História Amor cego - Capítulo 13


Escrita por: e little_saturn

Postado
Categorias EXO, Girls' Generation
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Taeyeon
Tags Chanbaek, Drama, Kaisoo, Kiwy, Krisoo, Mpreg, Relacionamento Abusivo, Violência Doméstica, Yaoi
Visualizações 187
Palavras 6.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá chingus! E aí, tudo bem?
Hoje venho com mais um capítulo de “Amor cego”. Quem aí tava ansioso para esse capítulo?
Gostaria de pedir desculpas pela demora, eu estava sem muita inspiração ultimamente :') Tô bem bipolar esses dias, já que tem vezes que a minha criatividade está nas alturas mas têm outros dias que eu sinto que tudo que eu escrevo é um lixo. Queria está da forma como eu estava em Junho, já que nessa época eu tava com bastante criatividade.
Mas eu foquei e tentei escrever algo bom. Obrigada Raiana por tentar me animar, pois foi você que me fez ficar um pouco melhor (´•ω•`)♡
Mas eu espero que vocês gostem do capítulo! Obrigada pelos comentários do capítulo passado! (⊃˘3˘)⊃
Eu revisei bem rápido esse capítulo porque ele foi terminado hoje mesmo. Então perdão qualquer erro ortográfico.
Bom, leiam as notas finais, tem coisa importante lá.
Boa leitura ˘3˘꒱♡

Capítulo 13 - Chapter Twelve


Chapter Twelve

 

“Você deve está dizendo uma mentira, com o olhar cheio de confiança. Mas isso é tão doce para ouvir. Sonho, que eu nunca terei de novo tal doce sonho. Eu acho que você é apenas como o sonho.” - Suzy & Baek Hyun



 

As risadas sendo soltas em tons elevados de voz pelos lábios rechonchudos, ecoavam pelo local, o que o descreveria como um pedaço da adolescência no futuro. As maçãs rosadas estavam elevadas, pois o sorriso que adornava os lábios do garoto, era tão largo, que fazia com que suas bochechas escondessem ainda mais seus olhos.

 

O vento soprava de forma traiçoeira, o que fazia os fios castanhos claros de cabelo, voarem e se mantiverem no ar, mexendo de forma vagarosa, semelhante as águas calmas de um mar liberto de desordem. Porém o rapaz de traços delicados não se interessava com a força do vento, pouco se importava se o clima estava quente ou ameno. Pois ele não precisava de mais nada além daquele que estava a sua frente.

 

Baekhyun sentia o calor das mãos grandes que tocavam em seu rosto. O calor aconchegante, que acalmava seu coração descontrolado, que acalmava o sangue correndo desesperadamente por suas veias. Porque seu namorado trazia consigo a agitação do amor ao mesmo tempo que trazia a paz do carinho.

 

Seu olfato reconhecia o cheiro da grama molhada, e por conta disso, ele sequer precisava abrir os olhos para ver onde estava. Aquele pequeno jardim “secreto” atrás de uma quadra abandonada em um parque, jamais seria esquecido pelos dois amantes que gostavam de trocar carinhos e beijos ali.

 

E abrir os olhos naquele momento estava fora de cogitação. Com certeza, suas bochechas ficariam rubras ao ter seu olhar colidindo com o olhar do mais velho, que fazia questão de lhe olhar com devoção e com o brilho reluzente de seus globos oculares castanhos.

Era demasiadamente constrangedor olhar para Park Chanyeol, pois o homem tinha a capacidade de deixar o pequeno embaraçado com a forma ao qual ele lhe apreciava.

 

Baekhyun sempre vagava por sua mente em busca de explicações viáveis para o Park gostar tanto de lhe admirar. Chanyeol ao ser indagado sobre tal hábito de apreciar o menor, respondia que era porquê seu cérebro e seu coração se sentiam serenos ao observá-lo. Como se Baekhyun fosse um calmante materializado, que tinha a capacidade de trazer tranquilidade e harmonia com sua inocência.

 

“Sonho que eu tenho de ficar pensando o dia todo. Tal doce sonho, isso é você.”

 

Todavia Baekhyun ainda ficava confuso com tal costume do Park, ainda mais quando o homem ressaltava sobre sua beleza. O Byun não se achava bonito, tampouco atraente. Desde criança recebera elogios por causa de seus olhos, pois as pessoas relatavam que o brilho deles transmitiam uma inocência e pureza sem igual.

 

— Você é tão precioso para mim. — Admirado. Aquela palavra sempre ousava descrever o Park, que tinha correndo em seu sangue o vício que era observar o namorado, que aos seus olhos parecia ser aquilo ao qual as pessoas não alcançavam; a perfeição.

 

E Chanyeol queria que como a perfeição, Baekhyun fosse inalcançável. Jamais desejaria que alguém o tirasse de si, jamais permitiria que tentassem lhe levar para longe. Pois somente ele tinha o privilégio de ter aquela perfeição para si. Somente ele tinha o direito de ter Baekhyun em seus braços, ninguém além dele tinha tal direito. Pois como uma criança egoísta, o Park queria ter o Byun somente para si. Queria que Baekhyun fosse somente seu e de mais ninguém.

