História Amor colegial - Capítulo 1


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Categorias Felipe Z. "Felps", Rafael "CellBit" Lange
Personagens Felps, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellps, Felps
Visualizações 95
Palavras 3.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, essa estória fazia parte da minha fanfic: 20 Contos de amor. Porém, decidi apagar a fic e postar o capítulo como uma ShortFic de 2 capítulos. Em breve tem a continuação!

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Grupos


Fanfic / Fanfiction Amor colegial - Capítulo 1 - Grupos

Dizem que é no colégio que fazemos os melhores amigos, que encontramos nosso primeiro grande amor e vivemos os melhores anos da nossa vida. 

Talvez seja verdade, entretanto, talvez seja mentira. Uma questão indiscutível, um fato concretizado é que é no colégio que passamos a ver como o mundo e os sentimentos são. O Colégio é a nossa divisória entre imaginação e realidade. 

Como em todos os colégios do mundo, existe o grupo dos populares: Aqueles que mandam no colégio como se fosse seu território privado e os alunos são seus peões que devem obediência e reverência; O grupo dos nerds: Principais alvos dos populares, são os peões preferidos e mais obedientes dos reis e rainhas do colégio; Também tem o grupo dos artistas: São quase populares, mas não tem o corpo definido e não jogam futebol ou são líderes de torcidas, eles fazem parte do clube musical e teatral do colégio.

Em cada colégio, regras e professores diferentes, mas os alunos são sempre iguais. Sempre em grupos, os reis, os plebeus e os bobos da corte. 

No Colégio Pascale não era diferente. Tinha o grupo dos populares, liderado pelo capitão do time de futebol, Alan Ferreira. Junto com a primeira dama da maldade, Maethe, líder de torcida. O grupo dos artistas era comandado por Flávia Sayuri, a violoncelista mais talentosa da cidade. Já o grupo dos nerds era um lugar sem governo. Eles estavam ocupados demais sendo inteligentes e fazendo suas atividades extra-curriculares. E tinha Felipe Zaguetti. Nerd, artista e isolado de qualquer grupinho denominado. Sendo assim, o principal alvo dos populares. 

Na segunda-feira, dois meses depois das volta às aulas, ouviu-se um boato de um novo aluno. Vindo da escola do outro lado da cidade, expulso por uma briga com outro colega. Antes mesmo de chegar, seu nome já rodava pelos corredores agitados do Pascale. Segundos os boatos, o garoto era forte, jogava no time de futebol da antiga escola e tinha uma beleza estonteante. 

-Que ótimo! Mais um popular para juntar-se ao grupo estúpido do Alan. -Felipe suspirou ao saber os boatos.

-Ele chega amanhã, segundo as meninas do coral. -Flávia lhe informou. 

-Está cada dia mais difícil aguentar o Alan e sua turminha. Você acredita que hoje de manhã fiquei sem dinheiro de novo?! 

-Eu também fiquei sem um real sequer. -a ruiva suspirou.

-Isso tem que acabar. Ele acha que somos banco por acaso? -abriu os braços no ar.

-E vamos fazer o quê?! O garoto do segundo ano não quis entregar o dinheiro e teve o nariz quebrado. Depois levaram o dinheiro mesmo assim. -a violoncelista deu um gole na água.

-Estou ficando sem paciência para tudo isso.  

-Eu também, Felps. Eu também..

-Estou indo para casa. Ensaio amanhã? 

-As duas horas. Não se atrase. 

Os dois eram amigos, ensaiavam nas segundas, terças e quartas. Felipe tocava piano, violão e era dupla para o dueto que Flávia queria. Eles iriam se apresentar no evento artístico anual do colégio. O show de talento a cada ano descobria novos alunos, já era tradição. 

Finalmente a terça-feira chegou. Os boatos sobre o novo aluno estava a cada minuto consumindo a curiosidade das meninas e do grupo dos populares. 

Quando o garoto loiro entrou na sala 14, Alan o recepcionou. 

-Você deve ser o novato transferido para o Pascale por arrumar encrenca no outro colégio. -sugeriu com o sorriso de lado. -Prazer, sou Alan Ferreira, capitão do time de futebol, seu mais novo amigo. -estendeu a mão para o loiro.

-Rafael Lange, prazer. -apertou a mão alheia. 

-Venha, sente-se com a gente. -encaminhou o novato para uma cadeira ao seu lado.

