viu como o Oh tinha mãos maiores, seus dedos eram longos e continham veias aparentes. O calor era compartilhado mesmo com o simples toque. “Agora sou eu quem questiono. Isso não é especial o bastante?”

 

O sorriso não deixou seus lábios enquanto tinham as mãos sobrepostas. Sim, com certeza era mais que suficiente.

 

Voltaram a se deitar enquanto brincavam com os dedos entrelaçados. A sensação boa de aconchego acalentando o coração de ambos. A brisa aos poucos tornava-se fria, mas os corpos colados projetavam o calor necessário.

 

“Sehun, você acredita que uma pessoa pode mudar outra?” Depois de um longo período silencioso, sua mente continuava trazendo-lhe novos questionamentos. Baekhyun realmente gostava de conversar com Sehun.

 

“Sim, acredito.”

 

“Acho que aprendi muito depois de te conhecer. Sempre gostei de calmaria, mas sinto que isso se intensificou. Aproveitar as pequenas coisas, entende?” O menor apoiou o queixo no peito do Oh, olhando em seu rosto enquanto conversavam. Não fazia ideia de quanto tempo já havia se passado, mas se fosse apostar, diria que algumas horas.

 

“Quando uma pessoa tem delimitações como as minhas, acabamos dando uma atenção especial a tudo. Porque, se não dermos, o que diabos vamos fazer? A vida deve ser bela para todos.”

 

“Sehun, sabe o que percebi? Nunca me disse quantos anos tem.” A brisa que percorria as arvores era fria. Um claro aviso de que não demoraria a escurecer. Bosques e florestas não eram seguros durante a noite. Sempre repletos de saqueadores.

 

“Nem você.”

 

“Um lorde nunca deve responder alguém com um novo questionamento.” O menor brincou, sentindo os dedos de Sehun tocarem estrategicamente suas costelas, causando pequenos arrepios de cócegas. Foi impossível segurar o riso, mesmo que ele parecesse desajeitado e engraçado.

 

“Ainda bem que estou longe de ser um lorde... Faz exatos vinte e um anos que conheci o mundo.” O riso de Baekhyun sessou. Estava momentaneamente surpreso. “O que foi? Sou novo demais pra minha típica cara fechada? Muitas pessoas costumam dizer isso.”

 

“Não, não. Eu jurava que era mais novo que eu.”

 

“E quantos anos tem, Baekhyun?”

 

“Acabei de completar dezoito.”

 

“E ainda sim achava que era mais velho?” Sehun era assim, sua áurea descontraída contagiava. “Você é um garoto estranho, Baekhyun.”

 

“E isso é ruim?”

 

“Algumas pessoas podem achar que sim, mas eu gosto.” Sorriu, os lábios bonitos e esticados. Retirou as mãos do corpo do menor, levando-as até seu rosto, tocando cuidadosamente os traços do Byun. Baekhyun ficou imóvel, olhando as expressões que Sehun fazia enquanto contornava seus lábios com os dedos, acariciava as bochechas e tocava delicadamente suas pálpebras, subindo os dedos esguios até os cabelos. “E também parece ser muito bonito, será que tirei a sorte grande?” Ao mesmo tempo que Sehun soava repleto de brincadeiras, a tranquilidade estava presente em cada palavra.

 

“Está enganado. Temo que esse posto já esteja sendo ocupado por mim.” Em resposta, o menor recebeu um sorriso. Os sorrisos de Sehun haviam passado a significar mais do que considerava possível em tão pouco tempo. “Mas, Sehun, quero conhecer mais de Oakfield e acho que você é a única pessoa que gastaria seu tempo comigo.”

 

“Realmente, uma pessoa curiosa.” Riu. “Acho que posso ajuda-lo com isso. Pode não parecer, mas nossa cultura é rica. Meus avós costumavam contar historias quando ainda eram vivos, e mesmo que a maioria delas pareça infantil agora, há algumas realmente interessantes.”

 

“Será que terei a honra de escutar algumas delas?” Mesmo que a resposta fosse óbvia, Baekhyun sentia-se confortável para continuar com suas brincadeiras. Fazia tanto tempo que reprimia tais comportamentos, que até tinha esquecido como aquilo fazia parte de si.

 

 

“Talvez, mas em outro momento. Tenho algo um pouco sério para te contar agora.” Analisando sua expressão, era perceptível que Sehun tinha algo importante para compartilhar. “Mesmo que eu adore quando aparece para me ver, Baekhyun, não acho que o momento seja apropriado para isso. As coisas não andam boas em Oakfield.”