 

Doçura. Os sorrisos de Baekhyun sempre transpareciam sua personalidade que era regada de doçura. O Byun era alguém delicado, meigo, doce e inocente. Seu coração era puro. Talvez fosse por conta de sua vida, por conta de não ter recebido amor o suficiente de seus pais. Talvez fosse por isso que o Byun havia permanecido praticamente aprisionado a algumas características de sua infância, sendo um tanto divergente ao ser comparado aos jovens de sua idade. Todavia já tinha a maturidade dos jovens de sua faixa etária, porém era doce e gentil. Sempre com o coração transbordando de bondade. Pois apesar de ser doce, isso não lhe tornava imaturo.

 

“Bem, eu não me importo mesmo se você é um mentiroso doce.”

 

Nunca tivera malícia em suas palavras, sempre mantivera aquela ingenuidade, desprovido de qualquer gênero de maldade.

E talvez fosse aquilo que mais atraía o Park. Baekhyun era um ser de alma imaculada, liberto de qualquer tipo de maldade. Inocente o suficiente para ser corrompido e manipulado sem mesmo perceber.

 

“Bem, eu não me importo porque eu vou fazer você acreditar.”

 

— Eu gosto tanto do fato de você sonhar em ser obstetra. — Baekhyun sempre procurava mudar de assunto quanto seu nível de constrangimento atingia o máximo. Os elogios e as palavras de carinho vindas de Chanyeol sempre deixavam o Byun sem reação, sem palavras que poderiam fazer justiça a toda alegria que lhe tomava ao ser alvo de tanta adoração. — Aí você vai cuidar das mulheres grávidas! — Baekhyun sorriu entusiasmado, imaginando quantas mulheres teriam seus fetos sendo cuidados graças ao conhecimento do futuro doutor Park.

 

Chanyeol mostrou um sorriso lateral ao ver a empolgação do pequeno. Sabia que dentre eles dois, Baekhyun era o mais animado em relação a Chanyeol cursar Medicina, pois o mais velho queria ser obstetra. O Byun sempre comentava como namorado o quanto ele faria bem a sociedade com seus serviços, quantas crianças seriam cuidadas por ele mesmo antes de nascerem.

 

E Chanyeol adorava ver seu pequeno falando sobre aquilo, pois o brilho de seus olhos ficavam ainda mais reluzentes, transparecendo sua alegria e entusiasmo.

 

O Park deu um selo na bochecha do menor e desceu suas mãos pelo corpo do Byun, parando no ventre do menor, que abriu os olhos ao sentir aquele toque.

 

— E de homens grávidos também. — A voz rouca sugeriu insinuante, sendo alvo dos olhos castanhos.

 

O Park adentrou sua mão por debaixo do tecido e contatou sua palma com a tez do ventre do Byun, que segurou nos braços de Chanyeol e abaixou a cabeça, se deparando com o que seu namorado fazia.

 

— Chan...— O mais novo chamou o namorado pelo apelido em um tom de súplica, pois não gostava de tocar naquele assunto. Não gostava de falar sobre algo ao qual tinha certeza que não era verdade, mas que Chanyeol persistia em dizer que era.

 

— Você sabe que é possível. Não preciso ser formado em medicina para saber que esses enjoos que você anda sentindo são características de uma gravidez. — Chanyeol disse sorrindo em expectativa, tentando entusiasmar seu amado, que sempre ficava com a mente desordenada ao tocar naquele mesmo assunto.

 

Grávido. Chanyeol tinha certeza de que Baekhyun estava grávido. Durante as semanas que passavam, o Byun tinha enjoos, excesso de sono, vertigens e falta de apetite.

 

Baekhyun tinha certeza que não estava grávido, tomava anticoncepcionais nas datas certas e se protegia quando tinha relações sexuais com Chanyeol. E mesmo o Byun tentando explicar aquilo para o namorado, ele persistia em dizer que o menor estava grávido. Persistia em dizer que Baekhyun estava carregando um fruto do amor que ambos compartilhavam.


— Eu sei, mas ainda é cedo para tirar conclusões precipitadas. Pode ser apenas enjoos. — Baekhyun disse tentando transparecer indiferença, mas seu coração sempre doía ao ver o entusiasmo de Chanyeol ao falar daquilo.

 

Chanyeol parecia querer tanto um filho que isso chegava o cegar. Chegava não fazê-lo pensar que tudo que o Byun sentia, poderia ser algo distante de uma gravidez.

 

— E as suas tonturas? E a sua falta de fome? — Chanyeol perguntou ainda acariciando o ventre de Baekhyun, que suspirou baixo e mordeu os lábios ao escutar aquilo.

 

Era agoniante ter que acabar com a felicidade de quem Baekhyun tanto amava. Ele não gostava de rebater o que Chanyeol dizia, não gostava de dizer que o mais velho não poderia ficar pensando naquilo. Mas ele também não podia deixar Chanyeol criando falsas expectativas, não poderia deixá-lo pensar que um ser habitava o ventre de Baekhyun e que nasceria dentre de 9 meses. Ele não queria que Chanyeol se enganasse, não podia permitir que seu namorado continuasse naquela ilusão.

 

— Chanyeol, não pense nisso, ok? Eu não quero estar grávido, não agora. Ainda é muito cedo. — Baekhyun pousou suas mãos pequenas no rosto do namorado e acariciou as maçãs do Park de forma delicada, deslizando seus dedos pela pele.

 

E para a decepção de Chanyeol, algumas semanas mais tarde, ao receberem os resultados de exames médicos ao qual o Byun havia feito, Baekhyun e Chanyeol descobriram que mais novo não estava grávido, apenas com a imunidade um pouco baixa.

