História Amor Assassino - Capítulo 13


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Categorias Yandere Simulator
Personagens Amai Odayaka, Asu Rito, Ayano Aishi, Budo Masuta, Hanako Yamada, Haruto Yuto, Hayato Haruki, Info-chan, Inkyu Basu, Juku Ren, Kizana Sunobu, Kokona Haruka, Kuu Dere, Mai Waifu, Megami Saikou, Mei Mio, Midori Gurin, Mina Rai, Musume Ronshaku, Oka Ruto, Osana Najimi, Osoro Shidesu, Personagens Originais, Pippi Osu, Riku Soma, Ryoba Aishi, Ryusei Koki, Ryuto Ippongo, Saki Miyu, Sakyu Basu, Shima Shita, Taeko Yamada, Taro Yamada, Yui Rio
Tags Amor Assassino, Ayando, Ayano, Budano, Candynyan, Candysama, Love Sick, Romance, Suspense, Yandere Dev, Yandere Girl, Yandere Simulator, Yandere-chan, Yandev, Yansim, Ysm
Visualizações 38
Palavras 3.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ, sim, ainda estou viva. E claro, a fic também está. he
Me perdoem pelos meses sumida, estou com um problema bem grave chamado bloqueio criativo ;-; o que não é novidade.

A propósito, se alguém puder, me recomendem livros! De qualquer gênero <3

Obrigada por acompaharrrr, e boa leitura :3

Capítulo 13 - Romeu e Julieta


Prestar atenção nas aulas nunca fora o forte de Ayano, uma vez que sua mente possuía um aprendizado mais avançado que as pessoas comuns, fora fácil saber até mais que muitos professores que davam aula mesmo na tão conhecida Akademi High. Contudo, naqueles últimos dias, Ayano parecia mais distraída que o normal, principalmente naquela terça-feira. Sim, a pequena rosa em seu peito esquerdo mostrava aos outros alunos que Ayano agora fazia parte do clube de Drama – ou teatro –, mas não era aquela novidade que a preocupava. Encenar sempre foi seu forte, mas bancar a menina gentil e sociável para Sunobu Kizana não servia.

Kizana era tão esnobe e egocêntrica, que simplesmente ser amigável não bastava, a garota só deixava se aproximar dela aqueles que a veneravam. Ayano passava longe daquilo, uma vez que teimava de acompanhar Yamada Taro onde ele estivesse. O que não agradava a líder do clube nenhum pouco.

Se Ayano queria se aproximar da menina para que pudesse seguir com sua eliminação, ela precisava de uma nova ideia. Claro que repetir a mesma coisa que fez com Amai, manipulando-a, não adiantaria com Kizana. O desafio de ter que planejar um novo ataque a deixava mais distraída, enquanto balançava sua caneta de tinteiro entre seus dois dedos, encarando o caderno vazio em sua mesa, a morena pensou:

“E se eu usasse outra pessoa?”

Sim, aquela poderia ser uma boa ideia.

Ao término das últimas aulas do dia, Ayano passou o horário de limpeza com sua amiga Mina até vir o tempo das atividades extras.

– Yan-chan, entrou para o clube de teatro? – Perguntou Mina, ao saírem da classe, a morena apenas assentiu com a cabeça. – Por que teatro? Pensei que se um dia entrasse em um clube, seria no nosso.

A garota de cabelos bem curtos parecia triste com a mudança de Ayano. Esta que nunca demonstrou interesse em nenhum clube, havia de repente ingressado em um que não tinha nada a ver com ela. Mina, por ser – aparentemente – sua melhor amiga do colégio, esperava que a morena fosse para seu clube, este que era o mesmo que Masuta.

Antes que Ayano conseguisse ao menos responder uma palavra, outra pessoa entrou na conversa.

– Ela entrou no clube da Sunobu por culpa de Taro. – Soltou Masuta Budo ao surgir atrás das garotas de surpresa, Ayano corou – Ei, Mina. Aqui estão as chaves do clube.

– N-Não é isso! – Disse a morena, em uma tentativa falha.

– Tar- Yamada? Da sua classe? Espera, chaves?

– Mesmo eu tendo chamado antes – Disse em baixo tom, fitando Ayano do canto de seus olhos. – Sim, chaves! Vou ir embora agora. Tenho que... visitar... meus avós! Isso, visitar meus avós.

