História Amor de Fada - Capítulo 66


Escrita por: , Nashii01 e ShiroS2ps

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Erza, Fairytail, Flare, Gajeel, Gale, Gray, Gruvia, Jellal, Jerza, Juvia, Levy, Lisanna, Lucy, Lyon, Makarov, Meredy, Nalu, Natsu, Rogue, Sting, Ultear, Yukino
Visualizações 63
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 66 - Jantar de família


Natsu Pov´s on

Mal a Lucy me abriu a porta sorri e mexi no cabelo com a mão para tirar um pouco da água da chuva e também porque estava meio sem jeito.

- Posso entrar? – perguntei visto que a loira ainda me encarava confusa.

- Sim, claro. Desculpa. O que fazes aqui, não estavas em casa?

- E estava. Por isso é que resolvi vir fazer-te companhia.

- Queres tomar banho ou assim? Pareces estar gelado… Não devias ter vindo só por minha causa…

- Não disseste que não gostavas de estar sozinha? Então, iá estou aqui, agora não adianta falar mais nada.

Fomos andando para o quarto dela sem pensar muito sobre isso, mas como amigos mesmo, todos os amigos fazem isso, não é?

- Então, tudo bem se eu usar a tua casa de banho?

- Ah, força. As toalhas estão no sítio de sempre então fica à vontade.

Assim que lá entrei tirei uma toalha do armário e atirei-a para cima da porta da box do chuveiro, como sempre, e tomei um banho rápido para a Luce não ficar muito mais tempo sozinha. Sei que agora estava mais perto, mas mesmo assim.

Inconscientemente, quando já estava quase seco abri o armário e olhei para a prateleira onde sempre tinha alguma roupa minha dobrada e perfeitamente organizada. Agora a prateleira estava vazia porque ela tinha devolvido tudo o que era meu através do Gray e talvez aquilo me tivesse deixado um pouco desconfortável.

- Hm, Luce? – falei aparecendo à porta.

- Sim? – respondeu abrindo os olhos para falar comigo.

- Não queria incomodar, mas… Que roupa eu vou vestir?

- Ah, tem no arm-… Ah, espera eu vou procurar alguma do Gray por aí, não deve ser difícil de encontrar. – Falou saindo do quarto, meio desconfortável.

Enquanto ela não apareceu eu sentei-me na cama a olhar todos os pormenores do seu quarto. Apesar de não estar ali há meses tudo permanecia exatamente igual, limpo e geometricamente organizado.

- Toma, já deves estar farto de usar as roupas do Gray não? – falou ela rindo e atirando-me as roupas para a cara.

- É, infelizmente… - sorri de volta. – Já volto.

Dentro de poucos momentos regressei ao quarto ainda a acabar de vestir a t-shirt.

- Então, o que é que vamos fazer agora? – questionou a Lu assim que me deitei à sua beira.

- Não sei. Não é melhor tentares dormir?

- Ah, sei lá. Agora não estou com muita vontade.

- Pronto, então vamos conversar um pouquinho para ver se acabamos por adormecer. – Bem, eu não iria enquanto ela não tivesse a dormir descansada. – Pois é, como é que tens andado acerca das dores e assim. – comentei visto que ela ainda se contorcia à procura de uma posição confortável.

- Ah agora não está muito agradável, realmente.

- Tomas-te a medicação na hora certa? A esta hora já devia fazer efeito há muito. – Falei ao olhar o relógio que estava em cima da mesinha dela. 4h22min.

- Na verdade eu não tomei à noite… - anunciou receosa.

- Porque não?

- É… Eu sei que não devo tomar sem comer antes…

- Tu não jantaste, não é? – levantei-me já a bufar mentalmente, chateado por ela continuar a fazer estas coisas quando está nervosa ou algo a incomoda. – Já volto.

Depois de ter preparado um lanchinho rápido voltei ao quarto. Mal a loira acabou de comer e tomou a medicação pousei o tabuleiro no chão e voltei a deitar-me à beira dela, a olhar para o teto.

- Lucy?

- Oi. – Ela aconchegou-se e prestava atenção virada para mim, encarando-me.

- Com o que é que sonhaste?

- Ah… - ela fez uma pequena pausa antes de começar a falar e eu pensei interrompe-la para dizer que ela não precisava de falar se não quisesse, mas a loira logo voltou à conversa. – Foi com o Bora. Na verdade, não só com ele, mas dos momentos que lá passei.