 

Baekhyun não havia ficado surpreso com tal resultado dos exames. Sabia que não estava tomando muito cuidado com sua saúde, porém tratou de cuidá-la ao ouvir um sermão de seu médico, que lhe disse que a saúde era um dos pilares para a longevidade e se ele quisesse viver por longos anos, deveria ser cuidadoso com sua saúde.

 

Porém diferentemente do Byun, Chanyeol se surpreendeu com os resultados dos exames. Pedia internamente que aqueles exames estivessem errados, que Baekhyun estava sim esperando um filho seu. Porém ele não podia se enganar, seu pequeno não estava grávido. E apesar de ainda está em uma fase de aceitação, ele não poderia deixar de se sentir melancólico com tal descoberta que a seu ver, era indesejada.

 

— Hey Chan, está tudo bem. Ainda é muito cedo para nós termos filhos. Eu mal entrei na faculdade e você não tardará a se formar. Não vamos pensar em ter filhos agora. — A voz tranquila de Baekhyun justificou rente ao ouvido do namorado os motivos deles não poderem ter uma criança naquele momento da vida de ambos.

 

Chanyeol estava cabisbaixo pois ainda se sentia triste e desiludido. Baekhyun estava a sua frente, acariciando suas mechas encaracoladas de cabelo, enquanto o namorado estava sentado na cama de seu próprio quarto –pois o Byun resolveu amparar seu companheiro naquele momento de fragilidade–.

 

Chanyeol levantou a cabeça minimamente e encarou o ventre de Baekhyun. Desejava tanto que seu filho residisse ali. Desejava tanto que o médico que havia dito que Baekhyun não estava grávido, estivesse mentindo. Porque Chanyeol queria acreditar em sua própria verdade, verdade essa que lhe dizia que um filho seu estava no ventre do Byun.

 

O Park puxou Baekhyun pela cintura e colou seu nariz no ventre do Byun, que arfou em tamanha surpresa que teve ao ver seu namorado fazendo aquilo.

 

— Mas eu quero tanto ter um filho com você. Será maravilhoso ter um ser humano que tenha os seus traços. — Chanyeol pediu choroso, traçando uma série de beijos pelo ventre do Byun.

 

Baekhyun sentiu seus batimentos cardíacos falharem ao ouvir aquilo. Não sabia que Chanyeol almejava aquele ponto por um filho. Desconhecia a magnitude do desejo do Park por um filho.

Baekhyun suspirou baixo e sentiu seu corpo estremecer ao ter os lábios do namorado beijando seu ventre.

 

— Eu sei que você quer, amor. Mas vamos esperar, ok? E quando for a hora de termos, vamos fazê-lo com muito amor e carinho. — Baekhyun disse tentando apaziguar a situação, pois lhe doía ver Chanyeol daquele jeito, almejando por algo que não poderia acontecer tão cedo como ele desejava.

 

Os olhos foram abertos rapidamente mostrando o quão necessitado o rapaz estava em acordar. Seu peito descia e subia em uma velocidade além do normal para uma pessoa recém-acordada. A secura de sua garganta logo foi notada pelo rapaz, que sentiu-se desesperado ao ter a mesma vontade que já estava lhe acompanhando há semanas; a vontade de vomitar.

 

Mal havia acordado de um sono pesado, de um sonho não, de uma lembrança conturbada e correu cambaleando em seus próprios pés, na direção do banheiro que tornava aquele quarto uma suíte.

Nem preocupou-se em reparar em como estava o clima lá fora, ou em como era belo o assobio dos passarinhos em árvores e nas folhas caídas pela calçada –resultado da forte chuva dos dias anteriores–. Porque Baekhyun já não tinha mais nada que fizesse sua mente se ocupar.

 

O Byun sequer importou-se quando seu corpo sentiu o impacto de ir de encontro ao piso molhado do cômodo, apenas colocou tudo para fora o que seu estômago estava rejeitando.

 

Seu estômago parecia revirar a cada vez que sua garganta forçava a saída de algum alimento que havia feito mal ao Byun. Porém este era o problema; nenhum alimento havia feito mal a ele porque o rapaz mal tocava em comida.

 

As lágrimas ficaram presas no canto dos olhos do Byun, que fechava o punho com força e sentia a ardência em sua garganta por conta do vômito.

 

Os lábios de Baekhyun tremiam e suas mãos estavam tão frias como a noite passada, pois a casa havia sido tomada pelo frio por conta das fortes chuvas que estavam se tornando parte do cotidiano dos sul-coreanos. Seus fios acastanhados de cabelos caíam sob sua testa, o impossibilitando de ver o que havia vomitado na privada.

 

Mas ele não precisava ver para saber o que havia saído por sua garganta, pois sabia que não havia saído nada. Seu estômago não aguentava nada.

 

Baekhyun não sabia o que estava acontecendo com seu corpo. Há algumas semanas havia começado a ter uma espécie de enjoos matinais. Mal abria os olhos ou se deparava que já estava acordado, que já ia imediatamente para o mesmo local; o banheiro. Seu estômago expulsava algo ao qual não residia ali, então Baekhyun vomitava nada.

 

E a palavra “nada” estava lhe descrevendo tanto ao longo das semanas que passavam rastejantes.

 

O que ele sentia não eram emoções, não podiam ser rotuladas como sentimentos, pois os verdadeiros sentimentos não traziam consigo o peso do vazio. O fardo vazio que o Byun sentia.