 

“Como assim?” Aquilo era estranho, não havia notado mudança alguma no vilarejo.

 

“Pra falar a verdade, temo que isso não esteja acontecendo apenas onde vivo, mas não posso afirmar. Alguns dias atrás algumas das casas foram vasculhadas por oficiais do castelo. Estavam a procura de algo.”

 

“Ainda não entendi, o que poderiam estar procurando na casa de camponeses?”

 

“Pelo que ouvi dos moradores, estão a procura de algumas pessoas que andam pelas redondezas. Eles dizem que elas são perigosas.”

 

“Como meras pessoas poderiam assustar o governo? Logo eles que parecem não se importar em proteger os camponeses. Só os vi por aqui quando vieram recolher os impostos.”

 

“Sobre isso eu não sei, mas as coisas estão preocupantes.” Disse o maior, e como se tudo ficasse repentinamente claro, Baekhyun relembrou de algumas conversas que havia escutado a poucos dias atrás.

 

“Agora que falou, acho que ouvi alguns boatos sobre isso. Sobre essas pessoas.” Encobriu o detalhe que os boatos que escutara vinham dos próprios corredores do castelo. Ainda não era o momento certo para ser transparente.

 

“Aparentemente os oficiais foram autorizados a usar força. Não é um bom momento para me ver tão frequentemente. Você sabe, as pessoas não aceitam abertamente relacionamentos como o nosso...” Palavras a mais não eram necessárias para que o menor entendesse o significado daquilo. As pessoas nunca os enxergariam com bons olhos.

 

Era difícil raciocinar, afinal, seu pai era o rei. As ordens que vinham do castelo eram retiradas de seus lábios. Mesmo com a relação tempestuosa, Baekhyun acreditava no bom governo do pai. Porém, havia passado a confiar em Sehun, o Oh não tinha motivos para engana-lo.

 

E não era apenas Baekhyun que sentia a tensão emanando sobre o corpo, a situação de Sehun era ainda mais caótica. Seu vilarejo estava sendo tomado pelo medo, e isso o atingia diretamente. Temia pelas pessoas, por sua mãe, temia principalmente por si mesmo. Não queria que Baekhyun se distanciasse, pois o viajante tinha sido a melhor coisa que havia acontecido nos últimos tempos, mas não podia coloca-lo em risco por conta disso. Não seria egoísta, não com seu garoto dos abraços quentes e aconchegantes.

 

Tudo que Baekhyun dizia e fazia parecia inconsequente. Como se o mundo do baixinho não houvesse barreiras e tudo fosse livre. E, por algum tempo, Sehun acreditou que seu mundo pudesse compartilhar das mesmas singularidades que o do Byun contanto que o mantivesse perto o bastante.

 

Porém, as coisas não acontecem do modo que desejamos. Sua vida carregava marcas demais para que a compartilhasse com outros.

 

“Sehun, eu entendo que esteja receoso, acredite, eu também estou, mas não vou jogar tudo no lixo agora. Posso ficar alguns dias sem te ver até que isso se acalme, mas não pretendo deixar que escape de mim tão fácil.”

 

“Essa parece ser outra de suas ideias ruins.”

 

“Nenhuma delas deu errado até agora.” Repleto de ironia, selou os lábios do maior quando Sehun tocou-lhe novamente em uma área sensível.

 

Naquele momento tudo parecia ter voltado as suas rédeas, mas sempre há algo para quebrar situações como essa. E isso se fez evidente quando Sehun, sem motivo aparente, pediu para que Baekhyun ficasse quieto.

 

“O que foi?” A mudança repentina era de se estranhar. Tudo estava normal até alguns segundos atrás.

 

“Acho que ouvi algo se movendo nos arbustos.” Sussurrou, atento aos sons que provinham da mata. Mesmo que não tivesse ouvido nada, Baekhyun ficou alerta, afinal, Sehun era mais sensível a sons do que si.

 

“Melhor irmos embora, já está ficando tarde.” Levantou-se, acolhendo as mãos de Sehun com as suas para ajuda-lo a se erguer. "Sehun, depois do que me disse, acha que ficará bem?"

 

"Não deveria eu, como mais velho, te perguntar isso?"

 

"Ficarei bem."

 

"Então eu também ficarei. Sempre fui bom em me cuidar." Mesmo que a frase pudesse soar, de certa forma, arrogante, Baekhyun apenas concordou, pois sabia que Sehun estava certo.

 

 

 

(...)

