História Amor a primeira vista - Capítulo 26


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Personagens Germano Monteiro, Liliane "Lili" de Bocaiuva Monteiro
Tags Ficção, Livros, Novela, Romance
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Palavras 1.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amém. Deu tempo.

Capítulo 26 - Apresentando o chalé


Estávamos bem próximos da residência de meus pais quando Letícia nos abordou, dizendo que estavam nos esperando para o lanche. Lili olhou confusa para mim, então expliquei que era um costume de família, sempre que todos estavam reunidos, minha mãe preparava um banquete para comermos até cansar, mas que não se preocupasse, não era obrigada a provar de tudo. Entramos pelo fundo da casa e dobramos a direita. Avistei ao fundo a mesa grande de madeira e todos sentados sobre ela, como se fosse a santa ceia, inclusive as crianças. Tinha comida para alimentar um batalhão de pessoas..

— Devíamos ter ido trocar de roupa. - disse Lili bem próxima a mim. Olhei de lado.

— Sim, mas nem sei onde está a chave do chalé, e não seria uma boa ideia, pois... Nada garantia se voltavamos para comer. - falei sorrindo.

Lili enrubesceu.

Assim que surgimos no campo de visão de todos, David falou:

— Nossa, andaram bastante hein.

— Fomos dar uma volta até o rio.

— Está muito cheio? - perguntou meu pai.

— Não, quase seco.

— Ultimamente ele só tem ficado assim. As chuvas estão bem escassas.

— Sério?

— Sim, alguns fazendeiros já estão até com medo.

— Por favor, não me digam que vão tocar nesse assunto logo agora? - perguntou Letícia.

— Não. - respondi.

Lili parecia estar impaciente com a areia em seus pés, pois não parava de esfregar um no outro. Minha mãe notando que suas chinelas estavam do lado da cadeira, rapidamente perguntou:

— Quer lavar os pés e calçar uma sandália mais leve?

— Quero lavar os pés, se possível.

— Venha comigo, suas malas ainda estão aqui dentro de casa. Voltamos já, e por favor, deixem comida para a visita. Letícia, fique de olhos neles.

Olhei para Lili e deixei escapar um sorriso no canto dos lábios.

— Pode ir tranqüila. - disse Letícia.

—Vamos querida. - disse minha mãe.

— Calma garotão, ela volta logo. - ouvi Alex comentar, e atirei um pedaço de biscoito nele o golpeando no ombro. Lili olhou para mim antes de sumir casa a dentro.

As conversas e afrontas ainda continuavam. David começou a contar como estava sendo a sua vida com o novo filho e acusou Susan de tratá-lo como escravo. Mordi algumas vezes seguidas um pão-de-alho para ocupar a boca enquanto observava toda a mesa, principalmente meu futuro cunhado. Murillo estava realmente aprovado para fazer parte da família. Tenho que confessar que não botei muita fé nele, nem em suas intenções sobre essa relação, mas percebo que estava totalmente enganado. Minha mãe retornou minutos depois sozinha. Assim que sentou segurou em meu ombro a meu lado e disse:

— Ela é adorável, gostei dela.

— Que bom.

— E muito linda.

— Sim, realmente.

— Espero que sejam muitos felizes.

Minutos depois Lili surgiu. Parecia estar perdida. E como não ficar ? Numa casa imensa como essa.

— Alguma coisa me diz que você estava perdida. - falou minha mãe.

— Confesso que sim. Achei que tinha aprendido o caminho.

— Essa casa é assim, às vezes, até eu mesmo me perco nela.

Lili sentou ao meu lado. Apertei sua mão por baixo da mesa.

— Mais tranquila com os pés livres de terra?

— Sim, bem melhor.

— Germano. - olhei em direção a minha irmã que me chamava atenção do outro lado da mesa.

— Amanhã você precisa ajudar David a montar o caramanchão.

— Pensei que isso já estivesse pronto. - falei.

— Sim, era pra estar, mas o engraçadinho não veio no dia marcado.

— Não tenho culpa se o jogo caiu bem no dia do nosso combinado. - defendeu-se David.

— Até hoje não consigo acreditar que ele lhe traiu por um jogo, querida. - disse minha mãe.

— Não me admiro, nunca fui valorizada por eles.