 

A capacidade de sentir emoções já esvaziava do corpo de Baekhyun, lhe abandonando como sua alma que parecia desistir de permanecer naquele corpo a cada dia que se passava.

A essência do Byun estava sendo perdida a cada dia. A cada dia seu espírito estava abandonando aquele que um corpo um dia fora seu portador, e isto não fazia mais ser Baekhyun ser o mesmo de antes. Lhe fazia apenas sobreviver, não viver como antes.

 

E no passado, Baekhyun jamais imaginara que um dia se sentiria daquela forma depois de casar-se com Chanyeol, este que lhe prometia emoções intensas e vigorosas. Mas o presente muitas vezes é decepcionante.

 

O corpo magro e frágil, jazia no piso molhado e gélido do cômodo, esse que por sua vez havia sido o local onde Baekhyun havia mantido relações sexuais com seu marido.

 

A lembrança pouco clara do dia, fez Baekhyun sentir novamente ânsia de vômito e forçar sua garganta a liberar algo que não agradava ao seu estômago. Porém o Byun vomitou novamente a mesma coisa que seu estômago expulsava todos os dias; nada.

 

 

 

 

 

 

 

[…]

 

 

 

 

 

 

 

— Chanyeol…. — O nome fora chamado de forma dolorosa, pois o rapaz estava em um estágio tão alto de fragilidade, que lhe doía ao enunciar palavras.

 

Baekhyun estava semelhante a um paciente de saúde fragilizada de um hospital. Suas madeixas escuras estavam desengonçadas, seus ombros caídos, seu corpo franzino a um ponto preocupante, seus olhos transparecendo a ausência do brilho que sempre fora sua característica mais chamativa.

 

Todavia não era somente seu exterior que estava passando por mudanças, pois seu físico era a reflexo de seu interior. Interior esse que estava frágil em uma proporção indescritível. Interior esse que não acomodava mais os sentimentos do antigo Byun, pois ele estava velado pelo vazio.

 

— Chanyeol...— Baekhyun chamou o nome do marido mais uma vez, o que fez a voz fraca, ressoar pela casa, porém não obteve resposta.

 

Limpou as lágrimas que desciam pelo canto de seus olhos e arfou baixo por conta do fraco choro. Se sentia solitário, com medo e aflito. Somente Chanyeol estava ali para lhe ajudar, somente Chanyeol havia lhe prometido proteção e cuidados naquele momento atormentador na vida do Byun. Porque Baekhyun acreditava no que o Park havia lhe dito, acreditava que sua saúde mental não estava saudável, acreditava que sua mente estava perturbada, acreditava que estava ficando louco.

 

E Chanyeol estava ali, solidário e dizendo estar disposto a lhe amar e lhe privar de todas as pessoas que tinham a capacidade de lhe ferir. Dizendo que somente ele poderia o ajudar daquela dolorosa confusão que assolava sua lucidez.

E não ter o Park naquele momento era sinônimo de vulnerabilidade. Baekhyun se sentia vulnerável aos sentimentos de dor e angustia. Sentia que sem Chanyeol não conseguiria mais aguentar. Pois Baekhyun havia se tornado totalmente dependente e submisso do homem que o cegava, de um homem hipócrita, que lhe prometia amor mas estava arruinando sua vida sem que ele percebesse.

 

— Chanyeol...— O nome saiu em um tom mais grave e de melhor entendimento.

 

O rapaz descia a escada de forma desesperada, enquanto sua mão escorregava pelo corre mão de madeira lisa. Pela falta de movimentos drásticos como aquele que estava acontecendo repentinamente, o Byun logo sentiu o ar faltar em seus pulmões, porém os órgãos sentiram ainda mais quando os passos ficaram mais apressados, quando os pés começaram a andar em uma velocidade maior a que eles estavam andando ultimamente.

 

Uma pontada de dor atingiu o peito do Byun, porém ela não fora o bastante para fazê-lo desistir de correr até a porta principal daquela casa que já havia o aprisionado por mais de 2 meses, que o havia lhe privado para seu psicológico ser danificado por aquele que dizia amar o Byun. E quando Baekhyun abriu a porta, foi cegado pela luz forte do dia, luz essa que ele via tenuemente pela janela do quarto que fora a cela de seu corpo e de sua mente.

 

Os olhos do Byun piscaram freneticamente, enquanto sua respiração era dolorosa pela luz ainda está lhe incomodando. Porém utilizou do momento ao qual seus olhos se adaptaram a claridade e voltou a correr, porém para fora da casa.

 

Pôde sentir a grama macia praticamente acariciar seus pés quando começou a correr pela grama verde do pequeno jardim, mas se limitou a apenas reparar naquilo apenas com aquele toque, pois seu objetivo era chegar ao portão de ferro largo que cobria parte da casa.

 

E ao ficar de frente para a peça que lhe impedia de sair, suas mãos automaticamente o tocaram, sentindo a textura gelada.

 

A saliva foi engolida com dificuldade pelo Byun, que tinha os olhos fixos no portão. Ele estava ali, era seu meio de saída, seu portal fora daquela casa que havia se tornado seu inferno particular. Antes era somente o portão que protegia a casa ao qual o Byun ficava quando não estava no trabalho, mas naquele momento ele era a entrada e a saída de seu inferno pessoal.

