1. Spirit Fanfics >
  2. Amor às cegas - Park Chanyeol (EXO) >
  3. Um natal de surpresas

História Amor às cegas - Park Chanyeol (EXO) - Capítulo 4


Escrita por: fireescorpion

Notas do Autor


Olá amores, tudo bem? 💙

Tia tá escrevendo que nem louca por esses dias, amém?
Então, capítulo de hoje bem soft porque eu acho esse homem a coisa mais maravilhosa de escutar rindo.

Capítulo 4 - Um natal de surpresas


Fanfic / Fanfiction Amor às cegas - Park Chanyeol (EXO) - Capítulo 4 - Um natal de surpresas






Quem nunca não soube lidar com algo ou alguém? Às vezes estamos tão habituados com certos acontecimentos, que quando alguma mudança vem, não sabemos lidar. 


Chanyeol não queria passar uma impressão ruim para Silviane, mas ele esqueceu até mesmo do próprio nome quando ela fez aquele pedido tão inesperado, deixando ele sem chão. 


– Não precisa ficar assim, Chanyeol. – Rafaela tentava animá-lo. 

– Eu fui um completo banana. 

– Realmente. – Beatriz murmurou, fazendo com que ele a olhasse sério. 

– Não liga pra ela. – Sheila interveio, sorrindo sem graça. 

– Eu nem acredito que estou afim dela do jeito que eu estou. – explicou confuso. 

– Mas isso é bom, não é? 

– Eu diria que sim, Shei. Mas eu fodi com tudo e agora acho que ela não vai querer me ver nem pintado de ouro na frente dela. – riu, mas desprovido de humor. 

– Talvez ela queira pelado. – Rafa brincou, mas foi alvejada por dois travesseiros, caindo só do outro lado do sofá. 

– Porra Beatriz!! – ela gritou do chão. 

– Taehyung vai direto pro céu. – semi cerrou o olhar. 

– É, contra fatos não há argumentos. – Sheila concordou, rindo baixo. 

– Você é muito sem noção, Rafa. – ele estendeu a mão, ajudando ela a ficar de pé. – Vamos colocar a mão na massa? – suspendeu as mangas do moletom, expondo os braços fortes e as veias evidentes que eram um charme. 

– Vamos. – Sheila engoliu seco, saindo dali pedindo perdão mentalmente por ficar babando em Chanyeol. 


A sala da casa das meninas se tornou um caos total, mas tudo aquilo era para um bem maior. Uma comemoração muito especial reuniu a todos, que executaram uma função diferente, mas que era de grande importância. 


Enquanto isso, Silviane estava muito ocupada na casa de alguém que ela conheceu horas antes num app de encontros. O cara era do tipo que ela tanto gostava; alto, sorriso molha calcinha, inteligente e carismático. 


Após beber um bom vinho e dançar as músicas lentas do Usher, eles acabaram por ir para o que era mais esperado. Afinal de contas, Silviane queria sexo, nada além disso. 


Sentia as mãos fortes dele apertando suas coxas, causando uma boa sensação que era somada com o fato dele estar com a boca em sua intimidade. 


– Você é bem habilidoso. 


Ela escutou ele rir anasalado, mas ainda mantendo a língua em seu clitóris. Seus movimentos tinham deixado a jovem mulher ainda mais sensível, estava necessitada de um orgasmo intenso. 


E com aquele belo cara ela estava tendo o que apenas queria dos homens, prazer. Não tinha necessidade de gostar de alguém, de amar, ter algo sério. Bem diferente do modo que Chanyeol queria, no caso.  


Na hora se martirizou por estar pensando nele, quando na realidade deveria estar aproveitando daquele momento com o belo loiro de sorriso fofo e voz grave. Foco, sussurrou para si mesma que deveria ter foco. 


Contudo, era difícil, já que a imagem dele sempre via a sua mente. Seu sorriso, o corpo másculo, o jeito que sempre queria estar perto dela e até mesmo as trapalhadas dele. Acabou por rir sem nem ao menos ver. 


– Está gostoso? – escutou a voz mansa dele. 

– Sim, Chanyeol. – gemeu manhosa, só então se dando conta do que tinha acabado de fazer.

– Espera, o que acabou de dizer? – o rapaz franziu o cenho. 

– Desculpa, Namjoon!! 

– Eu acho que você precisa ir. – sem graça, ficou de pé e se afastou dela. 

– O que?! Não, foi apenas um mal entendido! – Silviane também ficou de pé, indo até o mais velho que a olhava descrente. 

– Olha, você precisa se resolver primeiro com esse tal de Chanyeol, antes de sair com outros. É bem desconfortável o que acabou de acontecer. – expôs seu descontentamento, deixando ela aturdida. 

– Foi mal. – saiu pegando suas roupas pelo quarto dele e indo embora em seguida. 


