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História Amor Coberto de Sangue - Capítulo 16


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Capítulo 16 - A Rebelde


Fanfic / Fanfiction Amor Coberto de Sangue - Capítulo 16 - A Rebelde

A luta dos dois continuam, é possível perceber que a criatura é muito habilidosa e mantem a luta a média distância, enquanto o vampiro tenta se aproximar, Pâmela olha ao redor e encontra o corpo de uma mulher, aparentemente ela foi morta a pouco tempo, Pâmela volta a forma humana e pega as roupas dela, depois volta a observar a batalha.

Quando ela está chegando acontece uma grande explosão, ela se protege contra a explosão com árvores e fica sem ferimentos, já quando chega até os dois eles estão seriamente feridos, os dois se arrastam, o vampiro a vê e fala:

- Que bom! Você é uma irmã da noite, não é? – Ele fala enquanto cospe um dente – Acabe com esse maldito anarquista!

- Maldição – reclama a criatura – Maisss uma! (a criatura fala com uma voz sibilante).

Pâmela fica parada e depois fala:

- Eu não sei quem tem a razão, então não vou matar ninguém se quiserem fugir daqui posso ajudar e depois vocês podem se resolver, o que acham?

- NÃO, ELE É UM CRIMINOSO! – grita o vampiro – SE DEIXAR ELE ESCAPAR PODE SER UM CRIME.

Pâmela fica admirada com essa informação, a criatura responde a acusação.

- EU NÃO SSSOU CRIMINOSSSO – ele responde também aos gritos – SSSOU APENASSS UMA PESSSOA TENTANDO SSSOBREVIVER.

Pâmela tem muita experiência com bandidos, eles não se comportam assim, isso a deixa mais curiosa ainda, pergunta ao vampiro.

- Qual foi o crime que ele cometeu?

- Ele desrespeitou a 2º e a 5º tradição e é acusado de sonegar impostos! – Ele fala irritado – Você conhece as tradições? Deve respeitar os anciões a caçada de sangue foi decretada contra ele!

- FODASSSE OSSS ANCIÕESSS

A criatura responde e cospe em direção ao vampiro, Pâmela cada vez mais não acredita na acusação, e ao ouvir falar nas tradições, nos anciões e na caçada de sangue lembranças vem a sua mente.

- Você não conhece as tradições? Deve ser recém-transformada, as tradições são:

A Primeira Tradição: A Máscara

Não revelarás tua verdadeira natureza àqueles que não sejam do Sangue. Fazer isso é renunciar aos teus direitos de Sangue.

A Segunda Tradição: O Domínio

Teu domínio é de tua inteira responsabilidade. Todos os outros devem-te respeito enquanto nele estiverem. Ninguém poderá desafiar tua palavra enquanto estiver em teu domínio.

A Terceira Tradição: A Progênie

Apenas com a permissão de teu ancião gerarás outro de tua raça; Se criares outro sem a permissão de teu ancião, tu e tua progênie serão sacrificados.

A Quarta Tradição: A Responsabilidade

Aqueles que criares serão tuas próprias crianças. Até que tua progênie seja liberada, tu os comandará em todas as coisas. Os pecados de teus filhos recairão sobre ti.

A Quinta Tradição: A Hospitalidade

Honrarás o domínio de teu próximo. Quando chegares a uma cidade estrangeira, tu te apresentarás perante aquele que a governa. Sem a palavra de aceitação, tu não és nada.

A Sexta Tradição: A Destruição

Tu estás proibido de destruir outro de tua espécie. O direito de destruição pertence apenas ao teu ancião. Apenas os mais antigos dentre vós convocarão a Caçada de Sangue.

- FODASSSE ESSSASSS TRADIÇÕESSS TODASSS – continua a gritar a criatura – NÓSSS RESSSPEITAMOSSS A MÁSSSCARA, ASSS OUTRASSS SSSE FODAM!

Pâmela lembra as tradições, seu mestre fazia questão de falar todas as vezes que ela desobedecia e que ele poderia decretar uma caçada de sangue contra ela, mandando todos os vampiros exterminá-la, “Mas se foi decretada uma caçada de sangue contra a criatura é porque ele também é um vampiro”. – Pâmela pensa.

- Eu conheço as tradições sim, mas porque foi decretada a caçada de sangue? Ele é um vampiro? – pergunta ela.

- Eu sssou um Krvopijac – fala a criatura sem gritar dessa vez – meu nome é Nikolai Rayna, ssse me deixar ir embora não vou fazer nada contra você menina.

- Me fale dos Anarquistas! – Pede Pâmela.

- Nósss sssó queremosss exissstir, masss pagar os impossstosss é cada vez mais difícil e temosss que nósss alimentar apenasss do que nosss dão. – explica Nikolai.