 

Baekhyun tinha que apenas o empurrar e foi isso que ele fez. Porém assim como não havia recebido resposta ao chamar o nome de Chanyeol, também não recebeu resposta ao tentar abri-lo.

 

— Abre...— Baekhyun sussurrou, puxando aquela porta para o lado ao qual sempre lhe fazia abrir. Entretanto mesmo se o Byun depositasse toda a pouca força que lhe restava naquele momento, ele não conseguiria o abrir.

 

— ABRE! — O rastro de dor ficou na garganta de Baekhyun, que arfou de dor pela intensidade do grito que havia dado. Uma tontura lhe atingiu, o que fez ele gemer esganiçado de dor quando uma cólica lhe atingiu.

 

Seu corpo foi descendo aos poucos até o chão, onde o Byun se permitiu sentar no chão enquanto chamava desesperadamente por Chanyeol.

 

Suas mãos tremiam pela dor que sentia por ter batido com toda a sua força naquela porta, a vermelhidão se manifestava pela palma da mão de Baekhyun, que ainda batia desesperado aquela peça de ferro.

 

E então o Byun pôde perceber o que estava acontecendo, por um momento pôde “abrir os olhos” e ver o que o Park havia feito consigo. Chanyeol havia lhe trancado dentro de casa.

 

— Chanyeol...Chanyeol...— A voz embargada saía da boca de um Baekhyun nervoso, sentindo os sentimentos ruis que ele tanto temia, surgirem em seu peito, causando uma desordem dentro de si. Suas mãos batiam no ferro como se daquela forma ele conseguisse chamar Chanyeol, como se daquela forma Chanyeol pudesse aparecer e lhe ajudar. Como se Chanyeol fosse o único remédio para toda aquela dor que Byun sentia, porém ele não percebia que Chanyeol era a causa de toda a dor que lhe deteriorava.

 

Porque Chanyeol era seu veneno disfarçado de antídoto.

 

— Por favor...me ajuda...— Baekhyun pediu angustiado, sentindo as lágrimas descerem por seus rosto. Chanyeol havia o prometido proteção, mas por que não estava lhe protegendo naquele momento? Se ele queria demasiadamente o bem de Baekhyun, então por que havia lhe trancado dentro daquele local?

 

Porque Chanyeol havia levado consigo sua vontade de viver e sua liberdade, mas o amor que ele dizia nutrir pelo esposo, cegava o Byun de tal maneira que não o fizesse imaginar aquilo. Porque o amor havia lhe cegado de tal forma que ele não percebia que o Park estava lhe prendendo ali, lhe prendendo para torná-lo apenas seu e de mais ninguém. Pois para Baekhyun, seu marido jamais faria algo parecido com aquilo. Chanyeol o amava, certo?

 

“Você é meu, Baekhyun. Não posso deixar o que é meu escapar de minhas mãos. Você não pode escapar de mim.”

 

A voz baixa atingiu a mente de Baekhyun, que gritou de dor ao sentir sua cabeça latejar. Era a mesma voz de algumas semanas, voz essa que era uma lembrança porém sem imagem. Era apenas a voz que vinha em sua mente, apenas aquela voz que ressoava baixo, como se estivesse distante o suficiente para Baekhyun não conseguir alcançá-la. E aquilo doía, doía ao ponto de fazer o corpo do Byun estremecer e suas lágrimas virem mais grossas.

 

Baekhyun se encolheu, o que transparecia toda sua fragilidade naquela posição onde seus joelhos estavam sendo pressionados contra seu peito, como se ele estivesse tentando se proteger de algo, apesar de ter ciência que aquilo era ineficaz, insuficiente para lhe proteger do aglomerado de sentimentos que estavam em seu peito naquele momento.

 

— Pa-para. — Baekhyun pediu, como se ao pôr seu desejo em palavras, aquela voz pudesse ir embora.

 

Seus dedos puxaram seus fios de cabelo por conta da agonia de sentir aquela dor martirizante, à medida que seu corpo se contorcia e sua respiração tornava-se desregulada. Baekhyun não queria sentir aquilo, queria que aquela voz que lhe proporcionava uma dor infernal, lhe deixasse em paz. Pois ela doía não somente por trazer aquela dor insuportável de cabeça, mas porque Baekhyun sabia que era um delírio seu. Sabia que era uma peça de sua mente que já não apresentava mais sanidade como antes.

 

Contudo um som fraco despertou a atenção de Baekhyun, que levantou sua cabeça minimamente e olhou para dentro de sua casa. E novamente o som soou e desta vez, ele pôde identificar o que era. Era o toque de um celular.

 

O Byun levantou com dificuldade, sentindo que poderia ceder a qualquer instante, sentindo que pela falta de força de seu corpo, ele poderia ruir e chocar-se com o chão.

 

Foi em passos curtos e receosos para dentro de casa, ouvindo o som ficar um pouco mais intenso. Seu olhar assustado vagou pela sala, tentando achar a origem daquele som. E então ele achou. O som vinha de um aparelho que vibrava em cima da pequena mesinha no centro da sala. O som vinha do celular de Chanyeol.

 

Baekhyun mordeu o lábio inferior ao encarar o aparelho de longe. Com certeza Chanyeol havia o esquecido ali e talvez ainda nem tivesse se dado conta de tal esquecimento.

 

Baekhyun foi andando em direção ao aparelho, que até então vibrava e tocava uma musiquinha baixa. Aparelho aquele que serviria para Baekhyun chamar por alguém, chamar por ajuda.