Quando finalmente alcançou as ruas, sentiu um tremendo ódio se apossar de seu corpo. Já não bastasse o balde de água fria, agora ele estava impossibilitando que ela tivesse sua habitual vida sexual ativa. 


Cansada de tudo por ter sua véspera de Natal arruinada, ela decidiu ir embora para casa. Sabia que suas amigas estariam ocupadas e já que não tinha mais o que fazer, iria ajudá-las a decorar tudo. 


Era o que lhe restava e sabia que passaria aquela data emburrada, apenas não esperava que fosse obrigada a passar com o homem que arruinou seu encontro sem ele ao menos saber. 


– Oh pomba suja, vem comigo. 


Chamou por Rafaela e saiu caminhando, ignorando Chanyeol que sorriu feito um idiota quando a viu. Naquele instante ela tentava manter a calma, pois queria cometer um crime de ódio contra duas pessoas e uma delas tinha acabado de entrar em seu quarto. 


– O que é, rata imunda? 

– Eu posso saber por que diabos ele está aqui? – apontou exasperada. 

– Bom, os amigos dele voltaram para o país natal nesta manhã e ele iria ficar sozinho. – explicou. 

– Que ficasse, eu não ligo. – cruzou os braços. 

– Para de graça, Silviane Maria! Isso é ridículo. – rebateu. 

– Ele me deixou frustrada. – expôs. – E sabe como eu odeio isso. 

– Sim, eu sei e ele merecia ser jogado na frente de um carro por conta disso. Mas você e ele não pensam igual e ambos deviam compreender isso. – foi até a cama, sentando ali. – Vem cá. 

– O que é? – indagou emburrada. 

– Não faz essa cara de bandida perigosa, senão a próxima apaixonada por você aqui serei eu. – brincou, fazendo Silviane rir, mas parou abruptamente. 

– Como assim, apaixonado? – ficou interessada. 

– Ah, aquele bobão está completamente na sua. Você tinha que ver, passou horas chorando no ombro da Sheila. – riu. – E algo me diz que ela amou ter ele fungando no pescocinho dela. Safada!! 

– Azar o dele, pois não quero compromisso. – desdenhou.

– Então porque está se preocupando tanto, amiga? – Rafa alfinetou risonha. 

– Ah, cala a boca! – perdeu a paciência. 

– Se arrume e fique bem gata para ele. Os meninos chegam em breve. – Rafaela ficou e pé, deixando Silviane sozinha com todas informações que recebeu. 


Era fato que eles tinham objetivos e vontades diferentes, mas se ele estava realmente gostando dele, talvez coisa boa pudesse vir daí. Ela ficou de pé e foi se arrumar, já que começava a anoitecer. 


Vestiu um belo vestido nas cores preto e vermelho, com dragões estampados nas laterais. Usou naquela noite sua lace com franjinha lisa, e um tênis branco. Estava se sentindo bonita e gostava do resultado do seu empenho. 


Quando voltou para a sala, viu que os meninos já tinham chegado e estavam organizando a mesa e o restante da decoração. Chanyeol, que até então comia uma rabanada, engasgou ou vê-la tão bonita. 


– Homem de Deus, mastiga direito!! – Rafaela bateu nas costas dele. 

– Ficou lindo em você. – Bea mencionou o vestido. 

– Obrigada. – sorriu. 

– A sorte de só ter amiga bonita. – Haechan foi todo galanteador. – Exceto você, Rafa. 

– Vem cá, pentelho!! – saiu correndo atrás dele. 

– Vem Taehyung, vamos ajudar a fazer os docinhos e esquecer esses dois aí. – Sheila saiu levando o rapaz consigo. 

– Eu e Jae vamos terminar o jantar. – o rapaz apareceu ali usando avental, estava uma graça. 


E nisso restou apenas Silviane e Chanyeol, que tinha seus olhos fixos nela. Acabou por menear a cabeça, estendendo o prato de rabanada para que ela pegasse um, acabou aceitando e o comeu em seguida. 


– Obrigada. – foi meio seca. 

– Pode me ajudar com o pisca pisca? – ele pediu. 

– Claro. 

– Aqui, esse vai na árvore de Natal. – entregou a ela, tocando sem querer na mão de Silviane. Sentiu seu coração palpitar, se sentindo um garotinho lidando com o primeiro amor. – O meu irá na parede, ele é maior. 

– Legal. – deu um breve sorriso, se virando e indo arrumar o seu pisca pisca. 


Estavam sozinhos ali, escutando apenas a música que Rafaela tinha deixado numa playlist natalina. Por mais que tentasse, vez ou outra olhava para ele, que parecia se sair bem em sua tarefa. 


Fora que ele estava tão bonito naquela noite. Novamente queria se auto esbofetear por estar tão atraída por ele, já que tinha pavor de se ver presa a alguém. Não teve boas experiências no passado e não queria repeti-las. 


– Silviane? – se virou, vendo ele prestes a terminar seu trabalho. – Como está se saindo? 

