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História Amor a Moda Antiga - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Em Casa


Fanfic / Fanfiction Amor a Moda Antiga - Capítulo 12 - Em Casa


No supermercado não tinha o vinho que eu queria então andei um pouco pela ruas e acabei encontrando uma adega, entrei na loja rústica e fui andando pelas prateleiras concentrada nos nomes e idade de cada vinho,  não é me gabando não, mas eu tinha um gosto para vinho super afinado. Estava tão concentrada que não percebo que tinha um serzinho na minha frente, ela caiu sentada e riu, uma risada gostosa. 

Nah: Oh pequena, desculpa acabei não te vendo! - disse, mas percebi que ela não tinha entendido muito bem,  Sorri pra ela 

Becca: Tudo bem moça, eu também não te visto - sorri mais uma vez e a peguei colocando ela em pé ficando na sua altura. Nah:Quem está com você?

Becca:Meu pai! - ela olhou pra trás de mim e apontou pra frente peguei ela no colo e me virei vendo um cara super bonito e alto, loiro, ele estava com um terno que caia muito bem nele. 

Dylan:Eu já estava surtando achando que você tinha sumido Becca - ele disse preocupado e eu sorri pelo jeito carinhoso que ele se expressou. - ele pareceu notar em mim e me olhou da cabeça aos pés, se surpreendeu quando a pequena me deu um beijo e ela na tentativa de falar me agradeceu, ele sorriu simpático e eu sorri de volta ela estendeu os braços para o pai ele a tirou do meu colo. 

Dylan: Obrigado por cuidar dela, quase surtei! - ele disse respirando fundo. 

Nah: Não precisa agradecer, sem querer eu esbarrei nela, mas pode ficar tranquilo ela não bateu com a cabeça! - mais uma vez ele se surpreendeu. - Fiz metade da faculdade de enfermagem! 

Dylan: Ah - ele riu - você é nova por aqui? Nunca te vi pelo bairro! 

Nah: Acabei de voltar, mas se me der licença eu preciso ir! - acenei para a Becca e ela sorriu acenando de volta.

Dylan: Espera- ele pegou firme em minha mão,talvez eu possa te ajudar! 

Nah: Realmente! -falei pra ele qual vinho eu queria, então andamos mais pra frente achando o vinho que eu queria - Barros Porto Sandeman 20 anos (Vinho do Porto)- sorri ao ver exatamente o que precisava, agradeci e passei pelo caixa pagando o valor necessário e voltei pra casa. Peguei as velas que tinha comprado no mercado e acendo olhando no relógio sabendo a hora que chegariam.


Coloquei o vinho na adega refrigerada, enquanto coloca os pratos e taças alinhadas na mesa. Subia vapor quente da massa exalando o cheiro bom do camarão, ao lado um molho agridoce. Mais a frente uns bolinhos primavera que eu amava fazer e eram muito bons. Tudo quentinho, eles já estavam chegando, então subi para o meu quarto e coloquei um casaquinho de onça que a muito tempo minha mãe tinha me dado. O cheiro das velas aromáticas se faziam presente, nove horas e ponto a porta da sala é aberta e por ela passa o casal de mãos dadas e sorrindo! Mesmo depois de tantos anos eles sempre quando chegavam em casa era um romantismo só, fiquei olhando eles se beijarem na sala, mas a minha mãe se separou notando as velas e sentindo o cheiro da comida. 

Márcia: Foi você que fez isso? - ela pergunta ao meu pai desconfiada. 

Juarez: Não, não fui eu, achei que tinha sido você! - ele responde olhando para a esposa. Me levantei do sofá já que eles não me viram pois estavam de costas pra mim. 

Nah: Foi eu! - falei e eles me olharam, assustados e felizes. Minha mãe foi a primeira a me abraçar logo depois meu pai. - Quis fazer uma surpresa pra vocês, espero que gostem!


Juarez: Minha filha! Como você está linda! 

Nah: Saudades Paizinho. 

Márcia: Você está um pouco abatida minha filha!

Nah: Só estou cansada da viagem mãe, vamos eu fiz a comida favorita de vocês! - chamei eles e sentamos na mesa. Os dois sorriam feito crianças, e admiravam a mesa, jazz tocava de fundo, minha mãe adorava o estilo por isso eu cresci ouvindo e aprendi a dançar também ela se orgulhava tanto de mim que foi até difícil pedir para ela me trocar e me colocar em ensaios fotográficos ao invés do jazz. 

Coloquei a comida no prato pra nós e servir o vinho, meu pai saboreou o tão amado vinho dele e minha mãe exalava felicidade, enquanto jantamos conversamos sobre minha vida em Nova York e Los Angeles. Eles ainda faziam o projeto turismo na cidade.

Sentamos no sofá os três juntos, fiquei entre os dois, era bom estar em casa. Minha mãe pegou o álbum de família, cada folha tinha uma história, cada foto tinha uma essência que me fazia voltar aos dias que sorria sem motivos. Tomei um gole do meu vinho enquanto meu pai dava gargalhada da careta que minha mãe fazia pra foto. Na página seguinte tinha eu e Shawn, enquanto nossa avó jogava água na gente. 

Márcia: Seu sorriso sempre foi lindo! - minha mãe pondera passando seu dedo pela foto, contornando meu sorriso involuntariamente soltei um sorriso largo deixei a taça na mesinha de centro e abracei os dois de lado. 

Nah: Eu vim resgatar esse sorriso e viver um pouco ao lado da minha família. 

Juarez: te amamos tanto filha, sentimos muita sua falta. 

Marcia: Verdade, quanto tempo irá ficar querida? 

Nah: adiei meus compromissos, por tempo indeterminado, quero reviver essa cidade magnífica ao lado de vocês! 

Juarez: Essa é minha menina! - nós rimos e ele tocou meu nariz. - Vocês duas fiquem aí, eu estou indo dormir! 

Márcia: Preguiçoso! - meu pai riu e beijou minha mãe e me deu um beijo na testa. Eu estava em casa, finalmente! - Acenamos pra ele, e ele seguiu para parte de cima da casa. 

Márcia: Filha, porque estou sentindo que você está aqui para ser feliz de novo? - seus olhos transmitiam preocupação, ela deixou o álbum de lado e me fez deitar em seu colo. 

Nah: Ah mãe,minha vida lá é muito boa, tenho amigos verdadeiros, minha casa, meus irmãos comigo, mas não tenho vocês! Sinto falta da minha alegria, de tudo que eu sentia aqui em casa! Sinto falta de ser eu mesma sabe? 

Marcia: Entendo, mas você foi embora por causa... o que te fez voltar? 

Nah: Eu preciso seguir em frente mãe e na época eu achava que isso aconteceria se eu saísse de casa, mas eu só retrocede, minha psicóloga falou que eu precisava viajar, sair um pouco da rotina pra me desestressar, e eu preciso enfrentar tudo de cara, coisa que eu não fiz no passado, só assim vou conseguir viver sem o peso na consciência de não ser boa o bastante para as pessoas! 

Márcia: ele não soube te valorizar, você é boa até demais pra nós querida! Não deixe esses pensamentos te sufocar.





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