- Eu não… Eu não fazia ideia que algo assim iria acontecer. Eu sei que não gostava dele e isso bastava-me, mas tu gostavas e eu não conseguia ver mais nada à minha frente.

- Na verdade, já te disse que eu não gostava dele.

- Eu sei, mas sei lá, eu não sabia. – E lá comecei eu a parecer um confuso, eu sei que ela entende. – Ele costumava já ser assim contigo?

- Bem, como da última vez especificamente não. Não costumava chegar a esse ponto, até porque se chegasse nem sei o que seria de mim. Mas que ele gritava, passava-se, não me deixava sair de casa dele, magoava-me e parecia totalmente louco, isso sim. Posso parecer uma pessoa horrível, mas nunca pensei que ia odiar tanto uma pessoa ao ponto de desejar que ela não regressasse a casa, nem que fosse porque lhe tinha acontecido algo. Arrependo-me totalmente de não ter pedido ajuda a alguém. Queria ajeitar as coisas sozinha e só acabei por fazer pior e preocupar toda a gente mais do que teria feito inicialmente. Eu só queria que tudo tivesse ficado bem. – Terminou ela respirando fundo e abaixando rapidamente a cara assim que os seus olhos se encheram de lágrimas o que me fez abraçá-la imediatamente.

- Lu-ce… Por favor, desculpa-me. Eu nunca devia ter deixado isto acontecer. Eu devia ter lutado por ti. Eu Não devia ter desistido de ti assim. Fui fraco. E-eu… - penso que poderia ter ficado a falar a noite toda, mas fui impedido pelo doce toque dos lábios da loira.

 

Juvia Pov’s on

- Como disseste que o rapaz se chama mesmo? – questionou a minha mãe com o habitual ar de superioridade e arrogância.

- Gray-s… Gray. – Repeti, tentando não perder a cabeça.

Vá lá Juvia é só mais uma noite, depois talvez se voltem a esquecer de ti por mais uns anos.

- Qual seria então o objetivo deste alegre encontro de família. – Falei ironicamente, mas nem isso eles perceberam.

- Pretendemos descobrir se o teu colega tem potencial para ser um herdeiro e gerir o que lhe for entregue visto que a nossa única filha, infelizmente, é uma menina.

- Eu já disse que posso tratar das minhas coisas sozinha.

- Bem, isso não interessa. Então, Gray, gostaríamos de conhecer a tua família não eles.

- Então Senhor, eles são a minha família. Os meus irmãos, Lyon e Ultear. Esta é a Meredy, namorada do meu irmão, e ele é o Eric, namorado da minha irmã. – Estou até admirada com a postura do Gray, bem, não que eu não achasse que ele não conseguia agir calmamente, mas nunca sei o que esperar ao certo.

- Referia-me aos teus pais. – insistiu o meu pai, ainda por cima num assunto delicado.

- Eu sou adotado, Senhor. Os meus pais morreram quando eu ainda era muito novo.

- E os teus pais adotivos?

- A minha mãe morreu, também num acidente, não há muitos anos…

- Entendi, história triste de novela, mas não interessa. Vais dizer que também não tens pai adotivo? – a minha mãe mostrava-se insensível como sempre, mas o Gray mantinha a naturalidade e concordou com ela. – É por estas coisas que o nosso país está como está. Como é que o governo pode aceitar uma coisa destas? Deixam uma mulher solteira adotar crianças? Onde é que uma mulher solteira conseguiria educar três pirralhos sozinha? Por isso que os jovens de hoje em dia são assim.

- Desculpe? O que é que acabou de dizer? – falou a Ultear já perdendo a cabeça. Não sei o que fazer, vai correr tudo mal.

- O que a minha irmã quis esclarecer foi o facto de que na nossa casa nunca nos faltou nada, muito menos educação, não se preocupe.

- Eu vou à casa de banho. Com licença. – Falou a Ultear saindo em qualquer direção, provavelmente apenas para se acalmar.

O silêncio permaneceu por alguns momentos e nunca pensei que fosse mais reconfortante e menos desconfortável do que ouvir alguém falar. Passado algum tempo a Ultear voltou pedindo desculpa pela sua “falta de cortesia”. Eu valorizo o esforço de todos eles, eles estão a ser incríveis para me ver bem, mas até eu já não aguento o pensamento do século XV dos meus pais.