Mina cerrou seus olhos, entendendo perfeitamente bem o que estava se passando ali.

– Você já mora com seus avós, idiota. – Disse ela pra si mesma.

Tendo entregado o que queria para sua aluna e vice presidente de seu clube, Masuta vira as costas sem nem mesmo trocar uma palavra com Ayano. Porém, ao passar do seu lado, o rapaz afaga sua cabeça rapidamente, logo desaparecendo de vista. Mina manteve um olhar preocupado enquanto soltava um último suspiro.

– Bom, hoje eu terei que abrir o clube. Até mais, Yan-chan! – Sorriu Mina, subindo para o terceiro andar após se despedir de sua amiga.

Ignorando o que quer que tenha acontecido, Ayano voltou seu caminho ao clube de Drama que se localizava no primeiro andar do prédio. A sala era coberta nos tons de roxo e vermelho, aparentando ser as cores favoritas de Kizana. Com um divisor de cômodos centralizado na horizontal, o lugar fora separado em duas partes: a primeira era um local de conversa entre os integrantes; a segunda era uma pequena área de roupas e acessórios de diversos tipos.

Ao abrir a porta, a morena dá de cara com Kizana e outros dois integrantes do clube juntos de Taro.

– Sentem-se logo! – Avisava a líder.

Com dificuldade, Ayano conseguiu se sentar ao lado de Yamada.

– Quem havia dito que queria tentar o papel de Julieta? – Ayano levantou a mão, porém não sozinha. – Hmmm... quais são seus nomes mesmo?

– Aishi Ayano.

– Haruka Kokona!

– Pois bem, já darei os roteiros para que possamos começar os ensaios. Lembrem-se que só atuarão neste papel caso eu não queira mais, ou não possa no momento. Entendido?

As duas assentiram, enquanto Kokona observava Kizana com um brilho nos olhos.

Após dar os papéis para as duas, a Sunobu também os distribuiu para os outros demais integrantes que chegaram ao clube. Com os roteiros de seus devidos personagens. Ayano leu os papéis com atenção, se tratava da primeira cena que já começariam a ensaiar a partir daquele dia. Mas claro, durante o horário do clube, apenas Kizana ensaiava como Julieta, mesmo que já tivesse todas suas cenas na ponta da língua.

– Como podem notar, não está idêntico ao original. Eu mesma fiz modificações para que ficasse ao meu style. O que achou, my Romeo? – Kizana levantou o queixo de Taro novamente com seu indicador. O que causou um arrepio desconfortável na espinha de Ayano.

– E-Está bom, eu acho – O Yamada soltou uma risada desajeitada enquanto afastava seu rosto como mais cedo.

– Onde estão o outros? Que demora! Vamos logo para o ginásio por nossas tarefas em dia. – Kizana levantou o queixo sinalizando com a mão para que todos saíssem do clube. – Kokona, pode avisar aos outros dois que já estamos indo, por favor?

– Claro, senhorita! – Haruka Kokona fez uma rápida reverência para Kizana, logo correndo para as salas dos últimos dois alunos que faltavam.

Após a retirada da jovem, logo Kizana seguiu com seus integrantes para o local onde sempre fizera seus ensaios. Enquanto todos liam seus roteiros, Kizana arrumava o palco com seu vice presidente: um garoto cujo possuía uma postura tão elegante – e superior – quanto ela, pareciam até mesmo parentes; seus cabelos eram da cor lilás e com madeixas caídas por seu ombros.

– Eu sei que devemos começar desde a primeira cena, mas estou tão ansiosa para atuar perto de meu Romeu, que adiantei para a cena cinco. – Kizana bateu palmas – Ato um, cena cinco. Vamos!

“O beijo” Leu Ayano, tentando controlar-se para não rasgar aqueles papéis ali mesmo.

– É apenas um ensaio, não precisa se preocupar. Pode ler. – Disse ela novamente, agora para Taro que estava de frente para ela no palco.

– Aqui encima fico mais nervoso – Yamada riu.

Logo todos se preparavam enquanto Ayano apenas assistia – sendo somente uma dublê para emergências

Kokona que havia retornado com os outros dois alunos fazia papel da ama de Julieta – assim também sendo uma dublê como Ayano – os outros, naquele momento, eram criados ou convidados enquanto um fazia o papel de capuleto. A cena começava com um baile de máscaras, sendo iniciada com interação entre os empregados que arrumavam o local até começar a festa. Logo os mesmos que eram empregados trocaram seus papéis para convidados aleatórios dançando pelo salão, até o momento em que Romeu (que era Taro) avistava Julieta (Kizana) entre a festa, indo falar com a mesma, fazendo todos os outros saírem de cena. Para um primeiro ensaio, todos pareciam bem em seus papéis.

