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História Amor Amargo - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Advinha quem está de volta?


- Mas o que? - eu disse, basicamente sem reação nenhuma. - MAIS QUE PORRA É ESSA?!

- Nossa que boca suja. - disse aquele moço, que alegava ser minha tia versão homem. - Eu vim aqui para te ajudar. O máximo que você deveria fazer é me agradecer.

Eu tinha duas opções, ligar para a polícia ou escutar o que esse maluco tinha a me dizer. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ele se aproximou, de um jeito muito íntimo, me afastei dele é claro, mas foi inútil. Ele tirou o celular de meu bolso facilmente.

- Hey! - tentei pegar o celular, mas ele era muito mais alto que eu. Droga, maldita seja você genética. Ele se afastou de mim, andando pelo quarto enquanto falava.

- Sem polícia! - como ele sabia que eu ligaria para a polícia? - Você vai me escutar. Você está sendo muito mais complicada que a outra. - ele começou a mexer no meu celular como se fosse o dele, que desgraçado! - Agora, posso te explicar o que está acontecendo?

Eu sei o que estava acontecendo, um roubou! Me preparei para defender o meu território, como um lobo defende sua alcatéia. Já que ele não parecia armado eu tinha uma vantagem. Finalmente vou poder me beneficiar após fazer 6 anos (perdidos) de aulas de judô para alguma coisa. Ele não esperou uma resposta e já começou a falar sem parar.

- Bom, a Zoe desse universo fez um desejo a uma estrela. - ele falava enquanto olhava para a imagem do entardecer do outro lado da janela, que ficava bem acima da minha cama. - E você foi escolhida para realizar o desejo dela, assim como ela foi escolhida para realizar o seu!

Mais que… que piada ridícula é essa?

- Que mané desejo, seu maluco! - pulei para cima dele como um tigre, mas ele desviou perfeitamente de meu ataque com um simples rodopio.

Me virei rápida após quase bater de casa na parede, me preparei para realizar outra investir contra ele.

Como assim desejo? Eu não tenho desejo nenhum, claro tinha a questão de conquistar Lysandre, mas agora percebi que era só uma paixonite passageira. Eu acho que é passageira, mas já que por enquanto isso foi tirado da lista, eu não tinha desejos nenhuma a serem pedidos. Fazer o que, eu nasci humilde. E quem sou eu para acreditar numa palhaçada dessas?

- Você é muito sem educação! - disse ele. - Eu estou aqui de bom grado para você, e é assim que você me trata? Pelo visto você não quer saber o desejo dela. - ele ameaçou a ir embora, mas o impedi.

Vai que ele estava falando a verdade. Eu sei que é ridículo acreditar em um lunático desse jeito, mas não me julguem eu estava indecisa e curiosa! E depois dessa confusão toda, se falarem que os porcos podem voar eu vou acreditar.

- Se isso me tirar daqui sim, mas isso não muda o fato deu eu ainda te achar um completo maluco. - eu disse ameaçando dar outra investida para cima dele. - Por que eu acreditaria em um maluco que acabou de invadir minha casa?

- Por que eu sou a única maneira de você voltar, e no fundo você acredita. - ele de repente me devolveu o celular. - Se você quiser sair dessa confusão por contra própria, vá em frente. - ele cruzou os braços e esperou eu discar o número da polícia. Mas eu não fiz isso, pelo contrário eu não fiz nada.

Pensei um pouco nas vantagens: Ou eu me ferro, ou eu me ferro com um pouco menos de prejuízo. Guardei meu celular no meu bolso novamente e me sentei na cama box esperando suas explicações.

- Boa menina! - ele sorriu e começou a me explicar. - Tudo começou ontem à noite, a Zoe desse universo tinha saído com seus amigos como você, mas algo que não devia acontecer, aconteceu. - assim ele prosseguiu, de uma forma bem detalhada para eu entender tudo facilmente.