- Sabia que sempre devíamos ter-te juntado com o filho dos Dragneel. Nada disto teria acontecido. Ele deve ser um rapaz empreendedor, um homem de negócios, um homem de família e não, bem, isto. Não foi isto que eu queria para a minha filha. – No momento em que o meu pai estava a enaltecer as possíveis “qualidades” do Natsu o Lyon engasgou-se e a Meredy fazia de tudo o que conseguia para não soltar aquela risada que já a estava a deixar vermelha.

- Só que aqueles liberais nunca nos deixaram juntar-vos com medo que nós quiséssemos um casamento arranjado. Pfft. Eles devem achar que nós somos o quê? Quaisquer uns? – concluiu a minha mãe. Enquanto isso olhei a cara do Gray e percebi que ele já não sabia se chorava, se ria, se só saía aos gritos com tanta anormalidade.

A conversa foi quebrada pelo Garçom que passado todo este tempo apareceu com algumas entradas.

- Então, Eric, és o herdeiro dos Heartfilia certo? – recomeçou o meu pai, esquecendo totalmente a minha presença e a do Gray. Os outros sempre eram mais importantes para eles.

- Hm sou sim. Eu e a Lucy, a minha irmã.

- Então, não era para parecer que me estou a intrometer, mas não achas que uma rapariga que só está contigo pelo teu dinheiro e status social vai trazer uma má reputação à imagem da tua família. – Falou olhando a Ul de canto.

- Desculpe, mas a Ultear não quer nem precisa do meu dinheiro ou status, ou seja lá o que for. Ela é dependente e pode conseguir tudo o que desejar sozinha, sem necessitar desse tipo de apoio da minha família.

- Isso é o que dizem todas. Eu estaria atento, rapaz. Pareces ser tão inteligente e bem-sucedido, não te deixes enganar por essas meninas destas famílias. Olha que eu sei do que falo. – Continuou a minha mãe, já a fazer a minha cabeça ferver.

- Mãe, já chega. Penso que…

- Fion? – falou o meu pai interrompendo-me novamente e fingindo com que eu não existia.

- O meu nome é Lyon, Senhor. – Respondeu ele, um pouco assustado.

- Como queiras, não interessa. Tu não namoravas com a minha filha?

O Lyon olhou para mim como que me perguntando o que fazer, mas eu já nem conseguia pensar direito.

- Achas que tem jeito, Juvia? Meteres-te com qualquer um? Já pensaste o que será da nossa família?

- Chega! O que é que vai acontecer com a nossa família, hein? Vai ser destruída porque eu ando com “qualquer um”?

- Juvia! Não nos respondas dessa forma. Sabia que estas influências dariam nisto. Foi essa a educação que te demos? – a minha mãe já se mostrava irritada, mas permanecia com o tom de voz baixo e estava a começar a ficar envergonhada pelas pessoas do restaurante que já nos olhavam de canto.

- Qual educação? A que a empregada me deu? Ainda bem, né. Porque se eu fosse como vocês…

- Juvia, não te atrevas a responder de novo. Vais voltar de avião connosco e é ainda hoje. Não podemos deixar que ajas assim.

- Aí é? Então obriguem-me. Querem saber? Eu estou farta de tudo isto. Quando precisarem de algo não me tentem contactar. Não vou estar disponível. – Falei levantando-me.

- Juvia, não te atrevas a dar nem um passo. Senão… - o meu pai aumentava a voz e a minha mãe já nem sabia onde se meter.

- Senão o quê? Venham malta, vamos jantar ao McDonald’s. Eu pago. – Falei puxando o Gray pelo braço.

- Tens a certeza de que queres fazer isto? – sussurrou ele depois de também se ter levantado.

- Já fiz. Ah, e escusam de tentar dizer mais algo, já sei o resto do discurso de cor. Sou a desonra da vossa família, a vergonha das vossas vidas e blá-blá-blá. Mentalizem-se que eu também já me mentalizei. Custa menos. – Terminei virando costas e deixando-os aparentemente mudos.

O Gray passou o braço nos meus ombros e deu-me um beijo na bochecha e logo de seguida olhou para trás. Saímos do restaurante e os nossos amigos vieram atrás ainda boquiabertos.

Sair do clima daquele restaurante foi o maior alívio que já senti. Todos já estávamos fartos daquela noite.


Notas Finais


#Shiro


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