- Isso não é verdade! – interrompe o vampiro – Os anciões são bons e protegem a toda irmandade dos vampiros!

- Então me conte dessa irmandade. – Pede Pâmela.

- Meu nome é Guiosepe Belinno, sou xerife da cidade de Ancova, eu sirvo a toda irmandade – Guiosepe começa a falar – Depois da inquisição os vampiros se reuniram e escolheram líderes de cada uma das famílias, esses lideres se decidiram as tradições antigas e organizaram o mundo para ser mais seguro para todos, através dos impostos de cada membro da noite é possível criar bancos de sangue e se alimentar com segurança!

Pâmela se lembra desse concilio, o Conde Ivan foi chamado para reunião, ela lembra que ele estava sendo cotado para ancião dos Strigoi por sua antiguidade e poder, enquanto Pâmela pensa o Guiosepe emite outro chamado sobrenatural, ela sente e fica irritada.

- Porque está chamando mais Strigoi? – Pamela pergunta – Não estamos conversando de modo civilizado?

- Se você não vai ajudar a eliminar esse condenado a caçada de sangue você está ajudando-o e será considerada criminosa! Se você não é recém abraçada obedeça às tradições! – Guiosepe fala bravo.

- NÃO OBEDEÇO A NINGUÉM! EU SOU MINHA PRÓPRIA SENHORA! – Pâmela grita irritada.

Os dois ficam assustados, Pâmela pega Nikolai nos braços e sai carregando pela floresta, Guiosepe fica gritando:

- EU VOU BEBER SEU SANGUE E DANÇAR SOBRE SEU CADÁVER, VOCÊ NÃO SABE COM QUEM ESTÁ MEXENDO, EU SOU O XERIFE, EU VOU TE DESTRUIR!

Guiosepe grita ofensas e ameaças contra Pâmela, ela apenas sai correndo carregando Nikolai, ela o leva até a beira da floresta e tem uma estrada, lá ela vai até um posto de gasolina, deixa Nikolai escondido, ela ataca um frentista, apenas o desmaia leva para Nikolai.

- Se alimente apenas o suficiente para poder ir embora. – fala Pâmela.

Nikolai usa sua língua e suga o sangue do frentista, depois lambe a ferida fechando-a, depois algo incrível acontece, uma imagem de um homem comum.

- Quando estamos bem alimentados conseguimos criar um disfarce ilusório, é útil pra andar entre as presas – explica Nikolai diante da surpresa dela – agora tenho que fugir rápido, se precisar de ajuda ligue nesse número e fale que você é amiga de Nikolai Rayna e a senha é SEX PISTOLS.

Pâmela pega o papel que ele dá com um número de telefone e vê Nikolai sair para o posto de gasolina, ele entra em um carro e sai fugindo; Pâmela se transforma em coruja e volta voando, ela carrega o papel em suas garras, ela não percebeu, devido a toda ação, mas o sol já está quase nascendo.

“Maldição! Vou morrer pelo sol depois de tantos séculos!” – Ela voa com toda a sua velocidade, mas algumas penas começam a se queimar e a sua pele começa a ficar com sérias queimaduras, conforme a dor aumenta ela também aumenta toda a sua velocidade, quando está chegando no apartamento de Matheus ela dá um grito.

Matheus está andando de um lado para o outro a noite toda, pensando onde ela está, Danuwa saiu para procurar pela cidade, então ele ouve a voz da Pâmela e corre para janela, ele a vê chegando voando, mas já está voltando a forma humana no ar, ela está caindo!

- NÃO!!! – grita Matheus colocando todo seu corpo para fora e agarrando ela em pleno ar.

Matheus a puxa para dentro do apartamento.

- O que aconteceu com você? por favor não me abandone, não me deixe, fique comigo. – Matheus fala aos prantos.

Matheus e cobre com um lençol e protege, depois a deita na cama, ele faz carinho nos cabelos dela.

- Pode beber meu sangue, tome tudo se precisar, mas por favor não me deixe!

Sem forças para se alimentar direito Pâmela desmaia, Matheus corre para a cozinha e pega uma faca, volta correndo para o quarto e corta seu pulso, coloca nos lábios dela, aos poucos ela começa a beber, as feridas dela começam a se curar e quando ela volta a consciência ela percebe que Matheus está quase morto, ela enrola um pano no pulso dele e morde seu próprio lábio e através de um beijo ela dá seu sangue pra ele.

- Volte pra mim, beba meu sangue e volte pra mim.

Matheus recebe grande quantidade de sangue dela e consegue fechar a ferida, ele volta a consciência, os dois se olham aliviados e dão um longo e intenso beijo.

- Nenhum dos dois vai embora, vamos ficar juntos! – fala Matheus suspirando.

- Juntos para sempre – responde Pâmela.

Os dois adormecem de cansaço.



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