As meninas da sala estavam em estado de choque. Quando a novidade de um novo aluno percorre nos corredores, sempre imaginamos um Brad Pitt, mas nos decepcionamos logo após. Dessa vez era diferente, Rafael era tão lindo quanto todas imaginaram que seria. 

-Ele nem é tão lindo assim. -Flávia revirou os olhos.

-Mas é popular, popular com popular se entendem. -Zaguetti respondeu a amiga.

A aula começou, literatura. A maioria dos alunos odeiam literatura. É sempre uma aula chata, lendo coisas que na maior parte das vezes não faz sentido para jovens. 

Mas para Felipe Zaguetti, literatura era sua paixão secreta. Gostava de ler, independente do autor, época ou estilo. Ler é abrir a mente para novos mundos.

-Amo-te como o vinho e como o sono,

Tu és meu copo e amoroso leito...

Mas teu néctar de amor jamais se esgota,

Travesseiro não há como teu peito. -o professor lia. -De quem é esse poema? -perguntou.

A sala estava silenciosa. Ninguém sequer fazia contato visual com o professor, para este não o escolher e ter que responder àquela pergunta. 
Uma mão foi levantada e o sorriso nos lábios do professor apareceu. Finalmente alguém que prestava atenção às suas aulas.

-Felipe Zaguetti, quem é o autor? 

-Álvares de Azevedo. -baixou a mão.

-Muito bem. -sorriu. -Alguém mais sabe me dizer quem foi Álvares de Azevedo? 

A pergunta ficou no ar por alguns segundos. Se ninguém havia tentado responder a primeira pergunta, imagina essa segunda.

-Álvares de Azevedo foi um escritor da segunda geração do Ultrarromantismo. -todos olharam para o dono da voz. 

O loiro se assustou com tantos olhares sobre si, desviou o olhar para o moreno que respondeu a primeira pergunta e depois para o professor. 

-Exato, Rafael. Outra pergunta: O que é ultrarromantismo? 

-O amor era a base do movimento. Era idealizado, platônico e quase sempre não correspondido, além da presença de um sentimentalismo exagerado. -o moreno respondeu.

-Ultrarromantismo ficou conhecido como mal do século, devido a inúmeras mortes de jovens que não tinham seus amores correspondidos e achavam que a morte era a saída. -o loiro completou.

-Era tipo Romeu e Julieta. -Alan gargalhou.

-Senhor Alan, sem deboches na minha aula. As repostas dos meninos foram brilhantes e corretas. Deveria aprender mais com eles. 

A aula continuou. Após duas aulas depois, o sinal do intervalo tocou. Tinham quarenta minutos para lanchar, conversar ou fazer qualquer outra coisa. Alan aproveitou para apresentar toda sua turma de popular para o novato. 

-Vou no banheiro. -o loiro avisou.

Depois do intervalo a aula de física fez todo mundo rezar para acabar logo. 

Ao meio dia, finalmente Deus atendeu aos pedidos e o sinal tocou. 

Os amigos ensaiaram a tarde quase toda. Rafael estava saindo da sala da diretoria quando ouviu melodias lindas e vozes afinadas. Seguiu pelo corredor branco e deu de cara com uma sala de música, olhou pela vidraça da porta e viu o mesmo garoto moreno da aula de literatura, se não se enganava o seu nome era Felipe. Reconheceu a garota ruiva também. Eles estavam ensaiando uma música linda. Pensou em ir falar com eles, mas não quis interromper o ensaio. Ficou ali por alguns minutos, apreciando os dois e sentindo-se leve. Quando os instrumentos foram calados, ele se retirou para não ser pego enquanto espionava. 

Na quarta-feira, Rafael já conhecia todo o time de futebol, Alan fez questão de ele mesmo apresentar a cada um. Já fazia parte dos populares do Pascale. Naquela semana entrou para o time de futebol, lanchava na mesa dos populares, andava com eles, era um deles.

Na semana seguinte, o tema da aula de literarura era Escritores brasileiros. Novamente a dupla dinâmica da semana passada respondeu e completou todas as perguntas do professor. No intervalo o moreno andava distraído para sua árvore favorita, queria apenas aproveitar seus trinta minutos restante lendo em paz.

-Ei, garoto. Espera, aí! -ouviu a voz se dirigindo a si. 