– Se minha mão profana... – Começou o garoto, enquanto lia no papel – o relicário em remissão aceito a penitência – leu novamente, apanhando a mão de Kizana – meu lábio, peregrino solitário – leu mais uma vez – a ti demonstrará reverência.

Terminando sua fala, Taro estava prestes a beijar os dedos da garota como estava em seu roteiro, porém a mesma puxou sua mão.

– Ofendeste vossa mão de bom peregrino, que se mostrou reverente. Na mão dos Santos o que paga és o paladino. Este é o beijo mais santo.

– Ora... os santos não têm boca?

– Sim, somente para orações.

– Deixai então... que esta boca mostre o caminho ao meu coração. – Kizana apenas sorriu. Esperando que continuasse – Em tua boca... me limpo dos pecados...

Sim, no roteiro estava que ambos colassem seus lábios naquele momento. Ao ler esta parte, Yamada pareceu congelar sem saber se iriam realmente continuar aquilo. Porém, Kizana parecia pronta para beijá-lo quando se pôs na ponta de seus pés. Ayano estava prestes a enlouquecer ali mesmo quando algo aconteceu ao seu favor: alguém caiu para frente das cortinas.

– D-Desculpe! – Disse Haruka, ao invadir o palco junto com cabides de roupa, parecendo ter tropeçado sem querer.

– Mas que droga, Kokona! Não consegue fazer nada sozinha! Argh! – Kizana pôs sua mão sobre a testa enquanto a encarava com desprezo.

– D-Desculpe, minha senhorita! Irei arrumar tudo nesse instante!

– Que seja. – Kizana bufou, logo mudando a postura para falar com Yamada – Repetiremos essa cena mais tarde, mas por agora, você está ótimo como eu imaginei que estaria... – Ela sorriu, segurando seu queixo com o indicador novamente, porém Taro não reagiu dessa vez.

Enquanto observava todo o ensaio do clube, um plano era elaborado na mente de Ayano.

“Pausa!” – Disse a líder, após bater palmas uma vez.

Enquanto todos os integrantes se juntavam na área detrás do palco, Ayano os seguiu. Observando ainda mais cada um deles.

– Senhorita Kizana, o que acha de encomendarmos esse vestido para Julieta? – Dizia o vice presidente.

A Sunobu assentiu enquanto observava as fotos que o garoto mostrava em seu celular. Enquanto isso Kokona ainda tentava arrumar a bagunça que havia deixado nas vestes que ficavam próximas da cortina. Ouvindo a barulheira que a garota fazia, Kizana bufou.

– Céus, não consegue nem mesmo arrumar o que você mesma destrói?

– D-Desculpa... – Choramingou, logo Kizana deu de ombros.

Querendo ajudar a colega de classe, assim como estava de certo incomodado com a forma que Kizana a tratava, Yamada Taro se aproximou de Kokona.

– Quer ajuda? – A garota respondeu apenas com um sorriso, e logo os dois conseguiram por as roupas na ordem que estava antes.

“Obrigada” Disse ela, logo correndo para onde Kizana estava.

Todo o clube de teatro continuou ali revisando o roteiro enquanto faziam pequenos ensaios uns com os outros até que o horário de suas atividades terminasse. Ao bater as 18h, todos retornaram para dentro do prédio para apanhar seus materiais ou trocar os sapatos, podendo se retirar do colégio. Enquanto retirava suas sapatilhas, Ayano foi chamada.

– Ei, Yan-chan! – chamou Mina – Estava falando com Masuta-sensei, pensei que poderíamos passar lá enquanto voltamos pra casa...

– Ah, desculpe, tenho que estudar meu roteiro! – Ayano soltou um falso sorriso até notar que Taro já estava saindo de Akademi. – Tenho que ir. Até amanhã!

– Esper... – Antes que a amiga continuasse, Ayano guardou suas sapatilhas e correu para alcançar Taro, seguindo-o sem que deixasse óbvio para o mais velho que estava fazendo aquilo.