Resumo do que eu entendi: Zoe depressiva fez um pedido depressivo para uma estrela cadente, mas seu pedido fez uma entidade aí chorar e essa entidade pensou: "puts vou ajudar essa trouxa". Daí ele fez um "bibit bobit bu" na vida dela e aqui estou.

- E sua missão agora minha cara, é realizar o sonho dela enquanto ela realiza o seu. - ele disse de um jeito tão empolgado, achando que aquilo melhoraria as coisas.

Que desejo? Brincar de aeroporto e avião com Lysandre? Duvido que essa versão de mim mesma consiga, se eu não consegui até hoje um beijo quem dirá ela.

- Por que eu tenho que fazer o trabalho sujo? Vai me dizer que eu sou a mais "qualificada" para o serviço? - eu estava brava, MUITO BRAVA, e confusa. Poxa, custava fazer um milagre na vida dela e me deixar em paz com meus yaois? Eu ainda nem terminei de ver Yuri on Ice, isso é um absurdo.

- É difícil de explicar, de alguma forma isso aconteceu e eu não entendo o porquê. - ele voltou a andar pelo meu quarto de um lado para o outro, pensativo. - Acho que teremos que descobrir por contra própria, mas antes de me esquecer darei mais uma ajudinha a você.

Ele disse algumas coisas que haviam mudado em mim, e olha só que bosta. Nesse vida eu sofria de asma, depressão e claustrofobia. A questão da claustrofobia não mudou, mas parece que ela veio acompanhada, não é mesmo? E que minha mãe tem problemas com álcool assim como meu pai, e isso acabou prejudicando a alto estima dessa Zoe.

- Tá, e agora, o que eu preciso fazer?

- Você tem que descobrir o desejo dessa Zoe e mudar a vida dela, enquanto ela faz o mesmo com a sua. - gente mudar o que? A única coisa de bom que ela tem para mudar na minha vida são as minhas notas na escola, porque elas são péssimas. Assim é fácil, ela fica com a parte fácil e eu com a difícil?

- Ah tá, de boa, ela muda minhas notas enquanto eu mudo meu irmão, minha mãe, a vida social, os problemas de saúde (depressão). - contei cada problema com os dedos. Ainda pensei mais um pouco, mas não quiz dificultar mais minha vida.

- Por que você fica escondendo seus problemas? Vocês duas tem os mesmo problemas! - disse ele irritado, agora eu estava mais confusa ainda.

O único problema assim que me afetou muito foi a ausência de um pai, mas com o tempo eu caí na real e superei. E aqui estou. Não entendi, mas antes mesmo de eu poder perguntar alguma coisa ele voltou a falar.

- Quando vocês descobrirem, eu vou voltar e te levar de volta, mas tudo que ela fizer lá vai permanecer e isso cabe aqui. Então, pense bem antes de agir. - ele foi até a porta do meu quarto e a abriu. - Como não temos perguntas eu já vou indo, boa sorte em sua missão Zoe e até.

Como assim? Não temos perguntas, eu tenho perguntas sim!

- Espera e sobre… - antes mesmo de conseguir terminar a pergunta, o safado fechou a porta na minha cara e eu corri atrás dele. - Você não vai escapar assim tão fácil, seu maluco!

Vasculhei a casa inteira, mas é como se ele nunca esteve aqui. Tive pena do gato no meio da busca, porque ele me olhava assustado enquanto procurava por cada canto da sala. Pobre Yato, mas por um lado bom eu vou ter sua companhia por um bom tempo já que eu não sei meu objetivo.

Joguei meu travesseiro na parede de tanta frustração, que desgraçado fugiu na hora que eu mais precisava. Parabéns Zoe, a única resposta que você tinha se foi. Olhei para cada canto do quarto procurando algum sinal divino. Talvez ela tenha um diário em algum lugar, não custa tentar.

Primeiro procurei no celular, do jeito que eu sou preguiçosa para escrever, eu com certeza usaria o celular só que gastar 30 reais em um caderno para nada. Procurei por aplicativos, mas nada; por anotações no bloco de notas, mas nada. Eu não estava no caminho certo, agora era só eu e meu quarto.