Revirou os olhos ao virar-se e ver os cabelos loiros e os olhos azuis vindo em sua direção.

-Olha, só me sobrou meu sanduíche de queijo. Então leva e me deixa em paz. -empurrou o lancha contra as mãos do loiro e voltou a andar. 

-Ei, espera! Eu não quero seu lanche. -andou atrás do moreno e o parou.

-Cara, se quer dinheiro chegou tarde, o Alan já levou à cinco minutos. Se não gosta de queijo problema seu. -revirou os olhos pretos.

-O Alan levou seu dinheiro? Do que está falando? -o olhou confuso.

-Levou, assim como faz quase todos os dias. Então estou liso, leva logo isso e me deixa em paz. -tentou andar novamente.

-Espera, cara! -segurou o braço dele. -Pode ficar com seu lanche, eu não vim te roubar ou te machucar. Seja lá o que você estiver pensando...

-Você faz parte do grupo dos populares, amigo do Alan. Não é?

-Sim. O que tem a ver?

-Tudo. Você é como ele, ouvi os boatos que te fizeram vim para cá. Eu só não quero problemas. Com você, Alan, Maethe ou qualquer outro rei ou rainha dessa merda. -pegou o lanche e saiu andando. 

O loiro estava chocado com tais palavras. Alan roubava outros alunos? Que história era essa? Parecia filme de adolescentes que passa na sessão da tarde.

Ficou em pé por alguns minutos até ter seus pensamentos interrompidos por Maethe o chamando.

Quando as aulas acabaram, Rafael foi para casa. Mas o moreno não saia de sua cabeça, ele parecia um gatinho com medo. Era adorável e arisco. Uma mistura explosiva em sua opinião. Pegou o celular e viu as horas. 14:12. Segunda passada tinha passado na sala de música por essas horas e havia visto o moreno e a ruiva por lá. Será que ele estaria por lá nessa segunda também? 

Pegou seu celular, desceu as escadas e correu para o colégio. Chegou ofegante, cansado e ansioso. Do corredor ouviu os instrumentos e sorriu. Olhou pela vidraça e os viu ensaiando. Ficou ali como na semana passada. 

Quando os dois amigos guardaram os instrumentos, tomou coragem e girou a maçaneta.
-Oi. -sorriu quando fechou a porta.

-Oi. -responderam juntos.

-Estou atrapalhando? 

-Não, já acabamos o ensaio. Estávamos de saída. -o moreno respondeu.

-Vai usar a sala? -Flávia perguntou.

-Na verdade não. Mas quero conversar com ele. -apontou.

-Comigo? -estranhou.

-Bom, então vou deixar vocês sozinhos. Te vejo amanhã Felps. 

-Tudo bem, até amanhã. -o moreno sorriu para a amiga. 

-Tchau. -e saiu.

A sala caiu em um silêncio incômodo quando a garota saiu.

-E então? O que quer comigo?

-É...eu fiquei pensando no que você falou mais cedo. -sentou na cadeira que a ruiva estava.

-Sobre o Alan? -guardou o celular no bolso.

-Sim, mas especificamente sobre ele roubar seu dinheiro.

-Ah, isso. -o moreno revirou os olhos.

-Isso é verdade? 

-Está me chamando de mentiroso? -ergueu uma sobrancelha.

-Não! Eu só queria saber mais sobre isso. -voltou atrás.

-O Alan é tipo o rei do colégio, e eu assim como o resto somos os seus peões, nos fazem de banco e levam nosso dinheiro. Fim da história.

-E por que ele faz isso? 

-Por que ele é um idiota. Não tem outra explicação para tal ato.

-Então ele simplesmente pega dinheiro de outras pessoas e fica por isso mesmo? 

-E vamos fazer o quê? A última pessoa que revidou, teve o nariz quebrado. 

-E a diretora? 

-Ela é mais tonta do que nós. Não resolve nem a vida dela, quanto mais os problemas do colégio perfeito. -Felipe elevou a voz. 

-Tem que haver outra saída.

-Não tem. Acredite, o Alan pode ser bem convincente quando quer. -se levantou.

-Eu não quero fazer parte disso. 

-Tarde demais. O Alan já te escolheu pra ser o braço direito dele. 

-Eu faço minhas escolhas, não os outros. 

-E o que você vai fazer? Se encaixar nos nerds, nos artistas? Se liga garoto, você é um popular.