Mina apenas soltou um suspiro enquanto estava ainda falando com Budo através de seu celular – o mesmo que havia conseguido ouvir cada palavra de Ayano.

– Desculpe te fazer ouvir isso. – disse Mina.

Masuta apenas soltou um riso.

“Não se preocupe” – Disse ele, do outro lado da linha

– Se você ao menos tivesse se confessado no início das aulas como eu disse... É melhor receber um sim ou um não do que ficar no meio termo.

“Sim, sim...” – Suspirou – “Eu irei resolver isso.”

Resolver? Mina se perguntou.

Ao chegar em casa, Ayano fez como disse para a amiga e se manteve focada no papel que recebeu de Kizana, lendo letra por letra diversas vezes enquanto atuava pra si mesma. Até adormecer com o roteiro sobre sua face. Ao amanhecer do dia seguinte, a morena acordou – dessa vez – no horário correto, indo vestir-se rapidamente para acompanhar Taro.

– Aishi? – Ayano ouviu uma voz conhecida enquanto esperava Yamada sair de casa.

Ao virar-se, ela se deu conta de que estava na esquina da cafeteria onde Amai trabalhava com sua mãe. Logo reconhecendo a própria.

– Bom dia, Odayaka. – Ayano sorriu, na verdade sentindo-se incomodada ao vê-la.

– Queria me desculpar pelo que aconteceu... eu não queria ter dito aquelas coisas. Ou feito aquilo. Por favor, me perdoe! – A garota fez uma reverência.

– Está tudo bem, já passou. – mentiu.

Logo Amai sorriu para Ayano, aliviada por saber que a mesma não a odiava. “Te farei um café por conta da casa” disse ela. Aishi tentou recusar, mas foi quase obrigada a carregar aquele cappuccino em copo descartável até a escola, fingindo que estava seguindo seu caminho até esconder-se em outra rua, torcendo para Taro entrar nela.

Enquanto ainda degustava da quente bebida, a mesma avistou Yamada passando reto. Escondida, Ayano esperou que ele sumisse de vista para segui-lo discretamente como sempre fazia. Ao chegarem no colégio, a garota se lembrou de que para seguir as ideias que havia tido no dia anterior, precisaria da ajuda de info-chan. Assim como, precisaria de suas amadas fotos de calcinhas. Por mais estranho que aquilo parecesse.

Ayano Aishi: Quanto custa uma poção para dor de cabeça?

Logo a ruiva respondeu quase que instantaneamente.

Info-chan: Cinco calcinhas, essa é minha maior oferta! Lembrando que, as meninas do Conselho estudantil e as amiguinhas de Ronshaku valem como duas!

Ayano ia bloquear o celular novamente, quando Info-chan pareceu digitar algo mais.

Info-chan: Lembre-se Yan-chan ♡ Eu não sirvo apenas para mercadorias! Sei de algo que irá te quebrar um galho...

A morena arqueou seu sobrecenho. Algo havia caído despercebido?

Info-chan: Como você mesma deve ter ouvido dos detetives, parece que alguém sabe que Osana se encontrou com alguém no terraço... no mesmo dia em que desapareceu. Como essa pessoa se chama Ronshaku Musume, não acho que essa informação continue apenas nisso, é provável que ela te descubra.

Mais que pé no saco, pensou Ayano.

Ayano: Não vejo motivo pra você me dar essa informação sem nada em troca... O que quer?

Info-chan: Meu preço para essa informação é: menos uma fofoqueira por aí.

Ayano: Terei que fazer outro pedido então... Me mande informações sobre as pessoas que Ronshaku faz bullying.

Info-chan: Essa é minha garota! Com seus dois pedidos, o total sairá de dez fotinhos de calcinhas. 7u7 Mande-as para mim hoje, e te darei o que pediu no horario do almoço.

Ayano mandou um “ok” e logo seguiu para seu dia a dia enquanto ainda não avistasse nenhum alvo fácil. Como diabos ela tiraria fotos tão indecestes sem ser notada?

Ela poderia derrubar alguém no chão... Mas seria algo muito trabalhoso pra valer apenas uma foto. Banheiro feminino? Talvez desse certo. Tendo seu último pensamento, Ayano se lembrou que o grupo da Ronshaku tinha o costume de tomar sol na piscina do colégio, se ela tiver sorte, elas ainda estariam trocando suas vestes.