Comecei pelo armário, procurei por cada canto, minhas gavetas ficaram uma bagunça depois, mas não achei nada. Depois para a mesa de estudos, os cadernos que haviam ali eram todos escolares nenhum possuía anotações pessoais. Olhei nas estantes de livros, vai que eu dei uma de Cellbit e comecei a criar enigmas para relatar um acontecimento na minha vida, mas eram só livros mesmo.

Assim olhei de baixo da cama, pelo espaço minúsculo que tinha entre o colchão e o chão. Vi que havia algo ali, passei a mão até onde ela conseguia ir é "tan-tan-tan" ali estava um caderno de capa preta. Cruzei os dedos para ser um diário mesmo, e não um caderno de composição assim como eu tinha (sim, eu tenho talento). "Se Deus existe mesmo tá na hora de bilhar na minha vida" abri o caderno hesitante.

"Diário de Zoe, não leia", yes missão comprida. Comecei minha busca nas primeiras páginas, e tive um choque de realidade. Cara essa vida minha é uma merda. Ou eu era mentirosa e escrevia coisas nada haver, ou depressiva, ou quem sabe os dois porque era cada coisa absurda. Coisas que eu nunca faria comigo mesma.

Um dos trechos é: "Querido diário, eu me cortei novamente. Tentei me segurar, mas não consegui resistir e o pior foi tentar esconder de meus amigos e família…", nossa a que ponto chegamos? Fechei o diário não aguentando mais continuar a ler, eu precisava mudar a vida dela e urgentemente. Me joguei na cama sentindo minha mente exausta de tanto martelar os problemas que precisavam ser resolvidos.

Olhei para o teto branco manchado de meu quarto. Pensei em ligar para o Cassy, vai que eu consiga tirar algo dele? Não que eu vá fazer um interrogatório, mas uma boa conversa já é alguma coisa só que eu ainda não sei muito bem como agir. Hmmm... Fingir ser uma pessoa que eu não sou, com toda certeza, não é uma boa ideia.

Me virei na cama abrasando um dos meus travesseiros. Outro ponto a ser retratado é sobre minhas amigas, eu não as encontrei hoje, mas será que elas também mudaram de lugar. Seria muito louco ver a Violette segura de si e ver a Kim toda tímida, essa cena eu pagaria para ver. Imagina a Iris troca de lugar com a Melody, apesar de eu não conversar muito com as duas acho que para mim não ia ser algo tão drástico como o caso da Rosalya.

Falando no diabo, eu preciso bolar um plano para fugir da Rosalya. Eu sei que ela, por enquanto, está fora da jogada e eu não devia me preocupar agora, mas melhor previnir do que remediar. Me levantei e peguei meu celular, olhei todas as conversas do celular (tá, eu não olhei tudo só olhei as de ontem à noite), não encontrei nada demais. Só algumas coisas em relação a algum evento que aconteceria na cidade, mas nenhum de nós sabíamos o que era.

Ah, depois eu pergunto. Sai das conversas e pulei para a minha galeria. Nas fotos da câmera não tinha nenhuma de meu rosto, a maioria era tudo foto de matérias perdidas… ah não espera… abri uma das fotos tiradas a dois meses atrás. Ah não, não pode ser, não eu não acredito.

Tinha uma foto onde estava eu e Ambre, mas no fundo eu vi que Alexy beijava uma garota de cabelos pretos absurdamente linda. MAIS QUE PORRA É ESSA? ELE NÃO ERA GAY? TA DE SACANAGEM COMIGO QUE AQUI ELE É HÉTERO? Olhei a foto mais de perto, quase enfiando o celular na minha cara. Mentira que o Alexy é hétero, que mundo mal feito. Nada contra, mas eu prefiro o Alexy do meu mundo, apesar de ainda querer muito ficar com ele. E depois que o superar, comecei a fazer altas fanfics escondidas dele com o Kentin, eu sou esquisita não me julguem.