-Se não me encaixar em qualquer outro, vou criar meu próprio grupo. Mas de uma coisa eu tenho certeza...eu não faço parte de grupos que se acham todos poderosos e menosprezam os outros. -levantou e bateu a porta. 

Felipe ficou extasiado com tal cena, não imaginaria que um popular seria tão revolucionista assim. 

Na terça-feira, houve uma mudança que não passou despercebida por todos da sala. O novato sentou-se na primeira cadeira, onde os nerds sentam. Alan estranhou, tentou conversar com ele, mas foi ignorado.

No intervalo, correu atrás do moreno do dia anterior. 

-Ei, Felipe, não é? -sorriu.

-Sim. O que quer de mim? 

-Nada, só queria te conhecer um pouco. Cansei de andar com os populares.

-E agora quer ser um nerd artista? -zombou.

-Quem sabe.. -deu de ombros. -Eu sei tocar pandeiro. Isso me faz um artista?

Felipe riu e balançou a cabeça.

-Aê, Felipe! -Alan gritou seu nome. -Espero que não esteja sem grana hoje. -riu quando chegou perto dos dois.

-Desculpa, mas você não vai levar o dinheiro dele hoje. Aliás, nunca mais.

-O que deu em você, Rafa?

-Rafael. Eu fiquei sabendo o que você faz com os alunos. Rouba o dinheiro deles como se fosse o rei do colégio e eles seus peões.

-E daí? Olha, vou te dizer uma coisa. Ou fica do meu lado ou contra mim. Você escolhe. 

-Já escolhi. -botou a mão no ombro de Felipe.

-Jura? Vai defender o nerdzinho idiota? Achei que você era um de nós.

-Nunca vou ser um de vocês. -cuspiu as palavras para fora.

-Ok. Então estará contra nós. Passa o dinheiro você também.

-Não. Não vou passar. O Felipe também não, ninguém te deve nada, Alan. -cruzou os braços.

-Está querendo me desafiar? 

-Eu? Claro que não. Só quero te falar uma coisinha. 

-E o que seria?

-Eu sei o que você faz com o dinheiro. Sei exatamente como gasta essa grana roubada dos alunos. E sei quantos anos de prisão isso dar. Se quer saber, dar muitos anos. 

-Você nem sabe do que está falando. -Alan disse nervoso.

-Pedro Rezende. Esse nome te traz alguma lembrança? -sorriu de canto.

-Não sabe do que está falando.

-Ah, sei sim. Tenta tirar mais um real de qualquer um desse colégio para testar meu conhecimento.

-Você está jogando do lado errado, Rafael.

-Não. Você que está jogando errado, Alan. Quando Rezende quiser, você será exposto. -o olhou sério.

-Fica aí com seu amiguinho. Eu já aguentei demais por hoje. -bufou irritado.

Alan saiu pisando fundo, com raiva do mundo. 

-Ele vai se arrepender dessa vida. -o loiro suspirou.

-Do que está falando? Quem é Pedro Rezende? -Felipe estava curioso demais.

-Podemos conversar em um lugar menos cheio? -olhou ao redor, vendo os alunos rindo e se divertindo enquanto lanchavam.

-Vamos até minha árvore.

-Você tem uma árvore? -riu.

Os dois foram em silêncio até os fundos da quadra de futebol onde tinha um grande carvalho.

-Essa é minha árvore. -o moreno sentou embaixo.

-Muito linda. -o loiro sentou também.

-E então? 

-Pedro Rezende é um traficante bem famosinho entre os alunos. 

-O quê? -Felipe quase gritou.

-Lembra o porquê que eu fui expulso do outro colégio?

-Brigou com um cara.

-Esse cara era um amigo meu. Mas ele acabou indo no caminho errado. Conheceu o tal do Rezende e começou a comprar drogas dele. Eu tentei evitar e abrir os olhos dele, mas não deu. No meio disso tudo, acabamos brigando feio, eu e ele fomos expulsos do colégio. Eu acabei contando aos pais dele sobre as drogas e o enviaram para uma reabilitação. Eu vim para cá. Depois que você falou sobre o Alan, tentei investigar por que ele roubava dinheiro, acabei descobrindo que ele comprava drogas ao tal Rezende também.

-Que loucura! Nunca imaginei que o Alan seria esse tipo de cara. -Felipe estava em  choque.