 

 

 

 

Depois de cavalgarem por algum tempo, Baekhyun deixou Sehun em casa e se apressou para voltar ao castelo. Haviam muitas pendências para se resolver, e a mais importante delas era o que Sehun tinha dito. A corte estava realmente cometendo tal barbaridade?

 

Quando chegou, soube exatamente onde deveria ir se quisesse informações. As áreas de treinamento eram os locais de maior transito de pessoas. Havia uma elite naquele lugar. Ordens de maior prestigio eram tratadas pelos oficiais do castelo, em seguida vinham os que cuidavam dos moradores da capital, e enfim os que protegiam as fronteiras.

 

Para sua surpresa, o lugar estava mais tranquilo que o normal. Apesar da circulação de pessoas, tudo mantinha-se estranhamento calmo. Suspirou, sentindo o corpo completamente esgotado. As viagens que fazia eram desgastantes. Seria ruim se deixasse sua pequena investigação para a manhã seguinte? Provavelmente todos estariam dispostos e o lugar mais movimentado.

 

Depois de alguns minutos pensando nas possibilidades que tinha, resolveu ir até seus aposentos. Como não havia comoção, duvidava que ordens de revista aos vilarejos fossem feitas durante a noite. Com passos rápidos e a consciência pesada, foi até seu quarto. Jogou-se de forma desajeitada na cama, esticando os braços e fixando o olhar no teto.

 

Tantas coisas haviam acontecido em tão pouco tempo. Sehun era uma incógnita, uma que tinha o deleite de conhecer.

 

Nunca tinha sido o tipo de pessoa que depositava confiança rapidamente nos outros. Então porque tudo parecia diferente quando se tratava de Sehun? As lembranças daquele dia moldavam um sorriso em seus lábios. Tão eufórico e feliz por finalmente ter tido um tempo sozinho com o Oh. Sehun fazia com que um sentimento agradável preenchesse seu peito. Algo quente, confuso, e levemente desesperador. O Oh era seu refúgio. Todo aconchego e segurança que sua casa deveria transmitir era suprido na presença do maior.

 

Era estranho pensar que o Oh havia se tornado alguém tão importante, e em tão pouco tempo. Para Sehun, Baekhyun não era um Príncipe, nem alguém que poderia dar-lhe regalias e bons cargos. Era apenas o viajante alegre e aventureiro, onde sua única riqueza resumia-se ao cavalo que portava. Era alguém que tinha liberdade para conversar sobre o que quisesse, e talvez trocar alguns beijos escondidos de todos.

 

E, santo Deus. Desejava que isso se repetisse mais vezes.

 

 

Mesmo cansado, sentia-se plenamente satisfeito. Assim que tivesse oportunidade voltaria a ver Sehun, mas imaginar que isso poderia demorar fazia seu coração doer.

 

É, talvez sentimentos demais já estivessem presentes naquela confusão particular.

 

Além do mais, mesmo que já tivesse dado um basta, ainda existia Chanyeol. Seu relacionamento com Sehun era ainda mais perigoso que seu envolvimento com o Park. Se descobrissem que estava com um homem, um camponês, seu pai não aceitaria. Tinha certeza que a culpa recairia completamente sobre o Oh, e a última coisa que queria era que o maior se ferisse.

 

Sehun estava apreensivo pelos acontecimentos que rondavam o vilarejo, por isso, faria questão de conseguir informações sobre. Não gostava de vê-lo daquele jeito. Resolveria tudo o mais rápido possível.

 

Tentou relaxar, achando uma posição confortável nos lençóis frios e desorganizados. Com as lembranças de Sehun, de seus lábios selados, caiu em sono profundo. Imaginando se sua cama estaria mais quente se outro corpo estivesse colado ao seu.

 

 

 

(...)

 

 

 

A claridade irritava os olhos de Baekhyun, impedindo-o de continuar em seu sono. Já havia amanhecido, mas seu corpo pedia por algumas horas de descanso. Era estranho que ninguém tivesse ido acorda-lo. Haewon costumava bater em sua porta logo que o sol aparecia. Esfregou os olhos, bocejando algumas vezes antes de tomar coragem e tocar os pés no chão, o frio lhe causando um arrepio desconfortável.

 

Alguns dias haviam se passado desde que encontrara Sehun pela ultima vez. Estava frustrado pois não tinha conseguido progresso algum. Até aquele momento suas únicas informações ainda proviam dos empregados do castelo. Sabia que precisava agir, só não tinha ideia de por onde começar. Fora que a saudade também era intensa. Sehun havia se tornado uma parte importante de sua vida e ficar tanto tempo sem vê-lo era estranho. Tentava se alegrar ao pensar que, assim que a situação se acalmasse, poderia voltar a vê-lo.