Sem perder tempo, Ayano correu até o vestiário que se localizava nos fundos do imenso terreno de Akademi, atrás do prédio e de frente para a pista de corrida. Ao chegar, Ayano abriu o aplicativo de câmera em seu celular onde se certificou de desligar o flash.

Por sua sorte o local estava vazio, mas já era possível ouvir as risadas despreocupadas das meninas que chegavam ao vestuário. “Pense rápido”, Ayano olhava ao redor enquanto nenhuma ideia vinha em sua mente. Até que, ao cruzar os olhos com uma das lâmpadas que estava quase soltando do bocal, sua mente se esclareceu.

– Vamos aproveitar o sol da nossa amada primavera! – Riu Ronshaku, ao ser a primeira entrando no lugar.

– Credo, deveriam consertar essas luzes. – Comentou Kokoro, notando que a área dos armários estava um pouco escura por falta de uma lâmpada.

– O que foi, está com medo de fantasmas? – Zombou Hana.

– Ha Ha, zombar com os outros dá rugas. – Disse Mizudori

– Então estaríamos todas cobertas por rugas! – Disse Ronshaku, jogando sua bolsa em um banco de madeira próximo enquanto abria seu armário.

– Não diga isso, amiga! Que horror. – Riu Kokoro.

Rindo entre si, as cinco meninas retiraram seus uniformes enquanto apanhavam suas roupas de banho, pondo-as em seguida. Ao terminarem, todas seguiram rapidamente para os chuveiros e logo se retiraram, indo para seus banhos de sol matinais.

– Meu único motivo de chegar cedo no colégio é essa maravilha de piscina. – Comentou Hana enquanto elas saíam do lugar, deixando seus uniformes e suas bolsas nos bancos do vestuário.

Após ter certeza de não ouvir mais nem mesmo um piar da voz das bullies, Ayano saiu de seu esconderijo embaixo do banco central. Por culpa da lâmpada que ela mesma retirou – sem se importar com a alta temperatura – antes delas chegarem, o local estava escuro o bastante para não ser notada. Porém, suas fotos estavam perfeitamente nítidas por culpa dos efeitos na câmera.

Saindo do vestuário, Ayano enviou as fotos para Info-chan.

Info-chan: Assim você me deixa orgulhosa, ficarei rica com essas >:3 Na hora do almoço te darei o que foi pedido.

Ayano bloqueou o celular e o guardou novamente, seguindo para sua turma pois faltava pouco para as aulas do primeiro tempo – Sim, a bullies matavam aula tomando sol na piscina do lugar. Seguindo seu caminho para a classe, Ayano esbarrou com dois de seus amigos.

– Bom dia, Yan-chan! – Disse Mina animada, enquanto Hayato apenas acenava para a garota, como de costume.

– AYANOOOOOO! – Gritou Midori.

Vindo em alta velocidade como sempre, a esverdeada tropeçou em seu próprio pé e caiu batendo o nariz no chão.

– Correndo com toda a pilha, é claro – Comentou Mina, ajudando Gurin a se levantar.

– Eu vi, eu vi! – Midori se levantou sem esforço algum, quase deixando a mão de Mina sozinha – Uma pessoa que “não irei dizer quem” colocou algo no armário da Ayano.

Mina instantaneamente pôs as duas mãos sobre a boca como quem soubesse quem era a pessoa misteriosa.

– VAI LÁ! – A morena gritou sem querer, empurrando a Aishi para as escadas.

– Esper-

– VAI!

Sem entender o desespero das amigas, Ayano apenas levantou os ombros estando até irritada. Logo continuou descendo as escadas até o primeiro andar e seguiu ao seu armário, onde, como Midori havia dito, estava um bilhete.

Me encontre na cerejeira atrás da escola às 18h.

Apenas isso, sem uma assinatura ou um motivo do encontro. Ayano pensou se realmente deveria ir até lá, “por que não?”. Era no final das aulas de qualquer maneira, não a atrapalharia em nada.

Logo a morena retornou para sua classe onde teve de ouvir uma série de perguntas de sua melhor amiga, a mesma que parecia não acreditar no fato do bilhete conter apenas uma frase.

As aulas terminaram como um piscar de olhos para Ayano que tinha apenas o roteiro e seu plano em mente. Ao horário do almoço a mesma desceu para apanhar o remédio de dor de cabeça assim como recebeu uma fotografia (tirada pelo peões da Info-chan) onde Musume tacava pó de giz em uma garota do primeiro ano. Aquela certamente não escaparia da conselheira, porém a morena planjeva fazer isso somente no dia seguinte. Assim como usaria a poção.

