História Amor a primeira vista - Capítulo 3


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Personagens Germano Monteiro, Liliane "Lili" de Bocaiuva Monteiro
Tags Ficção, Livros, Novela, Romance
Visualizações 124
Palavras 1.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um porque eu tô empolgada.

Capítulo 3 - Te levo em casa


Ao chegar no outro dia para trabalhar, me senti revigorado. Aquele encontro com Lili na noite anterior foi o suficiente para eu acordar mais que feliz, renovado talvez, feliz da vida. Sei que somente aquilo, não era o suficiente para acontecer algo entre nós dois, mas já era um bom começo. O dia amanheceu completamente nublado, as nuvens estavam pesadas e cinzentas evidenciando que logo, logo cairia um temporal na cidade. Não demorou muito em cair uma chuva, e o movimento dentro da clínica diminuiu. Após longas horas de chuva, o dia tornou-se noite e foi obrigado a ascender as luzes por ter ficado escuro. Fiquei boa parte do tempo fazer nada, procurei na minha gaveta da sala um livro no qual já havia começado a dois meses. A falta de tempo foi a principal causa para que eu não pudesse termina-lo.

Paulo apareceu no corredor reclamando de uma goteira no final da clínica.

— Mais que droga! De novo isso. Você disse que tinha consertado aquela goteira lá nos fundos.

Levantei os olhos do livro, onde eu estava 'estacionado' na mesma página a mais de trinta minutos.

— Sim!

— Pois não é o que parece. Ela continua a gotejar.

Dei de ombros e sai. Eu não estava afim de escutar ladainha de ninguém, principalmente de Paulo. Só serve para reclamar. Olhei para fora da clínica e a vi ela ali novamente. O tempo passou, entrei novamente até que me lembrei de ligar para o marceneiro vir ajustar sua porta. Eu havia esquecido totalmente, senti um gelo de água fria em meu corpo e não pude segurar um xingamento.

— DROGA!

Me perguntei diversas vezes em como fui tão tapado, a ponto de esquecer um compromisso como esse, que para mim era importante. Fui em direção ao balcão, peguei as chaves de meu carro e o guarda-chuva e sai em direção a porta. Em passos apressados fui em direção a sua loja. O caminho andado/correndo até lá me pareceu uma eternidade. Assim que me aproximei, ela olhou para trás. Não hhesitei em dizer:

— Desculpe-me. Acabei esquecendo de ligar para o meu amigo. Lembrei-me agora quando estava fechando a clínica e vi você lutando para fechar a sua.

Ela olhou para mim, tentando entender minhas palavras e falou:

— Desculpas aceitas! Entendo muito você ter esquecido.

Fui em direção à porta e levantei arrastando-a. Um vento forte e frio chicoteou minhas costas. O toldo de sua loja balança a ponto de voar, mas eu estava sento útil em algo, pelo menos em nos proteger dos fortes pingos de chuva. Alguns fios de seus cabelos estavam molhados, ela colocou-os para trás da orelha enquanto mais uma vez colocava a chave na fechadura. Estávamos bem próximos, seu perfume doce impregnou no local. Minha vontade era de deixar a porta de lado, segurar por seus braços e beija-lo, mas me contive. Eu tinha que ir devagar. Ela trancou, e eu soltei minhas mãos do trinco. Olhei para ela, com seus cabelos e roupas úmidas e não pude conter o sorriso que brotou em meus lábios.

— Mais uma batalha vencida. Não sei nem como agradecer.

— Não precisa agradecer, eu que fico devendo uma. Deveria ter ligado para o meu amigo.

Ela me olhou e se escorou na porta.

— Não posso estar me aproveitando de sua bondade. Tenho que arrumar logo um jeito nessa porta.

Ela mais uma vez olhou o relógio que tinha em seu braço e olhou as horas. Entendi que já estava na hora de ir embora, mas antes mesmo de permitir que qualquer palavra saísse da sua boca, falei sem medo algum, ou melhor, decretei o que queria.

— Vou levar você em casa! - disse rápido e ela me olhou sem entender, ou talvez sem ter escutado bem. Olhou confusa para mim.

— Não entendi. O que você quis dizer? - perguntou chegando um pouco mais perto.

Engoli seco antes de falar.

— Quero levar você em casa. É uma forma de me redirmir!

— Não precisa fazer isso, essa bondade toda.