Alan poderia ser um babaca que lhe roubava, mas não imaginaria que ele roubava para comprar drogas.

-É bem bizarro, mas já resolvi. Falei com a diretora assim que soube, ela prometeu conversar com os pais dele.

-Isso é bom, se a lerda da diretora cumprir o que prometeu. 

-Ela vai cumprir, vou está no pé dela até cumprir. -riu e fez o outro rir.

-Rafael.. 

-O que foi? -parou de rir.

-Obrigado por bater contra o Alan para me defender. Eu te julguei mal, achei que era mais um popular ridículo. 

-Tudo bem, as aparências enganam. Eu achei que você era só mais um nerdzinho chato. 

-Ei! Eu não pareço chato. -reclamou.

-Verdade. Nenhum chato gosta de literatura. Também não cantam bem e tocam piano. -sorriu envergonhado.

-Estava me espionando, por acaso?

-Por acaso. -riu.

-Sério? -Felipe se assustou.

-Sério. Eu fiquei olhando seu ensaio com a ruivinha do violoncelo. 

-Eu não acredito. Por quê?

-Queria te conhecer melhor. Você é gatinho, gosta de literatura e tem cachinhos de anjo. Sei lá.. -deu de ombros. -Essa mistura me desperta interesse. 

-Ah, meu Deus! Você estava me espionando e está flertando comigo? -riu nervoso.

-Se você estiver interessado no meu flerte sim, se não estiver, não. 

-Você é... inacreditável. -riu.

-Eu sei. -passou a mão nos cabelos loiros. -Mas e aí, aceita sair comigo? -sorriu de lado.

Houve um breve silêncio.

-Aceito. -sorriu.

Na sexta-feira, os dois jovens foram até o cinema. O filme em cartaz era um romance gay, Com amor Simon. Filme lindo, com tema e cenas maravilhosos. 

Se divertiram e lancharam no shopping. Rafael caminhou pelas ruas da cidades ao lado de Felipe até a casa do moreno.

-Então... gostou do filme? -o loiro perguntou parando em frente a porta.

-Muito. E você? -estava envergonhado.

-Bastante. Gostei mais da companhia. -sorriu.

O moreno ficou constrangido e querendo cavar um buraco para sair dali.

-Então, nos vemos amanhã? -perguntou inseguro já segurando a maçaneta da porta.

-Espera! -pediu o loiro. 

Rafael se aproximou do moreno e acariciou a bochecha corada. 

-Gostei muito da nossa tarde. Espero que possamos sair mais vezes. -falou baixinho.

-Claro que sim. -Felipe sorriu.

Se aproximou do loiro e lhe deu um selinho. Sorriu ao separar os lábios, mas logo voltou a uni-los. O beijo que começou com um selinho, se tornou um beijo de verdade. A língua de Rafael pediu permissão e foi concedida. Aprofundando ainda mais aquele ósculo. 

Ao se separarem, sorriram um para o outro. 
-Preciso ir. 

-Você quer sair comigo amanhã a noite? Pode ser ao cinema novamente. -Felipe sugeriu.

-Com certeza. Te pego às seis horas, pode ser? 

-Combinado. 

-Você quer que filme? -o loiro perguntou.

-Qualquer um. Não vou ver nada mesmo. -sorriu e puxou o loiro para mais um beijo. 

Rafael mordeu o lábio inferior do moreno e deu um selinho, finalizando o beijo ardente recém dado.

-Até amanhã. -o loiro se despediu.

-Te espero às seis. -deu tchau.

Os dois sorriram. Felipe abriu a porta e entrou, Rafael caminhou pelas ruas se sentindo leve e quente mesmo com aquele frio todo. 

Sim, todos os colégios são iguais. Tem os grupos dos populares, nerds, artistas. Mas também tem aquelas pessoas que fogem do normal, que estão lá para serem diferentes, para não pertencerem a nenhum grupo em específico. 

Felipe e Rafael eram as exceções do colégio Pascale. Um nerd que também fazia parte dos artistas e um popular que renunciou seu papel de rei e preferiu andar com um nerd artista. 

Assim é o Amor, não se encaixa nos padrões ditados pela sociedades. Amor é a exceção.


Notas Finais


Os que comentaram na fanfic, por favor, comentem aqui novamente! Agradeço muitooo. Amo cada um.

Ah, só lembrando, essa terá um segundo capítulo.


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