Hoje, Ayano apenas foi para o clube de teatro observar Taro e sua nova rival. Assim como continuaram os ensaios para a peça de Romeu e Julieta, a cada momento ela desejava que Kizana caísse das escadas do palco e quebrasse seu par de pernas pra deixar o papel de Julieta vago. Assim como Kokona treinava seu papel de Julieta quando Kizana não estava por perto, mesmo sendo vísivel que a líder do clube não deixaria seu papel de rainha do drama tão facilmente.

– Kokona! Onde está a Kokona? – Gritou Kizana, enquanto o grupo já arrumava sua sala no ginásio para partirem.

– S-Sim senhorita? – Kokona saiu de onde estava rapidamente para atender.

– Este é o vestido que encomendamos para a Julieta, arrume-o no cabide lá no meu camarim, por favor?

– C-Claro! – Sorriu animadamente.

Kizana rapidamente dispensou todos os integrante do clube enquanto deixava a Haruka sozinha no ginásio para guardar o vestido de Julieta. Este que seria usado na cena do baile apenas no dia da apresentação. Sorridente, a inocente menina abriu o pacote e retirou o lindo e florido vestido, logo guardando-o devidamente como lhe foi pedido. Enquanto ia embora, Kokona acidentalmente esbarra em Ayano que – fingia – estar guardando alguns materiais de costura. Com o esbarro, uma tesoura caiu ao chão.

– Desculpe! – Disse Kokona, pegando a tesoura e devolvendo para Ayano.

– Não é nada. – Ayano sorriu.

A garota de madeixas roxas se retirou do ginásio e Ayano continuou no lugar por mais alguns minutos até sair do local, notando que já eram exatas 18h.

Sem perder tempo, Ayano voltou para o prédio para que pudesse já trocar seus sapatos e apanhar sua bolsa escolar, seguindo para a cerejeira de trás da escola. Subindo no pequeno monte onde ela se localizava, Ayano desfrutou da linda vista do pôr do sol enquanto as flores caíam e voavam ao redor pelo fraco vento. Porém, ela também notou que não tinha ninguém ali, decidindo que esperaria um pouco.

Distraída pelas pétalas rosadas que caíam em seus ombros, uma voz muito bem conhecida lhe tirou a atenção.

– Yan-chan! Desculpe, eu me atrasei. – Disse Budo. – A chave tinha emperrado, daí... ah, esquece isso!

Ayano o olhou sem entender, foi ele quem deixou o bilhete?

– Foi você que-

– S-Sim! Preciso te contar uma coisa...

A morena se pôs em silêncio, como quem esperasse o que o mais velho estava para dizer. Com as bochechas coradas, Masuta Budo apenas respirou fundo e fechou seus olhos.

– Eu te amo, Yan-chan!

Ayano arqueou suas sobrancelhas.

– Desde o ano passado – Continuou o garoto – quando protegi uma garota que estava apanhando de valentões na rua, se lembra? Eu mantive contato com ela, e acabei me envolvendo mais do que deveria. Me apaixonei por essa garota.

Um silêncio tomou conta dos dois enquanto ambos encaravam o chão: Budo por ter vergonha o bastante para não conseguir olhá-la, e Ayano por pensar em como responder o garoto.

– Desculpe – Soltou Ayano – Eu amo outra pessoa.

– Sim, eu sei. – Ele sorriu. – Me desculpe por te chamar... Até amanhã.

Masuta apenas se virou e continuou caminhando até sumir da vista de Ayano, onde automaticamente pôde sentir seus olhos marejarem.

Sem saber o que pensar do que havia acontecido, a morena voltou ao caminho para a saída do colégio onde seguiu para sua casa sem esbarrar com Masuta – que esperou a garota sair primeiro. Em sua mente apenas passava a preocupação dos sentimentos de Budo serem descobertos pelo resto da escola. Taro poderia pensar que estão namorando caso continuassem a se falar sempre como faziam? Isso seria um problema...

Talvez Masuta Budo acabasse por se tornar um obstáculo.


Notas Finais


Tem tanta treta vindo que vou me enrolar pra relembrar tudo pelo tempo que fiquei longe da escrita... ekaoekoako

Obrigada pela leitura :33 <3


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