— Por favor, aceite meu convite. Não é nada de mais. - falei insistindo.

Lili olhou para mim, depois para o céu cinzento e sorriu de canto.

— Ok, vou considerar esse seu pedido.

— Obrigado! - falei sorrindo.

Fomos em direção ao meu carro, uma caminhonete bastante rodada parada em frente a minha clínica. Coloquei as chaves na ignição e rodei saindo. Lili já estava bem acomodada ao meu lado, seus cabelos ainda estavam um pouco úmidos por conta da forte chuva que ainda caía. Pensei rápido em algo para dizer, e quebrar aquele silêncio assustador.

— Trabalha sozinha na loja? — perguntei sem tirar os olhos da estrada. Qualquer descuido poderia acontecer algo. Ela olhou para mim sorrindo, o melhor dos sorrisos que eu amava ver nesses últimos dias.

— Sim. Cuidar de plantas, ou melhor, de flores não exige muita gente.

— Sério? Sempre achei que era mais difícil do que cuidar de pessoas. Por que para mim, plantas são paradas, não reagem, não mostram vidas.

Ela riu quando terminei meu comentário. Fiz algo errado?

— Por que está rindo? - perguntei confuso voltando a olhar para a estrada a minha frente.

— Nada, é só que eu achei engraçado a forma como você falou, se expressou sobre as plantas.

— Estou errado?

— Não em Tudo.

— Explique-se. - insisti mais uma vez.

— Dobre a direita, na penúltima rua. - balanceia a cabeça e segui o caminho.

— Sobre o que você falou, a respeito das plantas, basta conviver com elas, para ver que elas dão sim sinal de vida. As plantas, para mim, são mil vezes melhores do que Qualquer ser vivo, pelo menos, sabem transmitir um sentimento bom, quando estamos por perto. - fiquei calado depois dessas palavras. Na verdade, cada pessoa se entende sobre qual profissão e passa a conviver com ele.

Chegamos em sua casa, era uma casa simples, uma porta estreita de madeira e duas janelas de vidros azuis. A chuva ainda caia forte, sem dó. Desliguei o carro e olhei pela janela que já estava embaçada com vários chuviscos.

— Ainda está chovendo bastante.

— O tempo mudou drasticamente.

Ela segurou a pequena bolsa que estava em seu colo e antes mesmo de abrir a porta do carro me olhou.

— Obrigado pela carona, e por ter me ajudado mais uma vez com a porta.

— Foi um prazer poder ajuda-la.

— Não quer entrar? A casa é pequena. Não é uma mansão, mas é confortável.

Senti meu corpo gelar por dentro, uma onda de emoção caiu sobre mim. Tentei não demonstrar interesse, mais a verdade é que estava sendo impossível. Para tentar não responder em cima da hora, olhei o relógio em meu pulso, passava das sete e meia e como não tinha nada de importante para hoje, não pude recusar o seu convite.

— aceito, só não vou demorar muito.

Bati a porta do carro, apertando o hotel do chaveiro travando as portas. As chaves da sua casa já se encontravam em suas mãos. Assim que abriu a porta e ascendeu a luz, notei que a aparência externa era totalmente diferente da do inteiro, porque me senti entrando em um apartamento nobre de tão bonito e bem arrumado que era. Sozinho sentado na sala comecei a observar diversas coisas, como por exemplos várias fotos suas de quando mais nova e deduzi que poderia ser de seu colegial. Tentei imaginar o que deu na cabeça de seu ex-noivo para chegar a esse ponto, mas não consegui uma explicação para isso. Ela surgiu na sala com uma calça de algodão e um casaco rosa claro, e não sei por que, mais ela estava atraente e sexy.

— Vou preparar uma xícara de café com leite para esquentarmos o corpo.

Mal sabia ela que apenas em olhar eu já tinha meu corpo quente. Balancei a cabeça sorrindo e ela me chamou para lhe acompanhar até a cozinha. Fiquei sentado na mesa e lhe puxando assuntos enquanto o café estava sendo prepadado na cafeteira. A hora então se passava, tomamos uma xícara de café quente juntos, e percebi que até a forma que como a seguravamos era igual. Deu meia noite e me assustei, realmente era bom e perdia a hora com ela.

— Bom, acho que já vou. Amei o café e a conversa.

— Obrigada você por ter me feito companhia. 


Notas Finais


Até o próximo. Comentemmmm 🎊💕😂


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