Tirando a questão da mudanca drástica no dei um zoom no rosto da garota. Seu rosto me lembrava alguém, mas não sei quem. Pensei mais um pouco, vai que é uma das minhas amigas da antiga escola como a Lety. Eu não me lembrava de muitas pessoas de lá, na época era só eu, Lety e Kentin (que agora era o Cassy).

- Aí que confuso! - disse para mim mesma não aguentando mais esse enigma de quem era quem. Que saco, porque as respostas não podem cair do céu como na maioria dos filmes.

Tá, eu posso está fazendo "cu doce" em relação a maioria das coisas, mas além de ser muita informação para um dia só. Eu estava me sentindo a Bella de crepúsculo explicando que tinha alguma coisa de errado com Edward. "Ah acho que tem algo de errado com ele", porra menina ele segurou e amassou um carro com a mão, na sua frente, e você ainda acha que tem algo de errado. Ah, vai lavar uma louça! Desculpa, mas eu não gosto de crepúsculo.

Mas quer saber? Uma coisa que me fazia relaxar era a música, se eu tocar um pouco com certeza vou me acalmar e pensar melhor. Abri o armário a procura da minha guitarra, mas tudo que encontrei foi… um violão! NÃO MINHA GUITARRA GIBSON. Eu demorei anos, ANOS para juntar o dinheiro necessário para comprar uma e agora ela foi substituída por um violão vermelho, que merda.

Chorando peguei o violão e confesso que tive vontade de jogar ele pela janela, como se aquilo fosse trazer minha linda Gibson vermelha, minha lindíssima, preciosa, minha bebezinha. Agora virou pó e no lugar ficou esse treco. Mas mesmo assim isso seria um enorme pecado, como rasgar uma página de um livro. Sem alternativa peguei o violão e comecei a tocar, eu também sabia tocar violão, mas era bem pouco.

Toquei aquela musiquinha do Alan Walker famosinha, Solo da Demi Lovato e a música tema de um jogo que eu gosto muito. Quando acabei já era noite, umas 19 horas talvez. Depois disso vi séries na Netflix, vi vídeos no YouTube, tomei banho e fiz miojo para a janta. Erik veio pedindo, que nem cachorro sem dono, para fazer um para ele com a maior cara de pau.

- Eu não sou sua empregada. E considere isso como o seu castigo pelo o que você fez hoje. Agora, vai ter que se virar para comer. - peguei o prato e fui para o meu quarto, estranhei minha mãe não ter chegado até agora. Provavelmente, ela deve ter encontrado uns amigos no meio do caminho. Do jeito que ela é, faladeira, só vai sair de lá amanhã.

Vi um pouco de animes também, tudo para tirar esses problemas da cabeça. Eu ainda tinha mais vários dias para pensar, já que não ia sair dali tão cedo. De certa forma, esse dia foi bem legal, claro tirando o fato que agora tenho uma montanha no meio da testa e descobri que meu irmão prática bullying, e várias outras coisas, tudo foi ótimo.

Botei meu celular para carregar e me deitei. Normalmente, eu esperaria minha mãe chegar, mas eu estava com muito sono para isso. Adormeci em menos de 1 minuto, ler legendas é muito cansativo, dormi que nem pedra a noite inteira, sem sonhos esquisitos com Lysandre.

Fiz as mesmas coisa na manhã passada. Agredi meu despertador, limpeza matinal, café da manhã, arrumar material e escola. No café da manhã foi bem esquisito, minha mãe não falou nada comigo e meu irmão não parava de mexer no celular enquanto comia. Ninguém falou nada, mas não puxei assunto por causa do clima esquisito que estava sentindo.

A roupa que eu usava era uma calda jeans vermelha, uma blusa branca com uma estampa de Harry Potter e meu velho ALL star. No caminho eu não tive nenhuma companhia, era só eu e minha playlist, sem pessoas para me atormentar.

Quando cheguei, andei pela escola procurando as meninas, precisava saber se elas tinham mudado assim como todos os garotos. Sinceramente, eu parecia um viciado procurando as drogas, não parava de mover meus olhos de um lado para o outro.

