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História Amor Coberto de Sangue - Capítulo 17


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Capítulo 17 - A Escolha


Fanfic / Fanfiction Amor Coberto de Sangue - Capítulo 17 - A Escolha

Ao anoitecer Matheus e Pâmela acordam, um pouco atordoado Matheus ainda está sonolento quando acorda, mas começa a se lembrar do dia anterior e do que aconteceu, percebe que eles não estão sujos de sangue e com roupas limpas, Danuwa está sentada na sala assistindo TV, ele consegue ouvir o barulho do noticiário, Pâmela também acorda, diferente dele, ela está bem e levanta rapidamente.

- Boa noite! – fala ela de modo doce – Essa noite vou realizar seu maior desejo!

Pâmela se inclina e fala sussurrando no ouvido dele, nesse momento ele desperta e ela percebe que ele está excitado.

- Bom talvez o seu segundo maior desejo – Pâmela fala rindo da vergonha dele – Safadinho, o que você quer fazer comigo?

Pâmela se diverte falando de modo delicado e meigo, quase infantil.

- Não, não é nada disso que você está pensando, eu, eu, eu – ele fica todo bobo e sem reação adequada.

- Mestra que bom que acordou! – fala Danuwa entrando no quarto.

- Boa noite Danuwa, reúnam-se na sala tenho que falar com vocês dois! – fala Pâmela assumindo uma postura mais firme.

Matheus se levanta e pega algumas roupas para se trocar, depois eles se reúnem na sala, Pâmela começa a falar:

- Vocês dois entraram no mundo das trevas ao me conhecerem, mas ainda dá tempo de saírem, se vocês quiserem continuar as suas vidas estarão em sérios perigos e não posso prometer que ficarão vivos, vocês querem ir embora?

Um silêncio tremendo fica na sala, é claro que Pâmela está falando sério, não seria diferente, Matheus e Danuwa se entreolham e Matheus fala:

- Quando eu te resgatei do mar, naquela hora eu senti algo que nunca tinha experimentado, eu não sei dizer a razão, mas sei que estamos ligados, não vou me afastar e nem quero que você se afaste também!

- Eu já deixei claro que não tenho outra escolha – Danuwa fala de modo sério e triste – Já estou morta, com você tenho a chance de aprender a lutar e voltar a viver!

- Já que vocês querem continuar então vou explicar sobre o mundo das trevas:

“Eu não sei dizer quem começou, quem foi o primeiro, mas sei que existem muitos seres das trevas, entre eles estão os vampiros, que se dividem em várias famílias ao longo do mundo todo, uma das famílias mais poderosa, se não a mais poderosa são os Strigoi, eu sou descendente do abominável Conde Ivan Ivanovitch Sakharine...”

“Esse é o nome que estava no caixão” – pensa Matheus sem interromper.

“Em nome do Conde eu lutei diversas guerras e infelizmente fui uma de suas noivas (ao falar isso ela demonstra desprezo e raiva) Mas nunca me submeti aos caprichos dele por isso fui punida mais de uma vez, a última foi em 1500 d.c; quando fui lacrada em um caixão, depois disso eu dormi e não sei de mais nada”.

Danuwa e Matheus apenas ouvem, não respondem nada, Pâmela continua.

- Depois que despertei encontrei Matheus e você Danuwa, mas ainda não tinha encontrado outros seres sobrenaturais, por isso pensei que estavam extintos e que poderia viver em paz, no entanto não foi assim, noite passada encontrei dois seres lutando, um Strigoi, como eu, e um Krvopijac, nessa luta descobri que os seres sobrenaturais se uniram e fundaram uma sociedade chamada IRMANDADE, com leis bem rígidas e que servem aos anciões, outra parte se tornou conhecida como ANARQUISTAS, pelo que percebi eu me alinho com os ANARQUISTAS, mas antes de qualquer coisa eu preciso saber mais coisas.

- Como o que está no caixão, certo? – Pergunta Matheus.

- Isso mesmo, preciso saber o que tem lá, e uma coisa importante, só por vocês saberem o que eu contei agora a IRMANDADE pode executar vocês, por isso devem manter segredo de tudo, também é bom termos mais de um local para refúgio, ontem eu quase não consegui chegar aqui, por isso vamos nos dividir, Danuwa, você fica encarregada de encontrar outra casa onde possamos fazer um refúgio, deve ser longe daqui para eu ter pra onde voltar durante o dia, Matheus, nós dois vamos até o caixão saber o que tem nele.

 Danuwa e Matheus concordam, como é de noite não dá pra Danuwa pesquisar a casa, então resolvem ir todos para a universidade, é sexta feira, então não terão problemas pra entrar se passando por alunos.

Os três se arrumam e vão para a universidade, Matheus leva as duas até o estacionamento dos professores e avisa que elas devem se misturar as outras alunas e encontrar ele na sala 12 do prédio L.

Danuwa e Pâmela andam pela universidade, ver tantos jovens andando, rindo e conversando, provoca um sentimento estranho em Pâmela, tudo isso foi roubado dela, ter amigas, rir, se divertir, logo ela foi trazida pra esse mundo das trevas, teve que se casar, como os tempos antigos eram horríveis; Danuwa também se lembra da sua infância, sofrendo violência e sendo vendida, realmente a vida não é justa, as duas demoram um pouco pra se localizar, mas logo conseguem chegar na sala 12 do prédio L.