– De mal a pior. Quem deixou essa porcaria assim? – perguntou descontente, tirando um riso dele. 

– É natal, deveria estar animada. 

– Mas não estou. – rebateu. 


Embora estivesse meio entediada, ele não estava e Silviane via isso no sorriso arteiro dos lábios dele. Cansado de ouvi-la reclamar, Chanyeol decidiu brincar com a paciência dela. 


– O que está fazendo?! 


Ele pegou seu pisca pisca e saiu correndo enquanto enrolava ela. Queria bater nele e tirá-lo dali, mas quando deu por si, estava gargalhando junto dele de uma maneira tão natural. 


Naquele momento não tinha receio da proximidade ao qual ficou dele, estava a vontade com Chanyeol. O som da risada dele era contagiante, deixando ela mais alegre. Seus olhos estavam conectados, tão próximos a ponto de se beijarem. 


– Você está incrível. 


Ela não teve palavras, pois estava presa no movimento que os lábios dele fazia. E quando achou que ele iria findar a distância entre suas bocas, Taehyung apareceu ali com uma bandeja cheia de cookies, mas ao ver que tinha atrapalhado tudo, deu meia volta. 


Aquele clima estranho estava voltando, então ele a desenrolou e eles foram terminar de aprontar a decoração. Ao fim, tudo estava pronto e eles foram até a mesa para jantar. Até mesmo se parecia com uma família. 


Chanyeol estava ao lado dela, comendo e conversando animadamente com todos. Silviane não quis puxar assunto, pois se contentou apenas em escutar ele falando sobre sua vida, descobrindo que ele poderia ser bem interessante se ela pelo menos fizesse um esforço para conhecê-lo melhor. 


Após uma conturbada troca de presentes, o pessoal começou a cada um buscar um rumo. Youngjae decidiu levar Beatriz para ir até a casa de seus pais, pois eles queriam presentea-la também. 


Haechan e Sheila saíram com os amigos dele, já que uma festa surpresa estava acontecendo e eles não queriam perder a diversão que ela poderia lhes propôr. Já Taehyung e Rafaela se trancaram no quarto e eles nem sabiam o que o casal de amigos estava fazendo, pois o bom de cama rangendo era levemente perceptível. 


Sobrando Silviane e Chanyeol na sala, os dois comiam doces e bebiam vinho, enquanto assistiam um espacial de Natal do Chaves. Ela estava focada na televisão, rindo como se não ouvesse um amanhã. 


Ele estava com os olhos focados nela, estava feliz por ter um momento como aqueles. Chanyeol tateou os bolsos, achando um pequeno embrulho e o estendendo a Silviane. 


– O que é isso? – perguntou confusa. 

– Um presente. – disse o óbvio. 

– Mas não pode fazer isso, Chanyeol. 

– Eu já fiz e eles não aceitam devoluções. – deu um sorriso largo. – O cabelo. 

– É o que? 

– Já já você verá. Feche os olhos. – seguiu a sugestão dele, fechando os olhos em seguida. Chanyeol colocou o presente no pescoço dela, pedindo para ela abrir os olhos em seguida. 

– Vou no espelho. – ficou de pé e ele saiu atrás dela. – Chanyeol… é linda! 

– Gostou mesmo? – perguntou, vendo ela aquiescer freneticamente. 

– É a gargantilha mais linda que eu já vi. – disse sorridente. – Mas eu infelizmente não comprei nada para você. 

– Não precisa se preocupar com isso, linda. – abraçou ela por trás. – Eu só queria te agradar e me redimir. 

– Você não errou em momento algum, eu quem me precipitei. Desculpa por isso. – olhou através do espelho os olhos dele. 

– Mulheres como você me fascinam, mas é a primeira vez que me sinto assim por alguém. – apoiou sua cabeça no ombro dela. 

– É bom? – ficou desconcertada. 

– Sim, é. – ele inalou o perfume dela. – E sobre aquele pedido, saiba que eu quero muito ter você. – sentiu a mão dele deslizando pelo seu corpo, até chegar no pescoço, lugar onde ele acariciou suavemente, antes de pressionar com uma força considerável. 

– Quem sabe da próxima? – ela brincou, vendo ele fazer uma carinha manhosa que a fez rir. – Se tivermos calma e formos sinceros, isso pode fluir naturalmente, não é? – ele aquiesceu. 

– Então você aceita sair para jantar comigo? – abraçou ela, ficando bem próximos. 

– Sim. 


Sentiu ele a puxar pela cintura, selando seus lábios aos dela. Um beijo suave, que ganhou força e quando deram por si, estavam perdendo o controle. 


Chanyeol sempre causava isso nela e Silviane estava passando a amar toda aquela sensação. 







Notas Finais


Poxa Chanyeol, me dá esse presente também. 🥺
Não deixem de comentar. 💙

Caso queiram conversar 👈🏾
https://chat.whatsapp.com/GJ0Zik5P7Oy2BYzKRj6lXt


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...