- Procurando algo? - tomei um susto quando ouvi a voz calma de Nathaniel versão vitoriano. Aí como era difícil não admirar-ló. A culpa não é minha, ele está lindo demais.

- Ah, não é nada. Te devo desculpa sobre o que aconteceu ontem. - eu disse sem jeito. Devo ter o assustado com minha burrice anormal.

- Não fique incomodada com isso. Na verdade fiquei mais preocupado do que assustado, mas você está bem melhor agora, não é? - ele ficou preocupado comigo? Gente não é todo dia que um cara bonito diz que estava preocupado com você, nem o Lysandre era assim comigo (lógico, eu não agia que nem maluca na frente dele).

- Nem sei, acho que sim. - estava cheia de incertezas e ainda distraída com sua beleza masculina. Desde quando Nathaniel era tão bonito assim, eu era tão cega assim? Ignorando meus pensamentos, mudei de assunto antes que ele começasse a se aprofundar mais no assunto sobre minha saúde. - Mas então, como vai as músicas? - o mundo mudou, mas minha falta de assunto não. Será que o mesmo nível de intimidade que eu tenho com o Lysandre é a mesma que eu tenho com ele? Claro, eu não tenho intimidade nenhuma com ele, mas nós trabalhávamos juntos nessa questão de música.

Eu era sua discípula, e ele, meu mestre. Isso que dá ver muito shoujo.

- Estou trabalhando em duas músicas novas. Uma, só falta trabalhar mais o refrão, e a outra, só a melodia. - ele disse com um sorriso muito fofo no rosto. - Eu estava pensando em pedir sua ajuda aliás.

Calma Zoe respira, E-L-E N-Ã-O É O L-Y-S-A-N-D-R-E. Sobre a questão de a algumas mil palavras atrás eu ter dito que era uma paixonite temporia? Esquece. Eu me apaixonei pela sua personalidade, não pela aparência e esse Nathaniel era tão parecido com o Lysandre que era de assustar.

- Sério? Sinceramente, por essa eu não esperava. - eu disse toda tímida por saber que eu era importante. - Eu te ajudo sim, só me dizer onde você está tendo mais dificuldade! - fiquei toda empolgada, mas por algum motivo ele arregalou os olhos de repente, parecia muito chocado.

- Você está diferente, parece menos introvertida. - ele me acompanhou até o meu armário, já não aguentava mais segurar aquela mochila.

- As pessoas mudam Nathaniel, elas desabrocham. E agora, chegou a minha vez de virar uma linda flor. - guardei minhas coisas e peguei os livros necessários. Espera, será aqui eu tenho os mesmo horários? Porque agora era para eu ter aula com a Sra. demônia (minha amada professora de química). - Que aula vamos ter agora? Eu esqueci.

- Agora é química, mas eu tenho que resolver um problema no clube de música. - fiquei boquiaberta.

- CLUBE DE MÚSICA?! - meus olhos brilharam como mil estrelas no céu noturno. Eu não acredito que basquete e jardinagem foram trocados por um clube de música, meu sonho se tornou realidade.

Eu participava do clube de jardinagem, mas cuidar de plantas não era o meu forte. Claro, eu amo a natureza e sou o tipo de garota que gosta de uma roça ou um sítio, mas cuidar de planta. Essa eu passo.

- Para que tanta surpresa, eu e você somos membros. - eu era membra, comemorei mentalmente, nunca duvidei de você Zoe 2. - Ah, e antes que eu me esqueça, acho melhor você evitar o Kentin hoje. Ele está muito irritado com você

Ah tá, eu tenho cara de quem teme macho. Tadinho dele, acho melhor ELE não me encontrar hoje, porque nada vai me impedir de tacar uma cadeira na cabeça dele.

- É mesmo? - disse de um jeito sarcástico, não demonstrando nem um pouco de medo. - Minha cara de quem tem medo dele, se ele quiser discutir que venha. - fechei meu armário e comecei a caminhar em direção a sala.