— Pronto começou a lamentação. - falou Alex.

— Não é lamentação. Não sinto falta do valor de vocês.

Olhei para Lili e me aproximei de seu ouvido sussurrando:

— Não se assuste, até irmos embora você verá muitas arengas.

— Tenho certeza que irei me divertir muito com isso. - riu baixinho.

Ana achou algo engraçado no que a tia acabara de dizer e riu. Susan riu junto. Alex olhou para Lili e falou:

— Lili, esqueci de apresentar minha esposa, Ticiane.

— Pensei que não iria lembrar desse detalhe. - disse David. Alex fuzilou com um olhar.

— Olá Lili, não ligue para eles, são assim sempre que estão juntos.

— Não tem problemas, irmãos são assim mesmo, se amam entre tapas e beijos.

— Concordo. - Susan falou depois que colocou mais um pouco de comida no prato e ajeitou o pequeno Thomas no carrinho a seu lado. - Eu era da mesma forma com meus dois irmãos.

— Mas acredito que você não teve a bendita sorte de ter três Marmanjos em seu calcanhar. - questionou Letícia.

— Só um, e era o mais novo, então minha irmã e eu não davámos chances.

— Tem irmãos Lili? - perguntou David.

— Tenho uma irmã.

— Eu tenho inveja de você.

— Letícia agradeça por ter tido dois irmãos que lhe amam. - falou minha mãe.

— Mães nunca enxergam os sofrimentos dos filhos mais novos, sempre achei isso um absurdo. - reclamou Letícia.

— Enxergamos sim. O problema é que os mais novos são sempre manhosos. - disse Ticiane.

— Senti uma indireta. - falei provocando.

Lili olhou para mim e piscou o olho.

— Também senti, Germano. - disse David.

— Não falei isso de você, Let. Não me leve a mal.

— Eu sei.

— Sua irmã ainda mora com seus pais Lili, ou é casada? - perguntou o meu pai.

— Ela é casada, mora no exterior. Não tenho mais meus pais.

Notei um silêncio se espalhar. Estendi o braço e segurei em suas mãos.

— Desculpe, ter tocado no assunto. - falou meu pai se desculpando.

— Não tem problema, faz alguns anos. Morreram em um acidente de carro.

— Uma pena. - disse meu pai.

Após isso os assuntos fugiram para o casamento de Letícia que seria próximo final de semana. Ela queria que arrumassemos o local, pois precisava de tudo pronto dois dias antes do casamento. Após o lanche, que durou mais de três horas, peguei as chaves do chalé com minha mãe.

O chalé ficava quase de trezentos metros da casa. Era as margens do lago. Como já estava quase escuro vi apenas o reflexo do pôr do sol banhando as águas. Coloquei as malas no chão e me aproximei dela.

— Lindo esse chalé.

— Que bom que gostou. Esse lugar foi feito justamente para quando alguma visita de período longo viesse visitar e desejasse ficar reservado.

— É perfeito.

Lili sentou nos degraus para observar o lugar. Estava encantada com a decoração. Me aproximei e fiquei a sua frente de joelhos. Toquei em seu rosto e dei um beijo de leve.

—Você não imagina como estou feliz por você ter feito essa viagem comigo. Não conseguia imaginar passar todos esses dias sem você. Muito obrigado por ter aceitado o convite.

— Oh... Germano, eu confesso que estava com muito medo de vir, e já tinha até decidido não lhe acompanhar, mas depois daquela noite... daqueles dias próximos a você, eu percebi que não estava fazendo certo. Eu amei sua família. Você é um cara sortudo, tem irmãos que lhe amam, e pais que nossa! Não há descrição para dizer o que eles sentem por vocês. É simplesmente tudo que alguém pode desejar. Eu percebo que todo aquele receio era imbecil. Você realmente tem uma família adorável.

— Por isso eu amo você. - e dei um beijo seguido de um convite. - Vamos tomar uma ducha?

— E por que eu iria recusar?

O quarto ficava no segundo piso. Era aconchegante e arrumado. Tomamos um banho juntos e minutos depois estávamos sentados na cama abraçados, olhando para a lua que brilhava intensamente sobre a água do lado. 


Notas Finais


Até o próximo.


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