 

O aparelho fora envolvido nas mãos trêmulas do rapaz, que encarou a tela deste um tanto desnorteado. Não teve tempo de ler o nome de quem ligava para Chanyeol, pois a pessoa logo desistiu da chamada e isso fez a tela se apagar.

 

Baekhyun apertou rapidamente o botão de ligar e deslizou seu dedo pela tela, pois o aparelho não tinha senha.

 

Seu coração falhou quando seus olhos observaram a foto que era usada como papel de parede, pois era uma foto sua e de Chanyeol no primeiro natal que eles haviam passado como conjugues. Um sorriso pequeno nasceu nos lábios de Baekhyun, que tinha a vista embaçada pelas lágrimas. Todavia seus dedos logo agiram, apertando no aplicativo de ligação.

 

Baekhyun se perguntava se estava fazendo o certo em mexer naquele aparelho que era de Chanyeol. Se perguntava se não estava sendo um esposo ruim por está mexendo em algo do Park sem ele saber. O Byun não queria ser ruim para Chanyeol, não queria fazer algo que pudesse não ser do agrado do marido e tampouco queria o machucar.

 

Mas aquele número de telefone vinha em sua mente há um tempo, aquele número deixava sua mente mais confusa há um tempo e estava ali a oportunidade perfeita de ligar para a pessoa dona daquele número que persistia em sua mente.

 

O Byun digitou rapidamente o número que havia decorado desde a adolescência. Sabia o de cor porquê era aquela pessoa ao qual ele sempre recorria quando estava passando por momentos difíceis.

 

Baekhyun nunca pensou que o barulho de chamada pudesse se tornar tão torturante, como se ele tivesse o prazer em ficar repetindo, sem qualquer resposta do outro lado da linha.

 

As batidas do coração do Byun se aceleraram e seus dentes cravaram em seus lábios, arfando baixo por ainda está sentindo dor na cabeça. Levou uma de suas mãos até sua cabeça e a massageou, tentando amenizar a dor.

 

“Alô? Quem fala?”

A voz feminina não havia mudado, seu tom sútil e marcante continuava o mesmo, o tornando inconfundível. E aquela voz que sempre esteve presente na vida de Baekhyun, agora parecia ser a voz mais bonita que ele já havia escutado no mundo. Parecia ser ainda mais bela que uma melodia. Talvez porquê fosse o fato da dona daquela voz ter trago tantas felicidades para a vida de Baekhyun.

 

Porque Taeyeon sempre fora a dona da felicidade de Baekhyun.

 

“Noona.”

A palavra saíra da boca de Baekhyun em uma espécie de tom de alívio, como se ela pudesse descrever a fina luz de felicidade que ele sentia naquele momento. Porque por mais que Taeyeon pudesse se afastar de Baekhyun, ela continuaria sendo sua luz de felicidade, seu fio de esperança.

 

Baekhyun nunca imaginara que conseguiria falar com Taeyeon depois de tudo que havia acontecido. Jamais conseguia ser ver falando com sua irmã após tudo que aconteceu entre eles. Falar com Taeyeon depois de tudo o que haviam passado era uma espécie de utopia para Baekhyun.

 

— Baekhyun, por favor, me escuta... — Taeyeon suplicou para Baekhyun, que andava de um lado para o outro na sala, apertando seus punhos com força por conta da raiva que tomava seu corpo naquele momento.

 

— Você é uma mentirosa! Cala a boca! — Baekhyun gritou entre dentes, vendo a moça suspirar baixo e tentar se aproximar.

 

— Baek, tente me ouvir. Chanyeol não é uma boa pessoa...— Taeyeon pediu em um tom calmo de voz, pois não chegaria a lugar nenhum caso se irritasse da mesma forma que o irmão.

 

Baekhyun havia acabado de chegar do colégio e fora chamado por sua irmã para terem uma conversa séria. A Byun primeiramente havia começado a dizer o quanto amava o irmão, o quanto queria o proteger e o quanto se importava com ele.

 

Até começar a falar sobre o relacionamento dele e com Chanyeol.

 

Baekhyun não se incomodou quando ela começou a falar do quanto Chanyeol demonstrava ser uma pessoa bem-intencionada, demonstrando carinho e afeto pelo Byun. Demonstrando estar perdidamente apaixonado e capaz de fazê-lo feliz. Porém a conversa mudou de direção quando Taeyeon pediu que Baekhyun terminasse seu relacionamento com o Park.

 

— Cala a boca! Eu não tenho culpa se você é uma encalhada invejosa e mentirosa! — Baekhyun estava transtornado.

 

Estava indignado com fato de sua irmã desejar lhe separar de Chanyeol, pessoa ao qual ele julgava ser o amor de sua vida. Baekhyun sentia a proteção do namorado, sentia o carinho e o amor dele. E Chanyeol sempre deixava nítido tais sentimentos diante das pessoas ao redor do Byun, sempre deixava transparente os sentimentos que sempre dizia sentir sussurrando no ouvido do namorado.

 

Então não conseguia entender o porquê de Taeyeon está fazendo aquilo, o porquê dela está querendo privar Baekhyun de sentir aquele amor que o Park estava o proporcionando. Aquele amor que parecia ter finalmente suprido uma parte vazia de sua vida.