Matheus deixa as duas no estacionamento e vai para a administração, avisa que veio buscar alguns livros que estão em sua sala e que logo vai voltar ao trabalho, acaba demorando um pouco conversando com as pessoas da administração, depois vai até a sua sala e pega alguns livros pra disfarçar, depois vai até uma parte reservada, longe dos alunos comuns lá encontra o seu amigo Leonardo Florêncio, mestre em radiologia e análises clinicas, trabalha no prédio ao lado do seu na universidade.

- Preciso de uma ajuda sua, tô procurando os caixões, preciso ver eles – fala Matheus depois de dar um abraço em seu amigo.

- Você não devia estar descansando? Vai pra casa! – responde Leonardo – Já sei não quer que a Doutora Salvador fique com todo o crédito, não é?

- Isso mesmo, eu devo isso ao meu mestre Esposito, sem ele nada seria possível, e ela vai ficar com todo crédito.

Leonardo então ajuda Matheus a ir até os caixões, quando estão chegando eles ouvem uma voz:

- O que estão fazendo aqui? Não deveriam estar aqui!

Matheus reconhece na hora, é a Doutora Salvador.

- Eu vim apenas pra ver os caixões e volto ao trabalho semana que vem.

- Mas não quer descansar mais? você sofreu uma grande perda não foi? Porque não tira 1 mês de férias, posso providenciar na administração. – ela fala de modo a zombar dele.

- Não é necessário tanto tempo, estou descansando bem, quero apenas ver os caixões. – responde Matheus.

- Não é possível, a sala onde eles estão é lacrada para proteger contra qualquer alteração temperatura e umidade, além disso os escritos estão sendo decifrados na medida do possível.

Matheus e Leonardo sabem que não dá pra discutir, por isso voltam para o prédio normal da Universidade, Matheus fala que precisa ir na sala de aula e depois se despede.

Matheus vai andando o mais rápido que pode, quando chega na sala já tem um grupo de alunos conversando com Pâmela e Danuwa, ele vê claramente alguns rapazes dando em cima das duas.

- Boa noite senhores, o que fazem em minha sala de aula? – Fala Matheus entrando na sala e de modo sério.

- Professor Ricci? Não sabíamos que estava de volta! – Os rapazes falam.

- Não estou, vim apenas pegar alguns livros, agora podem sair da minha sala, vão, podem ir – fala Matheus os expulsando.

Danuwa e Pâmela percebem a irritação de Matheus e se divertem.

- O que foi, aqueles rapazes simpáticos apenas estavam se oferecendo pra pagar uma cerveja e conversar depois, até pegamos os telefones deles – fala Pâmela rindo.

- Você mesma falou que é perigoso que os outros saibam do segredo, não fique falando com outras pessoas, especialmente aqueles rapazes, eles não são boa companhia – fala Matheus irritado.

- Porque não são boas companhias? – pergunta Pâmela se fazendo de inocente – o que será que eles queriam com a gente? Você imagina Dan?

- Eu não faço idéia, o que será que aqueles homens queriam? – responde Danuwa se fazendo de desentendida também – a propósito mestra, o papel que você estava segurando eu guardei na agenda. Vou colocar com o desses rapazes. Kkkkk

- Não faça isso, porque, porque, porque – Matheus não sabe o que falar pra disfarçar seus ciúmes.

- Professor! Que bom que voltou! – fala uma voz feminina.

Uma aluna vem correndo em direção a Matheus e o abraça, ela é loira e tem 1,7 mt, é um pouco acima do peso, mas com um rosto muito gentil.

- Viu falei que ele estava aqui, já está matando a saudade né? – a voz maliciosa do seu amigo Leonardo é ouvida. – Eu trouxe a sua aluna PREFERIDA.

Matheus não tem como se explicar, Leonardo usa tom malicioso e insinua a aluna para cima do Matheus;

- Obrigado pela recepção Talita, agora pode deixar, está tudo bem. – Matheus sai do abraço dela e tenta se afastar, ele nem precisa olhar pra saber que Pâmela está furiosa.

- Você quer que eu vou na sua casa preparar uma sopa ou outra coisa pra você comer? Está com fome? – Talita fala de modo inocente e malicioso.

- ELE NÃO PRECISA! PODE SAIR DAQUI, VAI VAI VAI – Pâmela fala gritando e empurrando Talita pra fora da sala.

- Mas, mas, professor, professor – Talita tenta resistir.

- Tudo bem, depois conversamos, agora vai – fala Matheus fechando a porta.

- Olha ai o Professor, kkkkk – fala Leonardo Rindo.

- Você é uma peste mesmo, agora some, vai sai fora – Matheus expulsa Leonardo também.

Pâmela está olhando furiosa pra Matheus.

- Pegou o que tem no caixão? – ela pergunta de modo seco.

- Não consegui chegar nele, vamos esperar a universidade fechar pra ir lá – responde Matheus.

Danuwa, Pâmela e Matheus ficam na sala até a universidade fechar e o clima fica pesado entre os três...



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