 

Seu quarto estava envolto em silencio. Assim que se arrumou, saiu do quarto, caminhando tranquilamente pelos corredores extensos. Estava de bom humor, afinal, não havia acordado com pessoas chamando por seu nome. Porém, mesmo com sua felicidade explicita, as pessoas pareciam não nota-lo. Nunca tinha sido a pessoa que mais chamava atenção no castelo, esse cargo era de Jongdae, mas sempre haviam alguns que o acompanhavam com o olhar, e isso era inexistente naquele momento. Também reparou como o trânsito de guardas parecia estranho. Não era costume que uma grande massa deles andassem livremente pelo castelo. Suas presenças deixavam os criados apreensivos.

 

Dada a tensão que pairava no ar, acelerou os passos, caminhando até o local da concentração de guardas, mas, antes que chegasse lá, viu um amontoado de pessoas que pareciam atentas a algo. Estava longe, e isso combinado a sua baixa estatura não lhe favorecia a visão.

 

 

Se sobressaltou quando, ao tentar dar um passo, seu corpo foi empurrado para o lado por um dos guardas que abria caminho entre as pessoas, tentando alcançar o centro daquele pequeno tumulto. Era provável que, pelo estresse, nem tivessem percebido de quem se tratava.

 

“Voltem ao trabalho agora! Seus inúteis.” Essas eram as palavras gritadas pelos homens de armadura.

 

Com a dispersão das pessoas, finalmente pôde visualizar do que se tratava, ficando ainda mais confuso pela confusão. Era mesmo necessário que todos aqueles homens estivessem ali? Ainda de longe, viu um jovem. Estava sendo arrastado por dois oficiais, e haviam muitos outros a postos, armados e prontos para qualquer situação. O Byun se assustou quando reparou as manchas avermelhadas que pintavam suas roupas, antes completamente brancas. Seu corpo desfalecia sobre as mãos que o seguravam, magro e sem forças. Suas pernas não se firmavam no chão.

 

Era chocante, cruel. Mesmo que treinasse por boa parte de sua vida, nunca tinha participado de uma guerra, mas a visão que tinha parecia retratar muito bem o desespero de momentos como esse. O garoto nem conseguia manter-se em pé, por que tantas pessoas eram necessárias para transporta-lo?

 

Não via seu rosto, mas conseguia imaginar suas expressões. Nenhuma delas era agradável, muito menos sairia de sua mente. Porém, mesmo conturbado, não conseguia desviar a atenção. Continuou lá, estático enquanto via os homens arrastando o corpo até que desaparecessem de sua visão, indo para o subterrâneo do castelo, os calabouços.

 

“Nosso pai disse que ele é perigoso.” A voz soou próxima, surpreendendo-o e o despertando de seu estado de choque. “Sei que isso não é algo comum de se ocorrer no castelo, mas todos estavam curiosos para vê-lo de perto. Você sabe, as fofocas correm rápido nesse lugar.” Jongdae aparecera ao seu lado como mágica. Desviou a atenção até que concentrasse o perfil do irmão. Tinha os braços cruzados sobre o peito e a expressão séria, como se imagens como aquela não o afetassem.

 

“Vê-lo? Como assim?”

 

“Não posso te explicar direito, pois nem eu sei. O novo costuma instigar a curiosidade das pessoas. Por isso todos estavam aqui, queriam confirmar com seus próprios olhos.”

 

“Ele parecia completamente normal. Ao menos se desconsiderarmos o sangue de suas roupas.”

 

“Às vezes não estamos olhando-o da forma correta.”

 

“O que quer dizer com isso?”

 

“Apenas tenha consciência que Papai sabe o que faz.”


Notas Finais


Eu costumo postar de duas em duas semanas, mas quando me atraso isso acaba se estendendo para três... Pelo jeito vou manter esse ritmo mesmo. Eu só tive uma semana e meia de férias e isso foi terrível pq quase não consegui adiantar as coisas da história que queria, mas fazer o que né...

FINALMENTE O PLOT TA SENDO INTRODUZIDO, EU OUVI UM AMÉM?

Vou responder os comentários assim que possível mas agora preciso ir ler Johnny b. Goode ou eu vou morrer. Assim que terminar minha leitura respondo todos os comentários do capítulo anterior. Novamente, obrigado por todos eles.

Ah, e quando eu terminar essa fanfic podem esperar uma Chanhun como próxima. Eu nem tenho plot nenhum mas to muito apaixonada pelos dois juntos.

Me desculpem pelos erros!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...