 

— Baek, você está ferindo os meus sentimentos falando dessa forma. — Taeyeon declarou com a voz embargada, descrente por ouvir aquelas palavras da boca de seu irmão que ela cuidava desde criança com muito amor e carinho.

 

Baekhyun estava alterado, fora de si. E tudo aquilo era culpa de Chanyeol, tudo culpa do maldito amor que o Park dizia nutrir e havia induzido o Byun a também sentir. E Taeyeon sabia o quanto aquele “amor” faria mal para a vida de seu irmão e por conta disso queria impedir que Baekhyun entregasse sua vida totalmente a Chanyeol. Queria evitar que o Park pudesse cegar ainda mais o Byun com suas falsas declarações e inviáveis promessas.

 

— MAS É A VERDADE! NUNCA NINGUÉM VAI TE AMAR PORQUE VOCÊ É DESPREZÍVEL POR ESTÁ TENTANDO ACABAR COM A MINHA FELICIDADE! — Baekhyun não pensou o quanto aquelas palavras carregadas de fúria poderiam machucar o coração de Taeyeon. Não raciocinou e chegou a conclusão de que aquilo atingiria de forma tão profunda a pessoa que sempre esteve do seu lado, que sempre lhe acolheu nos momentos mais difíceis, que lhe fez feliz e que lhe dava todo o amor que transbordava em seu coração. A pessoa que era sua irmã, sua mãe e seu pai ao mesmo tempo. A pessoa que era a família de Baekhyun.

 

Pessoas que diziam que palavras não significavam nada, estavam mentindo para si mesmas. Cada palavra tem um significado e carrega consigo a responsabilidade de poder demonstrar sentimentos. Palavras serviam tanto para amar quanto para machucar pessoas.

 

E aquelas palavras estavam sendo referidas com a intenção de machucar Taeyeon, por mais que o emissor delas não percebesse isso.

 

Taeyeon se calou no momento ao qual aquelas palavras foram despejadas sob si. Ficou em silêncio ao ouvir aquelas palavras tão cruéis sendo referidas a ela. E pôde perceber que a cada dia que se passava, Chanyeol estava manipulando a mente de Baekhyun, estava controlando o modo de agir e de se comportar do Byun.

 

Ela já havia notado que a manipulação de Chanyeol estava fazendo efeito na vida de seu irmão a partir do momento que o viu jogar fora suas roupas um pouco abertas, pois o Park havia ditado que não ficaria mais com ele caso ele mostrasse seu corpo para outras pessoas.

 

E como um submisso cego, Baekhyun havia acatado ao desejo do namorado.

 

Mas o ápice da manipulação era aquilo que estava acontecendo a sua frente. Era Baekhyun gritando consigo –algo ao qual ele nunca havia feito na vida porque sempre a respeitou–, disparando palavras rudes e agindo como uma pessoa de péssima índole, como se não sentisse nenhum tipo de remorso por ter dito aquilo para a pessoa que sempre esteve ao seu lado.

 

Taeyeon sabia que Chanyeol era o culpado daquilo, culpado de ter transformado a mente de seu irmão e ter feito de Baekhyun seu brinquedo para manipulação.

 

Taeyeon sempre soube que o Park tentaria fazer aquilo com seu irmão. Baekhyun era um alguém inocente e por conta disso, achava que as pessoas eram iguais a si; sem maldade no coração.

 

Mas Chanyeol sabia as fraquezas do Byun, sabia o que era preciso fazer para tê-lo na palma de sua mão, sabia exatamente o que faria Baekhyun para tê-lo para si e só precisava de tempo para um pedaço de papel dizer que perante a lei, Baekhyun seria seu esposo. Seria apenas seu.

 

E talvez já fosse tarde demais para tirar o Byun das garras do Park.

 

E por conta disso, Taeyeon decidiu morar em outro país, pois não aguentaria ver seu irmão sendo usado daquela maneira pelo Park. E com sua partida, ela abandonou Baekhyun pela primeira vez na vida.

 

“Baek?”

O tom calmo de voz, mudou drasticamente para um de desespero, pois Taeyeon aguardava qualquer tipo de contato vindo do Byun há anos.

 

Baekhyun se calou pois não sabia o que dizer. Vagamente por sua mente em busca das palavras certas que pudessem fazer justiça a toda a saudade que ele sentira de sua irmã. De toda a saudade das demonstrações de amor e dos momentos felizes ao qual tinha com a mais velha.

 

E Baekhyun não sabia se estava preparado para ter uma conversa com sua irmã. Estava agindo como no dia ao qual teve sua primeira e única briga com Taeyeon; por impulso. Não formulou o que falaria quando ela atendesse a ligação. Não pensou como aquela ligação poderia mexer tanto com sua vida como com a vida de sua irmã. Baekhyun não pensou, apenas agiu por impulso.

 

“Baek? É você?”

A voz perguntou em um tom baixo, porque a moça ainda não conseguia crer que estava falando com seu pequeno.

 

Porém ela não obteve resposta, pois Baekhyun não conseguia falar, não se sentia seguro e tampouco forte para falar com Taeyeon.

 

“Baek, eu senti tanto a sua falta.”

A moça prosseguiu se declarando, pois imaginava o quão confuso Baekhyun estava.

 

Baekhyun sentiu sua cabeça latejar ainda mais, porém não por causa da voz que havia escutado há alguns minutos, e sim por causa de uma lembrança de sua infância.