- Quem avisa amigo é. Nos vemos depois Zoe. - ele disse. Me despedi dele, ignorando tudo que ele disse anteriormente. Francamente se o Kentin quiser partir para a porrada, que venha.

Eu vou apanhar? Eu vou apanhar, mas também vou estragar ele.

Subi as escadas pensativa. Será que eu deixo minhas coisas na sala e dou uma volta para ver se mais alguma coisa mudada? Não em questão de pessoas, mas de lugares, já que agora temos um clube de música. Abri a porta da sala, não havia ninguém ainda. Tenho essa mania horrível de chegar cedo demais na sala. Deixei minhas coisas em uma mesa e sai da sala, não se preocupem quem iria roubar duas canetas com a tinta quase acabando e um lápis miúdo? Só um otário mesmo.

Primeiro dei uma volta lá fora, esperando encontrar alguém ou algo de incomum. Figurantes conversavam e vinham e iam de um lado para o outro. Procurei no meio da multidão qualquer um dos meus amigos, mas não havia nenhum. Será que eles passaram por mim e eu não vi? Quando me virei para volta a sala me dei de cara com alguém, e que conveniência.

Adivinham quem era?

- Nossa eu tava te procurando por toda parte! - Ambre estava muito animada, se ela pudesse gritava de tanta alegria. - Eu descobri uma coisa, você não vai acreditar!

- Sério? O que é? - perguntei curiosa, vai que é comida de graça?

- Se eu falar promete que não vai contar que fui eu que contei para você? - fiz sim com a cabeça. Ah, provavelmente, não é comida de graça. Mas como assim, será que é babado forte?

- Então, eu notei que o Lysandre anda muito esquisito sabe, tipo ele fica…

Perdi meu foco quando vi uma silhueta, feminina e familiar passar por nós, desviei meus olhos para a garota que havia acabado de passar. Ela tinha cabelos castanhos e suas roupas eram muito chamativas, apertei meus olhos tentando a reconhecer. Ambre ainda falava, não percebendo o desvio da minha atenção.

Seu jeito de andar me lembrava alguém, foi quando ela parou para cumprimentar alguém que passava ali que a ficha caiu. Ela não me lembrava, ela era aquela pessoa. Seu rosto virou lentamente (ela não virou lentamente, é tudo coisa da minha cabeça) e pude ouvir o som de trovões, anunciando um mal presságio.

- Ah não! NÃO PODE SER!!! - eu estava incrédula com quem estava ali, me olhando cheia de doçura. Que falsa!

O que aquela filha de cruz credo estava fazendo aqui? Ela quer o segundo round? Já não basta ter fudido minha vida o bastante, agora ela quer vingança? Ah, mas ela vai ver com quantos socos se faz 5 dentes quebrados.

- O que foi? - Ambre virou tentando seguir meu olhar, mas ela não notou ou não achou grande coisa.

- Ambre o que aquela puta está fazendo aqui?! - apontei para a falsa, não a temendo.

- Espera você estava falando da Debrah? - Ambre ficou chocada com os meus xingamentos. Debrah estava ali parada ascenando para nós, toda sorridente. Até parece, eu podia ouvir o sibilar da cobra daqui.

Isso mesmo a vagabunda perante mim era Diabrah, a mesma que fudeu com o vida do Castiel e a minha. Aquela praga vinha em nossa direção.

- Oi meninas, do que vocês estão falando? - disse ela entrando no assunto. Comecei a tremer de raiva, tentando me segurar para não acabar dando bosta. - Zoe? Você está bem?

Deus, se você existe mesmo me segura, porque essa escola vai ficar pequena para mim e para ela. Debrah, acho melhor você correr, pois agora nem você e nem ninguém vai me impedir de te quebrar na porrada.


Notas Finais


Por essa vcs não esperavam, não é mesmo? Mentira, provavelmente, vcs desconfiaram, mas será que Zoe vai meter a porrada em Debrah? Descubra apenas no próximo capítulo de... "Amor sobre rodas"...


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