História Amor de Desconhecidas - Capítulo 2


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Categorias Red Velvet
Visualizações 109
Palavras 1.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - !2


Seulgi não conseguia dormir, uma de suas cicatrizes que tinha no pescoço estava doendo muito, mas, não era só por isso, haviam mais dois motivos para a garota estar sem nenhum sono sequer. Estava pensando no  aniversário do acidente no avião de seus pais no dia de seu aniversário de 1 ano. E, também, em alguns sonhos que tinha frequentemente, mas não falava pra ninguém, com medo que chamassem a mesma de Louca Perturbada por estar sonhando com pessoas que sequer existiram.

- Acordada até essa hora, Seul? - sua tia apareceu na porta azul clara da garota e a viu olhando para a lua que, por sinal, estava linda.

- Estou sem sono! - ela respondeu sorrindo fofamente para a mais velha.

- Tente dormir ao menos um pouco, se esforce. Afinal, amanhã é seu primeiro dia na escola nova, e você não quer ficar parecendo um zumbi durante as aulas não é? - a mais velha disse, se encostando na porta.

- Tudo bem então. Vou tentar! - Seulgi assentiu e se deitou, logo recebendo um beijo carinhoso em sua testa e um boa noite.

A mulher saiu, fechando a porta delicadamente atrás de si, enquanto a garota virava para o outro lado, tentando pegar no sono.

Seulgi acabou adormecendo minutos depois.

- Vem Jennie! Quero te mostrar uma coisa. - Jisoo agarrou a mão da mais nova até a pequena varanda da mesma.

- Meus pais podem nos pegar, Unnie! - Jennie respondeu, parando o trajeto fazendo Jisoo olhar pra trás

- Relaxe, pequena! Está tudo sob controle, eles não irão nos pegar. - a morena passou as mãos no rosto de Jennie que corou levemente.

- Tudo bem então. Mas, tem que ser rápido! - a mais nova apenas concordou com o pedido da mais nova e elas caminharam até a varanda, as duas pararam por um instante e se encararem.

- Preparada? - Jisoo pergunta olhando para baixo junto com Jennie

- Yep, vamos antes que eu perca a coragem! - Jennie disse fazendo Jisoo rir e subir na grade de madeira ajudando a outra fazer o mesmo, logo, as duas estavam no chão rindo da loucura que acabaram de fazer

Logo se levantaram e saíram correndo até o lago, a luz da lua facilitava o caminho das garotas, ajudando-as a não tropeçar em galhos e essas coisas.


Seulgi abriu os olhos rapidamente, sentia seu coração acelerado e sabia que já havia acontecido antes, mas nunca via até o final, se levantou e voltou para a janela, prestando muita atenção na lua.

No dia seguinte...

- Eu disse para você não dormir tão tarde, Saranah! Eu avisei. - sua tia estava sacudindo a garota sentada em uma espécie de banco próxima a janela grande que iluminava, ao menos, quase todo o seu quarto.

- Aigoo, Mina-ssi deixe-me dormir mais 5 minutinhos, yep? - pediu Seulgi, em tom manhoso

- Nop, nem mais 5 segundos. Quero você lá embaixo nesses 5 minutos que quer desperdiçar dormindo. Tem de se arrumar rápido a escola não fica tão perto quanto você pensa, Seulgi! - era um sermão que Mina sempre dava na sobrinha quando a garota não queria acordar, sua esposa, ChaeYoung era muito mole para colocar a sobrinha em ordem e sempre sedia seus desejos, caprichos e vontades. Ela estava certa de algum modo, a garota era órfã desde que, praticamente, nasceu, tinha a responsabilidade de cuidar da irmã mais velha, Dahyun, quando suas tias estavam viajando à trabalho, que era sempre, já que a mesma era irresponsável dificuldade em biologia, química, física e inglês.

Seulgi se levantou e caminhou até o banheiro de seu quarto mesmo, tomou um banho rápido, arrumou os cabelos e colocou seu uniforme bem passado por ChaeYoung e em seguida, caminhou até a cozinha pegando apenas uma maçã e caminhando até o Tsunade High School, foi até a sala da diretora e pegou seus livros e horários, caminhou até a sala que indicava 1C e adentrou na mesma que estava deserta, andou até uma carteira próxima a janela e pegou seu celular, ao desbloquear o mesmo se deparou com uma foto de seus pais, com a pequena nos braços e Dahyun com, aproximadamente, 14 anos de idade. Lágrimas começaram a cair de seus olhos sem nenhum aviso prévio sequer, até que Seulgi já não podia aguentar mais e chorou, suas bochechas avermelhadas e seu rímel manchando seu rosto branquinho, fofo e macio. Segurou o choro, mas as lágrimas ainda escorriam, deixando suas bochechas cada vez mais avermelhadas. Continuava olhando para a foto, por mais que a mesma trouxesse dor e um vazio, continuava apreciando o rosto de seus pais que mal havia conhecido, Kang tinha certeza de que seus pais haviam sido assassinados, o avião estava em perfeitas condições pelo que foi dito, para seus pais, ela e sua irmã, por mais que Seulgi ainda não compreendesse muito bem, sua irmã contou o que haviam dito na véspera da viagem até o Japão, repentina, de seus pais. Continuava pensando nas possibilidades do acidente terrível que havia tirado duas filhas de seus pais e os pais de suas duas filhas.


 Nenhuma dor no mundo se compara a dor de perder as duas pessoas mais importantes do Universo, as duas pessoas que lhe trouxeram ao mundo para que você pudesse fazer alguma maldita diferença, que lhe protegem até o último fiozinho de cabelo, em um mundo aonde é cada um por si, sobreviva se puder.

Em um mundo cheio de crimes, violência, corrupção, tráfico, sequestros, estupro, prostituição. Em um mundo aonde ninguém é de ninguém, que estávamos desprotegidos e qualquer tragédia poderia acontecer conosco ou com nossa família e amigos em um simples piscar de olhos, em um suspirar de alívio.


Kang estava distraída demais com seus pensamentos sobre a morte de seus pais que não percebeu Joohyun entrando na sala, ainda vazia.

Passou o dia com a garota, e ao chegar em casa, foi barrada por Dahyun na porta de seu quarto.

- Eu conheço esse sorrisinho, abre o jogo Kang, quem é a garota? - a ruiva estava encostada na porta azul clara, com um sorriso malicioso no rosto.

- O que!? Está maluca, Tofu? Não tem garota nenhuma, deixe-me entrar sim? - Seulgi continuou andando mais foi interrompida pela garota encarando a mesma com uma expressão que dizia 'se não me contar por bem, vai contar por mal'. Já conhecendo aquela expressão, Seulgi tinha apenas uma saída, disfarçadamente, encostou as duas mãos na barriga da mais baixa e começou a movimentar as mesmas, fazendo com que sua irmã desse uma risada esganiçada, esse era o ponto fraco de Dahyun, cócegas.

- Okay, okay. Não toco mais nesse assunto. - a garota saiu do caminho com as mãos nas costelas

- Diga para nossas tias que não estou com fome e que já vou dormir! - ela beijou o rosto de Dahyun e fechou a porta, deitou em sua cama, de uniforme mesmo, e suspirou de alívio, e também por ter conhecido um anjo, esse anjo se chamava Bae Joohyun. 



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