 

— Não importa onde eu esteja, eu sempre lhe protegerei. — Os cabelos castanhos caíam sob o rosto do Byun, que soprou com força por conta deles estarem incomodando seu rosto. Taeyeon revirou os olhos pelo ato do irmão, que resmungou ao sentir os inúmeros beijinhos sendo distribuídos pelas maçãs rosadas e elevadas de seu rostinho.

 

Baekhyun estava de cama naquele dia, pois havia pegado um resfriado e havia ficado doentinho. Taeyeon sabia o quanto seu irmãozinho ficava ranzinza quando ficava naquele estado, pois era obrigado a tomar remédios e ele não gostava nada de tomar aquele remédio de gotinhas amarguradas.

 

Então em uma forma de tentar fazê-lo não pensar que estava doente, Taeyeon fazia questão de o encher de beijos e muito amor. Fazia questão de dizer o quanto estaria pronta para o proteger, porquê Baekhyun era tudo o que ela tinha na vida e não hesitaria em cuidar de si.

 

— Aish, noona! Eu não gosto de beijos! — O pequeno bufou emburrado, cruzando os braços e fazendo uma careta séria, o que o deixava adorável por ele ter apenas 7 anos.

 

— Mas eu amo beijos. — Taeyeon declarou colocando seu irmãozinho em seu colo e afagando seus cabelos. — E eu beijo somente as pessoas que eu amo. — Taeyeon beijou de forma desenfreada as bochechas do pequeno, que resmungou um “Eca, noona!” com um semblante de nojo.

 

— Você é muito chata! — Baekhyun disse mostrando língua para sua irmã, que fingiu está indignada com tal ato.

 

— Eu não acredito que você mostrou língua para mim! — Taeyeon disse fingindo estar descrente, o que fez seu irmão moldar um biquinho nos lábios. — Infelizmente terei que me defender atacando o meu inimigo. — A moça semicerrou os olhos, fingindo estar apta para uma batalha.

 

— Atacando? — Baekhyun perguntou confuso, porém logo teve seu rosto atacado por inúmeros beijinhos.

 

“E-eu também senti muito a sua falta.”

A voz de Baekhyun saíra trêmula e fraca, o que fazia jus a como ele estava durante aqueles meses.

Baekhyun sabia que aquelas poucas palavras jamais descreveriam a verdadeira falta que Taeyeon havia feito em sua vida. Se via carente do amor de sua irmã, apesar de Chanyeol dá-lhe o amor que dizia nutrir por ele.

 

“Baek, eu estou voltando para a Coreia. Estou voltando para você, dongsaeng.”

 

 

 

“Às vezes eu fico preocupado com você e então eu me sinto triste sozinho.”

- Suzy & Baek Hyun


Notas Finais


Os trechos entre aspas durante a lembrança do Baek com o Chanyeol, são trechos da música “Dream” do Baek e da Suzy. Quem nunca escutou, vai escutar!
6 mil palavras. O recorde dessa fanfic! Mas aguardem que eu acho que o próximo será ainda maior (ノ゚ο゚)ノ
Hoje vocês descobriram o motivo do Baek não ter tido contato com a Tae por um tempo. Tudo culpa do Chanyeol ~.~ Unnie tava até me falando que tá com ranço dos Chanyeol's das minhas fanfics kkkkkkkkkk Eu amo MUITO o Chanyeol cantor, já que ele é o meu ultimate. Ele é meu bebezinho de quase 2 metros de altura. Mas apesar de eu amar ele, acabo fazendo ele bem desgraçado nas minhas fanfics.
Chanyeol trancou o Baek dentro de casa mas nem com isso o Baek percebeu que ele tá fazendo maldade. E o que será esses enjoos que anda sentindo, heim?
E essa cisma do Chanyeol pelo Baek tá grávido? Só queria esclarecer que a lembrança se passa quando o Baek tinha 19 anos.
Bom, espero que vocês tenham gostado do capítulo. Não vou dizer que eu adorei escrever ele porque senão eu mentiria. Foi um dos capítulos mais difíceis de escrever porque eu tive que focar muito nas emoções do Baek e para eu falar de emoções, eu procuro as sentir primeiro. Então imaginem eu aflita e chorosa escrevendo. Deu nisso ¯\_(シ)_/¯

Se alguém aqui gosta do universo abo, mpreg e de tretas, ofereço a vocês uma fanfic minha ChanBaek chamada “O filho do prefeito”. Ela já está na reta final e eu tô muito triste :') Então caso queiram ler, é só acessarem o link aqui embaixo:
O filho do prefeito:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-filho-do-prefeito-11106740

Bom, o que de importante que eu queria dizer é que a idade do Baek na fanfic foi alterada. Sei que para alguns é coisa pequena, mas é relevante. Antes o Baek tinha 16 anos quando ele começou a namorar o Chan que tinha 21. Porém eu alterei e agora o Baek começou com 18 anos a namorar o Chan que tinha 23 na época. A diferença de idade deles continua sendo de 5 anos, mas o Baek já é maior de idade. Eu fiz isso porque poderiam me denunciar dizendo que eu faria apologia a pedofilia, então para evitar qualquer tipo de conflito e um possível banimento (bate na madeira que nem amarrada eu quero ser banida desse site (っ •̀ ω•́)つ ) eu resolvi fazer isso.
Favoritem e comentem à vontade! Aceito elogios, críticas e observações (ง ˙o˙)ว
Até o próximo capítulo!
XOXO (づ ̄ ³ ̄)づ


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...